domingo, 28 de novembro de 2021

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ESTUDANTE GUINEENSE VÍTIMA DE ATROPELO VIVE DESCASO MÉDICO NO BRASIL

Postado Por Roberto Leal  | Sem Comentarios

Foi no ano de 2015, quando saiu da Guiné Bissau, a sua terra natal, para estudar na UNILAB - Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira, no município de São Francisco do Conde, no Recôncavo da Bahia, in Brasil, o estudante guineense Felipe Buba Nhada, 31 anos, jamais imaginava que a viagem dos seus sonhos, para fazer uma graduação de ensino superior na área de Humanidades, se tornaria essa grande história de terror.

A situação de Felipe é critica
Após ter sofrido um atropelamento, no município de São Francisco do Conde, muitas idas e vindas, idas e voltas, muitos capítulos de descaso com relação a situação médica do estudante, que corre o risco de perder a capacidade de locomoção, em consequência das sequelas deixadas pelo acidente, ocorrido apenas dois meses após a sua chegada ao Brasil. O que pode ocasionar em sequelas graves a sua coluna.
“Depois que comecei a fazer fisioterapia, ele (o médico) examinou meu caso e disse que, se eu não fizer logo a cirurgia, vou acabar desencadeando outros problemas, porque eu sobrecarrego, de peso o lado direito, que é o lado que não teve problema, e com o tempo até esse lado vai ser atingido e afetará também a minha coluna”, relatou o estudante, que atualmente conta com a ajuda de amigos, campanhas, vakinha e solidarieda
de compartilhada.
Na Bahia, falam que não tem a prótese que ele necessita para o procedimento cirúrgico, que poderá ajudar na sua recuperação. Em unidades particulares, o custo de uma cirurgia como a que Felipe necessita para se recuperar totalmente, tem uma variação de valor que fica entre R$ 50 e R$ 65 mil, de acordo com orçamentos.
O drama de Felipe, contudo, não acaba por ai, vai muito além da tentativa de arrecadação desses valores. Já dura 6 anos essa Via Sacra do jovem guineense por atendimento. Após o acidente, em junho de 2015, quando ainda iniciava o curso de Humanidades, na citada universidade, e vivia do 'Auxílio Moradia', o estudante passou por algumas unidades médicas. Após ficar três dias internado no próprio município de São Francisco do Conde, em um hospital municipal, foi transferido para o Hospital Professor Eládio Lasseré, na Capital, em Salvador. Contudo, teve seu drama agravado.
Sem atendimento adequado, recebeu alta após duas semanas de internamento, com apenas uma receita de medicamentos em mãos. Achavam ali que haviam resolvido o problema. O resultado do tratamento superficial, só foi sentido dois anos depois, em 2017, quando Felipe Buba Nhada, passou a sentir fortes dores. Ao retornar ao Hospital Eládio Lasserre, foi medicado novamente e, por falta de estrutura no local, foi transferido para o Hospital das Clínicas, onde foi diagnosticado com uma artrose no quadril esquerdo, provocada pelo acidente e agravada pelo não tratamento adequado. O que Felipe não esperava e nem sabia, era que seu quadro clínico poderia piorar ainda mais. Hoje, além do risco de ficar paralitico, ele enfrenta muitas dores e já tem a locomoção parcialmente afetada em razão da lesão.
Atualmente ele está residindo em São Paulo, enquanto tenta arrecadar os valores para avançar com o seu tratamento. Ele tenta acelerar a previsão de cirurgia no setor público. Hoje, estima-se que ele deve demorar 15 anos na fila por uma prótese.

Raio X do local da lesão no quadril
Uma das pessoas que atuam para tornar a caminhada de Felipe pelo tratamento mais rápida, é o ativista do movimento negro e doutorando na Universidade do Sul da Bahia, Antônio Gonçalves, avalia que o caso demanda uma análise fria, que passa por observar a inoperância do Estado brasileiro no tratamento médico a um visitante. Gonçalves critica a forma que a própria Universidade está encaminhando o caso e acredita que já deveria ter havido uma solução mais efetiva.
“A questão de Felipe é a ponta de um iceberg para o tratamento das instituições brasileiras para com os estrangeiros, mais precisamente com os africanos”, frisou Gonçalves. Já o jurista e Prof. Dr. Alfa Oumar Diallo, senegalês e docente dos cursos de Direito e Relações Internacionais da Universidade Federal da Grandes Dourados (UFGD), há mais de 12 anos, avalia que é óbvia a existência de um quadro caótico na saúde pública brasileira e que a influência da questão racial neste caso é evidente, porém não é oficializada. A forma com que o aspecto racial se apresenta, disfarçadamente, na opinião dele, dificulta, contudo, atribuir influência do racismo ao descaso sofrido pelo estudante.
Por causa desses aspectos, o CEN - Coletivo de Entidades Negras, organização do movimento negro brasileiro, que atua pela garantia de direitos para a população negra no Brasil, resolveu apurar o caso. Coordenador de Relações Internacionais do CEN, o ativista, Mestre e Doutorando em Relações Internacionais, Beto Infande, que também é natural da Guiné-Bissau e está acompanhando o caso, afirma categoricamente que há racismo no tratamento vivenciado pelo estudante Felipe Buba Nhada. “Tenho certeza de que se a pessoa sofrida fosse branca, esse comportamento seria outro”.
Doutorando em Relações Internacionais pela UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina, o dirigente do CEN também teceu críticas à forma com a qual a Unilab conduz o caso, de forma desrespeitosa com um estudante deslocado para o Brasil. “Coloco a responsabilidade grande na instituição, porque Felipe ainda é estudante até hoje. Quando ele sofreu o acidente, eu mesmo o acompanhei no hospital e, quando voltamos, a própria Unilab entregou a ocorrência que fizeram para o rapaz que cometeu o acidente, mas ele nunca foi chamado até hoje. A universidade é uma instituição brasileira que cria cooperações para trazer estudantes africanos, porém, não está respeitando o direito desses estudantes”, pontua Infande.
Fonte: Redação 4P
Fotos: Arquivo Pessoal
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quinta-feira, 25 de novembro de 2021

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SARAU DO ÁGDA A POESIA NEGRA REVERENCIA ZUMBI DOS PALMARES

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A poesia nossa de cada dia no Prato
Nessa Edição alusiva e comemorativa ao mês da Consciência Negra, a poetisa e curadora do SARAU DO ÁGDA, o sarau do prato mais sagrado da Bahia, a professora e poetisa Jovina Souza, traz: duas Pretas maravilhosas a Marques e a Luz, traz uma Rainha de nome Dejanira, uma Rejane que vem dos Souzas, um Rei dos Saraus encarnado em Valdeck Almeida de Jesus, uma Jeane acompanhada de uma Juliana, são elas Sanchez & Sankofa, uma Érica que vem dos Azevedos e Benilda dos Amorins, um Roberto que é Leal e transparente e um poeta angolano que além de professor é filosofo e músico Edson N’tukatandy, uma poetisa angolana que mora na Rússia, onde estuda e a sua Graça é retribuir com uma Flora Salvador esses dois convidados internacionais.

Teremos ainda: a poesia de Vânia Melo, de Anajara Tavares, de Italva Cruz, de Raimundo Moura, de Rosane Jovelino, autora do livro "Patuá", em direto do Quilombo Kaonge, in Cachoeira/BAHIA-Brasil. E os poetas colombianos  Daniel García, Hendrix Gutiérrez Ibarguen e Ruth Cuesta Borja.

Dia 27/11, às 18 horas do Brasil, 22 horas de Angola, com a força das palavras incorporadas nas poesias empoderadas das poetisas negras presentes e dos argumentos de resistência dos poetas aglomerados nessa imensa Nave virtual – Canal Ágda Youtube. O Sarau do Ágda é a delicia da Poesia Negra servida no Prato, para delírio do povo preto da periferia ou não,
em todo Brasil e no mundo.
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sábado, 20 de novembro de 2021

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"ALMA CATIVA" INDICADO AO PRÊMIO MARIA FIRMINA DE LITERATURA

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Margarete Carvalho in noite de autógrafos na Casa de Angola
O Prêmio Maria Firmina de Literatura, que é promovido pela Casa de Cultura e produtora A Borda Cultural, com o apoio da FLUP – Festa Literária das Periferias, O prêmio leva o nome da primeira escritora, romancista negra brasileira Maria Firmina dos Reis, que publicou o livro URSULA, em 1859. E o romance “Alma Cativa” Editora Òmnira/2019, 200 páginas, da professora e escritora Margarete Carvalho é uma das obras finalistas na categoria Ficção.
A premiação contemplará 4 categorias: Não ficção, ficção, poema/poesia e novos autores e a iniciativa nasceu com o objetivo de fortalecer, estimular e promover o surgimento de novos nomes para a Literatura Brasileira. A falta de autores negros (as), não é o resultado de não termos negros escrevendo, mas sim causa de um apagamento, um silenciamento histórico, por razões que vão desde o social até o racial. De maneira que o Prêmio Maria Firmina de Literatura nasceu em meio ao caos, com a intenção extra reparatória ao epistemicido.
“Alma Cativa remete a um pensar sobre os aprisionamentos culturais, não apenas dos corpos, mas das mentes, sobre as investidas constantes das tentativas de aniquilação do reconhecimento dos elementos positivos do ser negro, que se configuram pelo aprisionamento e pelas deturpações dos pensamentos, das vivências e dos saberes dos povos colonizados”, disse a professora e mestranda em Relações Étnicas e Contemporaneidade/UESB Géssica Santos Seles, sobre a obra.
Alma Cativa terá 2ª Edição
“Contudo, as linhas do meu texto literário emergiram apenas em 2013, quando atravessei o Atlântico e pisei em África. Em terras africanas e de costas para o Mediterrâneo, algo se conectou dentro de mim como um impulso para a vida e eu despertei de uma inércia incapacit
ante”. A autora Margarete Carvalho justifica ter acordado para a carreira literária, ao incorporar a sua Alma Cativa, em favor da luta pelos filhos da Mãe África.


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terça-feira, 2 de novembro de 2021

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GAROTO MOGLI DE RUANDA VAI DO BULLYNG A CELEBRIDADE

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Venham conhecer a verdadeira história de Zanziman Ellie, 22 anos, o garoto conhecido como “O Mogli de Ruanda”, ele que nasceu com microcefalia e por esse motivo sofria bullying, por conta de sua aparência facial, o tamanho reduzido da sua cabeça, fazendo com que ele resolvesse viver isolado em uma floresta perto da casa dos seus pais. Ele, Zanziman Ellie ficou mais conhecido depois que um documentário sobre a sua vida, foi ao ar no canal Afrimax TV, no YouTube, no ano passado.
Zamziman Ellie no centro da foto com outras crianças
A história do jovem mesmo que inadmissível, é muito semelhante à de Mogli, personagem do cinema infantil, o garoto que foi criado na floresta por lobos (O garoto lobo - o menino Mogli de verdade existiu. O indiano Dina Sanichar, viveu no século XIX e foi criado por lobos). Porém, as razões que fizeram de Zanziman o Mogli Ruandês, são totalmente diferentes do personagem do filme. Ao nascer em 1999, desde sempre teve uma aparência física diferente das outras crianças, devido a microcefalia. Isso fez com que a comunidade o rejeitasse, impedindo até mesmo que ele frequentasse a escola, por ser considerado uma pessoa mentalmente incapaz de compreender alguma coisa.
Pelo tratamento cruel que recebeu, Zanziman Ellie cresceu com medo dos seus vizinhos, na aldeia onde nasceu, em Ruanda. “Quando ele vê as pessoas, tudo o que ele faz é correr delas”, afirma a mãe dele no documentário. Além do bullying por causa da aparência, foi revelado pelo documentário que os aldeões perseguiam e batiam nele para tentar mantê-lo longe da floresta e, assim alegavam “protegê-lo”. A forma como o jovem era tratado pelos demais deixava a sua mãe muito triste. “Isso me dói muito, quando meu filho vai, volta e apanha. Eles gritam com ele e o chamam de macaco. Fico tão triste ao ouvir pessoas intimidando meu filho”, revela cabisbaixa a mãe dele, que chegava a percorrer 230 km de selva por semana atrás do filho, para protege-lo, com medo de que ele pudesse não voltar para casa.
A mãe de Zamziman Ellie afirmou que o garoto criou o hábito de se alimentar na
Momentos na floresta com sua mãe

mata, com bananas, frutas e grama, isso mesmo ele come grama, rejeitando até mesmo os alimentos caseiros preparados por ela e vivendo artesanalmente. “Ele não gosta de comida. Ele prefere comer bananas. Ele não sabe de nada, não pode fazer nada”, disse ela. O comportamento dele fez com que os vizinhos o apelidassem de “Jungle Boy”, e como menino da selva, o tratam absurdamente como a um macaco.
Algumas poucas informações dão conta que Zanziman Ellie, já se veste de modo muito elegante todos os dias antes de ir para uma escola, para pessoas com necessidades especiais e vive uma vida normal. A sua vida nova foi graças a exibição do documentário. A Afrimax TV criou na época uma campanha no GoFundMe buscando arrecadar doações e, assim, poder ajudar ele a ter uma vida melhor. Com o dinheiro arrecadado, o jovem foi levado a uma escola para pessoas especiais, no Centro Comunitário de Ubumwe, no Ruanda. Além disso, ele agora é visto constantemente de ternos para ir a aula e passou a ter uma convivência normal com outras crianças, segundo informações de um jornal de Gana. Após o documentário, a vida do jovem mudou muito. Pessoas que antes o batiam e o intimidavam por conta da aparência, agora o tratam como uma espécie de celebridade, sendo parado constantemente por pessoas desconhecidas na rua pedindo para fazer uma foto. Essa é a história da vida real de Zanziman Ellie um microcéfalo que vivia na Floresta.
Fotos: Divulgação
Texto: Roberto Leal
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sábado, 23 de outubro de 2021

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SAMUEL VIDA EM CURSO INTRODUÇÃO A LEGISLAÇÃO ANTIRRACISTA

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Ele dialoga com o racismo
Curso Introdução a Legislação Antirracista, com o Dr. Samuel Vida, em dois dias,  duas horas diárias dias 9 e 10 de dezembro, as 18:30 horas,  O curso tem o objetivo de trabalhar a legislação antirracista e no âmbito do direito a perspectiva do atendimento, interpretação e encaminhamentos práticos para situações de racismo, mas antes, passando pela trajetória do Dr. Samuel Vida, dialogando com o direito dos livros e comparando com sua  vivência cotidiana como advogado.

Desde antes do Dr. Luiz Gama, até os dias de hoje, o direito e racismo são temas elementares e que se encontram em todas as encruzilhadas. Na esfera pública e na privada, todos os homens e mulheres deveriam gozar do mesmo arcabouço legal, mas infelizmente, isso não acontece. O Brasil foi construído sob a tutela do racismo e desenvolveu um poderoso aparato de racismo institucional, especialmente através do direito. Neste sentido, todas leis, regramentos e a atuação das instituições jurídicas são norteadas por lógicas  explícitas ou implícitas que contribuem para a reprodução e perpetuação do racismo. A luta do Movimento Negro garantiu a conquista de normas constitucionais e legislações antirracistas abrindo caminho para mudanças. O desafio de melhor conhecê-las e utilizá -las se apresenta como uma tarefa urgente!

Trabalharemos também:

Marcos históricos da luta antirracista;

Legislação para crimes raciais;

Racismo, discriminação e injúria racial;

Quem é a vítima e defesa da vítima;

Desigualdade racial, violência e justiça;

Inclusão racial e direito.

Mais informações, matrículas e investimento:

https://www.sympla.com.br/introducao-a-legislacao-antirracista-dezembro__1379403 


*Samuel Vida, Ogan de Xangô do Terreiro do Cobre, Advogado, Professor de Direito da UFBA, Coordenador do Programa Direito e Relações Raciais - PDRR - UFBA, Secretário-Executivo do AGANJU - Afro-Gabinete de Articulação Institucional e Jurídica. Mestre em Direito, Estado e Constituição - UnB. Doutorando em Direito, Estado e Constituição - UnB. Temáticas  de pesquisa: Teoria do Direito e Teoria da Constituição. Direito e Relações Raciais. Constitucionalismo Negro. Exuêutica Jurídica. Patrimonialismo Racial. Racistocracia.

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sábado, 2 de outubro de 2021

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MENINA CRIA PROJETO EDUCATIVO NA GARAGEM DE CASA PARA ENSINAR A OUTRAS CRIANÇAS

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Sophia a professora menina
Ela conta com o apoio do pai e da mãe e foi contando com o incentivo dos pais, que o projeto ganhou corpo, um artista plástico e grafiteiro  e uma dona de casa, que cederam a garagem da casa onde moram na Comunidade do Parque São Cristóvão, em Salvador/BA-Brasil, para que sua filha Sophia Mendes, de apenas 12 anos e que está estudando a 6ª Série, no Colégio Estadual José Augusto Tourinho Dantas, criasse o seu  “Projeto Educativo Escolinha Caminho Suave”, que já em seus primeiros 6 meses de funcionamento, já conta com 10 alunos fixos, na faixa etária de 3 a 8 anos.

A Escolinha Caminho Suave não possui ainda uma estrutura para receber outras crianças, faltam mesas, cadeiras, material escolar como: cadernos, borrachas, lápis e canetas, material escolar básico para o desenvolvimento da coordenação motora das crianças. Ela ensina as outras crianças de uma forma improvisada, com móveis mesmo reciclados, consegue dar andamento ao seu Projeto, com a ajuda do pai e da mãe e com uma pouca colaboração de algum pai, mas mesmo com essas dificuldades ela encara de maneira alegre a o seu trabalho educativo com as crianças, “meu sonho é ser dançarina, gosto muito de dança, mas gostaria de ser professora também”. Sophia foi muito taxativa com relação ao seu futuro.

As doações chegando
Sophia recebeu a visita na sexta-feira próxima passada (01/09), às 10 horas, do jornalista e escritor Roberto Leal que sabendo da existência do novo projeto, foi levar uma palavra de incentivo à leitura e de apoio ao projeto, foi levar uma doação de livros infantis, com destaque para “A Rebelião do Melão Amarelão e seus amigos” Ed. Romanegra/2010n- da escritora Darcy Brito, que cada um dos primeiros alunos da carreira de professora de Sophia Mendes, recebeu um exemplar para ser estudado em sala de aula, com leitura, interpretação e acompanhamento de Sophia. Foi apresentado a ela também a Cartilha Hora da Criança da TVE/BA. “Mim sinto feliz por estar passando os meus ensinamentos para outras crianças’, disse Sophia.


Sophia Mendes a “Menina Professora” que já leu nada mais nada menos que 26 livros, e que está descortinando todos os conteúdos possíveis para uma criança da sua idade, recebeu da UBESC – União Baiana de Escritores, as seguintes obras, como uma forma de incentivo à Leitura e que leve e isso a sua Sala de Aula, “O Homem e os Pássaros” e “Predestinado Artesão” do escritor Manuel Porto Lima; ENEBI de Poesia & Prosa – Vários autores; "Bahia de Todos em Contos" – Volume III, vários autores/contistas baianos, da Editora Òmnira; "A Revolta do Melão Amarelão e seus amigos" Ed. Romanegra/Literatura infantil da escritora Darcy Brito e exemplares da revista de Literatura Òmnira.

O Projeto é um exemplo de Cidadania

Se você ficou sensibilizado com essa ação humanitária e quiser ajudar o Projeto Educativo Escolinha Caminho Suave entre em contato com os responsáveis pela Menina Professora Sophia, pelos telefones (71) 98858-1816 Lucilene Mendes da Silva Santos ou whatsApp (71) 98823-9548 Robson Souza, se ainda preferir pode colaborar fazendo um Pix 71-98858-1816 (Chave telefone da mãe de Sophia). Eles precisam de doações e condições para expandir esse ativismo juvenil que a cada dia se faz mais presente em jovens conscientemente humanizados em família.

Fotos: Roberto Leal

 

 

 

 

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quinta-feira, 30 de setembro de 2021

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MELÃO-DE-SAO-CAETANO DO SANTO UM REMÉDIO!

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Os escravos usavam o seu chá em banhos para facilitar o parto e para baixar febres. A infusão dos frutos maduros é boa na cura da hemorroidas. Já usado na água gelada para beber tem acção anti-inflamatória, previne câncer de próstata e combate todo e qualquer tipo de câncer, como também qualquer inflamação, além de ser bastante usado na cura da diabete.
Melão-de-são-caetano

Seu nome popular deve-se aos escravos que se estabeleceram na região das minas auríferas e plantaram ao redor de uma Capelinha em Mariana, no Estado de Minas Gerais. O padroeiro da Capela era S. Caetano e os frutos nascidos alí, e parecidos com uma miniatura de melão, ganhou o nome de Melão-de São-Caetano, nome cientifico: Momordica macrophylla é um género botânico pertencente à família Cucurbitaceae.
É uma planta de origem asiática, mas trazida da África para a América pelos escravos. É um cipó herbáceo muito comum em cercas e entulhos de terrenos abandonados. Seu fruto cor de ouro com protuberâncias moles na superfície se abre espontaneamente em três partes, quando maduro, mostrando suas sementes vermelhas comestíveis de grande beleza e paladar suave, muito apreciado pelas crianças. As folhas dessa planta eram usadas pelas lavadeiras para clarear a roupa.

No Brasil, os frutos são consumidos principalmente pela comunidade nipo-brasileira. São colhidos e vendidos verdes em feiras livres na cidade de São Paulo, sobretudo onde se concentram essa comunidade. Podem ser consumidos também em alguns restaurantes japoneses mais tradicionais. São popularmente conhecidos entre eles como nigauri, nigagori ou goya, sendo essa última denominação utilizada pelos descendentes provindos da província de Okinawa, onde consome-se muito desse fruto.

Modo de usar: Colha os melões nas cercas, terrenos baldios e em matagais, lave-os e coloque-os em uma garrafa com água mineral e conserve na geladeira. Beba sempre que tiver sede, quantas vezes quiser, não tem efeitos colaterais. ASSISTA O VIDEO!



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quinta-feira, 23 de setembro de 2021

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REVISTA ÒMNIRA DESTACA A LUTA DA RAINHA NJINGA A MBANDE

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A primeira Edição Especial da revista angolana de Literatura Òmnira de Jan/Jun-2022, destaca a bravura da guerreira Rainha Njinga Nbandi, na luta contra o domínio dos escravizadores portugueses. Dona Ana de Sousa como era conhecida pelos portugueses, foi a rainha reinante do Reino do Ndongo, entre os anos de 1624 e 1626 e rainha fundadora do Reino da Matamba, reinando de 1631 até sua morte. Rainha do Ndongo, atual Angola, Njinga Mbandi (1582-1663) entrou para a história como combatent

Capa provisória

e destemida, exímia estrategista militar e diplomata astuciosa. Ela chefiou pessoalmente o exército, até os seus 73 anos de idade e era tão respeitada pelos portugueses, que Angola só foi dominada depois da sua morte, aos 81 anos de idade.

A contemporaneidade africana das letras se apresentam nos trabalhos de poetas e escritores como: Admilson Paulo António Faria, Alfredo Bango, Ângela Maria Correia, Blandine Klander, Chavanove Gaieta, Domingas Luzia Chilengo, Eduardo Tchandja, Etelvina Diogo, Felder Christian Simões, Flora Tito Salvador, Fonseca F. Panzo, Ismael Farinha, John Bella, José Dário Paulo e Martha Domingos/Angola; Glória Sofia, José Valdemiro Lopes, Laércia Rodrigues Raposo e Moustafa Assem/Cabo Verde; Ernesto Moamba, Leonildo Inácio Viagem e Morgado Mbalate/Moçambique e Carlos Cardoso/São Tomé e Príncipe.
Do Brasil vem trazendo a força das palavras autores como: Ana Paula Arendt, Baco Figueiredo, Carlos Souza Yeshua, Edenice Fraga, Jeane Sánchez, João Bosco Soares dos Santos, José Olívio Paranhos Lima, Margarida Maria de Souza, Renata Rimet e Valdeck Almeida de Jesus. Matérias chamam atenção pelo conteúdo informativo “Poetisa mirim angolana recebe título no Brasil” do jornalista brasileiro Roberto Leal; “A dependência em África causa o seu sofrimento” do estudante angolano Fonseca F. Panzo; “Jornalismo cabo-verdiano: um instrumento indispensável em crise” do escritor cabo-verdiano José Valdemiro Lopes e “Os Passos Decisivos da Rainha Njinga” do escritor angolano John Bella.
Diante da pandemia COVID-19 e das dificuldades de circulação em espaços físicos, a revista deixou de circular nos últimos dois (2) anos e volta agora em definitivo com sua periodicidade semestral, em suas 32 páginas em preto e branco. Mais informações +55 71 987369778 whatsApp.
Fonte: ASCOM/Revista Òmnira
Gravura: Internet/Provisória
Texto: Roberto Leal
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domingo, 19 de setembro de 2021

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DELEGAÇÃO DE CLUBE MALIANO VIAJA DE LAND CRUISE PARA JOGAR TAÇA CAF

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Atletas no sacrifício

O Binga Football Club, uma modesta equipe da segunda divisão do campeonato maliano, continua a surpreender a todos, nessa presente edição da Taça das Confederações Africanas. A equipa maliana se envolveu essa semana em uma ação inusitada, quando viajou toda a sua delegação por 749 km da Capital Bamako, no Mali até Monrovia, na Libéria, de carros Land Cruiser, para jogar a segunda partida da eliminatória de acesso a Fase de grupos da Taça das Confederações da África – CAF.

De maneira que reforça mais ainda, a ideia de que o futebol no continente berço da humanidade/África, continua a surpreender pelas suas adversidades. Porém, a decisão do clube maliano deve-se ao fato da proximidade geográfica existente entre ambos os países, visto que o tempo de voo, que é uma viagem mais rápida geralmente entre Bamako e Monrovia é de aproximadamente 1 hora e 30 minutos, com uma distância de cerca de 749 km percorridos, segredos da Mãe África.
Atletas e dirigentes do Binga F C
Vale lembrar que no jogo da ida, disputado no Mali, o Binga Football Club, venceu por 3 x 0, triunfando a eliminatória com o resultado de 5 x 0 no agregado, garantindo essa tarde de domingo (19/09), a classificação para a próxima fase, derrotando o Club Breweries, da Libéria, por 0 x 2. O Binga Football Club, só para saber mais, é um clube modesto do futebol maliano, que por ter surpreendido e vencido a Taça do Mali diante do grande e poderoso Stade Malien de BKO, garantiu consequentemente o acesso direito a Taça das Confederações Africanas CAF 2021/22. Na próxima e penúltima fase, o Binga Football Club, irá enfrentar o Clube ASFA Yennenga, do Burkina Faso.
Fonte: ASCOM/Revista Òmnira
Fotos: Divulgação
Texto: Roberto Leal
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sábado, 18 de setembro de 2021

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OS ENCANTOS DO TÔMBWA CHEGAM A LEIRIA IN PORTUGAL

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Welwitschia Mirabilis o Polvo do Deserto


Até o dia 30 de setembro se pode visitar a Exposição fotográfica e audiovisual “Tômbwa e seus Encantos” na galeria de arte da Biblioteca Municipal Afonso Lopes Vieira, em Leiria/Portugal, desde o dia 11, às 15 horas, os fotojornalistas angolanos Cesário Mário Avelino e Valentim Rodrigues, apresentam algumas das maravilhas do município do Tômbwa, na Província do Namibe, in Angola, na África Ocidental.

Foi através do trabalho artístico do escultor português Fernando Marques, que deixou um importante legado, com suas esculturas, no Município de Tômbwa e que possui um inigualável acervo escultórico em Leiria, sendo, por esta razão, o intercâmbio Cultural entre estas duas comunidades, os dois povos. De Portugal a exposição seguirá para o Brasil, e seu destino será o Centro Cultural Casa de Angola na Bahia, já se trabalha com esse objetivo pós pandemia.
A exposição, que tem como objetivo divulgar o património material e imaterial daquela região de Angola, com o intuito de contribuir unindo etnias, fazendo história, divulgando a Língua e Cultura, e elevando turismo como fonte de renda, como contribuição para alavancar a economia do município. As visitas, com as limitações decorrentes da pandemia, podem ter lugar de segunda a sexta-feira, das 9:30 às 20:00, e ao sábado das 14:00 às 20:00. “Queremos mostrar uma nova Angola, hábitos e costumes, com a necessidade de elevar a economia, alavancando o Turismo”, disse Valentim.
Tômbwa é um dos municípios da província do Namibe, Sul de Angola, seu território estende-se por 57.091 km2 e é constituída pelos municípios de: Moçâmedes/capital provincial, Bibala, Camucuio, Tômbwa e Virei. No Namibe o deserto encontra-se com o mar, criando paisagens de rara beleza, onde se destacam as pinturas rupestres e a Welwitschia Mirabilis, uma planta adotada como símbolo da província e da resistência no deserto. “Além da Cultura, os visitantes poderão ter noção da força do Turismo em Angola, através das belas imagens”, pontuou Valentim Rodrigues.
Mãe & Filho Himba
Desde 1895 se chamava Porto Alexandre, a partir de 1975, período pós independência, passou a chamar-se Tômbwa. Na língua dos nativos da zona, Tômbwa serve para disseminar a ideia de importância da Welwitschia Mirabilis. As vias de acesso garantem a entrada por via terrestre e o mar faz o município sustentar o título de maior centro pesqueiro do país. A pesca constitui-se como a principal atividade económica, além da extração de sal, das pedras ornamentais, da agricultura, também a pecuária e o turismo. A província do Namibe é conhecida como a “Terra da Felicidade”, a terra da Welwitschia Mirabilis, a planta imortal; do Parque Nacional do Iona; da Lagoa do Arco; da Tribo Himba; das colinas e desse deserto enorme que anula a fronteira com a Namíbia, e que é considerado o mais antigo do mundo.
Fonte: ASCOM/Revista Òmnira
Fotos: Cesário Mário Avelino e Valentim Rodrigues
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sexta-feira, 17 de setembro de 2021

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AGOSTINHO NETO UMA HISTÓRIA DE LUTA POR ANGOLA

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António Agostinho Neto/1922-1979 foi o primeiro presidente da República de Angola. Era médico de profissão, poeta por vocação e um líder guerrilheiro por natureza. Nascido a 17 de Setembro de 1922, na aldeia de Kaxicane, freguesia de São José, no município de Ícolo e Bengo, na província de Luanda, era filho do pastor metodista, Agostinho Neto, catequista da missão metodista americana em Luanda, sendo mais tarde pastor e professor nos Dembos, e da professora Maria da Silva Neto. Após concluir o ensino primário, entrou para o Liceu “Salvador Correia”, em Luanda, onde terminou o 7º ano em 1944. Depois, partiu para Portugal para frequentar a Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra.
AN Uma vida sem tréguas
Uma bolsa de estudo da Igreja de Metodistas dos USA para o filho do pastor, ajudou a Neto, a partir do seu segundo ano de residência em Portugal, a sobreviver na metrópole e perseverar no sonho de ser médico, continuando os seus estudos de medicina na Universidade de Lisboa, onde se licenciou. Foi em Portugal onde Agostinho Neto iniciou a sua ação política, fazendo parte da geração de estudantes africanos que viria a desempenhar um papel decisivo na independência dos seus países naquela altura, que ficou designada como Guerra Colonial Portuguesa. Em 1947, integrou o Movimento dos Jovens Intelectuais de Angola sob o lema “Vamos Descobrir Angola”. Em Coimbra, com Lúcio Lara e Orlando de Albuquerque, colaborou nas revistas “Momento” e “Mensagem”, órgãos da Associação dos Naturais de Angola. Em outubro de 1958 casou com a escritora, poetisa e jornalista portuguesa Maria Eugenia Neto, que conheceu num círculo de escritores em Lisboa em 1948. Com ela teve um filho, Mário Jorge Neto, e em 1961 uma filha chamada Irene Alexandra Neto. Que, aliás, em janeiro de 2017, passou a ser académica da AGLP. Ainda tiveram outra filha mais nova chamada Leda Neto. Maria Eugênia é natural de Trás-os-Montes/Portugal.
Os seus poemas e artigos, aliados ao seu engajamento político fizeram com que fosse perseguido e preso pela PIDE (Polícia Internacional de Defesa do Estado), órgão repressor da ditadura Salazarista que combatia os movimentos nacionalistas das colónias portuguesas de então. Foi deportado para o Tarrafal, uma prisão política em Cabo Verde. Posto em liberdade, retoma a atividade política e intelectual, fundando em Lisboa, em parceria com Amilcar Cabral, Mário de Andrade, Marcelino dos Santos e Francisco José Tenreiro, o Centro de Estudos Africanos, orientado para a afirmação da nacionalidade africana. Em 1951, é indicado como representante da Juventude das colónias portuguesas junto do MUD-Juvenil - Movimento de Unidade Democrática-Juvenil Português.
Pela sua participação em atividades anticoloniais é novamente preso pela PIDE, em Fevereiro de 1955, e condenado a dezoito meses de prisão. Preso em Lisboa, Agostinho Neto não participa, em 10 de Dezembro de 1956, no ato de fundação do MPLA – Movimento Popular de Libertação de Angola. Em 1957, é libertado pela PIDE e, um ano depois, licencia-se em Medicina pela Universidade de Lisboa quando casa-se com Maria Eugénia Neto.
Como AN via Angola para o Continente


Participa da fundação do MAC - Movimento Anticolonialista. Que congregava patriotas das diversas colónias portuguesas para uma ação revolucionária conjunta nas cinco colónias portuguesas: Angola, Guiné, Cabo Verde, Moçambique e S. Tomé e Príncipe. Pouco antes do Natal de 1959, Agostinho Neto, acompanhado da mulher e do filho, deixa Lisboa de regresso à Luanda, onde abre um consultório médico. Em paralelo com a sua atividade clínica, continua a sua militância a favor da independência e é eleito, em 1960, Presidente Honorário do MPLA. Preso pela terceira vez, em Luanda, Agostinho Neto é transferido para diversas prisões em Portugal e Cabo Verde.
O assalto às cadeias de Luanda, em Fevereiro de 1961, desencadeia a luta armada pelo MPLA, seguindo-se uma forte repressão colonial. Preso na cidade da Praia, em Cabo Verde, Agostinho Neto é transferido para a prisão de Aljube, em Portugal, onde permanece até Março de 1963. Libertado, em 1963, foge clandestinamente para Léopoldville (Kinshasa), e junta-se ao MPLA. Neste mesmo ano é eleito presidente do MPLA durante a Conferência Nacional do Movimento. A luta armada contra o domínio colonial intensifica-se até que, em Fevereiro de 1975, regressa a Luanda. Em representação do MPLA, Agostinho Neto participa em Alvor, Portugal, na assinatura do acordo para a constituição do “governo de transição”. A 11 de Novembro de 1975, Agostinho Neto proclama a independência de Angola. Dirige o MPLA e Angola durante os primeiros anos de independência, mas, doente, morre com 56 anos a 10 de Setembro de 1979, em Moscou, capital da Rússia. Agostinho Neto deixou como legados, a independência e a liberdade do povo angolano. No dia 17 de setembro, Angola celebra o Dia do Herói Nacional, comemorando o dia em que Agostinho Neto nasceu.
Fonte: ASCOM/Revista Òmnira
Foto: Livro/Acácio Barradas
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quinta-feira, 16 de setembro de 2021

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ESTUDANTE DE CINEMA ANGOLANO É PREMIADO NO BRASIL

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A contemporaneidade do Cinema angolano, esteve a solta pelo Brasil, quando o filme "A juventude e o desemprego" dirigido pelo estudante Blandine Klander, venceu a Mostra Especial, como melhor filme, pelo júri popular, e ainda recebeu uma Menção Honrosa, pelos críticos n'uma sessão realizada pelo Festival de Cinema de Rua de Remígio.
O ator Blandine Klander
Participou do documentário vários estudantes do Curso de Cinema e TV da Universidade Metropolitana de Angola. Mais de 60 filmes foram exibidos na plataforma Streaming, devido a Pandemia da Covod-19, que proibi aglomerações. Durante o Festival parte das ações itinerantes fizeram acontecer também o "Festival Audiovisual de Campina Grande", que por sua vez é realizado pela Universidade Estadual da Paraíba.
A programação on-line foi além da exibição de filmes, o festival, também contou com a realização de oficinas e cursos na área do Audiovisual e da Comunicação, vários debates, seminários, palestras e conferências.
Blandine Klander além de Estudante do Curso de Cinema, é ator, poeta e escritor, surgi agora dirigindo no Cinema, desbravando a arte de todas as formas contemporâneas de faze-las acontecer.
Foto: Divulgação
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sábado, 11 de setembro de 2021

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O CANTO QUE FAZ NASCER NA TRIBO HIMBA NA NAMÍBIA

Postado Por Roberto Leal  | Sem Comentarios

Mãe & Filho Himba
Segundo uma tradição do povo Himba, da Namíbia, no Sul da África, a data de nascimento das crianças é fixada, quando sua mãe traz ela ao seu pensamento e pede para engravidar e não no momento de sua vinda ao mundo. Quando uma mulher decide que vai ter um filho, ela se senta e descansa debaixo de uma árvore, e fica atenta até ouvir a música da sua criança que está para nascer. E depois de ouvir a música do seu bebê, ela volta para o homem que será o pai da criança para ensiná-lo a música que ela percebeu. E então, quando fazem amor para conceber fisicamente o filho, cantam a música do filho, a fim de convidá-lo a vim ao mundo.

Quando a mãe está grávida, ela passa a ensinar o canto do seu bebê para as parteiras e mulheres mais velhas da Aldeia. Assim, quando o bebê nascer, as velhas e as pessoas ao seu redor cantam sua canção, sua música, para dá-lo as boas-vindas. Conforme a criança vai crescendo, os outros moradores aprendem sua música. Para que se a criança sofrer uma queda ou um machucar qualquer, sempre haverá alguém para pegá-la e cantar sua música para ela ouvir. Da mesma forma, se a criança fizer algo maravilhoso, algo encantador ou passar pelos ritos de passagem com sucesso, o povo da aldeia cantará sua canção para homenageá-la.

Na tribo, há uma outra ocasião em que o povo canta para a criança. Se em algum momento da vida a pessoa cometer um crime ou ato antissocial, o integrante é chamado ao Centro da Aldeia e as pessoas da Comunidade formam um círculo ao seu redor. Em seguida, eles cantam sua canção. A tribo reconhece que corrigir o comportamento antissocial não é uma questão de punição, mas de amar e lembrar quem você é. Para o povo quando você reconhece sua própria música, você não pensa em prejudicar mais ninguém. É assim durante toda a vida. E no casamento, as canções são cantadas juntos. E quando se envelhece, está deitada em sua cama, pronta para desencarnar, todos os Aldeões conhecem sua canção e cantam sua canção pela última vez.
Tanto os meninos como as meninas são circuncidados antes de atingir a puberdade, já que esse ato acaba deixando-os prontos para o casamento. Durante a circuncisão os meninos devem ficar em silêncio, enquanto as meninas podem gritar. Assim que a menina nasce, já é prometida a um marido escolhido, o casamento vai acontecer quando ela tiver entre 13 e 17 anos. Antes de chegar à puberdade, as meninas são autorizadas a usar apenas duas tranças no cabelo. Após essa fase, elas podem usar mais tranças e a usar também o “Erembe”, uma coroa feita de couro de vaca ou cabra. Os homens Himba usam uma trança somente e após o casamento, passam a usar um turbante.

Existem algumas iniciativas que fornecem educação primária para os Himba. Os adolescentes que optam pelo ensino secundário precisam deixar sua tribo pra estudar e viver em uma escola, geralmente em Windhoek, capital da Namíbia. Muitas vezes esses jovens conseguem emprego e acabam não retornando à aldeia. Cerca de 10 mil Himba vivem na região Kunene, no noroeste da Namíbia, enquanto uns 3 mil estão na Angola. Eles são uma tribo seminômade, movendo-se de acordo com o melhor local para pastagem do seu gado. Porém, geralmente retornam às mesmas aldeias todo ano.

A característica mais conhecida da tribo é o tom avermelhado da pele e dos cabelos. A razão pra isso é o “Otjize”, uma pasta de manteiga, gordura e ocre vermelho – às vezes perfumado com resina aromática – que as mulheres aplicam duas vezes ao dia nas tranças e no corpo. Os primeiros registros da tribo Himba são do início do século 16, eles que são originários de Angola, quando eles cruzaram a fronteira e se assentaram em Kaokoland, região conhecida como Kunene, na Namíbia, assumindo uma nova pátria, um dos motivos foi a escassez de água. entretanto a principal causa da imigração aconteceu no início do século 20, em 1904 quando na ocupação alemã, mais de 100 mil integrantes das etnias que compõem o povo Himba foram mortos. O alcoolismo entre os homens é uma das ameaças, como também a influência do mundo exterior, é possível encontrar barracas de camping e cadeiras pela Aldeia, além de muitos outros problemas da civilização.

Uma das tradições mais importantes para os Himba é o fogo sagrado, ou “Okuruwo”. Esse fogo representa os ancestrais da Aldeia, que por sua vez são considerados os intermediários para o contato com o “Mukuru”, o deus Himba. Mantido continuamente aceso, o fogo fica entre o gado e a casa do Chefe da Aldeia, chamada de “Ondjuwo Onene”, e não é permitido cruzar o caminho entre o fogo e a casa do chefe. Toda as noites, uma brasa do fogo elevada pra dentro da casa do chefe, é brasa com a qual irá acender novamente as chamas no dia seguinte.

Fonte: ASCOM/Revista Òmnira
Fotos: Divulgação/Internet
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quinta-feira, 9 de setembro de 2021

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POETISA MENINA GEOVANA FÉLIX BRILHA EM CONCURSO DE POESIAS

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A poetisa menina. Ela que é uma das princesas da poética infantil angolana Geovana Félix, 13 anos, brilha no Concurso de Poesias Sagrada Esperança - IPIL 2021,concurso que carregou como tema "Honremos a vida e obra do Herói Nacional", uma homenagem que faz alusão, com continua referência de reconhecimento da luta pela Independência do saudoso Dr. António Agostinho Neto.
Geovana e a poesia
Foi quando ela surpreendeu a todos, alavancando o segundo lugar em uma fase final com mais 18 concorrentes, depois de recitar uma poesia da sua autoria de título "Sorrir porque sou criança", e na grande final ela conquistou os jurados quando recitou "Adeus a hora da largada" do Dr. António Agostinho Neto, primeiro presidente da nova República de Angola. Passou pela fase classificatória quando todos os concorrentes interpretaram o jogral com o título de "Agostinho Renuncia Impossível" em referencia a uma das obras literárias mais conhecidas do incontestável herói nacional "A Renuncia Impossível"..
A realização e cerimonia de premiação foi realizada no Anfiteatro do Instituto de Ensino Médio Makarenco, no dia 8 de setembro (quarta-feira), às 10 horas, quando ela foi agraciada com uma brilhante segunda colocação, recebendo de premiação e incentivo: um computador de mesa da HP, um Certificado de Mérito, um kit de material escolar e uma coleção com as obras literárias do Dr. António Agostinho Neto. Ainda Ficaram com o primeiro e o terceiro lugares os jovens Francisco Maria e Cristiano Rangel.
Recebendo a sua premiação
O Concurso que teve a realização da Associação dos Estudantes do IPIL - Makarenco, com o apoio da Administração do Rangel, da Direcção Provincial da Educação, da Fundação Sagrada Esperança, da Fundação Dr. Agostinho Neto e teve no corpo de jurados: Adélio Nunda, Sónia Olim e Osmar Sebastião. A atividade teve gravação da TPA 1
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segunda-feira, 6 de setembro de 2021

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GOLPE MILITAR INSTITUI O NOVO PRESIDENTE DA GUINÉ CONACRI

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Imagem do momento do discurso
Ele  é o Coronel Mamady Doumbouya, que emigrou na década de 1960 da Guiné Conacri, escolhendo a Filadélfia para se juntar a um amigo americano que tinha vindo para a África Ocidental como voluntário do Peace Corps. Seu visto de imigrante o tornou elegível para o recrutamento, e depois de apenas 3 meses na Filadélfia, Mamady já seria convocado para servir na Força Aérea dos Estados Unidos, durante a Guerra do Vietnã. Mamady explicou sua disposição de servir dizendo: "Só um covarde fugirá de seu anfitrião quando a casa do anfitrião estiver pegando fogo." Após a alta, Mamady frequentou o OIC - Opportunity Industrialization Center, onde conheceu sua esposa, a americana Alma.

Doumbouya era um legionário francês que ocupou o posto de Cabo antes de retornar à Guiné Conacri para liderar o Grupo de Forças Especiais, uma unidade militar de elite criada por Alpha Condé. Quando assumiu o cargo, sendo promovido ao posto de Comandante de Batalhão, serviu como enriquecimento curricular sua experiência internacional, incluindo treinamentos realizado em diversos países. Ele foi promovido a tenente-coronel em 2019 e logo em seguida Coronel em 2020.

Em 2021, teria buscado mais autoridade para o Grupo de Forças Especiais e era o homem que era visto sempre nas grandes cerimonias segurando o guarda-chuva aberto sobre a cabeça do presidente deposto Alpha Condé. "Será aberta uma consulta para descrever as grandes linhas da transição, depois será instituído um governo de unidade nacional para liderar a transição", anunciou o Coronel Mamady Doumbouya n’um discurso televisivo, sem especificar a duração desse governo de Unidade Nacional ou do processo de transição. Os líderes do golpe de Estado Militar na Guiné-Conacri convocaram esta segunda-feira (06/09) ministros e presidentes das instituições dissolvidas para uma reunião e avisaram que qualquer falta será considerada como um ato de "rebelião" contra a Junta Militar no poder.

Coronel Doumbouya

Ele que já serviu no Conselho Consultivo Africano, é fundador da OIC International, uma organização que tem programas de treinamento em muitos países africanos. Estudou na Universidade da Pensilvânia, onde conheceu Alma, enquanto os dois estudavam lá, depois casaram-se. Ele é o fundador e primeiro presidente da Associação Guineense do Vale do Delaware. Ele dirige um negócio de importação e exportação, bem como um negócio de transporte com seus irmãos na Guiné. Ele também é o presidente do Instituto N'ko e editor de seu site, que enfoca o alfabeto N'ko, desenvolvido especificamente para sua língua nativa ‘Manden’.

Doumbouya nasceu na região de Kankan, na Guiné.  Ele é de origem Mandinka. A família Doumbouya mora em Mt. Airy há 25 anos. Eles têm três filhos: Moussa, que é escritora, Aissa, que é aluna de Doutorado na Universidade da Flórida, e Sekou, que é aluna júnior da Penn State em Tecnologia da Informação. Todas as crianças Doumbouya apreciam sua herança dupla afro-americana. Na Wikipédia já consta registro do novo presidente da Guiné Conacri, “Mamady Doumbouya é um político guineense que é presidente da Guiné desde 5 de setembro de 2021. Foi o coronel que liderou o golpe de Estado na Guiné em 2021. É membro do Grupo de Forças Especiais e ex-legionário francês.  Durante o golpe, Doumbouya divulgou uma transmissão na televisão estatal declarando que sua facção havia dissolvido o governo e a Constituição. https://pt.wikipedia.org/wiki/Mamady_Doumbouya 


Foto 1: Rádio Television Guineense

Foto 2: Georgeweb

 

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domingo, 5 de setembro de 2021

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SUPOSTO GOLPE DE ESTADO NA GUINÉ CONACRI CAUSA TENSÃO NO CONTINENTE

Postado Por Roberto Leal  | Sem Comentarios

 

Forças armadas nas ruas na Guiné Conacri

Os golpistas, que confirmaram à Agência Francesa de Noticias AFP a origem do vídeo, e imagens que circulam nas redes sociais dando conta do Golpe. Forças Especiais circularam imagens do Presidente, nas quais lhe perguntam se foi maltratado, estando Alpha Condé, vestido com calças de ganga e camisa e sentado num sofá, se recusando a responder as perguntas. Por seu lado, o Ministério da Defesa afirmou, em comunicado, que "os insurgentes (tinham) semeado o medo" em Conacri antes de tomarem o Palácio Presidencial, mas que "a guarda presidencial, apoiada pelas forças de defesa e segurança leais e republicanas, conteve a ameaça e repeliu o grupo de atacantes".

Hoje pela manhã foram ouvidos disparos de armas automáticas no centro de Conacri, capital da Guiné-Conacri, e muitos soldados eram vistos pelas ruas, segundo relataram várias testemunhas. Nenhuma explicação foi inicialmente disponibilizada sobre as razões para esta tensão na península de Kaloum, no Centro de Conacri, onde estão localizadas a presidência, as instituições e os escritórios comerciais, o Grande Centro Comercial. No entanto, moradores em Kaloum, contactados por telefone, relataram um tiroteio prolongado e disseram ter visto muitos soldados a evacuar as ruas e pedindo que às pessoas voltassem para as suas casas e que não saíssem de lá. Um diplomata ocidental adiantou à agência de notícias francesa AFP considerar "sem qualquer dúvida" que estava em curso uma tentativa de golpe, liderada por forças especiais guineenses.
A oposição tem feito circular, nas redes sociais, vídeos em que afirma que os tiros foram disparados por moradores e que os fortes tiroteios ressoam nas ruas. O clima é muito tenso na Guiné Conacri. Um golpe de estado está em curso, nesse país de 12 milhões de habitantes. Nos últimos meses, a Guiné-Conacri, país da África Ocidental que faz fronteira com a Guiné-Bissau e é um dos mais pobres do mundo, apesar dos consideráveis recursos minerais e hidrológicos, enfrenta uma profunda crise política e económica, agravada pela pandemia de Covid-19.
A candidatura do Presidente Alpha Condé a um terceiro mandato, considerado inconstitucional pela oposição, em 18 de outubro de 2020, gerou meses de tensão que resultou em dezenas de mortes num país acostumado a confrontos políticos sangrentos. E foi o estopim dessa nova ação.

Foto: Divulgação
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