quinta-feira, 23 de setembro de 2021

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REVISTA ÒMNIRA DESTACA A LUTA DA RAINHA NJINGA NBANDI

Postado Por Roberto Leal  | Sem Comentarios

A primeira Edição Especial da revista angolana de Literatura Òmnira de Jan/Jun-2022, destaca a bravura da guerreira Rainha Njinga Nbandi, na luta contra o domínio dos escravizadores portugueses. Dona Ana de Sousa como era conhecida pelos portugueses, foi a rainha reinante do Reino do Ndongo, entre os anos de 1624 e 1626 e rainha fundadora do Reino da Matamba, reinando de 1631 até sua morte. Rainha do Ndongo, atual Angola, Njinga Mbandi (1582-1663) entrou para a história como combatent

Capa provisória

e destemida, exímia estrategista militar e diplomata astuciosa. Ela chefiou pessoalmente o exército, até os seus 73 anos de idade e era tão respeitada pelos portugueses, que Angola só foi dominada depois da sua morte, aos 81 anos de idade.

A contemporaneidade africana das letras se apresentam nos trabalhos de poetas e escritores como: Admilson Paulo António Faria, Alfredo Bango, Ângela Maria Correia, Blandine Klander, Chavanove Gaieta, Domingas Luzia Chilengo, Eduardo Tchandja, Etelvina Diogo, Felder Christian Simões, Flora Tito Salvador, Fonseca F. Panzo, Ismael Farinha, John Bella, José Dário Paulo e Martha Domingos/Angola; Glória Sofia, José Valdemiro Lopes, Laércia Rodrigues Raposo e Moustafa Assem/Cabo Verde; Ernesto Moamba, Leonildo Inácio Viagem e Morgado Mbalate/Moçambique e Carlos Cardoso/São Tomé e Príncipe.
Do Brasil vem trazendo a força das palavras autores como: Ana Paula Arendt, Baco Figueiredo, Carlos Souza Yeshua, Edenice Fraga, Jeane Sánchez, João Bosco Soares dos Santos, José Olívio Paranhos Lima, Margarida Maria de Souza, Renata Rimet e Valdeck Almeida de Jesus. Matérias chamam atenção pelo conteúdo informativo “Poetisa mirim angolana recebe título no Brasil” do jornalista brasileiro Roberto Leal; “A dependência em África causa o seu sofrimento” do estudante angolano Fonseca F. Panzo; “Jornalismo cabo-verdiano: um instrumento indispensável em crise” do escritor cabo-verdiano José Valdemiro Lopes e “Os Passos Decisivos da Rainha Njinga” do escritor angolano John Bella.
Diante da pandemia COVID-19 e das dificuldades de circulação em espaços físicos, a revista deixou de circular nos últimos dois (2) anos e volta agora em definitivo com sua periodicidade semestral, em suas 32 páginas em preto e branco. Mais informações +55 71 987369778 whatsApp.
Fonte: ASCOM/Revista Òmnira
Gravura: Internet/Provisória
Texto: Roberto Leal
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domingo, 19 de setembro de 2021

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DELEGAÇÃO DE CLUBE MALIANO VIAJA DE LAND CRUISE PARA JOGAR TAÇA CAF

Postado Por Roberto Leal  | Sem Comentarios

Atletas no sacrifício

O Binga Football Club, uma modesta equipe da segunda divisão do campeonato maliano, continua a surpreender a todos, nessa presente edição da Taça das Confederações Africanas. A equipa maliana se envolveu essa semana em uma ação inusitada, quando viajou toda a sua delegação por 749 km da Capital Bamako, no Mali até Monrovia, na Libéria, de carros Land Cruiser, para jogar a segunda partida da eliminatória de acesso a Fase de grupos da Taça das Confederações da África – CAF.

De maneira que reforça mais ainda, a ideia de que o futebol no continente berço da humanidade/África, continua a surpreender pelas suas adversidades. Porém, a decisão do clube maliano deve-se ao fato da proximidade geográfica existente entre ambos os países, visto que o tempo de voo, que é uma viagem mais rápida geralmente entre Bamako e Monrovia é de aproximadamente 1 hora e 30 minutos, com uma distância de cerca de 749 km percorridos, segredos da Mãe África.
Atletas e dirigentes do Binga F C
Vale lembrar que no jogo da ida, disputado no Mali, o Binga Football Club, venceu por 3 x 0, triunfando a eliminatória com o resultado de 5 x 0 no agregado, garantindo essa tarde de domingo (19/09), a classificação para a próxima fase, derrotando o Club Breweries, da Libéria, por 0 x 2. O Binga Football Club, só para saber mais, é um clube modesto do futebol maliano, que por ter surpreendido e vencido a Taça do Mali diante do grande e poderoso Stade Malien de BKO, garantiu consequentemente o acesso direito a Taça das Confederações Africanas CAF 2021/22. Na próxima e penúltima fase, o Binga Football Club, irá enfrentar o Clube ASFA Yennenga, do Burkina Faso.
Fonte: ASCOM/Revista Òmnira
Fotos: Divulgação
Texto: Roberto Leal
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sábado, 18 de setembro de 2021

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OS ENCANTOS DO TÔMBWA CHEGAM A LEIRIA IN PORTUGAL

Postado Por Roberto Leal  | Sem Comentarios

Welwitschia Mirabilis o Polvo do Deserto


Até o dia 30 de setembro se pode visitar a Exposição fotográfica e audiovisual “Tômbwa e seus Encantos” na galeria de arte da Biblioteca Municipal Afonso Lopes Vieira, em Leiria/Portugal, desde o dia 11, às 15 horas, os fotojornalistas angolanos Cesário Mário Avelino e Valentim Rodrigues, apresentam algumas das maravilhas do município do Tômbwa, na Província do Namibe, in Angola, na África Ocidental.

Foi através do trabalho artístico do escultor português Fernando Marques, que deixou um importante legado, com suas esculturas, no Município de Tômbwa e que possui um inigualável acervo escultórico em Leiria, sendo, por esta razão, o intercâmbio Cultural entre estas duas comunidades, os dois povos. De Portugal a exposição seguirá para o Brasil, e seu destino será o Centro Cultural Casa de Angola na Bahia, já se trabalha com esse objetivo pós pandemia.
A exposição, que tem como objetivo divulgar o património material e imaterial daquela região de Angola, com o intuito de contribuir unindo etnias, fazendo história, divulgando a Língua e Cultura, e elevando turismo como fonte de renda, como contribuição para alavancar a economia do município. As visitas, com as limitações decorrentes da pandemia, podem ter lugar de segunda a sexta-feira, das 9:30 às 20:00, e ao sábado das 14:00 às 20:00. “Queremos mostrar uma nova Angola, hábitos e costumes, com a necessidade de elevar a economia, alavancando o Turismo”, disse Valentim.
Tômbwa é um dos municípios da província do Namibe, Sul de Angola, seu território estende-se por 57.091 km2 e é constituída pelos municípios de: Moçâmedes/capital provincial, Bibala, Camucuio, Tômbwa e Virei. No Namibe o deserto encontra-se com o mar, criando paisagens de rara beleza, onde se destacam as pinturas rupestres e a Welwitschia Mirabilis, uma planta adotada como símbolo da província e da resistência no deserto. “Além da Cultura, os visitantes poderão ter noção da força do Turismo em Angola, através das belas imagens”, pontuou Valentim Rodrigues.
Mãe & Filho Himba
Desde 1895 se chamava Porto Alexandre, a partir de 1975, período pós independência, passou a chamar-se Tômbwa. Na língua dos nativos da zona, Tômbwa serve para disseminar a ideia de importância da Welwitschia Mirabilis. As vias de acesso garantem a entrada por via terrestre e o mar faz o município sustentar o título de maior centro pesqueiro do país. A pesca constitui-se como a principal atividade económica, além da extração de sal, das pedras ornamentais, da agricultura, também a pecuária e o turismo. A província do Namibe é conhecida como a “Terra da Felicidade”, a terra da Welwitschia Mirabilis, a planta imortal; do Parque Nacional do Iona; da Lagoa do Arco; da Tribo Himba; das colinas e desse deserto enorme que anula a fronteira com a Namíbia, e que é considerado o mais antigo do mundo.
Fonte: ASCOM/Revista Òmnira
Fotos: Cesário Mário Avelino e Valentim Rodrigues
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sexta-feira, 17 de setembro de 2021

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AGOSTINHO NETO UMA HISTÓRIA DE LUTA POR ANGOLA

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António Agostinho Neto/1922-1979 foi o primeiro presidente da República de Angola. Era médico de profissão, poeta por vocação e um líder guerrilheiro por natureza. Nascido a 17 de Setembro de 1922, na aldeia de Kaxicane, freguesia de São José, no município de Ícolo e Bengo, na província de Luanda, era filho do pastor metodista, Agostinho Neto, catequista da missão metodista americana em Luanda, sendo mais tarde pastor e professor nos Dembos, e da professora Maria da Silva Neto. Após concluir o ensino primário, entrou para o Liceu “Salvador Correia”, em Luanda, onde terminou o 7º ano em 1944. Depois, partiu para Portugal para frequentar a Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra.
AN Uma vida sem tréguas
Uma bolsa de estudo da Igreja de Metodistas dos USA para o filho do pastor, ajudou a Neto, a partir do seu segundo ano de residência em Portugal, a sobreviver na metrópole e perseverar no sonho de ser médico, continuando os seus estudos de medicina na Universidade de Lisboa, onde se licenciou. Foi em Portugal onde Agostinho Neto iniciou a sua ação política, fazendo parte da geração de estudantes africanos que viria a desempenhar um papel decisivo na independência dos seus países naquela altura, que ficou designada como Guerra Colonial Portuguesa. Em 1947, integrou o Movimento dos Jovens Intelectuais de Angola sob o lema “Vamos Descobrir Angola”. Em Coimbra, com Lúcio Lara e Orlando de Albuquerque, colaborou nas revistas “Momento” e “Mensagem”, órgãos da Associação dos Naturais de Angola. Em outubro de 1958 casou com a escritora, poetisa e jornalista portuguesa Maria Eugenia Neto, que conheceu num círculo de escritores em Lisboa em 1948. Com ela teve um filho, Mário Jorge Neto, e em 1961 uma filha chamada Irene Alexandra Neto. Que, aliás, em janeiro de 2017, passou a ser académica da AGLP. Ainda tiveram outra filha mais nova chamada Leda Neto. Maria Eugênia é natural de Trás-os-Montes/Portugal.
Os seus poemas e artigos, aliados ao seu engajamento político fizeram com que fosse perseguido e preso pela PIDE (Polícia Internacional de Defesa do Estado), órgão repressor da ditadura Salazarista que combatia os movimentos nacionalistas das colónias portuguesas de então. Foi deportado para o Tarrafal, uma prisão política em Cabo Verde. Posto em liberdade, retoma a atividade política e intelectual, fundando em Lisboa, em parceria com Amilcar Cabral, Mário de Andrade, Marcelino dos Santos e Francisco José Tenreiro, o Centro de Estudos Africanos, orientado para a afirmação da nacionalidade africana. Em 1951, é indicado como representante da Juventude das colónias portuguesas junto do MUD-Juvenil - Movimento de Unidade Democrática-Juvenil Português.
Pela sua participação em atividades anticoloniais é novamente preso pela PIDE, em Fevereiro de 1955, e condenado a dezoito meses de prisão. Preso em Lisboa, Agostinho Neto não participa, em 10 de Dezembro de 1956, no ato de fundação do MPLA – Movimento Popular de Libertação de Angola. Em 1957, é libertado pela PIDE e, um ano depois, licencia-se em Medicina pela Universidade de Lisboa quando casa-se com Maria Eugénia Neto.
Como AN via Angola para o Continente


Participa da fundação do MAC - Movimento Anticolonialista. Que congregava patriotas das diversas colónias portuguesas para uma ação revolucionária conjunta nas cinco colónias portuguesas: Angola, Guiné, Cabo Verde, Moçambique e S. Tomé e Príncipe. Pouco antes do Natal de 1959, Agostinho Neto, acompanhado da mulher e do filho, deixa Lisboa de regresso à Luanda, onde abre um consultório médico. Em paralelo com a sua atividade clínica, continua a sua militância a favor da independência e é eleito, em 1960, Presidente Honorário do MPLA. Preso pela terceira vez, em Luanda, Agostinho Neto é transferido para diversas prisões em Portugal e Cabo Verde.
O assalto às cadeias de Luanda, em Fevereiro de 1961, desencadeia a luta armada pelo MPLA, seguindo-se uma forte repressão colonial. Preso na cidade da Praia, em Cabo Verde, Agostinho Neto é transferido para a prisão de Aljube, em Portugal, onde permanece até Março de 1963. Libertado, em 1963, foge clandestinamente para Léopoldville (Kinshasa), e junta-se ao MPLA. Neste mesmo ano é eleito presidente do MPLA durante a Conferência Nacional do Movimento. A luta armada contra o domínio colonial intensifica-se até que, em Fevereiro de 1975, regressa a Luanda. Em representação do MPLA, Agostinho Neto participa em Alvor, Portugal, na assinatura do acordo para a constituição do “governo de transição”. A 11 de Novembro de 1975, Agostinho Neto proclama a independência de Angola. Dirige o MPLA e Angola durante os primeiros anos de independência, mas, doente, morre com 56 anos a 10 de Setembro de 1979, em Moscou, capital da Rússia. Agostinho Neto deixou como legados, a independência e a liberdade do povo angolano. No dia 17 de setembro, Angola celebra o Dia do Herói Nacional, comemorando o dia em que Agostinho Neto nasceu.
Fonte: ASCOM/Revista Òmnira
Foto: Livro/Acácio Barradas
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quinta-feira, 16 de setembro de 2021

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ESTUDANTE DE CINEMA ANGOLANO É PREMIADO NO BRASIL

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A contemporaneidade do Cinema angolano, esteve a solta pelo Brasil, quando o filme "A juventude e o desemprego" dirigido pelo estudante Blandine Klander, venceu a Mostra Especial, como melhor filme, pelo júri popular, e ainda recebeu uma Menção Honrosa, pelos críticos n'uma sessão realizada pelo Festival de Cinema de Rua de Remígio.
O ator Blandine Klander
Participou do documentário vários estudantes do Curso de Cinema e TV da Universidade Metropolitana de Angola. Mais de 60 filmes foram exibidos na plataforma Streaming, devido a Pandemia da Covod-19, que proibi aglomerações. Durante o Festival parte das ações itinerantes fizeram acontecer também o "Festival Audiovisual de Campina Grande", que por sua vez é realizado pela Universidade Estadual da Paraíba.
A programação on-line foi além da exibição de filmes, o festival, também contou com a realização de oficinas e cursos na área do Audiovisual e da Comunicação, vários debates, seminários, palestras e conferências.
Blandine Klander além de Estudante do Curso de Cinema, é ator, poeta e escritor, surgi agora dirigindo no Cinema, desbravando a arte de todas as formas contemporâneas de faze-las acontecer.
Foto: Divulgação
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sábado, 11 de setembro de 2021

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O CANTO QUE FAZ NASCER NA TRIBO HIMBA NA NAMÍBIA

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Mãe & Filho Himba
Segundo uma tradição do povo Himba, da Namíbia, no Sul da África, a data de nascimento das crianças é fixada, quando sua mãe traz ela ao seu pensamento e pede para engravidar e não no momento de sua vinda ao mundo. Quando uma mulher decide que vai ter um filho, ela se senta e descansa debaixo de uma árvore, e fica atenta até ouvir a música da sua criança que está para nascer. E depois de ouvir a música do seu bebê, ela volta para o homem que será o pai da criança para ensiná-lo a música que ela percebeu. E então, quando fazem amor para conceber fisicamente o filho, cantam a música do filho, a fim de convidá-lo a vim ao mundo.

Quando a mãe está grávida, ela passa a ensinar o canto do seu bebê para as parteiras e mulheres mais velhas da Aldeia. Assim, quando o bebê nascer, as velhas e as pessoas ao seu redor cantam sua canção, sua música, para dá-lo as boas-vindas. Conforme a criança vai crescendo, os outros moradores aprendem sua música. Para que se a criança sofrer uma queda ou um machucar qualquer, sempre haverá alguém para pegá-la e cantar sua música para ela ouvir. Da mesma forma, se a criança fizer algo maravilhoso, algo encantador ou passar pelos ritos de passagem com sucesso, o povo da aldeia cantará sua canção para homenageá-la.

Na tribo, há uma outra ocasião em que o povo canta para a criança. Se em algum momento da vida a pessoa cometer um crime ou ato antissocial, o integrante é chamado ao Centro da Aldeia e as pessoas da Comunidade formam um círculo ao seu redor. Em seguida, eles cantam sua canção. A tribo reconhece que corrigir o comportamento antissocial não é uma questão de punição, mas de amar e lembrar quem você é. Para o povo quando você reconhece sua própria música, você não pensa em prejudicar mais ninguém. É assim durante toda a vida. E no casamento, as canções são cantadas juntos. E quando se envelhece, está deitada em sua cama, pronta para desencarnar, todos os Aldeões conhecem sua canção e cantam sua canção pela última vez.
Tanto os meninos como as meninas são circuncidados antes de atingir a puberdade, já que esse ato acaba deixando-os prontos para o casamento. Durante a circuncisão os meninos devem ficar em silêncio, enquanto as meninas podem gritar. Assim que a menina nasce, já é prometida a um marido escolhido, o casamento vai acontecer quando ela tiver entre 13 e 17 anos. Antes de chegar à puberdade, as meninas são autorizadas a usar apenas duas tranças no cabelo. Após essa fase, elas podem usar mais tranças e a usar também o “Erembe”, uma coroa feita de couro de vaca ou cabra. Os homens Himba usam uma trança somente e após o casamento, passam a usar um turbante.

Existem algumas iniciativas que fornecem educação primária para os Himba. Os adolescentes que optam pelo ensino secundário precisam deixar sua tribo pra estudar e viver em uma escola, geralmente em Windhoek, capital da Namíbia. Muitas vezes esses jovens conseguem emprego e acabam não retornando à aldeia. Cerca de 10 mil Himba vivem na região Kunene, no noroeste da Namíbia, enquanto uns 3 mil estão na Angola. Eles são uma tribo seminômade, movendo-se de acordo com o melhor local para pastagem do seu gado. Porém, geralmente retornam às mesmas aldeias todo ano.

A característica mais conhecida da tribo é o tom avermelhado da pele e dos cabelos. A razão pra isso é o “Otjize”, uma pasta de manteiga, gordura e ocre vermelho – às vezes perfumado com resina aromática – que as mulheres aplicam duas vezes ao dia nas tranças e no corpo. Os primeiros registros da tribo Himba são do início do século 16, eles que são originários de Angola, quando eles cruzaram a fronteira e se assentaram em Kaokoland, região conhecida como Kunene, na Namíbia, assumindo uma nova pátria, um dos motivos foi a escassez de água. entretanto a principal causa da imigração aconteceu no início do século 20, em 1904 quando na ocupação alemã, mais de 100 mil integrantes das etnias que compõem o povo Himba foram mortos. O alcoolismo entre os homens é uma das ameaças, como também a influência do mundo exterior, é possível encontrar barracas de camping e cadeiras pela Aldeia, além de muitos outros problemas da civilização.

Uma das tradições mais importantes para os Himba é o fogo sagrado, ou “Okuruwo”. Esse fogo representa os ancestrais da Aldeia, que por sua vez são considerados os intermediários para o contato com o “Mukuru”, o deus Himba. Mantido continuamente aceso, o fogo fica entre o gado e a casa do Chefe da Aldeia, chamada de “Ondjuwo Onene”, e não é permitido cruzar o caminho entre o fogo e a casa do chefe. Toda as noites, uma brasa do fogo elevada pra dentro da casa do chefe, é brasa com a qual irá acender novamente as chamas no dia seguinte.

Fonte: ASCOM/Revista Òmnira
Fotos: Divulgação/Internet
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quinta-feira, 9 de setembro de 2021

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POETISA MENINA GEOVANA FÉLIX BRILHA EM CONCURSO DE POESIAS

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A poetisa menina. Ela que é uma das princesas da poética infantil angolana Geovana Félix, 13 anos, brilha no Concurso de Poesias Sagrada Esperança - IPIL 2021,concurso que carregou como tema "Honremos a vida e obra do Herói Nacional", uma homenagem que faz alusão, com continua referência de reconhecimento da luta pela Independência do saudoso Dr. António Agostinho Neto.
Geovana e a poesia
Foi quando ela surpreendeu a todos, alavancando o segundo lugar em uma fase final com mais 18 concorrentes, depois de recitar uma poesia da sua autoria de título "Sorrir porque sou criança", e na grande final ela conquistou os jurados quando recitou "Adeus a hora da largada" do Dr. António Agostinho Neto, primeiro presidente da nova República de Angola. Passou pela fase classificatória quando todos os concorrentes interpretaram o jogral com o título de "Agostinho Renuncia Impossível" em referencia a uma das obras literárias mais conhecidas do incontestável herói nacional "A Renuncia Impossível"..
A realização e cerimonia de premiação foi realizada no Anfiteatro do Instituto de Ensino Médio Makarenco, no dia 8 de setembro (quarta-feira), às 10 horas, quando ela foi agraciada com uma brilhante segunda colocação, recebendo de premiação e incentivo: um computador de mesa da HP, um Certificado de Mérito, um kit de material escolar e uma coleção com as obras literárias do Dr. António Agostinho Neto. Ainda Ficaram com o primeiro e o terceiro lugares os jovens Francisco Maria e Cristiano Rangel.
Recebendo a sua premiação
O Concurso que teve a realização da Associação dos Estudantes do IPIL - Makarenco, com o apoio da Administração do Rangel, da Direcção Provincial da Educação, da Fundação Sagrada Esperança, da Fundação Dr. Agostinho Neto e teve no corpo de jurados: Adélio Nunda, Sónia Olim e Osmar Sebastião. A atividade teve gravação da TPA 1
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segunda-feira, 6 de setembro de 2021

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GOLPE MILITAR INSTITUI O NOVO PRESIDENTE DA GUINÉ CONACRI

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Imagem do momento do discurso
Ele  é o Coronel Mamady Doumbouya, que emigrou na década de 1960 da Guiné Conacri, escolhendo a Filadélfia para se juntar a um amigo americano que tinha vindo para a África Ocidental como voluntário do Peace Corps. Seu visto de imigrante o tornou elegível para o recrutamento, e depois de apenas 3 meses na Filadélfia, Mamady já seria convocado para servir na Força Aérea dos Estados Unidos, durante a Guerra do Vietnã. Mamady explicou sua disposição de servir dizendo: "Só um covarde fugirá de seu anfitrião quando a casa do anfitrião estiver pegando fogo." Após a alta, Mamady frequentou o OIC - Opportunity Industrialization Center, onde conheceu sua esposa, a americana Alma.

Doumbouya era um legionário francês que ocupou o posto de Cabo antes de retornar à Guiné Conacri para liderar o Grupo de Forças Especiais, uma unidade militar de elite criada por Alpha Condé. Quando assumiu o cargo, sendo promovido ao posto de Comandante de Batalhão, serviu como enriquecimento curricular sua experiência internacional, incluindo treinamentos realizado em diversos países. Ele foi promovido a tenente-coronel em 2019 e logo em seguida Coronel em 2020.

Em 2021, teria buscado mais autoridade para o Grupo de Forças Especiais e era o homem que era visto sempre nas grandes cerimonias segurando o guarda-chuva aberto sobre a cabeça do presidente deposto Alpha Condé. "Será aberta uma consulta para descrever as grandes linhas da transição, depois será instituído um governo de unidade nacional para liderar a transição", anunciou o Coronel Mamady Doumbouya n’um discurso televisivo, sem especificar a duração desse governo de Unidade Nacional ou do processo de transição. Os líderes do golpe de Estado Militar na Guiné-Conacri convocaram esta segunda-feira (06/09) ministros e presidentes das instituições dissolvidas para uma reunião e avisaram que qualquer falta será considerada como um ato de "rebelião" contra a Junta Militar no poder.

Coronel Doumbouya

Ele que já serviu no Conselho Consultivo Africano, é fundador da OIC International, uma organização que tem programas de treinamento em muitos países africanos. Estudou na Universidade da Pensilvânia, onde conheceu Alma, enquanto os dois estudavam lá, depois casaram-se. Ele é o fundador e primeiro presidente da Associação Guineense do Vale do Delaware. Ele dirige um negócio de importação e exportação, bem como um negócio de transporte com seus irmãos na Guiné. Ele também é o presidente do Instituto N'ko e editor de seu site, que enfoca o alfabeto N'ko, desenvolvido especificamente para sua língua nativa ‘Manden’.

Doumbouya nasceu na região de Kankan, na Guiné.  Ele é de origem Mandinka. A família Doumbouya mora em Mt. Airy há 25 anos. Eles têm três filhos: Moussa, que é escritora, Aissa, que é aluna de Doutorado na Universidade da Flórida, e Sekou, que é aluna júnior da Penn State em Tecnologia da Informação. Todas as crianças Doumbouya apreciam sua herança dupla afro-americana. Na Wikipédia já consta registro do novo presidente da Guiné Conacri, “Mamady Doumbouya é um político guineense que é presidente da Guiné desde 5 de setembro de 2021. Foi o coronel que liderou o golpe de Estado na Guiné em 2021. É membro do Grupo de Forças Especiais e ex-legionário francês.  Durante o golpe, Doumbouya divulgou uma transmissão na televisão estatal declarando que sua facção havia dissolvido o governo e a Constituição. https://pt.wikipedia.org/wiki/Mamady_Doumbouya 


Foto 1: Rádio Television Guineense

Foto 2: Georgeweb

 

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domingo, 5 de setembro de 2021

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SUPOSTO GOLPE DE ESTADO NA GUINÉ CONACRI CAUSA TENSÃO NO CONTINENTE

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Forças armadas nas ruas na Guiné Conacri

Os golpistas, que confirmaram à Agência Francesa de Noticias AFP a origem do vídeo, e imagens que circulam nas redes sociais dando conta do Golpe. Forças Especiais circularam imagens do Presidente, nas quais lhe perguntam se foi maltratado, estando Alpha Condé, vestido com calças de ganga e camisa e sentado num sofá, se recusando a responder as perguntas. Por seu lado, o Ministério da Defesa afirmou, em comunicado, que "os insurgentes (tinham) semeado o medo" em Conacri antes de tomarem o Palácio Presidencial, mas que "a guarda presidencial, apoiada pelas forças de defesa e segurança leais e republicanas, conteve a ameaça e repeliu o grupo de atacantes".

Hoje pela manhã foram ouvidos disparos de armas automáticas no centro de Conacri, capital da Guiné-Conacri, e muitos soldados eram vistos pelas ruas, segundo relataram várias testemunhas. Nenhuma explicação foi inicialmente disponibilizada sobre as razões para esta tensão na península de Kaloum, no Centro de Conacri, onde estão localizadas a presidência, as instituições e os escritórios comerciais, o Grande Centro Comercial. No entanto, moradores em Kaloum, contactados por telefone, relataram um tiroteio prolongado e disseram ter visto muitos soldados a evacuar as ruas e pedindo que às pessoas voltassem para as suas casas e que não saíssem de lá. Um diplomata ocidental adiantou à agência de notícias francesa AFP considerar "sem qualquer dúvida" que estava em curso uma tentativa de golpe, liderada por forças especiais guineenses.
A oposição tem feito circular, nas redes sociais, vídeos em que afirma que os tiros foram disparados por moradores e que os fortes tiroteios ressoam nas ruas. O clima é muito tenso na Guiné Conacri. Um golpe de estado está em curso, nesse país de 12 milhões de habitantes. Nos últimos meses, a Guiné-Conacri, país da África Ocidental que faz fronteira com a Guiné-Bissau e é um dos mais pobres do mundo, apesar dos consideráveis recursos minerais e hidrológicos, enfrenta uma profunda crise política e económica, agravada pela pandemia de Covid-19.
A candidatura do Presidente Alpha Condé a um terceiro mandato, considerado inconstitucional pela oposição, em 18 de outubro de 2020, gerou meses de tensão que resultou em dezenas de mortes num país acostumado a confrontos políticos sangrentos. E foi o estopim dessa nova ação.

Foto: Divulgação
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quinta-feira, 2 de setembro de 2021

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WENDE BOCADO É UMA MARCA A SERVIÇO DA EDUCAÇÃO

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Wende Bocado é nova marca de material escolar in Angola
Ela que é a Rainha da poética infantil angolana, Embaixadora ONU em parceria com a New Genesis/África, receberá o titulo de Personalidade de Importância Cultural pela UBESC - União Baiana de Escritores/Brasil-2020, ela que é matéria de capa da próxima edição da revista angolana de Literatura ÒMNIRA - Wende Bocado, 8 anos a menina prodígio de Angola, agora é marca registrada de artigos escolares e infantis, ela que também já é personagem de revista em quadrinhos (HQ). "É uma sensação de alegria materializado um projeto idealizado a partir do momento que constatei que o público infantil merecia Cadernos com qualidade ilustrativa", afirmou António Bocado pai e empresário de Wende.
São lapiseiras, camisolas estudantis de malha para crianças, cadernos com diversas estampas de WB e tantos outros artigos, e foi pensando nos miúdos angolanos que o projeto ganhou força, "O nosso objetivo é levar a marca as pessoas, porque a marca será um grande incentivo a promoção de educação de qualidade. Uma vez que a parte de trás dos cadernos está o objetivo 4 dos ODS - Objetivos de Desenvolvimento Sustentável", disse António Bocado.
O caderno da WB  é novidade
Para sustentabilidade de ajudas e ações humanitária, a Alpha Omega World Dev't Marshall Programme Africa -
AOWDMPA está lançando uma série de Marcas dos Embaixadores da Paz Social e Prosperidade - PSP, junto com a Alph Omega Legacy Center. E o começo do projeto se dar com o lançamento da marca WB -
Wende Bocado. Material escolar em suporte ao 4 Objetivo da Agenda 30 da ODS. E o lema da campanha é "Mais do que material escolar, uma maneira feliz de aprender".
O lançamento acontecerá dia 17 de setembro (sexta-feira), a partir das 10 horas, no Jardim de Rosas - Edifício 1 EX-NATRABANK, junto ao Banco Sol. Mais informações: +244 926 820 878.

Fonte: ASCOM/Revista Òmnira

Matéria: Roberto Leal
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terça-feira, 24 de agosto de 2021

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SALAH CRITICA A NÃO PREMIAÇÃO DE AFRICANOS A BOLA DE OURO

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O futebolista egípcio fez dura critica em entrevista
“Há muitos prémios 'Bola de Ouro' que deveriam ter sido ganhos por jogadores africanos, mas não são concedidos. Se não concordas, lembro-te que n’uma só Premier League houve um jogador africano que marcou mais de 20 golos e venceu a liga. Também quero que mencionem uma temporada em que pelo menos um jogador africano não chegou à final da Liga dos Campeões. Se você está falando que ganhar a Copa do Mundo é importante, isso significa que a Bola de Ouro foi concedida de forma errada por muitos anos, porque a maioria dos vencedores deste prêmio não tem Copas do Mundo”. Foi o que disse Salah em entrevista.
George Wear, 54 anos, foi o primeiro e o único africano até os dias de hoje, eleito em 1995 para o Melhor Jogador do Mundo pela FIFA e ainda levou de presente para a África naquele mesmo ano a “Bola de Ouro”, tão cobiçada e renegada tantas vezes, que o diga o Muhammad Salhah. Wear hoje presidente da Libéria foi o único africano a receber as duas premiações.
Mohamed Salah Hamed Mahrous Ghaly — em árabe: محمد صلاح غالى — é um futebolista, ponta-direita egípcio que atualmente defende o Liverpool, da Inglaterra e é atacante titular da Seleção Egípcia de Futebol e sua maior estrela. Ele criticou duramente a falta de indicação de africanos para receber a premiação maior do futebol mundial.
Fonte: ASCOM/Revista Òmnira
Foto: LANCE
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JOVEM É AGREDIDA POR GESTANTE E TEM SEU ÓCULOS QUEBRADO DENTRO DO BANCO BAI

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Tal incidente aconteceu às 16 horas, daquela terça-feira, dia 26 de janeiro, do corrente ano, e teve como palco  um dos Caixas de Atendimento do Banco BAI (os conhecidos ATM), foi no Bairro do Kimbango, em Luanda, quando uma cidadã não identificada e em estado de gestação, mostrando total descontrole, agrediu com ofensas verbais e físicas uma jovem, a estudante de enfermagem J. A. S. De 25 anos, e como resultado dessa agressão,  aconteceu a quebra do par de óculos graduado em que a jovem usava no momento e foi observando o teu óculos totalmente danificado, que a jovem solicitou ao segurança da empresa AGENS-Segurança Patrimonial Lda (que presta serviço ao Banco BAI), que também presenciou e acompanhou a agressão, para não deixar a senhora/agressora sair do local, mas o segurança não deu ouvidos e permitiu que a agressora, se evadisse do local do crime.


A AGENS é conivente com o caso

A jovem disse ao segurança, que por ele ter permitido que a agressora deixasse o local, ele teria que pagar o par de óculos, mais o segurança, não aceitou, então ela pediu para que ele se identificasse, mais o segurança disse que não tinha Bilhete de Identidade e nem passe de serviços, o que é uma grande ironia o tratamento disponibilizado, com certeza por se tratar de uma jovem indefesa.

Algumas horas depois ao chegar ao local, o responsável pela segurança do banco foi interpelado, um senhor que se identificou como João Kambenje, que se prontificou em pagar o prejuízo do óculos da jovem,  ficando acertado verbalmente, a jovem deixa/entrega o óculos ao segurança a fim de voltar no dia seguinte e juntos irem a óptica para então saber os custos do conserto e ligar para o suposto Chefe de Segurança assumir as despesas, o que não aconteceu.


Então a jovem procurou a polícia e prestou uma queixa, passaram-se dois meses, e quando a polícia fez a entrega da notificação, para ser entregue na empresa, que a própria jovem foi quem protocolou, mas o senhor Chefe de Segurança nunca respondeu a notificação. A jovem já fez várias consultas, já gastou muito dinheiro com essas mesmas consultas, tanto que o médico disse a ela que se ficar sem óculos pode piorar mais o seu problema ocular. “Se na realidade Angola é um país democrático, se isso é um país digno com seus cidadãos. Se existe Justiça que ela seja feita”, disse muito indignada J.A.S.


Se essa jovem acabar cega, de quem será a culpa, dela ou do tal Chefe de Segurança João Kambenje do Banco BAI? Já que a mesma tem um alto índice de miopia e depende dos seus óculos diariamente. E será que a justiça vai ficar do lado dela, sendo ela mesma, uma filha de camponeses?  O Banco deve ser condenado a assumir o prejuízo da jovem, tendo em vista que o incidente aconteceu nas dependências de um Caixa de Atendimento da Empresa, e que contava com a segurança devida, e que não se manifestou para evitar a ocorrência do facto e pelo agravante de que o Segurança da Empresa Banco BAI, sumiu com o que restou do óculos da vítima. “Porque só a classe média e alta tem atenção judiciária em Angola? E os de classe baixa, com aqueles ninguém se importa, mesmo que morram por culpa de um ser desumano qualquer. Será que existe mesmo Justiça em Angola?” Insistia perguntando a jovem.


Fonte: ASCOM/Revista Òmnira

Texto: Roberto Leal

 

 

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domingo, 15 de agosto de 2021

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ADOLESCENTE FAZ TIJOLOS DE ADOBE PARA PAGAR MENSALIDADE DOS SEUS ESTUDOS

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A guerreira Brenda em ação
Ela se chama Brenda Mercy Awori, tem apenas 17 anos e trabalha na confecção de tijolos de adobes para a construção, para ter com que pagar as suas propinas (mensalidades da universidade ou colégio/taxa), enquanto outras utilizam o seu corpo para o exercício da prostituição para obter ganhos financeiros, ela usa o corpo dela para fazer trabalhos árduos de intensa superação, para suprir as suas dificuldades e necessidades, fazendo blocos de adobe e também exercendo outras atividades braçais para ganhar a vida de uma forma muito justa.

"Sonho em ser médica . Não namoro, porque a idade não permite, quem sabe depois da minha formação, quando ser uma mulher formada e com emprego. Sonho sim em ter filhos, três (duas meninas e um rapaz), mas somente dentro de minha própria casa e com meu próprio marido" disse conscientemente.

Desde a infância, a vida de Brenda Mercy Awori tem sido cheia de desafios, mas é por isso que ela se esforça para mudar o seu amanhã, desenhar o seu futuro. Filha dos camponeses Misanga Eriya e Namulunde Milly, residentes da Vila de Lukone no distrito de Mayuge, freguesia de Lugolole, in Uganda/África, ela é o sétimo filho n'uma família de 5 rapazes e 4 mulheres.

Ela decidiu ajudar seu pai a fazer tijolos para aumentar suas taxas escolares. Ela mesma fabrica os próprios tijolos e os vendem. “Quando vi meu pai lutando para aumentar minhas taxas escolares por meio desse negócio, decidi me juntar a ele e estou determinada a fazer o suficiente para aumentar minhas taxas escolares”.

Brenda, é aluna do quinto ano da Kololo Secondery School, onde estuda Biologia, Química e Matemática - BCM, segue focada e consciente de que está no caminho certo, para realizar seu sonho de se tornar médica. “Só sonho ser médica e estou muito otimista de que isso vai se realizar. É um dos meus maiores motivadores para dar o meu melhor no que faço. ” ela comentou sorridente.

Brenda faz 500 tijolos em um único dia, mas isso não aconteceu sem desafios. “Um dos desafios que enfrento é que o solo é arenoso e cheio de coisas pontiagudas como garrafas quebradas e coisas do gênero, acabam cortando minhas mãos e pernas. E como é um trabalho manual, fico tão cansada à noite ”, reclama.

“Também recebo muitas pessoas zombando de mim e dizendo que estou mantendo um trabalho destinado aos homens, mas eu realmente não me importo com o que eles dizem”, afirma. Um dos desafios que Brenda enfrentou é capital para comprar lenha para queimar seus tijolos. Uma arvore média está custando cerca de 600.000 xelins, o que encarece e dificulta a vida de quem trabalha na fabricação desse tipo tijolos, tendo em vista que da arvore se tira a lenha para queimar/assar os tijolos.

Fotos: Divulgação/Internet
Texto: Roberto Leal
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sexta-feira, 13 de agosto de 2021

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UMA TARDE DE JORNALISMO NA 'CASA DE TALENTOS'

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Imperdível celebração

A Escola de Comunicação Casa de Talentos, promove "Uma tarde de Jornalismo", onde serão realizadas palestras e bate-papos, com muita interação e busca pelo conhecimento jornalístico, com a participação de profissionais capacitados pelos maiores órgãos de Comunicação de Angola. É nesse sábado (14/08), as 13 horas, em Cacuaco, Rua das Salinas, Vila Igreja Pentecostal Cafarnaum, in Luanda/Angola. Mais informações

+244 933 78 36 36 ou 995 78 36 36.

Dentre os 19 PARTICIPANTES presentes vocês terão: a jornalista Akssana Panzo (Palanca TV), o apresentador Mario Santos (TPA), a jornalista Sofia Lucas (TV Zimbo), o apresentador Virgílio Fula (TV Zimbo) e o cinegrafista Manuel Narciso, o Ton Ton (TPA), com a mediação do apresentador e Comunicólogo angolano Nelson Kulanda.
Vários temas serão abordados para que isso venha a alavancar a grade de conhecimento do público interessado em Comunicação, em TV, em Radiodifusão etc, e que estará presente ao imperdível evento. A Casa de Talentos é uma Escola de Comunicação, situada em Viana, no Bairro da Estalagem, in Luanda, Angola, na África, o Berço da Humanidade também para a Comunicação.
Palestrantes e jornalista presentes:
Aderito Pascoal (Rádio Despertar)
Amadeu Cassinda
Akssana Panzo (Palanca TV)
Bernadeth Horta (Rádio Viana)
Esmeralda Chyiaca
Esteves José (Rádio MFM)
Fábio Barros
Fernando Rufino
Geovany Kumandala
Guilherme da Paixão
Hélder Luandino (Rádio Eclésia)
Hélio Silva (Rádio MAIS)
Hermenegildo de Brito
Manuel Narciso 'o Ton Ton' (TPA)
Maria Caetano (Palanca TV)
Mário Santos (TPA)
Namby Wanderley
Virgilio Fula (TV Zimbo)
Simeão Mundula (TV Record África)
Sofia Lucas (TV Zimbo)
Tandu Miguel (TV Zimbo)
Fonte: ASCOM/Revista Òmnira
Texto: Roberto Leal
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quarta-feira, 28 de julho de 2021

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A BRASILEIRA RAYSSA LEAL É A TERCEIRA MAIS JOVEM MEDALHISTA OLIMPICA DA HISTÓRIA DOS JOGOS

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A Fadinha e sua medalhinha de Condão

A skatista Rayssa Leal fez história ao conquistar a medalha de prata nos
Jogos Olímpicos
de Tóquio, com apenas 13 anos e 7 meses de idade. Ela é a atleta brasileira mais jovem a disputar uma Olimpíada. Foi a segunda medalha do skate brasileiro em Tóquio.
Rayssa Leal, é terceira mais jovem medalhista da história dos
Jogos Olímpicos
, ela que ganhou a medalha de Prata na pista de Skate, fazendo o que mais gosta, se divertir, como disse seu pai "filha eu estou muito orgulhoso em ver você realizando o seu sonho, estamos muitos felizes por você, Deus está no controle de tudo, entra na pista e se divirta".
Rayssa que pelas suas declarações em entrevistas, tem um perfil de uma garota de fé, uma garota cristã, está sempre agradecendo a Deus por suas conquistas. Uma certa feita, ao comentar sua vitória em uma campeonato no Brasil, disse "Jesus, obrigada por me proporcionar mais esse momento, toda honra e glória a ti Senhor". E foi na conquista das provas classificatórias para as Olimpíadas, que disparou em entrevista mais essa "quero antes de mais nada agradecer a Deus, minha família".
Impressionante como quase não conseguimos informações sobre essa garotinha de 13 anos, que vem de lá do Maranhão, e que encantou o mundo, com sua graça, sua agilidade e domínio nas suas mais radicais manobras, dentro do Esporte que escolheu para se divertir, escolheu para vencer e conquistar a medalha para o Brasil. Só foi possível conseguir alguma coisa, visitando as redes sociais dos pais.
A atual vice-líder do ranking mundial, a Fadinha, como é mais conhecida, não se intimidou diante das adversárias mais experientes e deu um show no Ariake Urban Sports Park com manobras espetaculares. O que chamou atenção foi a calma e o desempenho dela, que em alguns momentos foi vista dançando relaxadamente na pista. Bastante inspirada, ela foi derrubando as rivais ao longo das baterias até conquistar o seu lugar no pódio.
Ela que é nascida na cidade de Imperatriz, no Maranhão, é um verdadeiro fenômeno do esporte. Desde 2018, com apenas 11 anos, já integra a Seleção Brasileira da modalidade e é vista como uma das melhores do mundo na categoria street, dona de um talento raro e promissor.
Fonte: ASCOM/Revista Òmnira
Foto: AcidadeON
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sábado, 24 de julho de 2021

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JOGADORA DA SELEÇÃO DA ZÂMBIA É RAÇA OLIMPICA EM DESTAQUE

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Barbra Banda, 21 anos, é uma jogadora de futebol da Zâmbia que joga como atacante no clube chinês Shanghai Shengli e é a sensação da seleção feminina da Zâmbia, nos jogos olímpicos de Tóquio, no Japão. 

Ela é a camisa 11 da Seleção de Zâmbia

A seleção de futebol feminino da Zâmbia estreou nos Jogos Olímpicos sendo barbaramente castigada pela seleção da Holanda, que lhes aplicou uma sonora goleada, mas um dos grandes nomes da partida foi Barbra Banda. A capitã e atacante aguerrida, marcou nada mais nada menos que os três gols da equipe africana na derrota por 10 a 3 e justificou o porquê de ter desembarcado em Tóquio sob expectativas positivas. E foi no segundo jogo que essas expectativas se fizeram bem mais aparentes, quando da belíssima atuação de Barbra, que novamente deixou a marca de mais três gols, contra a seleção da China, no empate em 4 x 4, e no próximo confronto, o terceiro da fase classificatória, a Seleção da Zâmbia terá um adversário bastante indigesto, a seleção brasileira, da melhor jogadora de futebol do mundo,
 contra o Brasil, diante da estrela Marta, que poderá jogar para ultrapassar o recorde da atacante brasileira Cristiane (14 gols), como a maior artilheira dos Jogos Olímpicos e Barbra Banda terá a oportunidade de continuar escrevendo mais um capítulo da sua história.


Barbra deu os primeiros passos no futebol ainda em um campo de terra batida, nos arredores da sua Comunidade. Como não tinha condições de ter material esportivo decente, ela jogava quase sempre descalça. Foi com sua persistência que um dia chegou ao Green Buffaloes, clube local, depois jogou o mundial sub-17 pela seleção da Rainhas do Cobre (como é conhecido o time feminino de Zâmbia), quando tinha apenas 14 anos, foi quando resolveu adotar o futebol e esquecer o boxe; em 2018 disputou a Copa Africana de Nações e logo em seguida profissionalizou-se no futebol espanhol, defendendo o Logroño. Em2020, se transferiu para a China respondendo a convite para vestir a camisa do Shanghai Shengli, pelo qual foi artilheira da Liga Chinesa, com 18 gols. "Comecei a jogar futebol e não tinha nem chuteira. Não foi legal ver meus amigos calçando chuteiras e eu brincando descalça. Normalmente, assistia ao futebol feminino e me inspirava muito em outros times do mundo. Fui ao futebol para mudar minha vida, porque ficar sentada no complexo, às vezes, traz outros problemas para nós meninas”. 


Barbra nasceu em Lusaka, capital de Zâmbia e o esporte surgiu para você, assim como não surge para muitos jovens que vivem em condições precárias e tem a vida carregada de sonhos e poucas realizações e oportunidades. Joyce Nkhoma, que é mãe da jogadora, conta que deu o impulso para a carreira da filha, com o apoio do pai, para que ela seguisse um caminho diferente de outras jovens da comunidade em que moravam. "A razão pela qual coloquei a Barbra no boxe e no futebol é porque o esporte é bom, ajuda os jovens. As meninas na comunidade carecem de atividades esportivas” disse, justificando a ascensão da atleta.


Considerada por muitos como uma heroína no país, Barbra Banda, ela que é o grande nome da seleção da Zâmbia, que também já se destacou muito bem com o uso das mãos, quando se aventurou na carreira de boxeadora. Barbra praticou boxe por um longo tempo e até colecionou bons resultados em lutas amadoras, e que foi justamente o seu início de cartel, com as vitórias que, segundo a atleta, fizeram com que novas lutas ficassem mais difíceis de serem marcadas. "Há uma lutadora de boxe na Zâmbia, Catherine Phiri. Eu costumava observá-la. Então me inspirei nela e tive de tentar boxe. Comecei a treinar como amador, mas, então, os boxeadores amadores começaram a se recusar a lutar comigo porque eu não tive perdas no boxe amador", disse. Segundo informações do site oficial dos Jogos Olímpicos de Tóquio, a atacante venceu os cinco combates que fez como boxeadora.


No ano passado, após a classificação de Zâmbia no Pré-Olímpico em que foi preciso superar as seleções de Zimbábue, Botsuana, Quênia e, na final, contra Camarões, Barbra Banda concedeu uma entrevista em que dizia sobre as expectativas para o torneio. “Temos o objetivo de chegar às semifinais. Temos algo de especial. Acredito no meu time e os adversários têm que estar prontos para nós.”

Barbra pratica o  futebol raça 

E muito otimista prosseguiu: “Eu conheço o futebol. Aquele que quer mais é que vai conseguir alcançar. Separadas não vamos a lugar nenhum, mas unidas tudo é possível”, foi taxativa. No entanto, se disse preocupada com o futuro do futebol feminino em seu país: “Todos se concentram mais nos homens. Para nós, só olham quando temos bom desempenho. Não temos patrocínio, mas vamos crescer aos poucos, com o tempo.”

Tanta confiança lhe rendeu a supremacia dentro do elenco da seleção, de presente ganhou a faixa de capitã do time. Se dentro de campo, os resultados da equipe não foram construídos, ela conseguiu ao menos mostrar que o seu otimismo visionário de futuro, em entrevista concedida à mais de um ano atrás, teve realmente um endereço os Jogos Olímpicos de Tóquio. “Sou jovem e ainda estou me desenvolvendo. Quero estar entre as melhores, esse é meu sonho. Deixar uma marca com meu próprio nome”.

Texto: Roberto Leal

Fotos: divulgação

 

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