quarta-feira, 28 de julho de 2021

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A BRASILEIRA RAYSSA LEAL É A TERCEIRA MAIS JOVEM MEDALHISTA OLIMPICA DA HISTÓRIA DOS JOGOS

Postado Por Roberto Leal  | Sem Comentarios

A Fadinha e sua medalhinha de Condão

A skatista Rayssa Leal fez história ao conquistar a medalha de prata nos
Jogos Olímpicos
de Tóquio, com apenas 13 anos e 7 meses de idade. Ela é a atleta brasileira mais jovem a disputar uma Olimpíada. Foi a segunda medalha do skate brasileiro em Tóquio.
Rayssa Leal, é terceira mais jovem medalhista da história dos
Jogos Olímpicos
, ela que ganhou a medalha de Prata na pista de Skate, fazendo o que mais gosta, se divertir, como disse seu pai "filha eu estou muito orgulhoso em ver você realizando o seu sonho, estamos muitos felizes por você, Deus está no controle de tudo, entra na pista e se divirta".
Rayssa que pelas suas declarações em entrevistas, tem um perfil de uma garota de fé, uma garota cristã, está sempre agradecendo a Deus por suas conquistas. Uma certa feita, ao comentar sua vitória em uma campeonato no Brasil, disse "Jesus, obrigada por me proporcionar mais esse momento, toda honra e glória a ti Senhor". E foi na conquista das provas classificatórias para as Olimpíadas, que disparou em entrevista mais essa "quero antes de mais nada agradecer a Deus, minha família".
Impressionante como quase não conseguimos informações sobre essa garotinha de 13 anos, que vem de lá do Maranhão, e que encantou o mundo, com sua graça, sua agilidade e domínio nas suas mais radicais manobras, dentro do Esporte que escolheu para se divertir, escolheu para vencer e conquistar a medalha para o Brasil. Só foi possível conseguir alguma coisa, visitando as redes sociais dos pais.
A atual vice-líder do ranking mundial, a Fadinha, como é mais conhecida, não se intimidou diante das adversárias mais experientes e deu um show no Ariake Urban Sports Park com manobras espetaculares. O que chamou atenção foi a calma e o desempenho dela, que em alguns momentos foi vista dançando relaxadamente na pista. Bastante inspirada, ela foi derrubando as rivais ao longo das baterias até conquistar o seu lugar no pódio.
Ela que é nascida na cidade de Imperatriz, no Maranhão, é um verdadeiro fenômeno do esporte. Desde 2018, com apenas 11 anos, já integra a Seleção Brasileira da modalidade e é vista como uma das melhores do mundo na categoria street, dona de um talento raro e promissor.
Fonte: ASCOM/Revista Òmnira
Foto: AcidadeON
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sábado, 24 de julho de 2021

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JOGADORA DA SELEÇÃO DA ZÂMBIA É RAÇA OLIMPICA EM DESTAQUE

Postado Por Roberto Leal  | Sem Comentarios


Barbra Banda, 21 anos, é uma jogadora de futebol da Zâmbia que joga como atacante no clube chinês Shanghai Shengli e é a sensação da seleção feminina da Zâmbia, nos jogos olímpicos de Tóquio, no Japão. 

Ela é a camisa 11 da Seleção de Zâmbia

A seleção de futebol feminino da Zâmbia estreou nos Jogos Olímpicos sendo barbaramente castigada pela seleção da Holanda, que lhes aplicou uma sonora goleada, mas um dos grandes nomes da partida foi Barbra Banda. A capitã e atacante aguerrida, marcou nada mais nada menos que os três gols da equipe africana na derrota por 10 a 3 e justificou o porquê de ter desembarcado em Tóquio sob expectativas positivas. E foi no segundo jogo que essas expectativas se fizeram bem mais aparentes, quando da belíssima atuação de Barbra, que novamente deixou a marca de mais três gols, contra a seleção da China, no empate em 4 x 4, e no próximo confronto, o terceiro da fase classificatória, a Seleção da Zâmbia terá um adversário bastante indigesto, a seleção brasileira, da melhor jogadora de futebol do mundo,
 contra o Brasil, diante da estrela Marta, que poderá jogar para ultrapassar o recorde da atacante brasileira Cristiane (14 gols), como a maior artilheira dos Jogos Olímpicos e Barbra Banda terá a oportunidade de continuar escrevendo mais um capítulo da sua história.


Barbra deu os primeiros passos no futebol ainda em um campo de terra batida, nos arredores da sua Comunidade. Como não tinha condições de ter material esportivo decente, ela jogava quase sempre descalça. Foi com sua persistência que um dia chegou ao Green Buffaloes, clube local, depois jogou o mundial sub-17 pela seleção da Rainhas do Cobre (como é conhecido o time feminino de Zâmbia), quando tinha apenas 14 anos, foi quando resolveu adotar o futebol e esquecer o boxe; em 2018 disputou a Copa Africana de Nações e logo em seguida profissionalizou-se no futebol espanhol, defendendo o Logroño. Em2020, se transferiu para a China respondendo a convite para vestir a camisa do Shanghai Shengli, pelo qual foi artilheira da Liga Chinesa, com 18 gols. "Comecei a jogar futebol e não tinha nem chuteira. Não foi legal ver meus amigos calçando chuteiras e eu brincando descalça. Normalmente, assistia ao futebol feminino e me inspirava muito em outros times do mundo. Fui ao futebol para mudar minha vida, porque ficar sentada no complexo, às vezes, traz outros problemas para nós meninas”. 


Barbra nasceu em Lusaka, capital de Zâmbia e o esporte surgiu para você, assim como não surge para muitos jovens que vivem em condições precárias e tem a vida carregada de sonhos e poucas realizações e oportunidades. Joyce Nkhoma, que é mãe da jogadora, conta que deu o impulso para a carreira da filha, com o apoio do pai, para que ela seguisse um caminho diferente de outras jovens da comunidade em que moravam. "A razão pela qual coloquei a Barbra no boxe e no futebol é porque o esporte é bom, ajuda os jovens. As meninas na comunidade carecem de atividades esportivas” disse, justificando a ascensão da atleta.


Considerada por muitos como uma heroína no país, Barbra Banda, ela que é o grande nome da seleção da Zâmbia, que também já se destacou muito bem com o uso das mãos, quando se aventurou na carreira de boxeadora. Barbra praticou boxe por um longo tempo e até colecionou bons resultados em lutas amadoras, e que foi justamente o seu início de cartel, com as vitórias que, segundo a atleta, fizeram com que novas lutas ficassem mais difíceis de serem marcadas. "Há uma lutadora de boxe na Zâmbia, Catherine Phiri. Eu costumava observá-la. Então me inspirei nela e tive de tentar boxe. Comecei a treinar como amador, mas, então, os boxeadores amadores começaram a se recusar a lutar comigo porque eu não tive perdas no boxe amador", disse. Segundo informações do site oficial dos Jogos Olímpicos de Tóquio, a atacante venceu os cinco combates que fez como boxeadora.


No ano passado, após a classificação de Zâmbia no Pré-Olímpico em que foi preciso superar as seleções de Zimbábue, Botsuana, Quênia e, na final, contra Camarões, Barbra Banda concedeu uma entrevista em que dizia sobre as expectativas para o torneio. “Temos o objetivo de chegar às semifinais. Temos algo de especial. Acredito no meu time e os adversários têm que estar prontos para nós.”

Barbra pratica o  futebol raça 

E muito otimista prosseguiu: “Eu conheço o futebol. Aquele que quer mais é que vai conseguir alcançar. Separadas não vamos a lugar nenhum, mas unidas tudo é possível”, foi taxativa. No entanto, se disse preocupada com o futuro do futebol feminino em seu país: “Todos se concentram mais nos homens. Para nós, só olham quando temos bom desempenho. Não temos patrocínio, mas vamos crescer aos poucos, com o tempo.”

Tanta confiança lhe rendeu a supremacia dentro do elenco da seleção, de presente ganhou a faixa de capitã do time. Se dentro de campo, os resultados da equipe não foram construídos, ela conseguiu ao menos mostrar que o seu otimismo visionário de futuro, em entrevista concedida à mais de um ano atrás, teve realmente um endereço os Jogos Olímpicos de Tóquio. “Sou jovem e ainda estou me desenvolvendo. Quero estar entre as melhores, esse é meu sonho. Deixar uma marca com meu próprio nome”.

Texto: Roberto Leal

Fotos: divulgação

 

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quinta-feira, 22 de julho de 2021

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21ª FEIRA MIOLOS DE LIVROS VAI ACONTECER

Postado Por Roberto Leal  | Sem Comentarios

Vai rolar miolos de livros para todos os lados

Feira voltada para Editoras Independentes, evento realizado pelo INSTAGRAM, editoras municiadas de Stand virtual para participar mostrando o seu trabalho e realizando a venda do seu material, acontecerá dias 6 e 7 de novembro (sábado e domingo), evento VIRTUAL realizado pela Editora Lote 42.

A Sede do evento é a Biblioteca Mário de Andrade, em São Paulo/Brasil, onde acontece o ciclo de palestras FALA MIOLOS: com palestras sobre artes gráficas, produção e circulação – que será gravado na biblioteca. Lá também ocorrerá uma exposição sobre e em homenagem ao artista gráfico baiano Flavio Oliveiras, que faleceu neste ano, em decorrência da COVID-19. Flavão, como era conhecido, participou do Fala Miolo(s) no ano passado.

Serão selecionada 100 participantes e uma das inscritas, é a Editora Òmnira de Salvador/BA que apresentou sua proposta de trabalho com autores novos africanos de língua portuguesa e autores brasileiros. Visando a garimpagem de novos valores da Literatura mundial feita hoje pelos contemporâneos.

EDITORAS INDEPENDENTES PODEM SE INSCREVER ATÉ 12/08. https://www.publishnews.com.br/materias/2021/07/22/feira-miolos-abre-inscricoes
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quinta-feira, 15 de julho de 2021

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ATLETA ANGOLANA NÃO VAI AOS JOGOS OLIMPICOS POR FALTA DE INSCRIÇÃO – DE QUEM É A CULPA?

Postado Por Roberto Leal  | Sem Comentarios

Neide Giovania ainda não acordou do seu sonho
É muito comovente e também muito triste, a história da atleta olímpica angolana Neide Giovania, 33 anos, fundista, que conseguiu depois de muito sacrifício, classificar-se de forma brilhante para competir nos jogos Olímpicos de Tóquio, no Japão 2022. Mas vem à tona, que a respetiva Federação Angolana de Atletismo (ou comité Olímpico de Angola), não conseguiu submeter a inscrição da atleta em tempo hábil, ou seja antes de expirar o prazo das inscrições.


Por esse motivo que de forma cruel a Neide Geovania, não poderá representar a República de Angola e a todos os irmãos angolanos, nos próximos jogos Olímpicos. “Neide Geovania o tio Paulo tem muito orgulho em ti e na tua conquista. Sinto-me envergonhado e peço-te desculpa!” Escreveu o internauta angolano Paulo Flores nas redes sociais.

Nas suas redes sociais a atleta chama para uma reflexão “já fiz o meu mini luto e já ultrapassei. Seria uma experiência única, seriam os meus primeiros jogos olímpicos, seria uma pequena recompensa pela evolução que tenho conseguido e acho que mesmo apesar de uma participação pela solidariedade olímpica, seria merecida”.
Manifestação da atleta 
Ver-se que algumas publicações dão conta de Passaporte vencido da atleta, o que nas redes sociais, ela deixa bem claro que sua inscrição não foi efetuada no prazo estabelecido pelo COI - Comitê Olímpico Internacional e
aproveita e faz o desabafo. “Angola no seu melhor (ela pede paz & amor), continuam a querer amputar os sonhos dos atletas, continuam a achar que pelos cargos que tem, estão acima de tudo e de todos (e aplaude)”

Neide Giovania que se encontra atualmente n’um centro de treinamento, para alto rendimento na França, onde se preparava para participação no mais esperado evento esportivo mundial, a atleta fica impedida de participar e atribui culpas à FAA - Federação Angolana de Atletismo pela sua não inscrição nos Jogos Olímpicos, que serão realizados de 23 deste mês a 8 de agosto em Tóquio, no Japão. Devido o silêncio da FAA, apesar de avisada desde janeiro último, segundo a atleta a entidade se manifestou já fora do prazo de inscrição permitido pelo COI - Comité Olímpico Internacional.

Em resposta das acusações feita pela atleta o Presidente da Federação de Atletismo, Bernardo João, fez saber que não houve má fé por parte da Federação porque, segundo o mesmo alega que a Federação sempre trabalhou em conformidade para a inscrição da atleta nos jogos olímpicos. Já o secretário-geral do Comité Olímpico Angolano, António Monteiro Bambino, atira a responsabilidade a Federação. Afirmando que é das federações a responsabilidade de inscrever seus atletas, no COI - Comité Olímpico Internacional.

Só para lembrar a delegação angolana está composta pela Seleção Nacional - categoria Sénior feminina de Handebol, uma dupla da natação, outra dupla da vela, um atleta de atletismo e uma judoca. A primeira parte da delegação angolana já se encontra em Tóquio. E aqui fica a observação: de quem é a culpa?

Fonte: ASCOM/Revista Òmnira
Fotos: divulgação

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sexta-feira, 9 de julho de 2021

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A POÉTICA DE JOVINA SOUZA IN 'O LEVANTE DA FÊNIX'

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A Editora Òmnira lança o livro de poesias O Levante da Fênix, da professora, escritora e critica literária Jovina Souza, a obra tem apresentação da Mestra em Teoria e Critica da Literatura e da Cultura - UFBA, professora Suely Santana; tem prefácio da professora de Letras da Universidade Federal da Bahia Josenildes da Conceição Freitas, tem ainda a capa do artista plástico e escritor cabo-verdiano Moustafa Assem.

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Poetisa Jovina Souza
A obra literária homenageia cerca de 28 mulheres negras, mulheres trabalhadeiras e guerreiras nas mais diversas vertentes da luta contra a discriminação racial, contra o genocídio do povo preto e pobre das periferias, contra toda e qualquer tipo de intolerância religiosa e a favor da disseminação da Cultura e da Liberdade de Expressão, são elas: Aidil Araujo, Alessandra Sampaio, Ametista Nunes, Ana de Benguela, Ana Fátima, Anajara Tavares, Ana Célia Silva, Ana Vitória Borges, Andréia Beatriz, Benilda Amorim, Clemildes Rodrigues dos Santos (Dona Quelzinha), Dejanira Rainha, Érica Azevedo, Fátima Trinchão, Jeane Sánches, Jacquinha Nogueira, Jocélia Fonseca, Lilian de Almeida, Lívia Natália, Lorena Ribeiro, Margarete Carvalho, Organizia Maria Dias, Rejane Souza, Rita Santana, Rosana Paulo, Tia Ciata, Vânia Melo e Zeferina.

Essa que é mais uma obra literária da poetisa Jovina Souza, que é autora também de Agdá/2012, O Caminho das Estações/2018 e O Amor não está/2019. Tem participação em diversas coletâneas e antologias dentre elas os "Cadernos Negros" do Coletivo Quilombhoje de Literatura/SP e Kutanga (Poesias) da Editora Òmnira/Luanda-Angola. O Levante da Fênix traz
 66 poesias de uma trabalhadora incansável contra as injustiças sociais e os desmandos desse sistema escravocrata e genocida que tenta exterminar e anular toda e qualquer manifestação de resistência em favor da LUTA e mais uma vez Jovina Souza, alça voo com a sua poética levantando a sua bandeira, que é uma bandeira de milhões de brasileiros e cidadãos do mundo.


Mais informações e pedidos:
E-mail: mbraw1@hotmail.com
Telefones: 71 98723-3364 ou 71 3013-2079
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quarta-feira, 16 de junho de 2021

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EDITORA ÒMNIRA LANÇA 'O LEVANTE DA FÊNIX' DE JOVINA SOUZA

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A Fênix africana da Poesia
A Editora Òmnira, o Movimento Literário Kutanga/Angola e o Projeto Agdá, lançam nessa sexta-feira próxima (18/06), a partir das 18 horas do Brasil (22 horas de Angola/África) o livro de poesias O Levante da Fênix, da professora, escritora e critica literária Jovina Souza, a obra que tem apresentação da Mestra em Teoria e Critica da Literatura e da Cultura - UFBA, professora Suely Santana; tem também prefácio da professora de Letras da Universidade Federal da Bahia Josenildes da Conceição Freitas, e tem ainda a capa do artista plástico e escritor caboverdiano Moustafa Assem, que retratou de maneira original uma fênix africana.

O livro será lançado em uma LIVE internacional do SARAU DO AGDÁ e contará com a participação de mais de 20 mulheres negras que são homenageadas pela autora na obra literária, mulheres trabalhadeiras e guerreiras nas mais diversas vertentes da luta contra a discriminação racial, contra o genocídio do povo preto e pobre das periferias, contra toda e qualquer tipo de intolerância religiosa e a favor da disseminação da Cultura e da Liberdade de Expressão, dentre elas: Aidil Araujo, Alessandra Sampaio, Ana Fátima, Anajara Tavares, Ana Célia Silva, Andréia Beatriz, Dejanira Rainha, Erica Azevedo, Fátima Trinchão, Jeane Sánches, Jacquinha Nogueira, Jocélia Fonseca, Lilian Almeida, Lorena Ribeiro, Margarete Carvalho, Organizia Maria Dias, Rejane Souza, Rosana Paulo e Vânia Melo. Ainda terá a participação do jornalista, editor e escritor brasileiro Roberto Leal, do apresentador e poeta são tomense Carlos Cardoso e do artista plástico e escritor cabo-verdiano Moustafa Assem.
Jovina Souza é um nome de Luta
São 66 poesias de uma trabalhadora incansável contra as injustiças sociais e os desmandos desse sistema escravocrata e genocida que tenta exterminar e anular toda e qualquer manifestação de resistência em favor da LUTA do povo negro. Assista na próxima sexta-feira, no Canal Sarau do Agdá no Youtube: 18 h Brasil, 22 h Angola e 23 h Países Baixos. O Levante da Fênix, Ed, Ómnira/Luanda-Angola, 112 páginas - R$ 40. Mais informações whathApp +55 71 98736 9778 ou ainda lealomnira@yahoo.com.br

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sexta-feira, 21 de maio de 2021

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UMA JANELA ABERTA PARA O SONHO DO CINE MWANGOLÊ

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Equipa de produção in destaque

Estreia nessa sexta-feira (21/05) na 4ª Edição da Semana de Cinema, Estudos Nacionais e Africanos, in Luanda, dentro das Comemorações da Semana da África, o filme “Janela sobre Sonho” um curta metragem com a total participação dos estudantes do 3º ano, do Curso de Cinema e TV, às 14 horas, no auditório Magno, do Instituto Superior Metropolitano de Angola, entidade que abre a porta para seus alunos mostrarem suas experiências e usar como referência, o aprendizado focado.

O filme tem a direção do escritor, ator  e produtor de cinema  Blandine Klander, 28 anos, que é também o ator principal do drama, que tem a duração de 15 minutos e conta ainda com a participação também da atriz Delma Francisco, 34 anos, e um elenco de novos e emergentes atores, dentre eles: Alexandra Tiago, Arminda Fançony, Emiliana Gomes, Welwitcha Nzade, Gregório Uenge e Maria Odeth. Tem produção de: Ruy Fernandes, Liliane Campos e Djamila Massolo e assistente de direção: Biluca Quimuanga.


Blandine Klander é poeta, escritor e produtor de cinema, colaborador da revista de Literatura Òmnira, onde escreve suas poesias, agora estreando com sua direção o filme ‘Janela sobre Sonho’, o filme traz uma reflexão tendo como parâmetro o passado da senhora Alice, dos bons momentos da sua infância aos seus amores e suas desilusões da adolescência e da própria vida, coisas da convivência real de muitas garotas e mulheres africanas.


O projeto teve o apoio de: CFL - Caminho de Ferro de Luanda EP, PhotArt, Companhia de Teatro Horizonte Njinga Mbande, Art Cine Sensation, Procinea Cinema e Audiovisual, One DB Sound Speed e Revista Òmnira. O evento tem realização do Instituto Superior Metropolitano de Angola.


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quarta-feira, 5 de maio de 2021

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ROBERTO LEAL TEM NO PRELO "UM CARMA PARA AISHA"

Postado Por Roberto Leal  | Sem Comentarios

 


O Rainha e a vingança do Carma

O que pensar naquela hora em que você se vê traído, apunhalado pelas costas, enganado na sua mais completa ignorância, usado como objeto e depois deitado no lixo, roubado nos seus direitos morais ou menosprezado dentro do seu real valor? É como está sentindo Wau Lean, 50 anos, dublê de intelectual, que caiu de cara em um romance mentiroso, que envolveu uma mulher, que o abordou no Facebook, logo em seguida a sua separação conjugal. Ela se dizia apaixonada pelo seu 'trabalho', afirmava acompanhar sua carreira, mostrava que conhecia cada detalhe dos seus projetos e suas andanças por África. Ela disse ter esperado ele se separar, sair de um “relacionamento sério”, que a muito lhe vigiava pelas redes sociais, o que lhe convenceu de que se tratava de fato real, ela sabia muito dele, se mostrava encantada e lhe encantou de maneira a cair de cara n’uma relação dessa. Seria uma feiticeira?

Ela usava o nome de guerra de Aisha Sol, tinha 27 anos, recém-completados, mas na realidade se tratava de uma ex-garota de programa e falsa escritora de Luanda, nascida na província do Uige, em Angola. E como ele descobriu isso? Depois de estarem vivendo juntos, ele excluiu o perfil de Aisha do Facebook, que tinha nada mais nada menos que 4.700 homens adicionados como amigos e resolveram “dividir a mesma senha/palavra passe, de uma mesma conta”, nos perfis de ambos, ideia dela para dar mais confiança ao relacionamento. E para surpresa de Lean, apareciam sempre mensagens filtradas de homens casados, reclamando a presença da sua “suposta” mulher, exigindo retratação pela sua indiferença para com eles, ela era reconhecida pelas novas fotos postadas pelo casal.


Foi ai que ele descobriu toda verdade, ela quando morou em Luanda, fazia programas com senhores casados, ele sempre ia ao perfil daqueles senhores e pesquisava de quem se tratava. Brigavam muito, mas ela sempre lhe pedia perdão pelo seu passado e ele perdoava, e isso acontecia constantemente, mas, ele já estava completamente envolvido por ela... E teve os seus sentimentos usados como n’uma brincadeira. Mas, antes disso tudo, ele a rejeitou por mais de um ano de assédio, por ser um homem mais velho, mas ela sempre lhe dizia que já lhe amava, que ele tinha sido o escolhido, e ele não queria aquele relacionamento, sabia que era perigoso, ela chegava a afirmar que possivelmente já teriam vívido em uma vida anterior. Um Carma! Onde ele era um rei, de um dos reinos daquele país e ela sua rainha, uma rainha que havia sido traída por ele e abandonada pelo seu rei e que veio/voltou para se vingar.


E foi ai que ele voltou a Angola, onde foi apresentado à família, viveram maritalmente na casa dos pais dela por quase um ano, e tiveram mais um ano de romance pelas redes sociais. E para provar que lhe amava, Aisha chegou a fazer uma “Certidão de Casamento” expedida por um dos aplicativos do Facebook, para mostrar certa coincidência, para dar veracidade a sua suposta paixão, onde afirmava que até o Facebook estava a favor dela, naquela escolha. E ele tentou por vezes se desvencilhar daquele assédio, mas insistentemente ela não aceitava. Até dizia que foram os antepassados quem os apresentaram. Já que ela era membro da Igreja Messiânica.


Ele precisou viajar ao seu país de origem para trabalhar, e a deixou em uma casa alugada, com rendas de 8 meses de aluguel pago, sempre que podia mandava subsídios, montou um negócio/bancada para ela trabalhar, para ter uma renda, achou que mudou a vida dela, que vivia de favor na casa dos pais, com um filho de onze anos de uma relação anterior. Ele a deixou grávida de Christopher (esse era o nome já escolhido do garoto), meses depois ela anunciava a morte do bebê por feitiço, supostamente uma mentira, e foi ali que ele começou a desconfiar que algo não estava certo, ela havia abortado, matado a criança,  para que ele não voltasse a Angola.


E a gota d’agua, veio a ser a sua matricula em uma universidade local, sem lhe consultar, no que ele reclamou muito, mas não adiantou, ela já não era mais a mesma mulher. Em Angola as estudantes para passar no final do ano nas escolas secundárias e universidades, aquelas que não estudam, que são  reprovadas, as vezes propositadamente, fazem sexo com os professores em troca das notas (dos valores como chamam...), isso lhe deixou assombrado. Ela matriculou-se sem lhe comunicar, e aí começaram as brigas a distância, o que resultou no fim do relacionamento. De um relacionamento que na verdade não teve fim.


Na realidade se tratava de um golpe desses bem planejados, bem articulado, por mulheres para tirar dinheiro de homens mais velhos, e estrangeiros são alvos fáceis e com a possível conivência de certos familiares. Uma verdadeira armadilha e foi assim que descobriu ter perdido alguns milhões de kuanzas, com dois tratamentos “tradicional” para engravidar, com medicamentos, com passagens entre províncias, remessas de dinheiro/valores, presentes, roupas, bijuterias, compra de utensílios domésticos, aluguel e bancada de negócio. Este livro “Um Carma para Aisha” é uma obra romance de caso verídico, que retratam como agem às miúdas, conhecidas como “Manga de 10” em Angola.


É dito que devido a situação socioeconômicas, muitos pais sabem que as filhas se prostituem e incentivam, aceitam naturalmente e na obra o autor diz ter presenciado isso e deixa bem claro as evidencias... Uma verdadeira armadilha para quem não conhece tais práticas. Um Carma para Aisha, obra literária do jornalista e escritor brasileiro Roberto Leal, Editora Òmnira/Luanda-Angola, que tem belíssima capa do artista plástico angolano Elias Jamba Sanjelembi. Um romance para arrancar suspiros de leitores e deixar outros sem folego, um caso verídico todo ambientado em Angola, país da Costa Ocidental da África.

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quinta-feira, 29 de abril de 2021

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TIO NANDINHO É A FACE DO FUTEBOL DO ZANGO IN ANGOLA

Postado Por Roberto Leal  | Sem Comentarios

A Escola de Futebol do Zango, é um projeto denominado de ‘Brincando com a bola’ e tem como seu mentor o Tio Nandinho e que tem como lema: eu quero, eu posso, juntos e unidos podemos fazer melhor. Está localizada, no município

Um garimpeiro de talentos da bola in Angola
de Viana, no bairro Zango 1, na Rua 4, foi fundada no dia 5 de novembro 2010, pelo professor Armando da Costa Faria, o popular Tio Nandinho. Estão na base da sua fundação fatores como:

Primeiro o desejo de proporcionar as crianças e adolescentes uma ocupação salutar nas suas horas vagas, nos seus tempos livres, abrangendo as vertentes educacionais, desportivas e sociais.
Segundo permitir o acesso ao desporto a todas as crianças e adolescentes que gostem de pratica-lo proporcionando a todos as mesmas oportunidades de treinar e de jogar, independentemente de adquirir uma formação qualificada e no futuro atuarem em clubes de futebol nos variados escalões e com isso conquistar uma vida saudável e um exercício da cidadania desejada, afastando-os das drogas, alcoolismo, prostituição e delinquência.
A pratica do esporte faz parte da educação básica da criança e do ser humano, de um modo geral, pois lhes proporciona saúde, lazer, um bom ciclo de novos amigos, desinibição e atração para os estudos.
Uma das grandes revelações da escolinha do Tio Nandinho, é jovem extremo-esquerdo de 21 anos, que atua hoje pela equipe B do Sporting de Lisboa, Lóide Augusto (foto), que poderá ser uma das principais surpresas, da lista dos Pré-convocados da Seleção Nacional, os Palancas Negras, visando o duplo compromisso de Qualificação ao CAN 2022.
Formado na Escola de Futebol do Zango , Lóide Augusto, já tem treinado com o plantel principal do clube leonino, e já marcou um gol, em 11 jogos no campeonato de nacional de Portugal.
Caso seja confirmada a sua convocação, Lóide Augusto, juntar-se-a ao leque dos jogadores estreantes na Convocação da seleção Nacional, onde já saltam a vista os nomes de Hugo Firmino (Cova da Piedade) e Ricardo Batista (Casa Pia FC).
A lista dos Pré-convocados da Seleção Nacional, será divulgada nos próximos dias, sendo que no dia 21 está prevista a apresentação do grupo.
“Eu digo que sou técnico de futebol por um dom divino. Eu não recebo jogadores já formados, ensino quem nunca deu um toque na bola. Só por isso temos muitos rapazes talentosos na nossa Escola”. Declaração de Tio Nandinho, em entrevista concedida á Rádio Cinco.
Lóide foi revelado pelo 'Brincando com a bola'
Lóide Augusto, como tantos outros foi um menino da Escola de Futebol do Zango, que encheu a todos de orgulho. Está de parabéns o grande mentor, o Sr. Tio Nandinho, que muito tem contribuído para a descoberta de novos talentos do futebol angolano.
“Quer o Lóide ou quer o Picas, formamos para ter uma qualidade excelente e hoje estamos a ver isso. Acredito que os dois ainda vão evoluir muito mais, com muito trabalho e dedicação”, afirmou o Tio Nandinho, com relação as duas revelações do futebol angolano da atualidade.
São projetos como este que devem ser abraçados, e visitados pelas maiores agremiações do Setor do Governo provincial e que merece a atenção nacional, investindo e beneficiando dezenas de jovens que almejam um dia, se tornarem um grande profissional de futebol naquele país, da África Ocidental. Esse é o pensamento carregado de esperança de todos, que fazem o Esporte acontecer da uma forma abrangente nas comunidades carentes.
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MAIOR NOME DO ATLETISMO DA GUINÉ-BISSAU HOJE QUEBRA PEDRAS PARA SOBREVIVER

Postado Por Roberto Leal  | Sem Comentarios

A atleta número 1 da Guiné Bissau 


Ela competiu na maratona do Campeonato Mundial de Atletismo em 2007, no Japão, mesmo sem terminar a prova e depois esteve nos 1.500 metros dos Jogos Olímpicos de 2008, em Pequim, na China, terminando em 11º nas baterias e 33º no geral. Ela é Domingas Mbana Togna, 40 anos, a atleta mais medalhada do atletismo da Guiné-Bissau, mas que atualmente vive do trabalho doméstico e extração de pedra para sobreviver.

Ao lado de dezenas de medalhas e troféus que conquistou. Mora n’uma casa humilde de dois quartos e demais dependências, no Bairro Militar, no subúrbio de Bissau, Domingas Togna, a mulher mais medalhada do atletismo da Guiné-Bissau, país da África Ocidental, e é com visível orgulho e nostalgia, que ostenta as medalhas, troféus e diplomas conquistados ao longo de 20 anos de carreira, bem como seus passaportes que usou nas várias viagens que fez ao exterior para competir representando o seu país.
Sempre sendo observada atentamente pelos seus três filhos, onde com os quais compartilha a minúscula casa, Domingas espalha sobre a sua cama, os troféus que conquistou num passado glorioso de provas de atletismo na Guiné, Senegal, Moçambique, Argélia, Macau, China e Japão. Da lembrança do mundial na cidade japonesa de Osaka, Domingas guarda, com orgulho entre outros, uma matéria de um jornal guineense daquela época, em que se pode ler na matéria que ela não concluiu a prova por desistência.
A atleta originária de Nkome, nos arredores de Mansoa, no centro da Guiné-Bissau, disse que começou a correr “por gosto” em 1995, depois de ser selecionada na escola em Bissau, onde foi criada por uma tia, e essa tia não a queria na pratica daquele esporte. Para continuar a praticar o esporte que disse amar, Domingas teve que abandonar a casa da sua tia, aos 13 anos de idade, já que tinha como objetivo transformar-se “na Lurdes Mutola da Guiné-Bissau”. Cativando o sonho de imitar a atleta moçambicana, ela que venceu praticamente todas as provas guineense de atletismo em qualquer distância, nos finais dos anos 90 e na primeira metade dos anos 2000 na Guiné-Bissau.
Domingas, que não dava chances à concorrência feminina, até disputou provas com os rapazes, tal era a sua superioridade para com as atletas do mesmo sexo, lembrou. Ainda do passado, Domingas disse que “guarda muitas e boas recordações” de duas participações nos jogos desportivos da CPLP - Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, em Moçambique e em Macau, na China.
A condição física atual de Domingas não engana sobre o seu passado de atleta de alta performance. Mas, com a morte do marido, em 2015, a antiga campeã guineense teve de deixar para trás o atletismo, para se dedicar a criação dos filhos e garantir o sustento da família. Desde então, divide-se entre o trabalho de empregada doméstica e a extração de pedras, em várias pedreiras nos arredores de Bissau. Quem chegar à pedreira de Ndame e entrar numa pequena cabana montada que lá se encontra, coberta de palha e plástico que serve de telhado, não vai acreditar que entre as mulheres que ali trabalham na extração de pedras, uma delas é uma antiga campeã do atletismo.
Domingas na Pedreira de Ndame
Domingas e outras mulheres quebram pedregulhos, transformando-os em cascalho para vender aos construtores, do nascer do dia ao pôr-do-sol. Em entrevista à rede de notícias Lusa, Domingas disse que a Guiné-Bissau só voltará a ter uma atleta da sua qualidade se valorizar a sua pessoa, por tudo o que representou para o atletismo feminino, o que, afirmou, podiam investir na sua formação como treinadora. “Quero transformar-me numa treinadora do atletismo, porque é algo que transporto dentro de mim, gostaria de transmitir os conhecimentos que adquiri para os jovens. Não gostaria de ficar e morrer com os meus conhecimentos só para mim. Gostaria que um dia se falasse de novos talentos como sendo pessoas preparadas por Domingas Mbana Togna”. É o meu maior sonho”, afirmou a veterana atleta.
Domingas já não tem a ambição de competir n’um mundial, mas acredita que ainda pode “correr e ganhar em pequenas distâncias” daí que sempre que pode faz corridas de manutenção física. E resigna-se a continuar a quebrar pedras, enquanto sonha com o reconhecimento e com o papel de treinadora. Esperando que um dia uma história de superação bata a sua porta.
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ZACIMBA GABA PRINCESA, ESCRAVA E GUERREIRA ANGOLANA QUE ESTÁ ESQUECIDA PELA HISTÓRIA

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Registro que se tem de Zacimba Gama


Zacimba Gaba foi uma princesa guerreira cuja história por muitos foi esquecida, devido ao projeto que se impôs principalmente no Brasil de apagar a memória da escravidão. Zacimba foi uma princesa do Reino de Cabinda, em Angola, in África, nascida no século XVII, que comandou seu povo n’uma guerra, contra a invasão portuguesa na região costeira de Angola. A província de Cabinda, na década de 1690, foi praticamente dizimada pelas tropas portuguesas e seus poucos sobreviventes foram capturados e mandados ao Brasil, para o mercado de escravos. Em Vitória do Espírito Santo, in Brasil, ela foi vendida junto a mais 12 de seus súditos, a um fazendeiro português de nome José Trancoso.
No campo de trabalho, Zacimba foi cruelmente castigada por não se submeter às ordens do senhor. Num primeiro momento, Trancoso não tinha noção do status de Zacimba entre os angolanos, mas percebeu logo o diferente tratamento dispensado a ela. Um dia, a princesa foi levada à Casa Grande, onde Trancoso a interrogou por vários dias, para confirmar que ela era uma soberana, que tinha título de nobreza. Nesse meio tempo, castigada a chicotadas e por vezes agredida, até que admitisse sua posição. Muito satisfeito, Trancoso estuprou Zacimba. O fazendeiro percebeu o poder dessa informação, e deixou claro que se houvesse qualquer levante e algo ocorresse com ele ou sua família, ele mataria a princesa.
Ela foi proibida de sair da Casa Grande e sendo submetida a sessões de tortura física e psicológica. O mesmo aconteceu em massa entre os homens de seu povo, chicoteados diariamente nos campos e na Senzala. O sentimento de revolta entre eles pela sua libertação aumentava. Uma arma muito utilizada entre os escravos brasileiros, como retruco contra capatazes violentos, era o envenenamento. Havia um veneno muito usado, que era proveniente da cabeça de uma cobra conhecida como ‘preguiçosa’, possivelmente, uma espécie de Jararaca, encontradas no Vale do Cricaré, que é mortal sendo ingerido em pequenas doses, constantemente até o resultado final. O veneno era conhecido como ‘pó de amassar sinhô’.
O pó de amassar senhor devia ser ministrado em pequenas doses, pois não geria eficácia para matar instantaneamente. Porém, com medo desse tipo de golpe, os senhores costumavam obrigar os escravos a experimentar as comidas que traziam, para provar que não estariam envenenadas. Tendo consciência disso, Zacimba demorou anos para conseguir envenenar José Trancoso, sem que tivesse que matar nenhum de seus irmãos. Foi quando finalmente Trancoso morreu envenenado, que Zacimba muito preparada para aquele momento, ordenou a invasão da Casa Grande pelos escravizados presos na Senzala. Todos os torturadores foram mortos, mas a família do português foi poupada, por ordem da princesa Zacimba Gaba, que logo depois fugiu com os outros negros e criou o seu próprio quilombo.
O Comitê Permanente pela Promoção da Igualdade de Gênero e Raça do Senado Federal do Brasil, à 29 de julho de 2020, organizou uma exposição virtual “Heroínas Negras e Indígenas do Brasil”. N’um total de 27 mulheres guerreiras apresentadas na exposição e Zacimba Gaba foi uma das homenageadas.
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'POÉTICA MUCUBAL DO NAMIBE' NA VOZ DA CANTORA EMÍLIA MUTECA

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A cantora angolana Emília Muteca estará no próximo dia 1 de maio (Dia do Trabalhador), sábado, a partir das 19 horas, na PROART NAMIBE cantando as poesias da Antologia Poética Mucubal do Namibe, Ed. Òmnira/BA-Brasil 2014, a publicação tem

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a organização do jornalista, escritor e editor brasileiro Roberto Leal, uma publicação da Direcção Provincial de Cultura do Namibe, que teve como sua Diretora a Drª Euracema Major e como governador da província na época o Dr. Rui Falcão, ambos apoiaram a iniciativa do projeto e fizeram acontecer. Ingressos a Kz 2.000 (normal), Kz 5.000 (area VIP com direito a mesa, bebidas e bolos).
O evento tem o apoio da Direcção Proivincial de Cultura, do Movimento Literário Kutanga, da revista angolana de Literatura Òmnira e terá a cobertuta da TPA - Televisão Pública de Angola, contará ainda com a participação das bandas Mbimbi & Emoh Luzes.
Em “Poética Mucubal do Namibe”, os contemporâneos encurtam a distância do seu público, nos mais diversos movimentos por onde quer que eles transitem, que eles façam ecoar as suas poesias em falas e gritos enfeitiçados de versos e melodias como só na África se tem visto acontecer... Mas ali eles apresentam de certa forma a palavra com todo seu poder, uma mostra da tão tribalica poética antológica do Namibe e que vem retratada na completa beleza da Cultura Mucubal, desse amor africano por suas origens, lendas, folclore e sua verdadeira história de amor, de sofrimento, de beleza e de africanidade comtemplando a ancestralidade de cada um poeta.
Na capa, a foto da imponente Mulher Mucucal, clicada pelo organizador Roberto Leal, foi censurada por força de uma lei, um movimento de preservação da imagem da Cultura Mucubal do Namibe, onde a imagem/foto leva uma tarja preta na altura dos seios da Mulher Mucubal.
O relançamento da obra está previsto para o mês de julho, fazem parte dessa grande obra literária: Antoninho Sambango, David Matuca, Ercélio Tiago, Joaquim Txifunga, Josué Ananias, Kiala Lemba, Rodrigues Silva, Rosa Gaspar Adão (in memoriam), Lúcia do Carmo Morais e Xavier Candongo. Na atividade de Julho Serão homenageadas as guerreiras Drª Euracema Major & Rosa Gaspar Adão (in memoriam).



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sexta-feira, 26 de fevereiro de 2021

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FIFA AMEAÇA SUSPENDER A PRÁTICA DO FUTEBOL IN ANGOLA

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Selecionado da Palanca Negra

A Federação Angolana de Futebol foi ameaçada de sofrer sanções, como a suspenção da prática do futebol profissinal Internacional, caso se mantenha o impasse que se registra depois da realização das eleições de Novembro do ano passado.
Em comunicado datado de 16 de Fevereiro de 2021, e que tem sido amplamente compartilhado nas redes sociais, e já é noticia em todo mundo do Esporte, a FIFA alerta que todas as associações, incluindo a FAF, são obrigadas a administrarem seus assuntos de forma independente e sem influência indevida de terceiros, incluindo as autoridades governamentais, leia-se politicos, partidos e setores exclusos ao Esporte.
O fato de os dirigentes eleitos não tomarem posse, devido à decisão do tribunal, constitui-se violação dos estatutos da FIFA e esta não poupará esforços para encaminhar a questão aos órgãos de decisão, as autoridades competentes, para consideração e decisão final, podendo até a chegar a suspensão da FAF- Federação Angolana de Futebol.
Fonte: ASCOM/Revista Òmnira
Foto: Seleção de Angola/Xaa Desporto
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segunda-feira, 15 de fevereiro de 2021

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"CANGALHA DO VENTO" E AS MEMÓRIAS QUE O TEMPO NÃO APAGA

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Carlos Souza Yeshua* 


O Brasil, até o ano de 1950, era um país

5ª Edição para Africa portuguesa
majoritariamente rural. Ou seja: a maior parte de sua população vivia no campo. O processo de industrialização, entretanto, iniciado a partir dos anos de 1930, provocou um êxodo rural sem precedente e é nesse contexto histórico que se passa Cangalha do Vento. Consequentemente, na década de 1970, mais da metade dos brasileiros passou a viver nas áreas urbanas em virtude das constantes buscas por melhores condições de vida: ofertas de em
prego, de educação, de saúde e a possibilidade de ascensão social. Atualmente,
segundo dados do IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, mais de 80% da população vive na zona urbana.

Mesmo com a mudança do campo para cidade, a maioria dos brasileiros tem uma memória afetiva relacionada à Terra em que nasceram seus pais, avôs ou bisavôs, locais que muitos costumavam passar as férias. É nesse ambiente de relações históricas e familiares que se ambienta Cangalha do Vento, do escritor Luiz Eudes, obra que está na quinta edição e agora publicada pela Editora Òmnira, para o continente africano, especialmente Angola e os demais países do PALOP – Países de Língua Oficial Portuguesa.

Os contos da obra revelam as aventuras de Aristeu, como o seu casamento com a prima Tereza, o qual gerou descendentes que têm algo em comum: o amor pela Terra onde seus pais nasceram e fixaram residência. A ligação com esse pedaço de chão, chamado Junco, cravado no sertão da Bahia, onde se fincaram suas mais profundas memórias, é o fio condutor de toda narrativa ficcional, uma história capaz de levar o leitor a pensar na própria saga familiar.

A vida do patriarca Aristeu nunca foi fácil, no entanto, não faltou a ele coragem para desbravar o desconhecido. Motivado pela expectativa de transformar sua vida, ele se aventurou pela Floresta Amazônica e sua cultura da extração de látex, além de ter conhecido a dura labuta dos tropeiros ao trabalhar com transporte de cacau das fazendas até o porto, em Ilhéus, antes de voltar para sua Terra e se dedicar a cuidar da família, composta por uma dezena de filhos.

  José Paulo é quem dá continuidade à história da família, de modo que, assim como o pai, se aventura pelo Brasil em busca de oportunidade de emprego. Conta, inclusive, os motivos que o fizeram viajar para São Paulo, uma prática comum ocorrida no Brasil durante o século XX, caracterizada como retirada dos nordestinos em razão da seca, pois viam no polo financeiro do País a possibilidade de não faltar o “pão de cada dia”. Em certo momento da vida, Paulo ouviu seu coração e fez o caminho de volta, pois desejava se reestabelecer nas Terras em que seu bisavô, Paulo Vieira de Andrade, chegara há cem anos, aproximadamente.

Outros filhos de Aristeu também têm suas histórias narradas, como o boêmio, sindicalista e político Israel. E seu irmão Juvêncio, que se tornou proprietário da Fazenda Baixa Funda, moradia que pertenceu ao pai, local onde os irmãos foram criados e os seus filhos, por sua vez, também. Fernando, filho de José Paulo, mantém a paixão dos “Aristeus” pelo Junco; é nessa Terra que também escolhe construir sua família e preservar a memória dos seus antepassados.

A novela, assim, tem dois personagens centrais, que percorrem toda história: o Junco e a família de Aristeu. São eles que conduzem o leitor por um Brasil cheio de idiossincrasias, lutas e resistências. Por exemplo, a resistência do sertanejo que peleja contra a seca e o sistema político perverso, que se alimenta da miséria do povo sem mover uma palha de forma republicana para acabar com o sofrimento de brasileiros cujo sonho é viver dignamente. O Junco, a migração para São Paulo e a escassez de chuva (a qual resulta no sofrimento do Sertão) lembram o famoso livro “Essa Terra”, do escritor Antônio Torres, e outro livro também ambientando no mágico Nordeste brasileiro: “Vidas Secas”, de Graciliano Ramos.   

Em resumo, Cangalha do Vento é um livro tocante, pois transporta o leitor para as lembranças das fazendas de seus avós e dos pequenos povoados e cidades localizadas distantes das grandes metrópoles, nos quais a vida passa de forma diferente. Mesmo quem não viveu a referida experiência se conecta com sua ancestralidade, porque os ancestrais viveram e lutaram para que seus descendentes pudessem estar onde hoje estão.

Dentre tantas frases marcantes encontradas no livro, destaco a do amigo de Fernando que, ao consultá-lo sobre uma poesia que escrevera como homenagem à sua amada Terra, o Junco, disse: “Que coisa mais poética é o interior!” Por fim, digo que a leitura de Cangalha do Vento é altamente recomendável. Afinal, a obra conta um pouco da história de cada um de nós, de forma que promove reflexões acerca da nossa própria existência.                                                                                            

*É jornalista e escritor. Presidente da UBESC – União Baiana de Escritores. É autor dos livros:  João Alfredo Domingues – pau pra toda obra: a saga de um português em terras angolanas e brasileiras; Revolução pessoal – seu próximo desafio. É organizador das antologias: Carta ao Presidente – brasileiros em busca da cidadania (2012) e Carta ao Presidente – o que deseja o brasileiro no século XXI (2010). Organizador do Dicionário de Escritores Contemporâneos da Bahia – Ed. CEPA/2015.

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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2021

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PRIMEIRO LIVREIRO DE LUANDA HOMENAGEADO PELO MINISTÉRIO DA CULTURA

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Oficio de vender preciosidades em alfarrabios   Foto: O País
O ancião angolano José Antônio de Carvalho recebe reconhecimento do Ministério da Cultura Turismo e Ambiente de Angola, por ser o primeiro livreiro de Angola, o pioneiro na venda de livros na via pública em Luanda e isso já soma mais de 30 anos. Ele não sabe dizer o dia em que tudo começou, como teve a ideia de si tornar alfarrabista, mas lembra que foi na década de 80, quando frequentava a Livraria Lello, foi quando encontrou livros exposto e outros livros trancados em uma vitrine e foi ter com o gerente, e curiosamente lhe perguntou o porque dos livros trancados, o gerente lhe disse que aqueles eram livros raros e caros, e que não seriam reeditados, eram inéditos. Daquele dia em diante, saiu dali com a ideia aficionada na cabeça, em montar um negócio de Livros em Luanda.

Começou seu negócio com os livros no Bairro Terra Nova, quando ainda era empregado da Empresa Nacional de Lotarias de Angola, ele é quem fazia o registro de matrizes da Totobola e Totoloto. O seu patrão enfrentando sérios problemas financeiros, permitiu deixar ele vender seus artigos em comum acordo na loja, dentro da dificuldade que a empresa estava tendo para cumprir compromissos financeiros, e ali começava a trajetória alfarrabista de João Antônio, depois de sair dessa loja, foi fixar seu ponto de venda junto ao Cine Ngola, contou que lá expondo no primeiro dia, chegou um cliente que lhe comprou todos os livros, de maneira que o incentivou de imediato a seguir no negócio.
Começou seu negócio com livros de casa, os seus próprios, depois foi adquirindo experiência, como já conhecia algumas editoras nacionais e estrangeiras e alguns autores de nome e bem consumidos pelo público leitor, seguiu em frente fazendo disso o inicio de uma grande experiência. E hoje Luanda conta com mais de 20 alfarrabistas/livreiros, vivendo da prática desse oficio.
Nem a chegada da internet fez ele desistir do seu negócio. João Antônio de Carvalho é um dos mais emblemáticos alfarrabistas, porque não dizer, livreiro de Luanda. Com mais de 3 décadas de ofício e agora é oficialmente reconhecido pelo seu trabalho pelo Ministério da Cultura, Turismo e Ambiente. Ele que gosta de conversar sobre livros, sobre o novo estado da Literatura angolana, tem também o sonho de se tornar escritor, já tem originais para um livro de poemas e o outro de enigmas e adivinhações.

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