quarta-feira, 24 de maio de 2017

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A FELISQUIÉ TRAZ O CANGAÇO E O TROPICALISMO COM LITERATURA E MÚSICA

Postado Por Roberto Leal  | Sem Comentarios

A Felisquié homenageia o Cangaço e o Tropícalismo brasileiro
A III Festa Literária Internacional do Sertão de Jequié – Felisquié, acontecerá nos próximos dias 02, 03 e 04 de junho de 2017, pela manhã no Auditório Waly Salomão (na UESB- Campus de Jequié )  e no período da tarde e da noite no Centro de Cultura ACM. Jequié, mais conhecida pela cidade do Sol vai ferver com palestras, debates, mesas redondas, exibição de filme, lançamentos de obras literárias entre revistas e livros, exposição de livros e impressos, sarau de poesia e muita música, especialmente, na primeira edição da Felisquiesinha, que reunirá autores, oficineiros  e o público infanto-juvenil para desfrutar de oficinas artísticas e literárias, além de atividades para o público infantil. Confira toda a programação gratuita, exceto o show com o cantor Danilo Caymmi.
A terceira edição da Felisquié será aberta às 8h da manhã da sexta-feira, dia 2 de junho, com a conferência “A contribuição de Afrânio Coutinho para os estudos literários no Brasil”, que terá como conferencista o crítico literário Eduardo Coutinho, que vai desvendar o relevante trabalho para os estudos literários no Brasil do seu pai, Afrânio Coutinho, um dos homenageados da Festa. Outro nome celebrado é do poeta, compositor e cantor Tom Jobim (pelos seus 90 anos de nascimento) com a palestra Caymmi visita Tom” (título de um dos seus discos), que será proferida pelo cantor e compositor Danilo Caymmi e o músico Davi Costa Mello na manhã do dia 3 de junho no Auditório Waly Salomão (na UESB - Campus de Jequié). No mesmo dia à noite, no Centro de Cultura ACM, Danilo Caymmi fará um show com músicas autorais, do seu pai Dorival Caymmi e de Tom Jobim, que foi seu parceiro musical na Banda Nova. O espetáculo musical, que está sendo produzido pela Revista Cotoxó é a única atividade paga da terceira edição da Felisquié. “A ideia era fazer o show com entrada gratuita, mas não conseguimos patrocínio”, revela o jornalista e escritor Domingos Ailton, curador da Felisquié, mas preços populares estão sendo cobrados pelos ingressos: R$ 60,00 a inteira e R$ 30,00 a meia-entrada. O shom terá a abertura do também cantor Nuno Menezes.
Shows gratuitos com artistas de Jequié e Salvador serão oferecidos ao público. Na manhã do primeiro dia do evento se apresentarão os cantores Jonas Carvalho e Kátia Morbeck, os cordelistas José Walter Pires, José Carlos Vaz (Rocart Versal) e Tonho da Viola (que é também repentista), e os poetas Domingos Ailton, Milane Santos, Julia Barbosa Fernandes e Raíne Pereira Gomes; a noite o ator e apresentador Jackson Costa comanda o “Sarau do Poeta”, um espetáculo que conjuga música e poesia. Na tarde do sábado, dia 3, se apresentarão as cantoras Tânia Valverde e Brena Lima, o cantor Neubera Kudera e a atriz Tina Tude. Já no domingo, dia 4, o cantor Nuno Menezes entoa canções do Tropicalismo e vozes do povo de santo do Terreiro de Candomblé Ilê Axé Horomila cantam zuelas de orixás femininas. No período da tarde é a vez da poetisa Mariana Lima, da cantora  Sueli Morbeck e dos  sanfoneiros Antônio de Assis e Tribuna se apresentarem. O show Canto da Natureza, em comemoração à Semana do Meio Ambiente, encerra a Felisquié com apresentação da cantora Iana Rocha e dos cantores Fábio Haendel, Pablo Moraes e do sanfoneiro Deraldino Medeiros Neto.
Além da homenagem a Tom Jobim, “outras homenagens serão feitas a nomes que contribuíram para o desenvolvimento literário e cultural da região de Jequié, da Bahia e do Brasil, a exemplo de Maria Lúcia Martins, Stela Câmara Dubois, Lindolfo Rocha, Carolina Maria de Jesus e Rodolfo Coelho Cavalcanti e aos 50 anos do Tropicalismo”, destaca Domingos Ailton, acrescentando que o tema da terceira edição é “O cangaço na Literatura de Cordel: do sertão para o mundo”.
Musa da teledramaturgia brasileira nos anos de 1990, a atriz Ingra Lyberato faz na noite do dia 2 de junho (sexta-feira) no Centro de Cultura ACM a palestra O Medo do Sucesso: Revelações da vida pessoal e profissional da atriz Ingra Lyberato”, que escreveu livro confessional sobre os desafios que passou, diante do estrondoso sucesso das novelas Pantanal, Ana Raio, Indomada, O Clone e outros momentos de grande exposição nacional, e lança livro sobre sua trajetória artística.
Companheiro de exílio em Londres dos cantores Caetano Veloso e Gilberto Gil e parceiro do poeta tropicalista jequieense Waly Salomão, o também poeta, compositor e filosofo Antônio Cícero vai falar sobre “O Tropicalismo e a cultura brasileira” na manhã de domingo, 4 de junho, no Auditório Waly Salomão da UESB - Campus de Jequié.
Na tarde do dia 2 ,vai ser lançado no Centro de Cultura ACM o filme “Suspiro de um Trovador”, um documentário que conta a trajetória do  cordelista alagoano Rodolfo Coelho Cavalcante, e presta homenagem ao centenário desse imortal trovador brasileiro, que viveu um  período de sua vida em Jequié. Após a exibição do filme será realizada uma mesa redonda com o diretor e roteirista do filme, o cineasta Marcelo Rabelo e o filho do poeta popular, o também cordelista Isaias Cavalcante (Ismoca).  A III edição da Felisquié vai relaizar ainda, palestras dos professores Emerson Pinto de Araújo, Sonilda Sampaio, Maribel Barreto, Raquel Alves dos Santos, Dayse Sacramento e Luciano Santos; dos escritores Domingos Ailton, Mouzar Benedito e Aleilton Fonseca; dos cineastas Robinson Roberto e  Marilusa Barreto, do cordelista José Walter Pires e dos  editores Luiz Gonzaga, Manuella Cajaíba, Agenor Gaspareto, Roberto Leal e Valdeck Almeida de Jesus.
A Felisquié terá cenário com projeções mapeadas do artista visual Eldelsio Lima com ilustrações de Fefa Yanevisk.
A Felisquié conta com financiamento do Fundo Estadual de Cultura, através do Edital de Literatura da Funceb; Secretaria da Fazenda; Secretaria de Cultura e Governo do Estado da Bahia ;  parceria das  Secretarias Municipais de Cultura e Turismo e de Educação da Prefeitura Municipal de Jequié; do Núcleo 22 de Educação; da Revista Cotoxó;  da Benigno Produção e da Innovate Comunicação Digital.




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sexta-feira, 19 de maio de 2017

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A ANVISA RECONHECE A MACONHA COMO PLANTA MEDICINAL

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A Cannabis Sativa é o nome cientifico da Maconha
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária- ANVISA incluiu a Cannabis Sativa (nome cientifico da maconha) na lista completa das Denominações Comuns Brasileira – DCB, na categoria de “planta medicinal”. A DCB é uma lista que define os nomes oficiais de princípios ativos, fármacos, plantas medicinais e outras substâncias de interesse médico no país. A medida não modifica regras relativas à maconha no país e não libera o seu uso como planta medicinal em qualquer circunstância. Apenas formalizando a Cannabis como um componente possível para futuras solicitações de registros de medicamentos ou outras regras regulamentadas que podem ser discutidas sobre seu possível uso como planta medicinal. Essa inclusão faz parte da Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) Nº 156, de 5 de maio de 2017, que foi publicada no Diário Oficial da União em 8 de maio.

Em janeiro deste ano a agência já havia aprovado o registro do primeiro medicamento a base de maconha no Brasil, o Mevatyl, esse medicamento a base de tetraidocanabiol /THC, em concentração de 27 mg/ml e canabidiol, essa droga já é aprovada e comercializada em outros 28 países, dentre eles: Alemanha, Canadá, Dinamarca, Estados Unidos, Suécia, Suíça e Israel, onde é comercializada com o nome de Sativex. O medicamento é indicado para pacientes adultos com espasticidade de grave a moderada relacionada á esclerose múltipla que não respondam a outros medicamentos e que demonstre uma boa resposta ao tratamento do paciente.

Mas foi em 2016 que a Anvisa fez a sua primeira autorização a prescrição  e manipulação de medicamentos a base de Cannabis no Brasil. A autorização vale tanto para medicamentos registrados na Agência que contenham as substâncias quanto para produtos que contenham as substâncias a serem importadas em caráter de excepcionalidade para tratamento de pacientes brasileiros. Em 2015 a Anvisa decidiu por retirar o canabidiol da lista de substâncias de uso proscrito, o que facilitou a comercialização de medicamentos com a substância no país, o que também criou uma flexibilização da importação de medicamentos contendo a substância.

SEGUNDO INSTITUTO ALEMÃO MACONHA REJUVENESCE O CEREBRO
O Instituto de Psiquiatria Molecular da Universidade de Bonn fez experiências de estudos usando ratos idosos e afirma que lentamente a reputação da maconha evolui de uma droga desprezível para um medicamento contra muitos males. Já foi testada e reconhecida como analgésico, como já se sabe que é uma forte substância contra transtornos mentais e agora se descobre o seu efeito rejuvenescedor sobre o cérebro, segundo pesquisadores da Universidade de Bonn, que isso acontece pelo menos em ratos.

Tais afirmações foram retratadas na revista especializada “Nature Medicine”. Andreas Zimmer, diretor do Instituto de Psiquiatria Molecular se diz confiante de que tais efeitos sejam aplicáveis também a seres humanos, nos roedores mais velhos, ficou constatado uma melhora no desempenho cerebral com o uso da substancia tetraidocanabiol/THC, roedores que antes tinham dificuldade em reconhecer companheiros da mesma espécie, passaram a se misturar com os roedores cobaias mais jovens, deixando para traz as atitudes medrosas e agressivas. Os cientistas esperam que a Cannabis possa dar um novo impulso ao sistema endocanabinoide.

Foto: Internet





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domingo, 14 de maio de 2017

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A PERFORMANCE FELINA DO SARAU DA ONÇA

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O Sarau da Onça é o Diferencial da Favelização da Literatura de Luta
Pela primeira vez eu fui lá, fui só me contentar, fui pra ver a poesia rolar, até mesmo bem falada, no entanto conversada por ativistas moderadas, protestos democrático, sem racismo sem caralho, deixando a buceta sangrar, foi assim que ouvi lá, era a poética da bala e fogo que governou com todo gosto, que fez angolanos lembrar, do Levarte bem humorado, que de Luanda foi mostrado, um Discípulo de Agostinho Neto, que passou por Pedro Belgio e no Kapa foi parar, era uma poesia que gritava, devorada por olhares, mastigada por milhares e bebida com abará, retratada por mulheres e desenhada por rapazes, que vestiam a periferia com a aparência dos demais, com a dialética do gueto, dos becos e dos estreitos preconceitos que há.
Lembrada a policia que mata um irmão de madrugada, no meio da escuridão, de uma justiça sem razão, quando na sua escrotidão tira a vida de um cidadão, quando aborda e desacata, sua dignidade que tira a mascara, transbordando sua arrogância, machucado pela carne branca, que colonizaram a preta Constância  que aprendeu repudiar, ganhou direitos de gritar, destilando desde já, um certo antidoto popular. É um Sarau da porretada, da poesia demasiada humana, que não machuca quem encanta e reinventa o seu cantar, que grita no seu dia e esbraveja de alegria, pois é possível sonhar. Sarau da Onça Suçuarana, que rugi por toda banda, em toda quase periferia, onde a poesia de lá se cria, podendo até um teatro lotar e a Literatura mostra a linha, da rima que se perdia, quando a palavra foi falada, debruçada até na alma e no seu breve dia a dia deixando um palavrão escapar. Uma juventude deslumbrada que chega descabelada mostrando a beleza arretada, que da África veio ficar, hoje bem valorizada, por espetáculos vindos de casa e das obras destacadas nas suas roupas de cores bordar.

Foi o dia do lançamento da coletânea poética "O Diferencial da Favela: Poesias e Contos de Quebrada", segunda publicação do Sarau da Onça e do Grupo Ágape, projeto vencedor do II Festival de Arte e Cultura, é patrocinado pelo Fundo de Cultura/Secretaria de Cultura do Estado da Bahia, foi selecionado nos Editais de Literatura da Fundação Cultural do Estado. .


Foto: Roberto Leal 
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sexta-feira, 5 de maio de 2017

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3º EDIÇÃO DA "FESTA LITERÁRIA DO SERTÃO DE JEQUIÉ" TEM LANÇAMENTO EM SALVADOR

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Salvador sedia o lançamento da Felisquié - Festa Literária Internacional do Sertão de Jequié, nesse sábado (06.05), com atividades das 14h às 18h30, no Museu de Arte da Bahia (Avenida Sete de Setembro, 2440, Corredor da Vitória). O evento é gratuito e não há necessidade de inscrição prévia. O evento terá cenário com projeções mapeadas do artista visual Eldelsio Lima com ilustrações de Fefa Yanevisk.
A Felisquié conta com financiamento do Fundo Estadual de Cultura, através do Edital de Literatura da Funceb, Secretaria da Fazenda, Secretaria de Cultura e Governo do Estado da Bahia, e pretende ampliar as parcerias. A organização do evento já procurou a Empresa e Editora Gráfica da Bahia, a Uesb, as secretarias Municipais de Cultura e Turismo e de Educação de Jequié, o Núcleo 22 de Educação, o Sesc e a Bahiatursa, para que a ampla programação que está sendo planejada possa ser concretizada, o que deve atrair um grande número de pessoas para Jequié de diversas regiões da Bahia e do Brasil.

Programação do Lançamento da FELISQUIÉ em Salvador:
14h – Abertura – A III Edição da Felisquié:
Apresentação – Domingos Ailton – Jornalista, escritor, professor e curador da Felisquié.
Mesa Redonda – Da literatura popular à literatura acadêmica.
14h30 – “Literatura ficcional e consciência”:
Palestrante – Maribel Barreto – Pós-doutorado em Consciência, Transdisciplinaridade e Educação pela Universidade Católica de Brasília/Brasil, e Criatividade e Educação e Doutora em Educação pela Universidade de Brasília/UNB/Brasil, membro da Academia de Letras de Jequié.
15h – “Aspectos culturais da crise brasileira atual”:
Palestrante – Luciano Santos – Professor de Filosofia credenciado no Programa de Pós-Graduação em Educação e Contemporaneidade (PPGEDUC) da UNEB e Doutor em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS).
15h30 – “Cordel na Bahia: literatura popular multifacetada”:
Palestrante – Luciano Ferreira – Licenciado em Letras com Língua Espanhola (UEFS), especialista em Metodologia do ensino da língua espanhola (Uninter), especialista e mestre em Estudos Literários (UEFS).
16h – Roda de Conversa – “Vivências e produções literárias”:

Palestrantes
Cidinha da Silva – Prosadora, dramaturga e doutoranda no Programa Multi-Institucional e Multidisciplinar em Difusão do Conhecimento da Universidade Federal da Bahia.
Sandro Sussuarana – Escritor, poeta, graduando em Serviço Social, é um dos organizadores do Sarau da Onça, Slam da Onça e Slam Deixa Acontecer, que acontecem em Sussuarana.
O cantor Fábio Haendal mostra sua música
17h – Sarau poético-musical com Fábio Haendel, Jorge Baptista Carrano, Milica San, Márcio Uills, Tina Tude (recita Candombá de Tude Celestino de Souza), Nilson Galvão e Valdeck Almeida de Jesus.

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Fefa Yanevisk, natural São José dos Campos, Estado de São Paulo. Graduanda do curso Cinema e Audiovisual pela Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), atua nas áreas plásticas como ilustradora, maquiadora e diretora do arte, premiada no IV Cine Virada – festival de cinema universitário baiano por seu trabalho no curta documental “Reflexiva”. Em 2014 trabalhou como cinegrafista no curta documental “Pugna” e como maquiadora de efeitos visuais no curta de ficção “Materno”. No período de 2015 a 2016 contribuiu com o site Sobre Nossa Visão Distorcida confeccionando ilustrações para alguns textos.

Edelsio Lima – 28 anos, artista gráfico e visual. Formado em Comunicação Social pela FACCAMP, graduando de Artes Visuais na Universidade Federal do Recôncavo da Bahia. Artista de multi linguagens, trabalha com diversas plataformas como desenho, colagens, pintura, assemblage,  fotografia animação, vídeo e projeções mapeadas.

Tina Tude é atriz e educadora. Artista de trajetória marcada pela influência da obra literária de seu pai, o poeta Tude Celestino de Souza, destaca-se pela dedicação à récita poética, em particular, à Poesia Tudina e, nesta participação especial, traz sua manifestação como artista e cidadã para a reflexão social da atualidade política nacional em forma de verso, com a força e pujança da interpretação de CANDOMBÁ, um dos mais representativos poemas do seu repertório e que marca na memória da poesia regional um brado retumbante em defesa do sertão e um legítimo e atemporal protesto contra a corrupção no Brasil.
Tina Tude recita  a poética Celestina
Pesquisadora do segmento de PMI – Patrimônio/Memória/Identidade, além de ativista pela causa da memória e identidade IPITANGUENSE para o território municipal de Lauro de Freitas, é autora do conceito do Monumento aos Rios Ipitanga e Joanes como marco territorial do município.


Pós graduanda em Educação Ambiental e Sustentabilidade, fundadora do CMC LF – Conselho Municipal de Cultura e ALALF – Academia de Letras e Artes, onde ocupa a cadeira Tude Celestino, é idealizadora e presidente de honra da ONG iAC – Instituto ATiTude CelesTina (etnodesenvolvimento sustentável e identidade) e se declara cidadã ipitanguense. 

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quarta-feira, 19 de abril de 2017

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REVISTA ÒMNIRA SERÁ LANÇADA NA CANTINA DA LUA

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Amilcar Cabral por João Timane
A UBESC – União Baiana de Escritores e a Editora Òmnira promovem o lançamento da edição número 13 da Revista de Literatura ÒMNIRA, no sábado (29/04), a partir das 15:30h, na Cantina da Lua (Largo do Terreiro de Jesus s/n – Centro Histórico) Salvador/BAHIA-Brasil. A publicação homenageia o líder negro guiné-cabo-verdiano Amilcar Cabral e tem a participação de professores, jornalistas, escritores e poetas de: Angola, Brasil, Cabo Verde e Guiné Bissau, e ilustração de capa do artista plástico moçambicano João Timane. A publicação faz parte do intercâmbio literário da UBESC com os países do PALOP – Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa, que visa revelar talentos contemporâneos da Literatura desses países, através da publicação de poesias, contos crônicas e matérias que exaltem a literatura africana, seus valores, seu folclore e sua cultura.

Janaina Noblah é revelação no RAP
Dentro da programação recital de poesias, apresentação da cantora Janaina Noblah (foto) que venceu concurso nacional de RAP em São Paulo e do Grupo de rap C.D.O INMORTALZ que trabalha com sua música de protesto e desenhos em grafite pela periferia da cidade do Salvador. Na publicação destaque para os artigos da professora da UESB Zilda de Oliveira Freitas “Identidade nacional e diferenças: reflexões sobre a Literatura Africana Lusófina” que retrata a literatura africana em várias nuances, assunto da qual é pesquisadora e do jornalista e editor Roberto Leal “Um líder que o povo realmente não conheceu” falando da trajetória do líder negro Amilcar Cabral e trazendo ao leitor um pouco da sua desconhecida poética e o poema filosófico do poeta e escritor João Bosco Soares “Enigmaticamente”. Da África nas páginas da revista Òmnira temos o jornalista e escritor Ismael   Farinha (Angola) com o texto “O Medo da Verdade”, a jornalista e poetisa Aniria Teixeira (Cabo Verde) com o poema “Ei Camarada” dando ênfase ao homenageado da publicação.  Revista Ómnira, 32 páginas – R$ 10,00.

Mais informações: (71) 98688-8096 ou ubesc2013@yahoo.com.br com o jornalista e editor Roberto Leal.


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quarta-feira, 12 de abril de 2017

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UBESC DESTACA TRABALHO DO DR CAMILO AFONSO NA CASA DE ANGOLA EM SALVADOR

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O jornalista, escritor, editor e presidente da UBESC - União Baiana de Escritores, Roberto Leal participou nessa terça-feira (11), em Salvador, da despedida do adido cultural adjunto de Angola no Brasil, Dr. Camilo Afonso.
Roberto Leal levou o abraço da UBESC ao professor Camilo Afonso
O momento foi marcado pela realização de uma confraternização na Casa de Angola, tendo inicio as 17:30 horas, com a participação de amigos, representantes do movimento negro, organizações sociais e culturais, representantes quilombolas e autoridades, estiveram presentes o jornalista e diretor da AEBRAN - Associação dos Empresários Brasileiros em Angola, Raimundo Lima; do coordenador do Curso de Bacharelado em Relações Internacionais da Faculdade Jorge Amado, Matheus de Oliveira Souza; do poeta e compositor, Adailton Poesia; do ator Dodi Só; do músico e reggaeman Kamaphew Tawa, da Banda Aspiral do Reggae; dos estudantes guineenses da UFBA Adulai Baldé, Jorge de Pina Fernandes e Augusto Cardoso; do novo adido cultural da Casa de Angola na Bahia, o artista plástico, Carlos Silvestre João e do representante da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi), Ailton Ferreira, dentre tantos outros. Todos foram unanimes em frisar nas suas falas a importante contribuição do Dr. Camilo Afonso na construção dos mais diversos intercâmbios culturais entre os dois países irmãos: Angola e Brasil.

O jornalista externou os agradecimentos dos poetas, escritores e artistas da palavra pelos serviços prestados pelo professor Camilo Afonso à Bahia durante o período em que esteve a frente da Casa de Angola em Salvador. Entre as missões como adido cultural, esteve a administração da Casa de Angola, na capital baiana, função que desempenhou durante os  oito anos em que esteve no Brasil. “A UBESC oferece uma vez por ano a uma personalidade que se destaca trabalhando em prol da nossa Cultura o título de Personalidade de Importância Cultural e estarei em Angola em nome de todos os escritores baianos, na província do Uige muito em breve, onde farei a entrega ao Dr. Camilo Afonso dessa nossa homenagem”, ressaltou Leal.

O professor Camilo Afonso nasceu na província do Uige, a 300 km da capital Luanda, in Angola. É graduado em História e doutor em Educação na UNEB - Universidade do Estado da Bahia. Dirigiu a Casa de Angola na Bahia desde 2009, quando deixou sua gestão marcada pelo diálogo com variadas manifestações religiosas da Bahia, todos os segmentos da arte baiana e dando abertura aos movimentos sociais e culturais. Dentre os mais diversos intercâmbios promovidos, fez questão de divulgar a gastronomia angolana junto ao povo de Salvador, como também a cultura do país irmão, que foi muito bem representada nos muitos eventos realizados naquela casa, inclusive shows musicais, palestras e exposições. 

Fonte: ASCOM/UBESC
Foto: Djair Nepomuceno




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sábado, 8 de abril de 2017

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GAROTA É ENCONTRADA VIVENDO ENTRE OS MACACOS NA ÍNDIA

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A garota Mogli é um mistério para as autoridades indianas     Foto: Divulgação
Uma garotinha de aproximadamente 8 anos, foi encontrada vivendo entre os macacos, ela anda de quatro e não fala como um ser humano, se comunica em linguagem de gritos e urros, no norte da Índia. A menina foi encontrada vagando por uma remota reserva natural em Bahraich. Ela foi encontrada por uma patrulha feita pela polícia de Uttar Pradesh sentada tranquilamente entre os macacos, no Santuário de Vida Selvagem de Katarniaghat, bem próximo da fronteira com o Nepal.
O subinspetor de polícia Suresh Yadav afirmou que ao tentar se aproximar da garota, os macacos se manifestaram aos gritos como se tentassem protegê-la, de acordo com o jornal Times of Índia. Diante da semelhança com o “Livro da Selva” de Rudyard Kipling, que conta a história do garoto Mogli que foi criado junto com lobos, ela foi apelidada e está sendo chamada de “Garota Mogli”.
A polícia indiana investiga o caso, na tentativa de descobrir quem são os pais da garota, de onde ela veio, quanto tempo ela Vinha vivendo nessas condições  isolada na floresta e quais as circunstancias que a levaram aquele local. Segundo os médicos a garotinha tenha aproximadamente oito anos. Ela é  um mistério para as autoridades.
Atualmente ela se encontra em tratamento em um hospital, porém dentro do processo de adaptação ela ainda demonstra ter medo de humanos e tem ataques de fúria e é extremamente violenta nas suas atitudes. Embora tenha apresentado melhoras desde sua internação, ela ainda está se acostumando a andar em duas pernas e a falar como humanos. 


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sexta-feira, 24 de março de 2017

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EX DITADOR EGÍPCIO SOLTO APÓS SEIS ANOS DE PRISÃO

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O ex-presidente egípcio Hosni Mubarak deixou nesta sexta-feira (24/03), o hospital militar no qual passou parte dos seus seis anos de prisão ao qual foi condenado, informou seu advogado Farid al-Dib à AFP.
 Mubarak na janela do hospital militar Maadi, no Cairo
No início do mês, a justiça egípcia autorizou a libertação de Mubarak, hoje com 88 anos, após uma última sentença que o absolveu da morte de centenas de manifestantes durante os protestos de 2011 que o obrigaram a abandonar o poder. Em 18 dias de revolta, quase 850 pessoas morreram em confrontos entre a polícia e os manifestantes.
O ex-presidente foi condenado à prisão perpétua em 2012, mas, um tribunal de apelação optou por um  novo julgamento dois anos depois, quando as acusações foram retiradas e a principal instância de apelação do país o absolveu em 2 de março. Em janeiro de 2016, a corte havia confirmado a sentença de três anosde prisão para Mubarak e seus dois filhos por acusações de corrupção, mas, a condenação levou em consideração o tempo que já haviam passado na prisão, o que deixou Alaa e Gamal, os filhos do ex-presidente em liberdade.
Na quinta-feira, um tribunal ordenou uma nova investigação para esclarecer se o ex-presidente recebeu presentes do jornal estatal Al-Ahram. Atualmente, vários dos principais ativistas da revolta de 2011 estão na prisão, cumprindo longas penas. Os grupos de defesa dos direitos humanos afirmam que centenas ainda se encontram desaparecidos
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quinta-feira, 16 de março de 2017

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QUEM SEM CULTURA FERE COM CULTURA SERÁ FERIDO

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Secretaria de Cultura e Órgãos Públicos do setor sofre com criticas de intelectuais e artistas que se rebelam contra o aparente descaso 

Palco da Biblioteca Pública do Estado - Barris
Para se evitar o caos na Cultura é preciso um trabalho de urgência, para que não se transforme n’uma situação de emergência. O Governo precisa agir de maneira imediatista para evitar o colapso da cultura em nosso Estado, entre mil razões do seu aparente descaso, está à falta de Espaços para que os artistas possam se apresentar; escritores pedem a desburocratização desses editais que só beneficiam um; pedem a criação de Edital para pequenos projetos, beneficiando vários artistas em pequenos custos; querem a reforma das instalações das Bibliotecas Públicas para melhor atender ao público visitante e aos artistas que ali se apresentem... Tem se notado a olhos nus, que o número de artistas de rua tem aumentado gradativamente, espaços estão sendo usados como: ônibus e praças, diante da escassez de espaço público para apresentações e espetáculos. Resta mesmo aos artistas a opção de usar as vias públicas, porém, podem se deparar com a fiscalização da prefeitura que não apoia esse tipo de ocupação.

Sem os periódicos as estantes estão assim... 
Artistas já se manifestaram organizando uma Secretária de Cultura paralela, segundo matéria (no jornal Tribuna da Bahia) do jornalista e escritor Albenísio Fonseca “Artistas se rebelam e criam Secretaria de Cultura Paralela”, aos pouco as ações tomam o rumo de grandes eventos, mobilizações, protestos, manifestos e muitos serão os eventos organizados nas redes sociais e nas ruas, por entidades, associações, artistas, poetas, escritores e músicos em protesto ao descaso com a Cultura no nosso Estado. A Biblioteca Publica do Estado, nos Barris, por exemplo, está com o palco completamente deteriorado e o balcão do Quiosque está quebrado; os quatro elevadores parados; bebedouros sem água, salas sem ar condicionado; escritores denunciam ainda a compra de lâmpadas; o Quadrilátero vive as escuras mesmo em dias de eventos; os jornais para pesquisa nas bibliotecas tornou-se algo muito raro.

E a indignação da classe artística fica por conta da cobrança de taxa para que o artista possa usar aquele aparelho público, seja Quadrilátero, seja auditório ou Foyer, como qualquer das outras Bibliotecas administradas pela FPC – Fundação Pedro Calmon, órgão subordinado a Secretaria de Cultura do Estado. A atual diretora da BPE-Biblioteca Pública do Estado, Lívia Freitas informou que a casa adotou mudanças e hoje oferece um       Regulamento, inclusive com formulário de Pedido de Pauta, os artistas podem acessar no site: http://www.fpc.ba.gov.br onde também constam normas sobre a Gratuidade de uso de Espaço - os eventos que podem ser realizados sem custo e onde estão enquadrados também os eventos taxados com valores. Só que, os artistas veem esses formulários como uma forma de burocratizar – significa dificultar o acesso ao objetivo, que antes se fazia de forma mais simples, através de oficio a Direção. Os interessados terão acesso ao formulário de “Pedido de Pauta” para eventos nos Espaços da Fundação Pedro Calmon neste link: http://www.fpc.ba.gov.br/arquivos/File/Cessao_de_Espaco/Anexo_II_Pedido_de_Pauta.pdf
Quiosque do Espaço Quadrilátero

Com o projeto “Amigo da Biblioteca” a BPE está convidando escritores, poetas, contadores de história e artistas da palavra de uma forma geral, a fazer uma visita levando sua pauta, seu evento e levar seu projeto, a biblioteca se disponibiliza a dialogar. A diretora Lívia Freitas muito otimista prevê melhoras em razão das próprias necessidades do Espaço, e acredita em que as providencias já estão sendo tomadas nesse sentido. Quanto aos jornais, quem responde pela Sala de Leitura, agora de prateleiras vazias, é o Setor de Comunicação da FPC. A BPE está buscando e apelando para novos parceiros e aceitando doação de assinaturas dos principais jornais, para manter a Sala de Leitura, segundo funcionário do setor, “a situação está sem previsão de normalidade”.

Membros da UBESC – União Baiana de Escritores se reuniram na Cantina da Lua, no sábado próximo passado - 11/03, às 16:30 horas, quando da realização de atividade cultural com o lançamento dos livros: SARAMBOKE do poeta Elizeu Moreira Paranaguá e ARRESTO do também poeta Bernardo Monteiro, e ali discutiram formas e maneiras de buscar novos espaços dentro da cidade e também firmaram compromisso de levar aos poderes públicos do setor a sua indignação através de: notas, matérias em sites e blogs, eventos, palestras, manifestações nas redes sociais e reuniões com os artistas da palavra, para que novos rascunhos e mudanças sejam estudadas. E como se não bastasse, em detrimento do uso da palavra “crise”, vários espaço considerados de uso público na nossa cidade, vem cumprindo ordem das suas próprias diretorias, e estão cobrando taxas a titulo de colaboração, para cobrir despesas que deveriam ser saldadas pelos setores competentes dessas mesmas Casas de Cultura.

Por último temos ainda a FGM - Fundação Gregório de Mattos, órgão subordinado a PMS-Prefeitura Municipal do Salvador, que faz aquele papel de Secretária de Cultura do Município, artistas também fazem as suas queixas, FGM que sem muito promover por dita falta de recursos, e conclusão dos seus editais e projetos limitados, mantem prédio na Praça Castro Alves abarrotado de funcionários que nada podem fazer, e apenas cumprem. É preciso desburocratizar todo e qualquer tipo de edital que beneficie poucos, esquecendo-se de muito mais. O acesso a apoio de pequenos projetos é fundamental para fomentar cultura. É preciso ver a forma mais facilitada para que se gaste o pouco “que dizem” destinados para um número maior de contemplados e na FGM não deve ser diferente.

Texto e fotos: Roberto Leal








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quarta-feira, 15 de março de 2017

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CORTEJO POÉTICO CELEBRA 170 ANOS DE CASTRO ALVES EM SALVADOR

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O poeta recitador Marcos Peralta é Castro Alves nas ruas e praças de Salvador

Com um bolo “gigante” de aproximadamente 1:70cm Movimento Poético comemorou o aniversário do poeta Castro Alves, nesta terça-feira (14), em Salvador. O XIV Cortejo Poético Dia da Poesia saiu da Praça da Piedade, às 9h, e seguiu até a Praça Casto Alves, onde, às 10h, foi cantado os parabéns e cortado o bolo pelo poeta Marcos Peralta (que esteve caracterizado de Castro Alves), o bolo tinha o tamanho que representa os 170 anos do poeta. O cortejo, que já acontece desde 2004, é organizado pela Biblioteca Prometeu Itinerante e pelo Coletivo Poesia Além das Sete Praças, com a coordenação do poeta e agitador cultural Douglas de Almeida.

Participantes estiveram caracterizados de importantes personalidades da literatura baiana: Edilson Dias, é o cordelista Cuíca de Santo Amaro, e Douglas de Almeida, o poeta Gregório de Mattos, Marcos Peralta, o poeta Castro Alves, Durante a caminhada, vários artistas estiveram caracterizados de poetas do Tropicalismo, além de artistas de outros movimentos como o Cinema Novo. Maycon Jhossys (Caetano Veloso), Ìsis Is Is (Gal Costa), Paulo David (José Carlos Capinan), Tiago Oliveira (Torquato Neto) e Mauro Júnior (Glauber Rocha). Acompanhados de estudantes da rede pública (municipal e estadual) de ensino, o cortejo seguiu pela Avenida Sete com figurantes empunhando estandartes poéticos, recitando poemas e distribuindo folhetins literários.
Este ano, o Cortejo aconteceu como uma continuidade do desfile do bloco lítero- carnavalesco O Boca de Brasa, que no carnaval, homenageou o Tropicalismo e os cinquenta anos de criação. Entre as entidades participantes: o Movimento Exploesia, da SUP – Sociedade Unificada de Professores; estudantes da Escola Municipal Cosme de Farias; da Biblioteca Comunitária Castro Alves; da Biblioteca Infanto-juvenil Betty Coelho e do Colégio Estadual Ypiranga (que tem sede em um solar onde o poeta Castro Alves faleceu a 6 de julho de 1871, no bairro 2 de Julho).
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quinta-feira, 2 de março de 2017

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O AFOXÉ FILHOS DE GANDHY E A DIÁSPORA AFRICANA NO CARNAVAL DE SALVADOR

Postado Por Roberto Leal  | Sem Comentarios


O tapete branco da Paz
O afoxé Filhos de Gandhy, fundado por estivadores portuários da cidade no dia 18 de fevereiro de 1949, tornou-se o maior e dito o mais belo Afoxé do Carnaval da Bahia, em Salvador. Constituído exclusivamente por homens e inspirado nos princípios de não violência e PAZ de Mahatma Gandhi, o bloco traz a tradição da religião africana ritmada pelo agogô nos seus cânticos de ijexá na língua Iorubá. Utilizaram lençóis e toalhas brancos como fantasia, para simbolizar as vestes indianas.
Tornou-se o mais famoso e o maior dos Afoxés da Bahia, que conta com aproximadamente 10.000 integrantes. E contam as estatísticas ser o maior afoxé do mundo, como o mais famoso também, pelas suas tradições que encantam baianos, brasileiros e turistas de todo mundo e em todas as línguas. Tradicionalmente a 'fantasia' contém, além do turbante e das vestimentas, um perfume de alfazema e colares azul e branco. Os colares já são conhecidos tradicionalmente por "colar dos filhos de Ghandy", que são oferecidos para os admiradores como forma de desejar-lhes paz durante o carnaval e ao longo do ano. E para as mulheres tradicionalmente vai em forma de souvenir em troca de um beijo.
O futuro do Gandhy passa de pai para filho
As cores dos colares são um referencial de paz e o afoxé enfoca Oxalá, que é o Orixá maior. O branco e o azul intercalados é o fio-de-contas do Oxalá menino, o Oxaguiam, que correspondem: o branco a Oxalufon seu pai e o azul a Ogum de quem é inseparável; as contas são amuletos da sorte. E cada um usa de acordo com a indumentária, da maneira que se achar elegante, não existe quantidade fixa de contas para cada colar, nem quantos colares se deve usar.
O tema dos Filhos de Gandhy este ano foi "DIÁSPORA AFRICANA A Travessia Não me Abateu. Tornou-me Forte!" O “tapete branco” do afoxé Filhos de Gandhy que invade as ruas do Centro Histórico de Salvador para pedir paz e proteção para os três dias em que o bloco desfila no Carnaval de Salvador. A passagem do afoxé é um dos momentos mais esperados da festa momesca, marcado por rituais, como o banho de milho branco, quando também soltam várias pombas brancas e pelos cânticos ritmados pelo Ijexá, quando os foliões pedem proteção aos orixás, ao som da saudação "Ajayô" que significa: sopro de saudação a Oxalá, que na igreja católica é Senhor do Bonfim.

Fotos: Roberto Leal
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quarta-feira, 1 de março de 2017

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CARNAVAL TRANSFORMOU SALVADOR NA CIDADE DA MÚSICA

Postado Por Roberto Leal  | Sem Comentarios



Afoxé Filhos de Gandhy
Nesta quarta-feira de cinzas terminou o maior carnaval do Planeta, a maior festa de rua do mundo, e o balanço diz que foliões tiveram mais de mil horas de música, 791 apresentações, 300 atrações sem cordas, 19,2 mil artistas envolvidos no Carnaval de Salvador. Esses foram o balanço de alguns números apresentados pelo prefeito ACM Neto durante coletiva de balanço final da festa de Carnaval em Salvador, realizada nesta Quarta-feira de Cinzas (01.03), no Camarote Oficial da Prefeitura, no Campo Grande, que contou ainda com a presença do presidente da Saltur, Isaac Edington, e de todos os secretários e dirigentes envolvidos na organização do evento.
Salvador Cidade Sustentável
Durante os seis dias de festa, quinze cooperativas cadastradas de reciclagem realizaram a coleta em diversos pontos dos diferentes circuitos. Os trabalhadores recolheram até o momento cerca de 85 toneladas de resíduos. Do total, 90% foi alumínio e outros 10% plástico, papelão e PET. A previsão é de que tenham sido recolhidos um total de 125 toneladas de resíduos, gerando em torno de R$ 375 mil.
As cooperativas de reciclagem assumem o importante papel de contribuir para a sustentabilidade da folia, recolhendo esses materiais e vendendo para que sejam reaproveitados. Além de economizar matéria-prima e energia elétrica, diminuir as emissões de gases de efeito estufa, o processo ainda reduz o volume de lixo nos aterros sanitários.
Muitas atrações para o folião
Foram distribuídos entre os catadores pela Secis - Secretaria Cidade Sustentável e Inovação e Limpurb - Empresa de Limpeza Urbana do Salvador, 300 kits com big bags (sacos grandes), camisas, bermudas, bonés, botinas e protetor auricular.
Carnaval com 50 anos de tropicalismo
No carnaval que celebrou os 50 anos do tropicalismo, um encontro entre o cantor Gilberto Gil e o poeta e músico Capinam no Largo do Pelourinho, Centro Histórico de Salvador, deve ficar muito bem registrado na história do Carnaval de Salvador. A festa no Pelourinho teve início na sexta-feira (24) e até a terça (28) a dupla foi anunciada pelo Governo do estado dentro das cercas de 110 atrações gratuitas que tiveram o público que prestigiaram esses espaços.
O encontro entre Gilberto Gil e Capinam ocorreu na sexta-feira (24). Também se apresentaram no Pelourinho atrações como Márcia Short, Márcia Castro, Paulinho Boca de Cantor, Magary Lord, Larissa Luz, B Negão, Bailinho de Quinta, Gerônimo, As Ganhadeiras de Itapuã Grupo Canela Fina, IFÁ, entre outros.
O secretário de Cultura, Jorge Portugal, destacou a homenagem ao tropicalismo no carnaval deste ano. "Um presente de Deus. Nosso mestre Gilberto Gil estará presente na abertura do carnaval do Pelou", relatou.
Carnaval na cidade de São Salvador da Bahia
O carnaval da Bahia é conhecido pela energia contagiante de sua folia. O público festeja em três principais circuitos: Dodô (Barra-Ondina), Osmar (Campo Grande-Avenida Sete) e Batatinha (Centro Histórico). Os camarotes e a maioria dos blocos do carnaval de Salvador são pagos e para participar (com mais segurança e comodidade) é preciso comprar um abadá (camisa que garante a permanência dentro do bloco). Quem não pretende gastar muito, a melhor opção é acompanhar os blocos sem cordas e curtir a programação do Carnaval Pipoca. Há ainda uma programação de carnaval descentralizada e alternativa no Palco do Rock, Villa Infantil e no Carnaval dos Bairros, que acontece em Cajazeiras, Periperi, Plataforma, Pau da Lima, Liberdade e em outras regiões.

Fonte: ASCOM/Revista Òmnira
Fotos: Roberto Leal
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