quarta-feira, 19 de dezembro de 2018

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REVISTA ÒMNIRA HOMENAGEIA PROF GERMANO MACHADO

Postado Por Roberto Leal  | Sem Comentarios



Capa de:Elias Jamba Sanjelembi
 O saudoso professor, escritor e jornalista Germano Machado (1926/2017), que faleceu aos 91 anos, e será homenageado pela revista de Literatura “Òmnira”, em uma edição especial dedicada ao reconhecido trabalho desse mestre, que influenciou gerações, principalmente com o CEPA - Círculo de Estudo, Pensamento e Ação. As inscrições estão abertas até o dia 30 de dezembro e os interessados em colaborar com esse tributo, podem participar com artigos, poesias, crônicas ou qualquer outro gênero literário. Os textos não precisam necessariamente falar da pessoa do professor, sendo a sua temática livre. Informações e valores do investimento podem ser solicitados através do telezap (71) 98736-9778 ou pelo e-mail: lealomnira@yahoo.com.br 
A revista de Literatura “Òmnira” tem como editor o jornalista e escritor Roberto Leal, um dos mais dedicados discípulos do professor Germano Machado, que aproveita a ocasião para convidar amigos, cepistas, alunos, ex-alunos, colegas e simpatizantes do trabalho do jornalista, professor e filosofo Germano Machado, para coletivamente fazer uma justa homenagem a esta personalidade da cultura e educação da Bahia, que fez história com suas aulas, palestras, artigos e livros publicados. A UBESC - União Baiana de Escritores, entidade presidida por Roberto Leal, é uma das instituições parceira dessa homenagem.
Germano Machado era escritor, formou-se na primeira turma de jornalismo da Universidade Federal da Bahia, fundador do CEPA - Círculo de Estudo Pensamento e Ação. Lecionou na Universidade Federal da Bahia – UFBA, na Universidade Católica de Salvador – UCSAL e na Escola Técnica Federal da Bahia. Foi membro da Academia de Letras e Artes “Mater Salvatoris”, Academia de Letras e Artes de Salvador, Academia Baiana de Educação, Grupo de Ação Cultural da Bahia, União Brasileira de Escritores – UBE, União Baiana de Escritores – UBESC, entre outras. Entre seus muitos livros destacam-se: Os Dois Brasis – Introdução ao Pensamento de Euclides da Cunha; A Verdadeira Revolução; Igreja Humana e Divina; Dimensões da Realidade Brasileira; Da Física da Matéria à Metafísica do Espírito; Um Glauber Inegável; Da Filosofia e do Filosofar: o sentido do viver humano; Tempo Decorrido dentre muitos outros tempos.
Revista Òmnira - A primeira edição da revista Òmnira de 2019, já está pronta e será lançada em janeiro/2019. A publicação traz 32 páginas e homenageia o líder negro angolano Dr. António Agostinho Neto, tem capa do artista plástico angolano Kabú e conta com a participação de jornalistas, poetas e escritores de vários países: 23 de Angola, 13 do Brasil, um de Cabo Verde e um dos EUA. Os interessados em adquiri um exemplar, podem entrar em contato com o editor e fazer seu pedido e receber no conforto da sua casa, ao preço de R$ 17,00, para todo o Brasil, já incluso o valor do correio.

Texto: Carlos Yeshua
Arte: Elias Jamba Sanjelembi (Angola)

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segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

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FESTIVAL UNIVERSITÁRIO BAIANO DE ARTE E CULTURA

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Depois de dez anos o FUBA volta a Salvador
Vai acontecer mais uma edição do FUBA - Festival Universitário Baiano de Arte e Cultura, uma espécie de pré-Bienal da UNE no estado da Bahia, será no dia 20 de janeiro, das 10 às 22 horas, no MAM - Museu de Arte Moderna (no Solar do Unhão em Salvador/BAHIA-Brasil).

A Bahia tem em sua história esse grande registro de sediar a 1ª Bienal da UNE, em 1999, quando o Brasil se encontrava em grande resistência política e cultural. Agora, 19 anos depois, nos reencontramos com o Brasil na 11ª Bienal da UNE – União Nacional dos Estudantes que volta a Salvador e também em uma edição regionalizada na forma do FUBA, projetando formatos que possam envolver toda a comunidade para além dos muros universitários.

O FUBA vem para disseminar e popularizar o debate da formação sócio educativa cultural a partir de debates e mostras artísticas, como apresentações musicais, teatrais e exposições em uma vasta programação, onde o principal agente cultural é o público universitário.

Compreendendo a necessidade do fortalecimento cultural, o incentivo às novas produções e as formações de linguagens que dialogam com a diversidade cultural do Brasil convocou a todos e todas para juntos construirmos um grande festival estudantil.

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segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

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UMA DÉCADA DA ACADEMIA DE LETRAS DO BRASIL NA SUÍÇA

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A escritora Saskia Brígido in homenagem póstuma
Será realizada no Centro Cultural da Câmara Municipal do Salvador (Praça Municipal – Centro Histórico), dia 14 de dezembro (sexta-feira), às 18 horas,  uma cerimonia de comemoração de aniversário da Academia de Letras do Brasil, que completa sua primeira década de serviços prestados a literatura brasileira em solo suíço. O seu presidente Dr. Carlos Ventura que estará presente se confraternizando com acadêmicos (as), escritores, poetas e convidados. “Visando consolidar e fortalecer a implantação dos Núcleos Acadêmicos da ALB/Suiça”, disse.

Teremos dentro da programação a posse de novos acadêmicos (as), entrega de outorgas de Mérito, de Comendador (a) das Artes e do Grão-Colar Acadêmico da ALB/Suíça a personalidades dentre eles o presidente da UBESC – União Baiana de Escritores, o jornalista e escritor Roberto Leal. Entre os escritores presente estará o vencedor do I Prêmio Internacional Professor Germano Machado, o escritor Catarinense William Wollinger Brenuvida, como também o jornalista e escritor Carlos Souza Yeshua organizador da coletânea “Carta ao Presidente”.

A Academia de Letras do Brasil fará também uma homenagem a saudosa acadêmica escritora cearense Saskia Natália Brígido (*21-03-1972 +24-02-2016). Ela desde criança gostava de imaginar e inventar histórias nas quais se colocava como protagonista. Quando aprendeu a ler e escrever passou a registrar e ilustrar as historinhas que criava, na época surgiu o sonho de publicar seus escritos. Era formada em Pedagogia, pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte, e em Psicanálise, pela Sociedade Psicanalítica Ortodoxa do Brasil. Saskia também possuía especialização em Psicopedagogia Clínica e Institucional pela Faculdade Christus. Autora de: A Ciranda das Flores; Inventor de invenções; Uma Escola Encantada; Uma Cidade no Fundo do Mar e tantas outras obras ligadas ao mundo infantil e a pedagogia.

Fonte: ASCOM/Revista Òmnira
Foto: Divulgação


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domingo, 25 de novembro de 2018

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MÊS DA CONSCIÊNCIA NEGRA COMEMORADO NO IAT

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Consciência Preta é no IAT

O IAT - Instituto Anísio Teixeira realiza no período de 26 a 30 de novembro a “1ª Semana IAT da Consciência Negra”. Durante o evento, uma série de atividades reunirá pesquisadores, estudantes, jornalistas, escritores, poetas e professores para reflexão sobre vários temas relacionados com o mês comemorativo e com atividades que elevam a cultura negra, de maneira a destacar e relevar pontos importantes de conquistas da raça negra na área educativa e cultural.
Com o objetivo de promover um espaço de reflexão e discussão sobre a inserção do negro na sociedade brasileira e a influência dos povos africanos na construção cultural da Bahia e do Brasil, a fim de se integrar nas comemorações do mês Nacional da Consciência Negra, O Instituto Anísio Teixeira abre suas portas para o público participar dessa celebração cultural e educativa.
É importante destacar que teremos aproximadamente 200 visitantes por dia e o público alvo são professores da rede pública, pesquisadores, estudantes e demanda social. Com Show da Banda Didá, palestras, bate papos, mesa redondas, peça teatral, exposição de livros, revistas e publicações de autores africanos e muito mais cultura negra esperando por você. Teremos participantes como: a dançarina e cabeleireira afro Negra Jhô, a professora Maria Durvalina (Fundadora do Institiuto Steve Biko), o poeta e professor, Nelson Maca, Cristiano Pedreira presidente do Instituto Hori, jornalista e escritor Roberto Leal presidente da União Baiana de Escritores responsável pela exposição de livros de autores negros e a Secretária Municipal da Reparação Ivete Sacramento e tantas outras personalidades engajadas no trabalho de valorização Cultural da raça Preta. Mais Informações: (+55) 71 3116-9064.


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domingo, 18 de novembro de 2018

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HOMEM TEM 13 MULHERES 174 FILHOS E 90 NETOS EM UGANDA

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Essa é grande prole do Senhor Mutone


Mustafa Mugambo Mutone, 65 anos, residente no distrito de Kagadi em Uganda-África, onde ele é o chefe da aldeia, ele conta que se casou com sua primeira esposa em 1968, quando ele tinha apenas 16 anos. Nos anos seguintes, Mutone se casou com pelo menos mais uma dúzia de esposas e teve um total de 174 filhos, 90 netos, e corre a boca miúda que ainda tem namoradas não oficiais.
Minha esposa mais nova tem 25 anos e a mais velha, 50 anos, mas eu tinha cerca de 10 namoradas antes de me casar oficialmente e todas deram à luz no mesmo ano“, afirma Mutone. Ele também contou que seu primeiro filho tem 49 anos, enquanto os mais novos são gêmeos de 4 anos. Das 13, seis de suas esposas estão atualmente grávidas, em breve esse número de filhos poderá ultrapassar os 180.

Cerca de 40 dos filhos de Mutone, atualmente tem idade de frequentar a escola primária e ele diz que tem a ajuda de seus filhos mais velhos, para fazer isso acontecer.  Avô de mais de 90 netos, Mutone diz que consegue cuidar de cada um de seus filhos, mantendo registrado todos os nascimentos da família, em um livro especial.
O empresário que administra uma loja de produtos de vendas no atacado, no Shopping Kyaterekera, onde ele comercializa feijão, milho e café. No entanto, ele se queixa que não tem sido fácil cuidar e sustentar da sua grande família: “Eu tentei alimentar minhas 13 esposas e minhas mais de 170 crianças, e não é fácil, peço ao governo pelo menos que patrocine 30 dos meus filhos nas escolas, escolas secundárias e instituições terciárias”.

No entanto, ele cita a distância como um dos principais fatores de obstáculos que ele tem para estar com suas esposas, elas estão espalhadas em lugares distantes por todo o país. Algumas delas, segundo ele, vivem em países vizinhos, como a República Democrática do Congo, Ruanda e Burundi.
Eu recebo 10 chamadas por dia de diferentes esposas que querem atenção, mas eu não posso estar em todos os lugares“, lamentou Mutone. “Só em Kagadi tenho sete esposas.” Mutone revela que, apesar de estar próximo dos 70 anos, ele ainda quer ter mais filhos, já que ele leva um estilo de vida saudável, não fuma nenhum tipo de tabaco e não bebe de, de não consumir nada que faça mal a sua saúde e a seu desempenho sexual.

Fonte: ASCOM/Revista Òmnira
Foto: Divulgação/Internet

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quinta-feira, 1 de novembro de 2018

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JOVEM ATIVISTA CLAMA QUE SALVEM A MULHER ZUNGUEIRA DE ANGOLA

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Jovita Kifinamene uma jovem zungueira a serviço das mulheres de Angola

Uma jovem ativista cultural, poetisa, mãe de família e zungueira vêm chamando atenção nas redes sociais com a sua campanha contra a “Operação Combate” desencadeada pela Policia Nacional em Angola, a mando do Subcomissário Orlando Bernardo, ela é Jovita Dimbenzi Kifinamene, tem apenas 26 anos, mas já vive preocupada com toda uma classe de mulheres guerreiras, que é oprimida pelo sistema arcaico angolano de tratar o pobre trabalhador da Zunga, com um descaso irrelevante para o governo democrático que vem fazendo o PR João Lourenço. Ela ver violência contra todas as mulheres do mundo, quando se tira os seus direitos ao trabalho, quando as tiram das suas bancadas de ganhar o pão, são essas mulheres guerreiras que movimentam parte da economia desse país, são quem alavancam o comércio informal. O governo precisa é legalizar, organizar, cadastrar e não oprimir e condenar a sarjeta, as mulheres angolanas.
Ela vai muito mais longe quando no seu discurso diz: "Nós as mulheres angolanas somos parte da economia desse país, trabalhamos para alimentar nossas famílias, somos parte dessa sociedade opressora que não nos protege; somos parte do Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade; só faltando sermos reconhecidas; somos figuras históricas na Cultura e nos Costumes desta nação e merecemos respeito... Deixem as mulheres angolanas trabalhar, para que a fome não volte a se alastrar como uma PESTE por esse país a fora. E não acho justo, pois também os ambulantes homens terão o incentivo para engrossar a lista dos desempregados no país e entrar para essa estatística negativa ainda nesse novo governo, o que aumentará a fome, implementará a miséria desordenadamente e incentivará a criminalidade, como também a prostituição, principalmente entre a juventude".

Ela que criou uma petição que começa a circular nas redes sociais e é com essa acção que ela pretende mostrar a sua indignação para o mundo e pedir que as mulheres desse mundo apoie essa luta assinando e compartilhando a petição:      https://secure.avaaz.org/po/petition/O_Governo_do_atual_presidente_Joao_Lourenco_VAMOS_SALVAR_A_MULHER_ZUNGUEIRA_DE_ANGOLA/share/?new  Ela espera que ativistas de todo mundo entre nessa luta pela dignidade da Mulher angolana, a mulher de África. “O mundo deve ter a solidariedade necessária para salvar a mulher zungueira, um patrimônio do Berço da Humanidade, desse tipo de violência que é a violação dos seus direito ao trabalho”. Palavras de jovem líder zungueira na província do Uige/Angola Jovita Kifinamene Leal. O seu perfil no facebook esses dias estará a serviço dessa campanha.
É assim que as Zungueiras ganham o pão de cada dia
Ela clama pela sensibilidade e compreensão do Excelentíssimo Senhor Presidente da República General João Gonçalves Lourenço, que pense e volte atrás dessa manobra que não é considerada uma atitude sábia diante do abalo que proporcionará na base do seu governo, com uma revolta popular, principalmente se tratando das mulheres, que é maioria na estatística populacional angolana.
Diante de uma Operação dessa, batizada de RESGATE, na realidade a população não sabe o que procuram resgatar, onde resgatar e o que resgatar? Proibindo as mulheres e os ambulantes de trabalhar, fechando portas de sobrevivência da família e abrindo covas em cemitérios e vagas nos presídios para amontoar o povo... “É esse o governo de renovação, de transparência e de solidariedade que o MPLA tem para nós angolanos, quando esse país vai mudar e parar para pensar no seu povo, a ordem seria? Primeiro o angolano, segundo o angolano, terceiro o angolano e quarto o angolano, sejamos humildes e lembremo-nos desse discurso”, foi bastante taxativa parafraseando o líder da UNITA Jonas Savimbi.
O combate da “Operação Resgate” será extensível aos mercados informais, armazéns e oficinas instaladas ao longo dos principais eixos viários, "com influência negativa na circulação viária", dos mercados informais nas zonas pedonais e nas passarelas para pedestres e à venda de produtos de roubo e de furto, como para peças para viaturas e telemóveis. Dentre muitos outros tipos de autuações.
Fotos: Roberto Leal







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quinta-feira, 25 de outubro de 2018

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MAIOR ASSASSINO DE ANGOLA É DA IGREJA CATÓLICA

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Segundo SIC Notícias de Angola bispo Dom Filomeno Vieira Dias é um assassino
Segundo o SIC Notícias de Angola, o Bispo Dom Filomeno Vieira Dias, atual Arcebispo da Arquidiocese de Luanda é membro da SINSE - Serviço de Inteligência da Segurança do Estado Angolano, o falso religioso mais perigoso de Angola. Dom Filomeno do Nascimento Vieira Dias nasceu em Luanda no dia 18 de Abril de 1958, é tido como um segurança do Estado dentro da Igreja Católica Apostólica e Romana em Angola. Foi recrutado e mobilizado pelo Ex-Presidente José Eduardo dos Santos, para fazer parte da Segurança de Inteligência, aderiu o MPLA desde seminário maior de Cristo Rei no Huambo. Começou a trabalhar para o Regime Eduardista desde seminário, exercendo serviços secretos (Bófia), atraiçoando o trabalho de muitos padres e madres apoiantes do grande guerrilheiro Jonas Savimbi, no planalto central de Angola. Contribuiu no desaparecimento mortes de muitos padres, seminaristas, Jovens ativistas da Jura.
Foi ordenado sacerdote aos 30 de outubro de 1983. E enquanto padre, Dom Filomeno foi preparado pelo SINSE - Serviços de Inteligência da Segurança do Estado estudou jornalismo em Luanda e Licenciou-se em Filosofia na Pontifícia Universidade Gregoriana. Com a sua dedicação nos serviços de Inteligência da Segurança de Estado, Dom Filomeno Viera Dias se tornou no “SINFO” mais perigoso da Igreja Católica Apostólica e Romana em Angola. É de recordar que o Bispo Dom Filomeno, faz parte da família Presidencial, “é filho de uma das famílias tradicionais do MPLA”, está conotado com o regime pelas suas afinidades com membros influentes da nomenclatura política angolana. É irmão menor do General Manuel Helder Vieira Dias Kopelipa, outro grande assassino membro da SINSE.
Teve a sua ordenação Episcopal aceleradamente em 11 de janeiro de 2004, por influencias do Partido MPLA e do seu Presidente Jose Eduardo dos Santos. Foi nomeado Bispo auxiliar de Luanda, e membro da Associação Internacional Jacques Maritain para os Estudos do Desenvolvimento e do Conselho Fiscal da Associação das Universidades de Língua Portuguesa, e vice-presidente da Conferência Episcopal de Angola e São Tomé e Príncipe (CEAST).
No dia 11 de Fevereiro de 2005, o Governo Angolano sob a orientação do assassino José Eduardo dos Santos, corrompeu a Igreja Católica na pessoa do Núncio Apostólico Dom Giovanni Ângelo Becciu e do seu colaborador Cardial Alexandre de Nascimento, ludibriaram o Vaticano para nomear na Diocese de Cabinda um Bispo não Cabinda em substituição do Bispo Dom Paulino Fernando Madeca. Em 2004, antes e depois da sua renúncia, Dom Paulino Fernando Madeca fez dois documentos sugerindo a nomeação episcopal de 4 Padres naturais de Cabinda (Pe. Alexandre Pambo, Pe. Raul Tati, Pe. Jorge Congo e Pe. Carlos Mbambi) para a sua substituição como Bispo da diocese de Cabinda. E, estes, foram engavetados em Luanda pelo Núncio apostólico Dom Giovanni Ângelo Becciu e Cardeal Dom Alexandre de Nascimento pela ordem de Ex-Presidente José Eduardo dos Santos, Presidente do MPLA.
A nomeação de Dom Filomeno Vieira Dias para Bispo da Diocese de Cabinda em 2005, foi um plano estratégico de José Eduardo dos santos e de serviço de Inteligência para destruir a força dos Padres autóctones da Igreja Católica em Cabinda, no contexto da luta pela libertação do Povo de cabinda. Na altura, houve mesmo quem considerasse que a nomeação de Dom Filomeno seria uma forma de a Igreja distanciar-se das posições críticas que alguns padres de Cabinda assumiam contra as autoridades angolanas. É a partir deste ano 2005, pela a nomeação do Dom Filomeno Vieira Dias que a Diocese de Cabinda entrou totalmente em Caos. Surgiram reações na parte dos cristãos católicos em Cabinda, uma onde de protestos, revoltas e que vitimou o espaçamento do Bispo Dom Eugenio Dal Corso, colaborador do Bispo Filomeno, Ângelo Beccio e do Cardeal Alexandre de Nascimento.
O Trabalho de Dom Filomeno Vieira Dias em Cabinda, esta escrito na Bíblia Sagrada em S. João 10:10. O Bispo Filomeno só veio para matar, roubar e destruir a Diocese de Cabinda. É visível a crise reinante na Igreja Católica de Cabinda desde a sua nomeação como bispo diocesano. Dom Filomeno tomou posse como Bispo na diocese de Cabinda, um ano depois da sua nomeação, devido aos protestos e descontentamento na parte dos cristãos católicos em Cabinda. A sua recepção em Cabinda, aconteceu graças ao trabalho árduo do Padre Carlos Mbambi e o apoio da Polícia antimotim, homens da segurança e da investigação criminal. Dom Filomeno esteve sempre sob a proteção da polícia nas suas atividades do cotidiano. Começou o seu trabalho malicioso suspendendo 7 (sete) Padres naturais de cabinda, corrompeu e criou divisão no seio dos padres em Cabinda, perseguiu com unhas e dentes a Comunidade Cristã de Lubundunu, juntamente com o seu aliado Padre Francisco Nionge, confiscou o colégio Santa Madalena projeto do Padre Carlos Mbambi, na congregação das Irmãs Predilectas de Jesus, e confiscou também o Colégio João Paulo II, projeto do Padre José Silvino Mazunga.
Dom Filomeno embaraçou a ordenação diaconal do Jovem teólogo João Ramos, por ser sobrinho do Padre Jorge Casimiro Congo, o seu maior inimigo. Castigou duramente o Padre Valério Pambo na altura como Diácono, com intenções de não ordena-lo sacerdote. Dom Filomeno Vieira Dias fechou o seminário menor e maior de Filosofia, e expulsou todos os seminaristas de Cabinda ‘‘aproximadamente 80 jovens seminaristas’’ que perderam as suas vocações. Encerrou definitivamente o seminário maior de Filosofia em Cabinda. Confiscou o Passaporte do Padre Agostinho Sevo, com intenção de impedi-lo viajar.
Os massacres de Dom Filomeno Vieira Dias na diocese de Cabinda, num curto espaço de tempo, ceifou a vida de todos os padres mais velhos da Diocese de cabinda, nomeadamente: Padre Jose Zau Pitra, Jose Faustino Builo, Dom Paulino Fernando Madeca, Padre Gabriel Nionge Seda e Padre João de Brito Mayamba. E em apenas uma década, de 2000 a 2010, Dom Filomeno Vieira Dias protagonizou a morte de 4 Bispos nativos de Cabinda, a saber: Dom Eduardo André Muaca, Dom José Próspero de Ascensão Puaty, Dom Manuel Franklin da Costa e Dom Paulino Fernando Madeca.
Foi numa quarta-feira, 9 de Janeiro de 2008, que Cabinda derramava as primeiras lágrimas pelo anúncio da morte de Bispo Dom Paulino Fernando Madeca, primeiro Bispo da Diocese de Cabinda, morreu numa ocasião que o território estava submetido a uma nova fase de repressão e a sua Igreja é um dos alvos principais. A morte do Bispo Dom Paulino Fernando Madeca, foi armada pelo Bispo Dom Filomeno Vieira Dias, usando médicos e enfermeiros dos serviços de segurança da casa militar que acabaram por executar o velho bispo no Hospital Militar de Luanda.
O Bispo Dom Filomeno Vieira Dias orientou um dos seus demónio Bispo Eugénio Dal Corso, para mais um trabalho maquiavélico visitando e envenenando o Padre mais velho da Diocese, o decano do clero autóctone, Pe. Faustino Builo, no dia 19 de Julho de 2005. Houve forte discussão durante o encontro, o Bispo Dal Corso conseguiu no desenrolar do encontro envenenar o velho Padre Faustino Builo. Depois do encontro, na tarde do mesmo dia o Padre Builo apresentava aspectos visíveis de abatimento e infelizmente na amanhã do dia seguinte cai em crises, foi no seu próprio quarto, lugar onde os seminaristas o encontraram já inconsciente. E de emergência foi socorrido ao Hospital Regional de Cabinda, enfrentou situações difíceis durante 3 semanas em coma na reanimação, e finalmente o Padre Faustino Builo viria a falecer no dia 13 de Agosto de 2005.
O caso de perseguição aos jovens, antes da sua tomada de posse, isto é, á distancia, os jovens cristãos na Diocese de Cabinda foram os mais visados pelas ações de torturas e repreensões do regime de Novos Rumos do Bispo Filomeno, no caso de Bispo Dalcorso, o Bispo Dom Filomeno ordenou a detenção dos jovens cristãos católicos em Cabinda: Xavier Soca Tati, Inácio Zacarias Muanda, Francisco Nzau Tati, João Gabriel Luemba Conde, Faustino Mbua, Bartolomeu António, Maria Candida Mazissa Pena, Bartolomeu Domingos Razão e José Bonito Capita. E muitos deles, durante a detenção sofreram violências, ameaças, agressões e torturas na parte polícia.
Com a Vingança dos Jovens Cristãos de Cabinda, o Bispo Dom Filomeno Vieira Dias, organizou uma atividade nacional dos Escuteiros em Cabinda, no município de Buco Zau, preparou e enviou 4 homens do Serviços de Inteligência em submissão das suas artimanhas e ciladas maquiavélicas, que vitimou o jovem historiador Escuteira André Luemba Tecas, mas conhecido por (Prof. Tecas). O prelado Dom Filomeno foi também o cúmplice da morte do Pe. João de Brito Mayamba Monteiro, considerado como pilar e promotor de vocações autóctones dos padres em Cabinda. Com a suspensão efetuada pelo Bispo Dom Filomeno, o Padre João de Brito passou momentos críticos de saúde e em pouco tempo ficou visivelmente magro, bastante doente, o Bispo Dom Filomeno abandonou-o totalmente.
O Padre João de Brito Monteiro Mayamba, o seu estado patológico caracterizado pela uma causa desconhecida. E infelizmente, no dia 25 de Outubro de 2010, que o velho Padre Mayamba deu o último suspiro. Portanto, assim foi concluído o ciclo da Geração dos padres mais velhos de Cabinda. Este é um artigo indiscreto para a História da Crise da Diocese de Cabinda, massacres praticados pelo Bispo Dom Filomeno Vieira Dias em Cabinda.
No dia 19 de maio de 2011, foi à data que realmente o Bispo Dom Filomeno Vieira Dias concluiu com uma parte, entre as grandes tarefas e orientações do seu ídolo e senhor Ex Presidente José Eduardo dos Santos, ludibriou o vaticano Papa Bento XVI e conseguiu dispensar os 3 grandes sacerdotes de Cabinda, nomeadamente: Padre Alexandre Chuculate Pambo, Padre Raul Tati e Padre Jorge Casimiro Congo.
Em Dezembro de 2013, que o Bispo Dom Filomeno Vieira Dias tornou arquitetar um plano maquiavélico contra o Padre Carlos Mbambi. Diocese de Cabinda voltou a ser abalada com a tentativa de assassinato do pároco da Igreja de Nossa Senhora de Fátima, Carlos Maria Mbambi, por elementos orientados pelo próprio Bispo Dom Filomeno Vieira Dias. O incidente, segundo se apurou, não foi entretanto comunicado à policia.
Apesar da informação não ter sido confirmada nem desmentida pela hierarquia da Igreja Católica local, a tentativa de assassinato ao sacerdote está sendo associada a alegadas divergências que teriam existido entre Padre Carlos Mbambi e o bispo da Diocese de Cabinda Dom Filomeno de Nascimento Vieira Dias. Segundo os catequistas da paróquia, o Bispo Dom Filomeno Vieira Dias teria realizado sucessivos atos de suspensão de obras que o sacerdote iniciou naquela comunidade. Nas mesmas circunstâncias, Dom Filomeno Vieira Dias, segundo os catequistas, confiscou sem qualquer esclarecimento o colégio e as instalações da comunidade das Irmãs Predilectas de Jesus, na cidade de Cabinda, construído pelo sacerdote com fundos obtidos por doações.
Os catequistas manifestaram espanto pelo facto de Dom Filomeno, mesmo depois de ter sido interpelado por fiéis daquela comunidade religiosa, ter mandado suspender sem explicações as obras de construção de um santuário para adoração. Deploram ter sido igualmente vetada a realização de obras de reabilitação de uma residência para madres e a construção de um edifício para o funcionamento da cede paroquial. De acordo com o mesmo, o padre desaparecido terá deixado uma carta na igreja cujo conteúdo não foi tornado público.
Recorda-se que Padre Carlos Mbambi foi o artífice na tomada de posse do Bispo Dom Filomeno Vieira Dias, enfrentado os seus colegas do clero que rejeitavam a nomeação de um bispo não natural do enclave. Pelo papel assumido, o sacerdote passou a ser perseguido e ameaçado de morte pelo Bispo Filomeno Vieira Dias desde 2008, dois anos depois da sua tomada de posse na Diocese de Cabinda.
Em Dezembro de 2013, o Padre Carlos Mbambi, foi premiado com perseguições, caçado fortemente pelo Bispo Dom Filomeno, e no terror duma madrugada, na tentativa de assassinato depois de ter escapado, fugiu até ao Município de Landana procurando esconderijo, posto lá foi imediatamente acolhido pelo seu colega Padre Jorge Casimiro Congo, e que o apoiou a percorrer até a Fronteira de Massabi, onde felizmente teve a saída. Padre Carlos Maria Mbambi constava na lista dos candidatos à substituição de Bispo Dom Paulino Fernando Madeca, mas terá sido preterido, como foram os casos dos padres Alexandre Chucolate Pambo, Jorge Casimiro Congo e Raul Tati por alegadamente alimentares ideais independentistas. O sacerdote Pe. Carlos Maria Mbambi está desaparecido desde o passado dia 5 de Outubro de 2013 até a data presente.
A Igreja Católica de Cabinda está dividida, embora reconheça a existência de um grupo de fiéis afastados de uma comunhão plena com o bispo e com o Papa e que, por isso, vivem ao lado orando com o grande líder religioso Padre Jorge Casimiro Congo, que resolveu criar outra Igreja chamada Igreja Católica Apostólica das Américas. O crescimento da Igreja Católica das Américas em Cabinda é notável, o seu desenvolvimento esta em um bom ritmo, e serve de ameaça para o futuro da Igreja Católica Apostólica Romana em Cabinda.
Apesar do esforço que supostamente terão sido feitos para a reconciliação dos fiéis, a crise agudizou-se com a expulsão de três grandes figuras do clero de Cabinda. O afastamento dos padres Raul Tati, Jorge Casimiro Congo e Alexandre Pambo mostrou, entre outras coisas, que o rei, da Igreja Católica em Cabinda, estava submisso ao regime do MPLA.
Contrariando os seus mais basilares princípios, a Igreja Católica Apostólica Romana está claramente “vendida” ao regime angolano, sendo conivente nas ações de dominação, de prepotência, de desrespeito pelos direitos humanos. Aliás, a tese da libertação foi há muito, mas, sobretudo nos últimos anos, manda às malvas pela hierarquia católica.
Ainda estão bem patentes na memória de alguns as informações de que, em 2011, foi celebrado um acordo entre o MPLA e a Igreja Católica para que esta o apoiasse na campanha eleitoral de 2012. Da parte do partido no poder agenciou o acordo Manuel Vicente, o Ex-PCA da Sonangol a mando de Ex-Presidente José Eduardo dos Santos, ao passo que da parte da Igreja estive o Bispo do regime, Dom Filomeno Vieira Dias de Cabinda, com orientações do militante cardeal Dom Alexandre do Nascimento.
Que a hierarquia da Igreja Católica de Angola continua a querer agradar a Deus (MPLA) e ao Diabo (MPLA), aviltando os seus mais sublimes fundamentos de luta pela verdade e do espírito de missão, que deveria ser o de dar voz a quem a não tem, não é novidade. Para a continuação de Colonização Religiosa na Igreja Católica Apostólica Romana em Cabinda, Dom Filomeno Vieira Dias abandonou de forma traiçoeira o seu amigo conivente Padre Francisco Nionge, e finalmente nomeia Bispo para Diocese de Cabinda, Padre Belmiro Chissengueti seu aliado colega de serviços de Inteligência da segurança de estado. Em suma, a Diocese de Cabinda ainda esta sob a dominação e colonização Religiosa.
Fonte: SIC Notícias de Angola
Foto: Divulgação
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domingo, 21 de outubro de 2018

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CARTAS PARA QUEM QUER QUE SEJA PRESIDENTE

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São cartas que ex presidente nenhum gostaria de lê-las
Aconteceu no último sábado (20/10), no Espaço de Inovação # Vale do Dendê, na Alameda Marta Rocha, no Shopping da Bahia (antigo Shopping Iguatemi - 2° piso Av. Tancredo Neves, 148, Caminho das Árvores, em Salvador/BAHIA-Brasil) o lançamento do livro coletânea “Carta ao Presidente - Dias Sombrios” Ed. Perse/SP-2018, 268 páginas - R$ 30. A obra foi organizada pelo jornalista e escritor Carlos Souza Yeshua, na obra 50 trabalhos de diversos escritores brasileiros e até estrangeiros, entre crônicas, poesias, artigos e textos nas mais diversas vertentes da Literatura Contemporânea.

O evento tomou corpo desde as 10 horas da manhã, dando espaço a todos os autores presentes de se expressar diante daquilo que tenha escrito na obra, de maneira a que os escritores interagiram diretamente misturados ao público, que teve também a sua oportunidade de participação, não forem somente meros telespectadores curiosos, diante do momento politico em que se encontra o país, em um processo de transição muito inflamado pelas conturbações partidárias.

Carta ao Presidente - Dias Sombrios
Fizeram seus registros verbais para os anais da história de “Carta ao Presidente” dentre as personalidades culturais presentes estavam poetas, jornalistas, professores e escritores: professora e escritora Audelina Macieira, professor e cordelista Antônio Barreto, jornalista e escritor Carlos Souza Yeshua, jornalista e escritora Cymar Gaivota, poeta e ator Deomidio Macedo, escritor e cordelista João Bosco Soares dos Santos, professora e escritora Jovina Souza, poeta O Velho Viajante, poetisa Pabline Bomfim, jornalista e escritor Roberto Leal, jornalista e escritor Valdeck Almeida de Jesus, escritor e poeta Valmari Nogueira. 

Foi muito +criatividade+inovação+baianidade= Cidadania & Patriotismo. Carta ao Presidente - Dias Sombrios (Ed. Perse/SP) é o terceiro volume de uma série que teve inicio em 2010, com a primeira publicação que foi batizada com o título de “Carta ao Presidente – O que deseja o brasileiro no séc. XXI” (Scortecci Editora/SP); seguida por “Carta ao Presidente – Brasileiros em busca da cidadania” (Editora Òmnira/BA), publicada em 2012.



Fonte: ASCOM/Revista Òmnira

Fotos: Cymar Gaivota & Roberto Leal






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segunda-feira, 15 de outubro de 2018

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A LITERATURA ESPIRITA PERDEU ZIBIA GASPARETTO

Postado Por Roberto Leal  | Sem Comentarios

A escritora Zibia Gaspareto vinha lutando contra um câncer de pâncreas

A escritora Zibia Gasparetto, 92 anos, completa hoje uma semana de falecida, deixando órfã uma legião de leitores, amigos e admiradores, da leitura das suas grandes obras espiritualistas. Sua missão entre nós ganhou passagem para uma nova etapa ao lado de seus guias espirituais, aqueles que foram tocados por sua graça, delicadeza e por suas sábias palavras.
A escritora lutava contra um câncer no pâncreas.  E faleceu no final da tarde da quarta-feira (10), em sua casa, no bairro do Ipiranga, Zona Sul de São Paulo, enquanto dormia. O enterro foi no Cemitério de Congonhas. Há cinco meses, ela havia perdido um dos seus filhos, o apresentador Luiz Gasparetto, de 68 anos, que morreu também de câncer, só que no pulmão. Natural de Campinas, interior do estado, Zibia era muito conhecida na literatura espírita em 68 anos dedicados ao espiritismo, Zibia Gasparetto publicou aproximadamente 58 obras e teve mais de 18 milhões de livros vendidos em todo mundo. Os livros dela fazem uma espécie de ponte entre aqueles que permanecem entre nós e aqueles que nos deixaram. Nas redes sociais, a equipe da escritora confirmou o seu falecimento.
 Esse legado será eterno e os conhecimentos de Zibia sobre as relações humanas e espirituais serão transmitidos por muitas e muitas gerações.  Em várias entrevistas, Zibia Gasparetto dizia ser médium consciente, e que quando recebia mensagens era como se fosse alguém a sussurrar no ouvido dela sobre o que deveria ser escrito. Ela costumava escrever quatro vezes por semana, utilizando o seu computador.
“Esse legado será eterno e os conhecimentos de Zibia sobre as relações humanas e espirituais serão transmitidos por muitas e muitas gerações. Ela segue em paz ao plano espiritual, olhando por todos nós”, diz a equipe da escritora em nota de despedida em sua página no facebook.
Em 2011 durante o programa Mais Você da Rede Globo, Zibia em depoimento contou também que na adolescência colecionava frases de filósofos.  E seu primeiro contato com a mediunidade aconteceu aos 22 anos, quando, em um dia, ela se levantou e começou a falar em alemão, mesmo desconhecendo a língua. “A entidade que estava comigo àquela hora ficava muito brava, porque meu marido não entendia tudo”, relatou a escritora. Falou também sobre o seu casamento com Aldo Luiz Gasparetto.

“Ele partiu em 1980, ele desencarnou em menos de cinco minutos em um infarto fulminante. Então, eu tive que aprender a andar com as próprias pernas. Acho que ele se foi porque eu precisava desenvolver a minha capacidade, o meu trabalho, e eu fiquei mais livre para isso. Mas ele continua, a vida continua. Se eu estou preocupada com alguma coisa, eu tenho uma poltrona ao lado da minha cama, ele vem e senta, não fala nada, mas eu o vejo ali dizendo para eu ficar firme porque ele está me apoiando. O amor continua”, defendeu.
                                                                                                                                
Ao final daquela conversa, ela disse: "O mundo está muito sofrido, as pessoas têm que acreditar que a vida continua”.

Foto: Divulgação
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quarta-feira, 3 de outubro de 2018

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MORADOR DE RUA SOBREVIVE VENDENDO LIVROS USADOS

Postado Por Roberto Leal  | 1 Comentario



Mesmo com a discriminação que enfrenta ele usa simpatia para seguir em frente

José Marcos de Souza, 55 anos, costuma levantar cedo, ainda pela madrugada. Ele desfaz a cama, guarda seu colchonete em um carrinho de supermercado e organiza os produtos que vende em uma calçada. Morador de rua há três anos, Souza sobrevive da venda de livros usados em uma esquina da Praia do Flamengo, no Rio de Janeiro. Pela manhã, faz questão de desejar "bom dia" e "bom trabalho" aos que passam enfrente ao seu sebo a céu aberto. Conhecido de muitos moradores e trabalhadores da vizinhança, ele recebe doações de livros, de roupas,. Calçados e até comida.

Apesar disso, enfrenta hostilidade e discriminação de pessoas que vivem na região do seu ponto de venda. Na primeira semana de setembro, Souza e alguns de seus livros foram atingidos por ovos lançados de um prédio. Agentes da prefeitura já chegaram a ser chamados na tentativa de retirá-lo do local. “Viver na rua é amargo. Você ouvir um monte de desaforo sem poder reagir; sem poder se defender”, desabafa.

Souza e seu Sebo a céu aberto no Flamengo/RJ
José Marcos de Souza combate a intolerância com simpatia e poesia. Ele, que estudou até o nono ano (antiga oitava série) do Ensino Fundamental, diz que Carlos Drummond de Andrade é um de seus autores preferidos. Com frequência, escreve em um caderno que guarda em uma das malas. "Quando cheguei à rua, eu não tinha nada", conta. Souza vivia com a família da irmã em Niterói, região metropolitana do Rio, mas saiu de casa após um desentendimento familiar.  Ao longo da vida, colecionou trabalhos temporários: foi caseiro, repositor de mercadorias em supermercado, balconista e garçom.

"Muitas pessoas hoje me veem na rua e me condenam, achando que sou um viciado, um monstro, um pedófilo. Mas não, eu vim para a rua para conseguir a minha própria casa e não ficar dependendo de parente", se explica. Segundo a prefeitura do Rio, o levantamento “Somos Todos Cariocas”, realizado no dia 23 de janeiro deste ano, contabilizou mais de 3,7 mil pessoas vivendo nas ruas da cidade. Outras 913 estavam em abrigos. Souza já passou uma temporada em um centro de acolhimento em Jacarepaguá, na zona oeste do Rio, mas diz que se sentiu deslocado. "O que eu vou fazer num abrigo onde só há dependentes químicos? Será que eu não estava tirando a vaga de alguém que precisa?", pondera. "Falei que não era um lugar para eu ficar. Eu preciso de uma casa, não de um abrigo."

O vendedor de livros deposita todo o dinheiro que sobra em uma conta bancária. Ele sonha em comprar uma casa em Governador Valadares, cidade mineira onde seus pais viveram. “O povo tem que parar um pouco para pensar e ver quantas pessoas nas ruas está precisando de ajuda. Quem está na rua não é ladrão. Quem está na rua tem necessidades”, solidariza-se com todos. "Eu gostaria que as pessoas me vissem como um ser humano. Um ser humano que está tentando vencer na vida. Já que não posso trabalhando honestamente, qual seria o jeito melhor para eu vencer? Será que é roubando, matando as pessoas? Não, eu não acho certo. O certo, para eu poder vencer, é vender os meus livros. É a única maneira."

Fonte: GLOBO 1
Fotos: BBC



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terça-feira, 2 de outubro de 2018

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SANTOS FAZ DOAÇÃO A MENINO MOÇAMBICANO QUE FOTO VIRALIZOU

Postado Por Roberto Leal  | Sem Comentarios

João Chico o santista de Moçambique

Depois que o menino João Chico, de 6 anos, foi fotografado na comunidade de Nhahminjale, em Moçambique, pela embaixadora da ONG Missão África Rafaella Kalimann,  com a camisola do Santos F.C. jogando bola, foto que viralizou na internet, o clube e torcedores se mobilizaram em uma grande campanha que, nesta segunda-feira (01/10), doou R$ 38.260,00 em benefício de João Chico, de sua família e de projetos sociais na região.
O garoto ganhou as redes sociais, em julho passado, ao aparecer com uma bola feita de trapos de pano e amarrada com cordão, pés descalços e a camisa do Santos (o peixe da Vila Belmiro, em São Paulo/Brasil) o que comoveu a diretoria e torcedores do clube em São Paulo.
O clube dividiu essa doação da seguinte forma: R$ 23.260,00 para projetos da Missão África em Beira, Moçambique; R$ 10.000,00 para a família de João Chico e R$ 5.000,00 para a implantação de um projeto de futebol em Marromeu, naquele país, na comunidade onde vive o menino João.

No último domingo, a ONG revelou nas redes sociais ter recebido a quantia de quase R$ 40 mil reais do clube, que havia prometido doação de R$ 1 por cada torcedor que comparecesse nos jogos contra Palmeiras, no Pacaembu, e Flamengo, na Vila Belmiro. Nos jogos o clube paulista ainda estampou a logomarca da Missão África no seu uniforme durante os dois jogos do Campeonato Brasileiro que fizeram parte da campanha.
Fonte: Revista Òmnira/Globo Esporte
Foto: Rafaelea Kalliman/Missão África


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sexta-feira, 28 de setembro de 2018

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APOSENTADA ENSINA PORTUGUÊS A IMIGRANTES E É ADOTADA POR ELES

Postado Por Roberto Leal  | Sem Comentarios

Imigrantes em sala de aula na Arsenal da Esperança em SP

 A professora Sonia Altomar, 72 é chamada assim pelos seus ex-alunos africanos “Minha mãe brasileira”; “minha mãe branca”; “minha segunda mãe”. Todos têm uma história para contar de algum momento em que a ajuda dela influenciou mudanças em suas vidas — seja indicando-os para um curso ou vaga de emprego, ou visitando-os quando estão doentes, com dificuldades, ela sempre levando uma palavra encorajadora, qualquer que seja o apuro, qualquer que seja o momento difícil, por exemplo.

Há seis anos, a professora Sonia dá aulas de português voluntariamente para imigrantes que são acolhidos, na casa de acolhida Arsenal da Esperança, que fica no bairro da Mooca, na Zona Leste de São Paulo. Na ocasião a aposentada liderava um projeto de alfabetização para brasileiros em situação de rua, quando começaram a chegar os haitianos em grande número ao local. Formada em português e francês, era solicitada pelas assistentes sociais para ajudar a traduzir as entrevistas com os recém-chegados. “Fiquei extremamente comovida com a situação deles. Era urgente que aprendessem português, porque só assim conseguiriam se inserir na sociedade, trabalhar, entender a nossa cultura”, disse ela. “Arrumamos uma sala e aí não parei mais”, concluiu.

Professora Sonia e seus alunos africanos
O que chama a atenção na história da professora Sonia é que o acompanhamento que ela dá aos imigrantes vai muito além da sala de aula. “qualquer problema que acontece, se uma pessoa está doente, por exemplo, ela é a primeira pessoa que comparece e dá apoio, ela sempre vai as nossas festas, nos visita em casa” disse Adama Kanote, 36, do Mali. No Brasil desde 2012, Adama tornou-se líder de associação de imigrantes em São Paulo e desenvolve trabalhos com a prefeitura. Ele diz que se inspirou na atuação da professora. “Aprendi muitas coisas com o trabalho dela ajudando os outros. Qualquer montanha que eu subir, o início foi na mão da professora Sonia. Minha mãe está na África, mas ela é a minha mãe aqui no Brasil”, afirmou.

Natural de Burkina Faso, Abdoulaye Guibila, 28, trabalhava pesado na construção quando foi indicado pela professora para ser bolsista em um curso de gastronomia. Precisou ser encorajado, pois estava inseguro em relação ao seu domínio do português e à sua capacidade de aprender a cozinhar. Acabou se destacando e foi homenageado pela turma no final. Quando conseguiu emprego como garçom em um restaurante de um bairro nobre, Sonia foi a primeira pessoa que ele convidou para comer lá. “Ela sempre acompanha nossos passos. Minha mãe, que está na África, me escreve todos os dias querendo saber se estou bem. É exatamente o que a Sonia faz comigo aqui”, diz ele, que costuma visitar a professora e o marido nos finais de semana.

Achile Kaza, 37, do Togo, é outro que também trabalha em um restaurante e convidou a professora Sonia e outras duas voluntárias que dão aulas no Arsenal da Esperança, Beatriz e Sheila, para visitá-lo. “As professoras têm um coração muito bom e se preocupam com a gente,” disse. Um episódio em especial o marcou. Em 2015, quando ele chegou ao Brasil, as professoras o ajudaram a enviar presentes no aniversário de sua filha, que ficou no Togo. “Elas compraram um monte de coisas e me levaram até o correio. Esse tipo de coisa um ser humano não esquece,” confessa emocionado.

Outra situação marcante, desta vez para a professora Sonia, foi quando um aluno do Togo ficou internado em estado grave na UTI. Após perceber que ele estava faltando às aulas, as professoras souberam que ele estava doente. "Pensamos: ‘um menino negro, que não fala português, vai morrer lá se ficar sozinho’, conta ela. “Passamos a visitá-lo todos os dias”. Os médicos perguntaram: ‘onde está a família desse menino? ’ Respondemos: ‘a família somos nós’”. O quadro clinico dele chegou a ser considerado irreversível, mas o togolês se recuperou. Um dos recursos usados pelas professoras para animá-lo era gravar mensagens de sua família e colocar os áudios para que ele escutasse. “Isso ajudou muito. Ele ouvia e dava um sorriso”, relembra a professora.

O ‘Arsenal da Esperança’ fica nas instalações da antiga Hospedaria de Imigrantes, que acolheu 2,5 milhões de estrangeiros vindos da Itália e de outros países nos séculos 19 e 20. Atualmente, oferece cama, banho, alimentação, acompanhamento de saúde e cursos profissionalizantes para 1.200 homens, a maioria em situação de rua.  Quando começaram a chegar imigrantes em maior número, surgiu a necessidade das aulas de português. “Uma pessoa que chega a um país que não é o dela está com as raízes soltas. Uma das coisas que te torna muito desamparado é o fato de não poder se comunicar”, diz Simone Bernardi, missionário do Arsenal da Esperança.

Desde 2012, Sonia e as outras professoras já ensinaram português a mais de 350 estrangeiros. Elas também levam ex-alunos para conversarem com crianças em escolas sobre migração e a cultura de seus países. Segundo Bernardi, a aposentada é uma pessoa “honesta, disponível e com compaixão pelo outro”. “Ela tem paixão por aquilo que ela faz e se tornou uma mãe para tantos que não têm uma pessoa de referência no Brasil”, afirma.

O contato extraclasse de Sonia com os imigrantes começou quando um haitiano chamou-a para conhecer a mulher, que acabara de chegar ao Brasil. Depois disso, outros ex-alunos passaram a convidá-la para visitas quando conseguiam um trabalho ou quando nascia um bebê, por exemplo! Um médico congolês chegou a batizar a sua filha recém-nascida com o nome e até o sobrenome da professora, como uma forma de homenageá-la. A professora diz que considera essa proximidade “primordial”: “Eles estão num país estranho, sem amigos. Para se sentirem realmente acolhidos, eu tinha que participar da vida deles e eles da minha”, enfatizou.

O marido da professora Sonia a apoia e acompanha em algumas visitas. O casal tem um filho que mora na Alemanha. “Eu poderia estar viajando, meu filho sempre me cobra ir mais lá. Mas isso aqui é a minha vida. É algo que me realiza plenamente”, diz a professora aposentada. Em uma das conversas com a reportagem (da Folha), ela termina contando qual é o programa do sábado seguinte. “Vamos com dois meninos que já falam português percorrer supermercados para ver se eles encontram algum emprego, porque não têm dinheiro para a condução e precisam urgentemente trabalhar”. O fato de as professoras irem junto e darem sua chancela ao possível empregador faz a diferença. “Estamos respondendo por eles. E nunca tivemos nenhum problema com quem indicamos. Todos são extremamente responsáveis”, afirma. Cheia de compromissos, a professora Sonia diz que está “com a bateria a toda”. “A cabeça está ótima", garante. "Só vou parar quando o físico não responder mais,”
finaliza. 

Fonte: Folha & Revista Òmnira
Fotos: Karime Xavier/Folhapress


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