quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

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UM LÍDER QUE O POVO REALMENTE NÃO CONHECEU

Postado Por Roberto Leal  | Sem Comentarios

Amilcar Cabral a maior Liderança do PAIGC
Ele era um poeta, portanto intelectual; político por necessidade, por isso guerrilheiro e agrônomo de formação. Nasceu em 12 de setembro de 1924, em Bafatá, na Guiné-Bissau, filho de Juvenal Lopes Cabral e de Iva Pinhel Évora. Aos 12 anos de idade une-se ao pai, que nessa altura já havia retornado a Cabo Verde, e efetua os seus estudos primários na Rua Serpa Pinto, na Praia. Seguidamente inscreve-se em São Vicente no Liceu Infante D. Henrique onde termina os estudos em 1944, ganhando classificação de melhor aluno. Ainda na sua juventude, Cabral evidenciava já uma especial avidez pela percepção do mundo que o rodeava, fato que se espelhava nos seus dotes de poeta e de escritor, a sua intelectualidade já era percebida por admiradores do trabalho na época. Os seus sentimentos nacionalistas, libertários e revolucionários sempre foram vistos com reprovação pelas autoridades coloniais, esse era Amilcar Lopes Cabral, aquele mesmo que publicou seus poemas muitas vezes pela alcunha de Larbac e poucos sabem disso.

Em 1945. Cabral é um dos primeiros jovens das colônias portuguesas a ser contemplado com uma bolsa para freqüentar os estabelecimentos de ensino superior em Portugal e matricula-se no Instituto Superior de Agronomia em Lisboa. A vida de estudante constituiu uma oportunidade para aprofundar o seu sentimento progressista anticolonial, participando ativamente nas atividades estudantis clandestinas que se desenvolviam à volta da Casa dos Estudantes do Império e da Casa de África; foi lá que conheceu os futuros companheiros de luta  Marcelino dos Santos, Vasco Cabral, Agostinho Neto, Eduardo Mondlane e outros estudantes que viriam a ser futuros e grandes líderes dos movimentos de libertação, no continente africano. Todos assistidos de perto por outros lideres engajados na mesma luta, como: Nelson Mandela, Samora Machel e Patrice Lumumba, dentre outros.

Em 1949. Estando de férias em Cabo Verde, Cabral participa na Rádio-Clube elaborando um conjunto de programas de índole cultural que logo são interditados pelas autoridades, devido à sua mensagem nacionalista que era bem acolhida, sobretudo no seio dos jovens... O que era visto como incentivo a juventude contra o regime colonial pelas autoridades.
Regressando a Lisboa para continuar os estudos, Cabral retoma as suas atividades políticas, com os estudantes africanos, não obstante a vigilância cerrada e as ameaças cada vez mais insinuantes da “Polícia Política Portuguesa”, a PIDE - Polícia Internacional e de Defesa do Estado.

Em 1952. Cabral termina o curso e casa-se com a senhora Maria Helena Atalaide Vilhena Rodrigues. No início de 1953. Cabral é colocado como engenheiro agrônomo na Guiné-Bissau, para trabalhar na estação agrária experimental de Pessubé. Ele aproveita-se então da sua atividade profissional para percorrer a Guiné de ponta a ponta e adquirir um bom conhecimento do terreno bem como da constituição social das suas populações; é Cabral quem realiza o primeiro recenseamento agrícola da colônia portuguesa de: Guiné.
Sékou Touré grande desafeto de Cabral
Em 1956. Dia 19 de setembro, depois de ter militado durante cerca de um ano no MING - Movimento de Libertação Nacional da Guiné, Amílcar Cabral decide fundar o PAIGC - Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde.
Um ano mais tarde, vai Amílcar Cabral trabalhar em Angola e é lá que também participa na criação do MPLA - Movimento Popular de Libertação de Angola, em Luanda, tendo desenvolvido uma intensa atividade na mobilização de jovens angolanos para a luta contra a dominação colonial. E assim vai ganhando notoriedade entre a juventude.

Em 1957, mês de dezembro, Cabral viaja para Paris onde se encontra com Marcelino dos Santos, da FRELIMO - Frente de Libertação de Moçambique, e com Lúcio Lara, Mário de Andrade e Viriato da Cruz, do MPLA. Juntos resolvem então realizar a primeira reunião de concentração entre os movimentos de libertação das colônias portuguesas, na qual decidem cooperar em atividades conjuntas no campo internacional e criar em Lisboa um centro que coordenaria as ações entre esses movimentos. Na seqüência dessa reunião, Cabral ao regressar de Paris passa por Lisboa onde mobiliza os estudantes nacionalistas africanos para criarem o MAC - Movimento Anti Colonialista, primeira organização clandestina formada em Portugal por estudantes oriundos das colônias portuguesas.

Em 1959. Dia 3 de agosto, Cabral regressa de Portugal para desenvolver a essa  altura, uma série de contatos buscando apoio externo para a luta contra a dominação colonial. Depois do massacre de Pidjiguiti realizado pelas forças coloniais, viu que a situação pedia medidas mais enérgicas, então que resolve regressar à Guiné-Bissau, onde reúne a direção do PAIGC para analisar a situação da luta no país. Fica então decidido que o Partido deveria dar atenção prioritária à mobilização das populações rurais, com vista à preparação de condições para a passagem à luta armada, já que a repressão colonial havia demonstrado não admitir nenhuma veleidade de contestação legal ao sistema.

Em 1960. Cabral decide fugir com os seus companheiros para a Guiné-Conakry onde passaria a ficar instalada a sede do PAIGC. A partir desse país eles trabalham ativamente nos preparativos para reforçar a frente de concentração do partido e o arranque da luta armada de libertação nacional. Em abril de 1960, em Casablanca, ele participa na criação da CONCP - Conferência das Organizações Nacionalistas das colônias Portuguesas. Durante cerca de três anos Amílcar Cabral desenvolve uma intensa atividade de mobilização das populações no interior da Guiné, ao mesmo tempo em que, no campo internacional desenvolve contatos para a obtenção dos apoios indispensáveis para a passagem a uma nova fase de luta.

A Independência por trás das letras
Em 1963. Era 23 de janeiro, inicia-se a luta armada na Guiné-Bissau. Revelando-se um homem de grande capacidade intelectual e dotado de uma firme convicção na luta pela liberdade e a justiça social, Amílcar Cabral dedicou todos os seus esforços em prol da independência dos povos da Guiné e de Cabo Verde. De maneira a se tornar um dos homens mais respeitados do continente, ele conseguiu assimilar o sucesso que se ia sendo alcançado no terreno da luta militar na Guiné e no da luta política clandestina que militava em Cabo Verde, com o desenvolvimento de uma ação diplomática que ele pessoalmente conduziu da forma bem eficaz. O PAIGC - Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde hoje denominado PAICV – Partido Africano da Independência de Cabo Verde e que é presidido pela ex-ministra e hoje deputada Janira Hofger Almada.

De 1963/74. Durante a luta armada a sede do PAIGC ficou situada na Guiné Conakry, de onde vem a suspeita do possível mandante do assassinato de Amilcar Cabral, a 20 de janeiro de 1973, o acusado é o ex-presidente Sékou Touré, como diz no seu livro “Amilcar Cabral – Um Novo Olhar” o professor cabo-verdiano Daniel Santos. A morte do “pai das independências” da Guiné Bissau e Cabo Verde, nunca ficou totalmente esclarecida, e é uma das queixas de intelectuais, conservadores  e imigrantes pelo esquecimento dado ao caso e a causa. Várias obras literárias já deram pistas sobre a possível emboscada de que foi vítima
Amilcar Cabral, na obra “Cabo Verde Os Bastidores da Independência” de José Vicente Lopes; no livro “De Conakry ao MDLP” do escritor Alpoim Calvão e o historiador guineense Julião Soares Sousa com o seu livro “Vida e Morte de um Revolucionário Africano”, dão ênfase a acusação. Os escritores são tomense Tomás Medeiros com o livro “A Verdadeira Morte de Amilcar Cabral” e o angolano António Tomás com sua publicação “O Fazedor de Utopias – Uma Biografia de Amilcar Cabral”, citam, mas, não acusam ninguém, todos são inconclusivos sobre o possível envolvimento de Portugal e do próprio PAIGC nessa manobra.

Ficam aqui algumas perguntas que não querem se calar, principalmente nesse momento atual. Será que essa política Educativa Cultural que sonhava o grande líder, está sendo praticada na República Democrática de Cabo Verde e na Guiné Bissau? Onde poderíamos encontrar um acervo sobre a vida literária e cultural desse “pai” das Independências, qual das nações hoje deveria assumir esse compromisso cívico, com o seu povo e sua história? Encerro parafraseando esse grande poeta e guerrilheiro que dizia “Aquele que sabe, ensina àquele que não sabe”. É tão simples assim... basta querer!

POEMA

Quem é que não se lembra
Daquele grito que parecia trovão?!
– É que ontem
soltei meu frito de revolta.
Meu grito de revolta ecoou pelos vales mais longínquos da Terra,
atravessou os mares e os oceanos,
transpôs os Himalaias de todo o mundo,
não respeitou fronteiras
e fez vibrar meu peito...

Meu grito de revolta fez vibrar os peitos de todos os homens,
confraternizou todos os Homens
e transformou a Vida...

... Ah! O meu grito de revolta que percorreu o mundo,
que não transpôs o mundo,
o Mundo que sou eu!

Ah! O meu grito de revolta que feneceu lá longe,
muito longe,
na minha garganta!

Na garganta de todos os homens.



ROSA NEGRA

Rosa,
chamam-te Rosa, minha preta formosa
e na tua negrura
teus dentes se mostram sorrindo.

Teu corpo baloiça, caminhas dançando,
minha preta formosa, lasciva e ridente
vais cheia de vida, vais cheia de esperanças
em teu corpo correndo a seiva da vida
tuas carnes gritando
e teus lábios sorrindo...

Mas temo tua sorte na vida que vives,
na vida que temos...
Amanhã terás filhos, minha preta formosa
e varizes nas pernas e dores no corpo;
minha preta formosa já não serás Rosa,
serás uma negra sem vida e sofrente
ser’as uma negra
e eu temo a tua sorte!

Minha preta formosa não temo a tua sorte,
que a vida que vives não tarda findar...
Minha preta formosa, amanhã terás filhos
mas também amanhã...
... Amanhã terás vida!


 ILHA

Tu vives - mãe adormecida-
nua e esquecida,
seca,
fustigada pelos ventos,
ao som das músicas sem música
das águas que nos prendem...

Ilha:
teus montes e teus vales
não sentiram passar os tempos
e ficaram no mundo dos teus sonhos
- os sonhos dos teus filhos -
a clamar aos ventos que passam,
e às aves que voam, livres,
as tuas ânsias!

Ilha:
colina sem fim de terra vermelha
- terra dura -
rochas escarpadas tapando os horizontes,
mas aos quatro ventos prendendo as nossas ânsias!


...NÃO, POESIA

... Não, poesia:
não te escondas nas grutas de meu ser,
não fujas à vida.
Quebra as grades invisíveis da minha prisão,
abre de par em par as portas do meu ser
— sai...
Sai para a luta (a vida é luta)
os homens lá fora chamam por ti,
e tu, poesia és também um homem.
Ama as poesias de todo o mundo,
— ama os homens
solta teus poemas para todas as raças,
para todas as coisas.
Confunde-te comigo...
Vai, poesia:
toma os meus braços para abraçares o mundo,
dá-me os teus braços para que abrace a vida.
A minha poesia sou eu.

                            
EVOLUÇÃO CONCEPTUAL E REAL

Um conceito anterior: um caracol
nos mistérios de um invólucro de egoísmo.
A vida só valia à luz do sol,
de um sol falho de Amor – do comodismo.
Conceito mais actual: uma alma aberta à vida,
na conquista da vida, rasando o seu destino.
Na estrada a percorrer, na estrada percorrida.
o amor é o justo guia, o amor é um constante hino.

Fonte: ASCOM/Fundação Òmnira
Texto: Roberto Leal
Fotos: Internet
Livro: Reprodução Roberto Leal



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domingo, 4 de dezembro de 2016

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MORRE O POETA MARANHENSE FERREIRA GULLAR

Postado Por Roberto Leal  | Sem Comentarios

O Poeta Ferreira Gullar era um múltiplo artista 

O poeta, crítico de arte, dramaturgo, biógrafo, tradutor e escritor maranhense Ferreira Gullar faleceu neste domingo (04/12), às 10 horas da manhã, aos 86 anos, a morte foi confirmada pela sua neta Celeste, ele que era também colunista de a Folha de São Paulo.  O escritor estava internado no Hospital Copa D'Or, na Zona Sul do Rio, por complicações pulmonares. A partir de um diagnostico de pneumotórax, o escritor contraiu uma forte pneumonia. Ferreira Gullar assumiu ao longo da sua vida como um dos fundadores do Movimento Neoconcretismo, o poeta que já havia participado de todos os acontecimentos mais importantes da poesia brasileira.

Imortal da Academia Brasileira de Letras desde 2014, como intelectual recebeu diversos prêmios. Em 2007, venceu o Prêmio Jabuti de melhor livro de ficção do ano com a sua obra "Resmungos". Em 2010, recebeu o Prêmio Camões, o mais importante dos países de língua portuguesa, e o Honoris Causa da Faculdade de Letras da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Dentre tantas outras honrarias relacionadas ao longo da sua carreira literária. O seu último livro foi  “Autobiografia Poética & Outros textos” da Ed. Autêntica.

Era o quarto em uma família de 11 filhos do casal Newton Ferreira e Alzira Ribeiro Goulart, ele nasceu José Ribamar Ferreira no dia 10 de setembro de 1930 em São Luiz, no Maranhão. No início da década de 1950, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde, em 1956, participou da exposição concretista que é considerada o marco oficial do início da poesia concreta. Três anos depois criou com Lígia Clark e Hélio Oiticica, o neoconcretismo, que valoriza a expressão e a subjetividade em oposição ao concretismo ortodoxo.

Como militante do Partido Comunista, foi exilado na década de 1970, durante a ditadura militar, vivendo entre a União Soviética, a Argentina e o Chile. Retornou ao Brasil em 1977 e foi preso por agentes do Departamento de Polícia Política e Social no dia seguinte ao desembarcar, no Rio de Janeiro. Foi libertado depois de 72 horas de interrogatório graças à intervenção de amigos junto as autoridades do regime. Depois disso, retornou aos poucos às atividades de critico, escritor e jornalista. Ainda não se tem informações sobre a data e horário do velório.

Fonte: ASCOM/Revista Òmnira


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domingo, 20 de novembro de 2016

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O CEPA TROUXE UM NOVEMBRO "ÁFRICA" NEGRO

Postado Por Roberto Leal  | Sem Comentarios

Consciência negra Cepista
Neste sábado (19/11), às 14 horas, aconteceu na Sede do CEPA – Circulo de Estudo Pensamento e Ação (Rua Souto Dalva, 98 – Barbalho Salvador/BAHIA-Brasil), uma grande tarde cultural dentro do calendário “Novembro Negro”, no mês da Consciência Negra, foi quando o jornalista e editor Roberto Leal recém chegado de mais uma viagem a África, onde realizou trabalho literário e social, ministrou a palestra “A Importância do Incentivo a Leitura no Ensino”, lançou a revista de Literatura lusófona Òmnira (que em Yorubá quer dizer: Liberdade), edição número 12, em homenagem ao líder negro sul africano Nelson Mandela, com a participação de escritores de Angola e Cabo Verde, falou sobre o intercâmbio com África de língua portuguesa e recebeu a visita do Estudante de Design da UNEB – Universidade do Estado da Bahia, o cabo-verdiano Joel Antony, que presenteou ao professor Germano Machado (presidente do CEPA) com um cachecol da Independência do seu país. “O objetivo é seguir com o intercâmbio UBESC/PALOP apesar das dificuldades e continuar abrindo portas para esses novos talentos, através das páginas da revista”, disse Roberto Leal.


A outra fala da tarde foi do professor e advogado Cristiano Pedreira que abordou a questão do Racismo Constitucional, principalmente aquele praticado pelo próprio Judiciário e que teve pleno debate com a plateia. Dentro da programação aconteceu uma mesa de debates com Conrado Matos, Patrícia Nascimento, Roberto Rodrigues e Robson Carvalho; e o Sarau que contou com a participação do poeta Caetano Barata e do músico Chico do Crato.


 homenagem de jovem cabo verdiano ao GM
Além de uma tarde de autógrafos com os escritores Roberto Leal e Germano Machado, aconteceu uma exposição de livros e publicações das Editora Òmnira/Brasil e Edições Spleen/Cabo Verde, e outras publicações com a participação de autores africanos de língua portuguesa de: Angola, Cabo Verde, Guiné Bissau, e Moçambique e outras novidades do continente. O coquetel foi recheado dos quitutes famosos da Bahia: acarajé e abará com camarão, acompanhado por Sumo de Bissap (suco de planta originária da Guiné Bissau e Senegal) e que foi muito apreciado pelos convidados. “Foi tudo África, desde as falas, a visita, até a comida e a bebida. Caiu como uma luva!”, comemorou Elder Santos, secretário do CEPA.
O evento que contou com a coordenação do poeta Caetano Barata e apoio da UBESC – União Baiana de Escritores teve foco no combate ao racismo, no incentivo a leitura e no intercâmbio cultural entre países de África de língua portuguesa”, ainda contou com as presenças das escritoras: Maria Arlinda MoscosoPalmira Heine (Secretária da UBESC-União Baiana de Escritores) e Terezinha Passos e dos escritores: José Nascimento De BritoManoel Porto Lima e Rudival de Amparo.
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sábado, 5 de novembro de 2016

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DEFICENTES AFRICANOS PEDEM SOCORRO NO CAMPO DA ORTHOPROTESIA

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Dr. Kouma Kwami Aklotsoe
Deficientes físicos são presença entre as populações de todos os continentes, independente de raça, cor ou religião e em África não é diferente, só para que se tenha uma ideia, em Angola existem centenas deles, herança da guerra civil que assolou o país por longos anos até sua independência em 1975, são as vitimas dos campos minados que ainda existem pelo país; o que não é caso de Cabo Verde, país da Costa Ocidental. E é através da Associação Caboverdiana de Deficientes e CENORF – Centro Nacional de Ortopedia e Reabilitação Funcional (cenorf@sapo.cv) que procuram recuperar cidadãos deficientes de membros inferiores e dentre outras formas de deficiências, que fazendo um trabalho social de recuperação desses deficientes para o enfrentamento diário da sobrevivência, da elevação da autoestima, sejam eles portadores de deficiência de nascença ou acidentados.

Lá se oferecem a esses cidadãos acompanhamento psicológico, de apoio fisioterápico, como também a entidade mantem um centro de fabricação de prótese de membros inferiores, a preço mais accessível que o praticado pelo mercado internacional, em especial o mercado europeu ou latino americano, onde a entidade fazia à aquisição anterior a implantação do seu próprio Centro. A Associação Caboverdiana de Deficientes e o CENORF que está situado na localidade de Achada São Felipe, na Cidade de Praia, mantém hoje o seu próprio Centro de fabricação de próteses que se encontra sobre a coordenação do Dr. Kouma Kwami Aklotsoe (kouma63@hotmail.fr), médico orthoprotesista – formado na Alemanha e que vem da ENAM – Ecole National des Auxiliaire Medicaux, do Depmt Orthoprotesiste da Université Lomé, na Republica Democrática do Togo.

Protese de fabricação do CENORF
O Dr. Kouma chega para um período de seis meses de trabalho, contribuindo para o desenvolvimento cientifico da orthoprotesia; período esse que a instituição possa pagar pelos seus serviços; como também o centro conta com a fisioterapeuta Drª. Dalva Correia que presta serviço de forma também remunerada, através de uma dinâmica de recuperação de recentes implantados, que tem como iniciativa ativar os movimentos após a colocação de membros postiços, na pratica de exercícios e treinamentos nas mais diversas modalidades da fisioterapia; a instituição atualmente se encontra na dependência da contratação de um psicólogo, aquele profissional que trabalhe a autoestima dos cidadãos recentemente admitidos ao tratamento e que procuram pelos serviços da instituição por não terem condições de assim faze-lo de forma independente, “aqui trabalhamos com crianças e adultos sem distinção, visamos a recuperação daqueles que realmente querem voltar a se movimentarem, mesmo diante das suas reais limitações” afirmou a Drª. Dalva Correia.

A Associação Caboverdiana de Deficientes possui uma central de fabricação de velas aromáticas dentro das suas dependências, denominada de “Projeto Lumiarte” que é composto por um corpo de voluntários cadeirantes que fazem um serviço de fabricação, que com a venda da sua produção tenha uma renda para ajudar na manutenção da receita da instituição que vive orçada em quinze milhões de escudos cabo-verdianos anuais e que no momento só conta com a ajuda do governo que lhe oferece subsidio de apenas três milhões e oitocentos mil escudos cabo-verdianos anuais, parte desse dinheiro é para compra de matéria prima para a fabricação de próteses e a outra parte para a remuneração de profissionais, tendo a entidade um déficit muito grande para que continue com o seu trabalho; o INPS – Instituto Nacional da Seguridade Social e a Companhia Garantia de Seguros, estudam a possibilidade de entrar com uma ajuda anual para que a entidade não feche as suas portas e aumente a ajuda humanitária que oferece ao povo cabo-verdiano.
Velas aromaticas e decorativas do "Projeto Lumiarte"

O presidente da entidade, o Sr, António Pedro Melo, que também é deficiente e trabalha de posse de uma cadeira de rodas, não se entrega quando diz “esperamos ajuda também do povo brasileiro, de especialistas voluntários, precisamos de palestrantes e professores que possam vim a ter conosco e tragam suas experiências, precisamos de doações de livros, revistas e publicações que nos ensine a lidar com os avanços da orthoprotesia”. Outra pessoa importante para o desenvolvimento e manutenção da instituição é o Sr. Alberto Afonso, também deficiente, que usa muleta devido a sua deficiência de nascença, em um dos membros inferiores, e que trabalha como administrador voluntário gerindo as contas e arrecadação com as vendas das velas aromáticas fabricadas no próprio centro “precisamos de cadeiras de rodas, muletas, matéria prima para fabricação de velas e fôrmas para novos modelos e sabemos que no Brasil temos uma variedade muito grande de fôrmas e modelos de velas decorativas e de lá esperamos uma significativa contribuição” disse otimista Alberto Afonso. Contatos: +238 264 79 91 / +238 986 41 67 e-mail: betafonso26@yahoo.com.br

Fonte: ASCOM/Revista Òmnira

Fotos: Roberto Leal
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domingo, 30 de outubro de 2016

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MAIOR LIVRARIA FLUTUANTE DO MUNDO CHEGA A CABO VERDE

Postado Por Roberto Leal  | Sem Comentarios

Logus Hope a maior livraria flutuante do mundo          Foto: Roberto Leal
Chega à cidade da Praia, em Cabo Verde, a maior livraria flutuante do mundo, o navio “Logos Hope”, de bandeira alemã, que faz escala a partir do dia 01 de novembro nos dois principais portos de Cabo Verde, onde espera receber cerca de 30 mil visitantes nos dias em que vai estar aberto para visitação no país. O coordenador do projeto o brasileiro Filipe Leite, divulgou em coletiva de imprensa, na cidade da Praia, indicativos que dão conta que o navio espera receber 20 mil pessoas nos seis dias em que vai permanecer no Porto da Praia, de 02 a 07 e 10 mil pessoas nos outros quatro dias, de 10 a 13 no Porto da Ilha de Mindelo, em São Vicente.Essa é a primeira vez que o navio Logos Hope vai atracar em Cabo Verde/África, 16 anos após ter recebido a visita do Logos II, o navio-irmão. 
A livraria oferece uma variedade de mais de cinco mil títulos, na sua maioria em inglês, a preços reduzidos e nos mais variados temas, desde os livros de ciência, religião, esportes, culinária, artes, dicionários, além de livros infantis e acadêmicos. Além da venda de livros, a embarcação realizará várias outras atividades, com destaque para um espetáculo cultural, envolvendo música e dança com a participação de vários tripulantes, que acontecerá no sábado, dia 05 de novembro. Os ingressos para esse evento em particular custam 300 escudos (2.7 euros), enquanto a entrada nos dias normais de visitação custará 50 escudos cabo-verdianos por pessoa (45 cêntimos). Com exceção da quarta-feira e do domingo, que terá visitação das 13:00 às 20:30 h. o navio estará aberto ao público das 10:00 às 20:30 horário local, nos outros dias.
Durante a sua escala em Cabo Verde, o navio realizará várias atividades sociais, como a doação de livros, pintura de escolas e distribuição de purificadores de água a algumas instituições, sendo uma delas as Tendas Al-Shaddai, um centro de recuperação de toxicômanos em Santa Cruz, no interior da Ilha de Santiago. O coordenador do projeto, que em Cabo Verde tem como um dos principais parceiros a Igreja do Nazareno, disse ainda que serão oferecidos óculos de leitura no bairro de Achada Santo António, o bairro mais populoso da cidade da Praia, que conta com cerca de 14 mil habitantes. Filipe Leite, que é de nacionalidade brasileira disse que as expectativas “são as melhores possíveis” e prova disso é que uma equipe já se encontra em Cabo Verde a aproximadamente um mês, preparando a chegada da embarcação.

“Esta experiência onde os tripulantes visitam os países é muito rica porque tanto eles como os cabo-verdianos se beneficiam, porque compartilham outras culturas”, afirmou Filipe, um dos 20 brasileiros que compõem a tripulação e os únicos a falar português. A tripulação que já teve um cabo-verdiano e um português entre seus membros convida jovens desses dois países e de outros lusófonos a participarem do projeto, representado a bordo por mais de 60 nacionalidades. Para isso, é preciso entrar em contato com a OM, uma agência para recrutamento de novos tripulantes, ou entrar no site oficial do navio www.gbaships.org para maiores informações. O Logos Hope é operado pela GBA Ships, uma organização beneficente internacional, sediada na Alemanha, que desde 1970 já recebeu mais de 45 milhões de visitantes, nos mais de 500 portos, de mais de 150 países e territórios em volta do mundo. Depois de Cabo Verde, a maior livraria flutuante do mundo segue viagem para as Ilhas Canárias.




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segunda-feira, 24 de outubro de 2016

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JUIZ CONDENA RÉUS COM CRIATIVIDADE ALTERNATIVA

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Dr. Michael Cicconetti
O juiz da Corte de Painesville/Ohio (Estados Unidos), há 21 anos faz das suas sentenças uma forma alternativa de réus sentirem na pele o crime que cometeu, ou ao menos que conheçam o outro lado da moeda ou reflitam sobre a máxima “olho por olho, dente por dente”. O magistrado Michael Cicconetti vem praticando o que ele chama de “justiça criativa”, o juiz que é pai de 5 filhos, afirma não querer que réus retorne a corte como reincidentes e diz não ter medo da polemica em torno das suas sentenças mais bizarras, o magistrado que adapta as sentenças aos crimes cometidos, ver nessa forma de punição uma alternativa para a redução da criminalidade, sem que lote os presídios americanos.
Condenou a Srª Victoria Bascom que foi levada ao tribunal por um taxista que se queixou do não pagamento da corrida, condenando-a a caminhar 48 km quilômetros em dois dias, a mesma distancia de duração da corrida e mais USD 91, sendo que a infratora poderia ser condenada a 60 dias de prisão, que optou por cumprir a sentença caminhando; em outro caso condenou um homem que foi apanhado dirigindo embriagado, a ver cadáveres de vítimas de acidente de transito em um necrotério; em uma outra ação condenou uma mulher que abandonou uma ninhada de gatinhos em um parque durante o inverno, a dormir num parque ao relento e sem água, comida ou cobertor, durante uma noite só; em outra sentença condenou um casal que foi preso fazendo sexo num parque, a limpar todo parque, inclusive recolhendo todas as camisinhas encontradas pelo chão e ainda tiveram que publicar um anúncio no jornal pedindo desculpas a cidade, pelo ato de exibicionismo que cometeram; para um cidadão que chamou um policial de porco, foi condenado a ficar de pé ao lado de um porco de 158 quilos, segurando uma placa que dizia “isso não é um policial”; um grupo de estudantes furaram os pneus de um ônibus escolar, para que não houvesse uma excursão no dia seguinte, e os estudantes mais velhos do grupo foram condenados a fazer um piquenique gigante para os estudantes mais novos.
Os vereditos polêmicos do Dr. Cicconetti não poupam os culpados de multas ou detenções, o podem diminuir as sentenças, mas, aquele que tenha o azar de cair na sua Corte, com certeza jamais voltará, não com aquele delito.
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quarta-feira, 19 de outubro de 2016

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ESCRITOR BRASILEIRO CHEGA A CABO VERDE PARA LANÇAR OBRA

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Mandela é o homenageado desse número
O presidente da UBESC - União Baiana de Escritores, o jornalista, escritor e editor brasileiro Roberto Leal se encontra em Praia, ilha de Santiago, capital de Cabo Verde, na África, para uma maratona de eventos literários e trabalho social que começa com o lançamento do seu livro C’alô & Crônicas Feridas – 3ª Edição esgotada (CVE 1.500) e da revista de Literatura Òmnira (CVE 500) que conta com a participação de autores contemporâneos de Cabo Verde, dentre eles: Adilson Amado SpinolaCarlos Fortes Lopes, Dai Varela, Gilson FerreiraMacrina Alfama e o grande poeta guerrilheiro Amilcar Cabral, a publicação é uma homenagem ao líder negro sul-africano Nelson Mandela, que vem retratado na capa pelo artista plástico João Timane (de Moçambique), o lançamento será realizado dia 28/10, as 18:30 horas, na Biblioteca Nacional de Cabo Verde.

Roberto Leal ministrará ainda a palestra “A Importância do Incentivo a Leitura no Ensino” na Escola Nova Presidência (OPEP 1), no Bairro que leva o nome de Brasil, na localidade de Achada Santo Antônio, no próximo dia 20/10, ás 16 horas; visitará crianças para um bate papo e contação de história na Escolinha Arco Iris, quando desenvolverá atividade educativa e doará livros infantis de autores associados da UBESC, dentre eles: Darcy BritoIray Galrão, Lucas Iury, Ítalo Vasconcelos, Neuza de Brito Carneiro,Palmira Heine e Terezinha Passos e fará bate papo onde contará a sua trajetória literária e também estará fazendo doação de livros de autores baianos, como: Maria Prado de OliveiraGermano Machado e Manoel Porto Lima, as Bibliotecas locais incluindo o Centro Cultural Brasil Cabo Verde, Biblioteca Nacional de Cabo Verde e a SOCA-Sociedade Caboverdiana de Autores.
Obra esgotada na 3ª edição
A UBESC através de seu presidente desenvolve um trabalho de intercâmbio literário com países de África de língua portuguesa, levando atividades, lançamentos, revelando novos autores, formação básica em criação literária e selecionando originais para futuras edições da Revista de Literatura Òmnira, que é editada por Roberto Leal, em Salvador- BAHIA, a primeira capital do Brasil. Os eventos tem o apoio da SOCA e do Movimento Kutanga (Angola) do qual Roberto Leal é o fundador.
 Leal ainda nessa turnê visitará Bissau, capital da Guiné Bissau, onde fará contato para uma possível temporada de trabalho naquele país, quando estará intensificando o intercâmbio que só privilegiará os países do PALOP - Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa. “O objetivo está sendo alcançado dentro das possibilidades que regem as dificuldades de se promover um intercâmbio como esse”, afirma Roberto Leal satisfeito com os resultados do trabalho.

Fonte: ASCOM/Revista Òmnira
Fotos: Divulgação
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sexta-feira, 23 de setembro de 2016

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CATADOR DE MATERIAL RECICLÁVEL ACHA USD 1.400 E DEVOLVE

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João mostra a rara honestidade de um cidadão
Chama-se João Rodrigues Cerqueira o rapaz que trabalha de catador de material reciclável em uma cooperativa de Brasília e que achou e devolveu nesta terça-feira (24) a quantia de US$ 1,4 mil (aproximadamente R$ 4.525) achados em meio ao lixo no Distrito Federal. O dinheiro havia sido descartado por engano por uma criança se 7 asnos, que é o cunhado do dono, que não sabia que ele estava dentro de um papel que encontrou enrolado no console do carro do fonoaudiólogo Bruno Temístocles, que havia comprado os dólares na última sexta-feira por cerca de R$ 5 mil, para usá-los em uma viagem que fará  a Europa.
Segundo uma reportagem da TV Globo local, depois de descobrir que a quantia havia sido perdida, Temístocles começou a procurar através de informações e chegou a encontrar o caminhão responsável pela coleta e se dirigiu à cooperativa, que funciona na Estrutural, mas não foi feliz na sua procura, não encontrou o pacote. “Fui à cooperativa e comecei a procurar no desespero. Fiquei de umas 18:30h até 22:00h procurando e não consegui achar.” Mesmo assim, deixou o seu contato no local, para em caso de um eventual achado. Ele conta que ainda não acredita ter conseguido o dinheiro de volta. “Na hora que o catador me ligou falando que tinha encontrado, nossa, eu fiquei muito feliz”, diz.
O catador afirma que, depois de saber que uma pessoa procurava o dinheiro perdido, trabalhou naquele dia com mais atenção, com o objetivo de encontrar realmente a quantia em dinheiro. A surpresa aconteceu na manhã desta terça, quando ele encontrou o montante. Funcionário a seis meses da cooperativa, o jovem João de apenas 20 anos, que recebe salário de R$ 600 por mês com o trabalho, não pensou duas e vezes e numa atitude de honestidade telefonou para o proprietário do dinheiro para devolver.
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terça-feira, 20 de setembro de 2016

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REPRESSÃO MATA 50 PESSOAS EM PROTESTO NO CONGO

Postado Por Roberto Leal  | Sem Comentarios


*Roberto Leal

Armas para combater a revolta popular
Ontem pela manhã, dia 19/09, em Kinshasa, capital da República Democrática do Congo (RDC/África), quando acontecia um protesto contra o Presidente Joseph Kabila que, segundo informações, pretende estender o seu mandato, quando adiou as eleições previstas para novembro, para o próximo ano. O protesto levou milhares de pessoas às ruas de diversas cidades. Na capital, o protesto que foi o maio no país, foi barbaramente reprimido com forte violência pela polícia. Até o momento, segundo informações do governo anteriormente davam conta de 17 pessoa mortas, em violentos confrontos, em Kinshasa, mas alertou que o número de mortos poderia aumentar. Os manifestantes resistiram à intensa repressão improvisando barricadas, usando paus e pedras como armas para se defender. Carros foram incendiados. Foram mortos três agentes da polícia nacional, disse o ministro do Interior, Evariste Boshab em uma conferência de imprensa em Kinshasa. O povo ainda não havia se restabelecido do massacre do ano passado, quando dezenas de pessoas morreram em outra manifestação contra o governo.
Há fortes indícios e relatos de prisão de manifestantes e jornalistas na capital de forma ilegal, bem como em Goma e Kisangani, onde também ocorreram protestos. A pressão é para que o presidente Joseph Kabila se afaste do poder quando o seu mandato presidencial acabar legalmente, em dezembro próximo."Estamos protestando porque detestamos aquilo que se passa em nosso país. O presidente Kabila não quer libertar o país e não quer organizar as eleições. É por isso que hoje somos forçados a protestar para mostrar a nossa discordância quanto às eleições. Se Kabila não respeita a constituição, faremos com que ele a cumpra”, declara um manifestante revoltado, em Kinshasa. Joseph Kabila está no poder desde 2001, portanto 15 anos. O povo clama por uma renovação. Os atos de violência dessa segunda-feira passada, veio com uma proporção maior que o de janeiro de 2015, quando as forças de segurança reprimiram manifestantes após outra manifestação de oposição ao Governo, onde dezenas perderam, suas vidas. O povo ainda não tinha nem se restabelecido desse massacre. Os Estados Unidos já ameaçaram sanções contra figuras políticas no Congo devido as freqüentes manobras para prorrogar governo, provocando atraso nas eleições.

Fonte: ASCOM/Revista Òmnira
Foto: Divulgação
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quinta-feira, 15 de setembro de 2016

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MORRE AFOGADO "SANTO" DA NOVELA O VELHO CHICO

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Domingos Montagner morre no auge da carreira
Morreu hoje (15/09 quinta-feira) Domingos Montagner, o Santo da novela "Velho Chico", da TV Globo. Equipes de busca e salvamento localizaram o corpo do ator de 54 anos, foi encontrado preso entre duas pedras, a 18 metros de profundidade e a 320 metros do local, perto da Usina de Xingó, na Região de Canindé de São Francisco/SE. Domingos deixa a mulher, a também atriz e produtora Luciana Lima e três filhos: Leo, de 13 anos, Antônio, de 9, e Dante, de 5. Ele tinha gravado cenas da novela na parte da manhã. Quando terminou a gravação, o ator almoçou e, em seguida, foi tomar banho de rio, acompanhado da atriz Camila Pitanga, quando foi levado pela correnteza. Durante o mergulho, não voltou à superfície.  A atriz que estava também no local, avisou à produção, que iniciou imediatamente as buscas. Helicópteros do Grupamento Tático Aéreo da Policia Militar, e homens rãs do Corpo de Bombeiros, como também pescadores ajudaram nas buscas. Esta semana, a novela também teve cenas gravadas em Piranhas /AL.

O ator que era paulistano começou sua carreira artística trabalhando no teatro e em circos. Ele atuou em treze programas de TV, entre séries e novelas, além de nove filmes. Alguns papéis de destaque foram o Capitão Herculano Araújo de "Cordel Encantado"  de 2011 e o presidente Paulo Ventura de "O brado retumbante" de 2012. Ele também se destacou no papel de Zyah em "Salve Jorge" de 2012 e como João Miguel em "Sete Vidas” de 2015. O ator estava no ar como o líder de cooperativa Santo em "Velho Chico”, sucesso atual do horário nobre da Rede Globo de Televisão.

Montagner conta, em seu site oficial, que iniciou sua carreira no teatro, através do curso de interpretação de Myriam Muniz, e no Circo Escola Picadeiro. Em 1997, formou o Grupo La Mínima, com Fernando Sampaio. A Noite dos Palhaços Mudos, de 2008, lhe rendeu o Prêmio Shell de Melhor Ator. Em 2003, criou o Circo Zanni, do qual foi diretor artístico. O primeiro papel na TV foi no seriado "Mothern" de 2006, do GNT, canal da TV por assinatura. A estreia na Rede Globo foi também em seriados: "Força Tarefa", "A Cura" e "Divã". A primeira novela, "Cordel Encantado", foi em 2011. No ano seguinte, estreou no cinema, com uma participação no longa metragem "Gonzaga - de Pai Pra Filho", do diretor Breno Silveira.

Após a notícia da morte do ator, todo elenco entrou em estado de choque e as gravações foram suspensas. O corpo foi retirado do fundo das Águas do rio São Francisco e aguarda remoção para o IML- Instituto Médico Legal.

Foto: Divulgação
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domingo, 11 de setembro de 2016

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OBRAS LITERÁRIAS DO BRASIL TEM CABO VERDE COMO PALCO

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Um livro para se carregar na bolsa
O jornalista, escritor, editor da revista brasileira de Literatura “Òmnira” e presidente da UBESC – União Baiana de Escritores, o brasileiro Roberto Leal; chega a Cabo Verde/África, no próximo mês de outubro, quando ministrará a palestra “A Importância do Incentivo a Leitura no Ensino” para professores, estudantes, poetas, escritores e interessados; promoverá visita a escolas e universidades; fará doação de livros infantis de autores baianos/brasileiros; lançará obras literárias e apresentará uma exposição de publicações em livros e revistas africanas produzidas pela Editora Òmnira, de Salvador, da Bahia, Brasil.

Roberto Leal que é autor de vários livros lançará sua obra de maior sucesso “C’alô & Crônicas Feridas” que está na 3ª edição, um livro de poesias e crônicas do cotidiano de um cidadão socialista; será lançada também a edição número 12 da revista Òmnira com trabalhos publicados de escritores de: Angola, Brasil, Moçambique e Cabo Verde. O projeto faz parte do intercâmbio desenvolvido pela UBESC e Revista Òmnira, com os países de África de língua portuguesa; como também estará coletando contatos de escritores contemporâneos que estejam interessados em ver suas obras publicadas no Brasil.

Uma porta aberta para contemporâneos
A revista Òmnira homenageia o líder negro sul-africano Nelson Mandela, retratado exclusivamente em ilustrações de capa e para matéria interna pelos artistas plásticos moçambicanos João Timane e Pinto Zulo; trazendo ainda nas suas páginas a trajetória poética cabo-verdiana nas poesias do poeta revolucionário guineense Amilcar Cabral e mais: poesias, contos e crônicas de escritores novos de Angola, Brasil e de Cabo Verde a exemplo de Eduardo Tchandja, Ismael Farinha e Blandine Klander (Angola) e Carlos Fortes Lopes, Daí Varela, Gilson Ferreira e Macrina Alfama (Cabo verde) dentre muitos outros.  Recém-chegado de Angola Roberto Leal leva para essa turnê que deve acontecer em Praia e Boa Vista, tudo que ele tem disponibilizado para que novos talentos literários possam surgir na CPLP - Comunidade dos Países de Língua Portuguesa e principalmente do PALOP - Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa.

Roberto Leal é um convidado da SOCA - Sociedade de Autores Cabo-verdianos. “O importante tem sido a garimpagem internacional de talentos perdidos, onde no nosso intercâmbio, eles têm o rumo a seguir e o apoio necessário para poderem surgir, saindo do anonimato”, comemora Roberto Leal o sucesso do projeto. Òmnira quer dizer "Liberdade" em yorubá, dialeto falado na Nigéria e que foi adotado pelo Brasil na região da Bahia, principalmente por entidades negras.
Mais informações: +55 71 986888096 (watsap), lealomnira@yahoo.com.br ou ainda www.fundacaoomnira.com.br

Fonte:ASCOM/Revista Òmnira


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