terça-feira, 21 de junho de 2022

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DICIONÁRIO DE ESCRITORXS NORDESTINOS LANÇADO NA BAHIA

Postado Por Roberto Leal  | Sem Comentarios




Representatividade nordestina
A UBESC – União Baiana de Escritores e Editora Òmnira lançam, no Espaço Quadrilátero, da Biblioteca Pública do Estado da Bahia (Rua General Labatut, 27 – Barris), dia 1 de julho (sexta-feira) às 18 horas, o Dicionário de Escritorxs Contemporâneos do Nordeste, na sua primeira Edição, obra literária organizada pelo jornalista, escritor e editor Roberto Leal e que tem apresentação do pesquisador e crítico literário Krishnamurti Góes dos Anjos. Com uma abrangência tipicamente nordestina, traçando um panorama inicial dos 9 (nove) Estados do Nordeste literário brasileiro.

Fazem parte da obra 135 verbetes, n’um trabalho de pesquisa e elaboração de um conteúdo exclusivamente literário de cada autor, visando armazenar um perfil de cada participante enquanto escritor, com o objetivo de registrar o passo a passo das suas trajetórias nordestinas e o seu contributo ao universo da Literatura brasileira. Escritores e escritoras como Heloisa Prazeres e Sérgio Mattos (Bahia); Beatriz Aquino e Cássio Cavalcante (Ceará); Valdivia Beauchamp, Odailta Alves e Célia Labanca (Pernambuco); Colly Holanda (Rio Grande do Norte); Inácio Marinheiro de Oliveira (Paraíba) e Josue Ramiro Ramalho (Alagoas). "O Dicionário de Escritorxs Contemporâneos do Nordeste, é um acervo documental, com perfis de autores e suas respectivas obras publicadas. É um verdadeiro banco dedados que ajudará aos pesquisadores a definir características individuais e a identificar tendências da Literatura regional", falando da importância da obra o jornalista e escritor Sérgio Mattos.
Roberto Leal diz  "2ª Edição vem ai"!

E os homenageados, lembrados e imortalizados: Germano Machado, Ildásio Tavares, Jônatas Conceição e José Carlos Limeira (Bahia); Jorge de Lima (Alagoas); Astolfo Marques e Maria Firmina dos Reis (Maranhão) e Esperança Garcia (Piauí) constituem parte desse acervo. “Esse dicionário de escritores (as) contemporâneos (as), pensado e idealizado pelo editor Roberto Leal, é uma atualização da historiografia da Literatura brasileira. Por outro lado, deixa evidente que a renovação da Literatura nacional acontece também a partir do Nordeste”, pontuou a professora e escritora Jovina Souza.

Esse evento tem o apoio da Fundação Pedro Calmon, órgão da Secult - Secretária de Cultura do Estado da Bahia. Dentro da Programação teremos mais uma Edição presencial do Sarau do Agdá, a nata precursora da poesia negra baiana. Ela que recebe seus convidados abordo do prato poético mais temperado da Bahia, foi indicada e receberá das mãos do presidente da UBESC jornalista e escritor Carlos Souza Yeshua o título de “Personalidade de Importância Cultural/2022”, pelos relevantes serviços prestados a Cultura brasileira.

Dicionário de Escritorxs Contemporâneos do Nordeste, Editora Òmnira, Namibe - Angola/2022, 160 páginas – R$ 50. Mais informações: WhatsApp +55 71 98736 9778 ou lealomnira@yahoo.com.br


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segunda-feira, 14 de março de 2022

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RAINHA NJINGA A MBANDE HOMENAGEADA EM NOITE DE LETRAS PRETAS NA CASA DE ANGOLA NA BAHIA

Postado Por Roberto Leal  | Sem Comentarios


 

Primeira edição angolana


Ela que nasceu em Salvador, na Bahia, a primeira Capital do Brasil e hoje se vê cidadã de Moçamedes, Capital do Namibe, terra da planta gigante do deserto Welwitcha Mirabilis, in Angola, na África, estamos falando da revista angolana de Literatura Òmnira, que tem como editor o jornalista brasileiro Roberto Leal e que em uma Edição Especial homenageia a rainha guerreira de Angola Njinga a Mbande pela passagem dos seus 440 anos.


Participam dessa Edição poetas, escritores, jornalistas e artistas de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe, a publicação que se dinamizou mais, se expandindo agora em 36 páginas, ganhando mais corpo e pegada no mundo da Literatura e da Arte no Brasil e no PALOP – Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa. Outra novidade dessa edição é a primeira vez que a revista traz na capa uma personalidade além da personalidade homenageada e a poetisa e atriz mirim angolana Wende Bocado, 9 anos é quem ganha esse destaque.


A revista será lançada em uma noite de Literatura negra no Centro Cultural Casa de Angola na Bahia (Praça dos Veteranos, 5 – Baixa dos Sapateiros), no próximo dia 25 de março (sexta-feira), 18 horas.  Nessa edição a revista destaca a bravura da guerreira Njinga a Mbandi, na luta contra o domínio dos escravizadores portugueses. Dona Ana de Sousa como era conhecida pelos portugueses, foi à rainha reinante do Reino do Ndongo, entre os anos de 1624 e 1626 e rainha fundadora do Reino da Matamba, reinando de 1631 até sua morte.  Rainha do Ndongo, atual Angola, Njinga a Mbandi (1582-1663) entrou para a história como combatente destemida, exímia estrategista militar e diplomata astuciosa. Ela chefiou pessoalmente o exército, até os seus 73 anos de idade e era tão respeitada pelos portugueses, que Angola só foi dominada depois da sua morte, aos 81 anos de idade. Revista Òmnira de Literatura & Arte, número 17 - 36 páginas – R$ 15,00.


Um levante de Luta

Teremos também o lançamento do livro de poesias ‘O Levante da Fênix’, quarto livro da poetisa, professora e crítica literária Jovina Souza, são 66 poesias e poemas carregados (as) de um manifesto de luta, que a autora desenvolve ao longo de anos, diante do seu trabalho e da sua trajetória na Literatura e na Educação. Ela tem uma longa e já conhecida caminhada como criadora e professora de projetos identitários, destinados à elevação da auto-estima de negros e negras, formação de intelectuais negros, incluindo a preparação de professores, e a sua poesia é parte integrante desse processo. Jovina Souza é autora ainda de Agdá – Editora Mondrongo - BA/2012 – Poesia; O Caminho da estação – Editora Mondrongo - BA/2018 – Poesia; O Amor não está, Editora Òmnira - BA/2019 – Poesia. “O Levante da Fênix” Editora Òmnira/BA-2021, 110 páginas – R$ 40.


Teremos ainda a entrega do titulo de “Personalidade de Importância Cultural” da UBESC (anos 2021 e 2022) e exposição de publicações do Selo Editorial Òmnira e livros de escritores e poetas  africanos de língua portuguesa. Acontecerá durante o evento uma Edição Especial do "Sarau do Agdá", o recital poético do prato mais temperado da Bahia, capitaneado pela poetisa Jovina Souza. O evento tem realização da UBESC - União Baiana de Escritores e Centro Cultural Casa de Angola na Bahia, com apoio do Movimento Literário Kutanga/Angola. Mais informações: +55 71 98736-9778 WhatsApp ou lealomnira@yahoo.com.br

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segunda-feira, 7 de março de 2022

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Escritora moçambicana Tânia Tomé lança romance com gingado de Rio de Janeiro

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A Melanina pura de Tânia Tomé
Escritora, poeta, empreendedora, economista, ativista, artista, coach, palestrante internacional e Presidente da Fundação Womenice. Essa é Tânia Tomé, que lança o seu romance “Melanina uma Sonhadora da favela do Quinto Grito”, uma obra totalmente ambientada no Rio de Janeiro, no Brasil. Voltada para os públicos juvenil e adulto “Uma jovem sonhadora quer subir até a lua e sentir o seu brilho. Ela é Melanina, a jovem que vive na favela do Rio de Janeiro. Ela queria ser da cor da lua, uma luz que brilha na escuridão. Ela nasceu, assim, diferente. E doía-lhe de todo corpo, toda a diferença. Dói-lhe não ser o que ela poderia ser. Ela queria ser da cor do carvão. Ela tinha alma pura e cristalina, e seus olhos gigantes esverdeados tinham no samba a esperança da imensidão de um mundo que pudesse ser diferente. Um mundo maior onde coubessem todos os sonhos dos mundinhos de cada gente”, assim Tânia Tomé descreve a protagonista do seu mais novo romance.


No prefácio do livro, o jornalista e escritor Galeno Amorim, diretor-presidente da Fundação Observatório do Livro do Brasil e ex-presidente da Fundação Biblioteca Nacional, diz que “nada fala mais alto ou vai tocar mais profundamente o coração dos leitores desta nova obra da Tânia Tomé, como sua defesa intransigente da nossa capacidade infinita de sonhar e de acreditar nas próprias forças, aqui encarnada na figura doce e potente de Mel”.

Já no posfácio de autoria do jornalista Renan Souza, correspondente Internacional da CNN do Brasil, destaca que esta é mais uma obra de sucesso de Tânia Tomé, em que ela  consegue nos passar uma mensagem muito valiosa: “Mesmo vivendo em condições desafiadoras, em meio às balas perdidas em uma favela, sendo oprimida pelo racismo, sendo confrontada pelas injustiças sociais, Melanina nunca deixa de sonhar. Valente, guerreira e audaciosa, ela mostra uma combinação perfeita entre sonhar e agir para mudar realidades. Acredito que esta é a mentalidade que precisamos ter para criar uma nova geração de jovens que vão mudar o mundo”.


Tânia Tomé escolheu o romance como meio de provocar uma reflexão sobre os grandes desafios das favelas e dos que sobrevivem e vivem na mira das balas perdidas e do racismo. Sua protagonista é para ser fonte de inspiração, uma sonhadora lutando por sua gente, sem nunca deixar de agir. Com o racismo estrutural presente na vida de Melanina, Tânia Tomé lembra que a luta tem de ser de todos, e também de todas as formas. O cenário é a favela do Quinto Grito, mas Melanina é muito mais do que apenas uma voz. “É urgente um lugar de fala com inclusão porque as lutas antirracistas são pertinentes na construção de um mundo onde se possam ter voz e representatividade. Essa luta não acaba nunca. Enquanto continuarmos a sonhar, devemos ter educação e ação como pilares de transformação social para construirmos líderes efetivos para criar verdadeiras mudanças estruturais”, destaca a autora.

Um romance para todas as idades


Tânia Tomé nasceu em Moçambique, na África, e tem dado cursos formadores e palestras em vários países. Uma mulher negra, cosmopolita e bem sucedida que vive entre EUA, Brasil e África, e mostra que é possível fazer a diferença e ser uma voz ouvida.  Além de “Succenergy” e “Melanina – uma sonhadora da favela do Quinto Grito”, Tânia Tomé também é autora do romance híbrido “Conversas com a Sombra 2.0”, prefaciado pelo ator da Rede Globo, Paulo Betti.



“Ler os escritos de Tânia Tomé é um convite irresistível a se posicionar politicamente, em favor dos que mais sofrem e mais precisam, da proteção do Estado e da própria sociedade. É um grito pela liberdade. E, sobretudo, um chamado veemente para encontrar sua militância em favor de causas que valem realmente a pena serem lutadas”, exalta Galeno ao final do prefácio. Lançamento, sessão de autógrafos e bate papo com a autora, dia 08.03 (terça-feira), á 19 horas, na Livraria Travessa, no Bairro de Botafogo, no Rio de Janeiro.

 

Fonte: Trace BR (https://br.trace.tv/cultura/tania-tome-lanca-romance-ambientado-numa-comunidade-do-rio-de-janeiro/)

Foto: Divulgação

 

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quarta-feira, 23 de fevereiro de 2022

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A VERSÃO RIQUINHO DO GAROTO MILIONÁRIO AFRICANO

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A versão africana de Riquinho da HQ


O nigeriano Muhammed Awal Mustapha, 9 anos de idade apenas, é considerado o garoto mais rico da África, após ter ganho bens do seu pai, o multimilionário Ismailia Mustapha. Ele que já está sendo comparado a uma versão africana de Riquinho da HQ e sendo considerado o garoto mais rico do mundo. Ele tem a sua própria frota de carros de luxo, umas mansões e viaja pelo mundo em seu jatinho particular. O menino, que atende pelo apelido de Mompha Júnior no Instagram, exibe a sua fortuna para os seus mais de 39 mil seguidores.
Mompha Júnior é filho do multimilionário nigeriano Ismailia Mustapha, que também ostenta um gosto tão caro quanto o do filho e que tem nada menos que 1 milhão de seguidores na sua conta do Instagram, onde compartilha sempre seu dia a dia na ponte área Emirados Árabes Unidos e Nigéria. Segundo o site britânico Daily Star, ele acumulou a sua impressionante fortuna sendo o CEO da Casa de Cambio Mompha Bureau De Change, na Ilha de Lagos, Capital da Nigéria. Ele que ainda tem uma filha de 3 anos de nome Fátima e que vive também os seus mimos luxuosos em roupas de marcas, o mesmo servindo para a sua esposa que ele muito carinhosamente chama de Cash Madam.
A conta oficial do Instagram de Mompha Jr é recheada de fotos em viagens no seu jatinho particular, fotos em de carros de luxo e mansões, como também suas coleções de roupas de grife, as mais famosas que ele usa. Ele comprou o seu primeiro carro da marca Bentley, quando tinha ainda 6 anos, e tem também uma mansão própria em Dubai, uma conquista que o deixa lisonjeado. Hoje ele possui uma Lamborghini Aventador avaliada em 8.3 milhões, além de uma Ferrari.
Ironicamente enquanto milhares de crianças passam fome in África, vivem na margem da linha da pobreza sem o mínimo pra sobreviver, nos aparece o Mompha Junior com tanto dinheiro, esbanjando e ostentando sem que o futuro de outras crianças sejam desenhado como foi o seu e sem que isso lhe preocupe.
Fonte: ASCOM/Revista Òmnira
Foto: Reprodução internet
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BAHIA TERÁ A PRIMEIRA FACULDADE ANTIRRACISTA DO BRASIL

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Negritude a caminho da Universidade

A Faculdade Steve Biko (@icstevebiko) será a primeira instituição de ensino superior na Bahia voltada para uma educação pautada no antirracismo, inclusão social e diversidade, e com o objetivo de reverter a lógica eurocêntrica e colonial do conhecimento.

A Bahia orgulhosa com o que se tornou esse grandioso projeto. Em 1992, enquanto jovens iniciantes na luta pensou-se tão somente em aumentar o número de estudantes negros nas universidades, e hoje esse nosso propósito está aumentado com concretude com a criação da Faculdade Steve Biko, como carinhosamente iremos chamá-la, tornando-se a primeira faculdade antirracista da Bahia.
Um espaço político de referência, respeito às diferenças, com a cara que o Brasil deveria ter e jamais procurou. Mais uma vez entendo bem o que o autor de Afrotopia, Felwine Sarr disse em seu livro: “Na luta é preciso separar o que é extraordinário do que é impossível, uma análise bem executada por Mandela na África do Sul”.

Acho que o Instituto Steve Biko conseguiu cumprir com essa tarefa ao longo desses 30 anos que completará em julho, como também conseguiu suprir a demanda de nosso povo, sendo ele preto, pobre e da periferia e ávido por Educação de qualidade.
Parabéns
@silviohumberto_ pelo grande feito e a Bahia pela grande conquista.


Foto: Divulgação
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sábado, 5 de fevereiro de 2022

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ÚNICO ANGOLANO NO GUINNESS BOOK ESTÁ MENDIGAR EM LUANDA

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Chiquinho hoje



Esse é Chiquinho Boca Grande o angolano recordista mundial Francisco Domingos Joaquim, 26 anos, que se ficou conhecido mundialmente por entrar no livro dos recordes, o Guinness Book, em 2010, por ser a pessoa com a maior boca do mundo, ele mesmo está sendo visto nas ruas da capital de Angola, in Luanda em condições precárias a pedir esmolas para sobreviver.
Até hoje em muitos países ainda se fala dos 17 centímetros de largura e 25 de comprimento de espaço na boca, o mesmo consegue colocar e retirar da sua boca uma lata de bebidas pelo menos 14 vezes em um minuto, do homem com a maior boca do mundo eleito e cujo recorde ainda parece muito longe de ser batido, mas o dono do mesmo recorde que já viveu os seus 15 minutinhos de fama depois do reconhecimento, tem sido visto nas ruas de Luanda todo sujo a pedir 50kz para poder comprar pão com chouriço, algo que surpreendeu e entristeceu milhares de angolanos.
Pouco se sabe o que aconteceu com Chiquinho, depois da fama que teve ao ter entrado para o Guinness World Records em 2010 e ter participado em várias gravações em programas de TV. Ele foi descoberto através das várias exibições que fazia e faz com o uso da sua boca nas ruas de Luanda, sobretudo nos Mercados Nzamba 1, Roque Santeiro e Congolenses. Do livro dos recordes Guinness Book a mendigo. Único mwangolê com o seu nome no livro mais famoso do mundo por ter uma boca cuja elasticidade chega até aos 17cm, tem sido filmado nas ruas sujo a pedir esmolas. Informações nas redes sociais dão conta que Chiquinho foi roubado por um tal seu 'Agente' que se disse trabalhar na TPA, caiu no alcoolismo, abandonou sua residência e a família e hoje vive nas ruas a pedir esmolas.
Chiquinho no auge da fama
CURIOSIDADE: A americana Samantha Ramsdell, de 31 anos, bateu o recorde mundial e foi reconhecida como a mulher com a maior boca do mundo. Segundo registro no livros dos recordes em 2021, a cavidade bucal da mulher possui 6,52 cm de abertura lateral e 10 centímetros medidos transversalmente. As medidas da boca de Samantha impressionaram os jurados do Guinness World Records, por ser não só alta, mas também larga.
Fonte: ASCOM/Revista Òmnira
Fotos: Divulgação
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terça-feira, 1 de fevereiro de 2022

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CONGOLÊS MORTO A PAULADAS NO RJ TEM PASSAPORTE DIPLOMÁTICO E ERA UM REFUGIADO DE GUERRA

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Mais um africano morto pelo Racismo no Brasil
O congolês Moise Kabamgabe, 24 anos, que vivia no Brasil desde criança como refugiado, foi brutalmente assassinado na 2ª feira próxima passada (24.01) e o corpo foi velado no último final de semana sob forte comoção de familiares e amigos. Ele foi espancado até a morte após cobrar uma dívida com o patrão, no local onde trabalhava. É a Saga da escravidão escrita a margem de uma Justiça inoperante e corrupta, o povo vai as ruas pedir Justiça em mais esse caso. É o Brasil Casa Grande e seu racismo no Banco dos Réus.
Imagens de câmeras de segurança obtidas pelo SBT mostram o momento em que Moïse Kabamgabe é espancado até a morte no quiosque “Tropicália”, na Barra da Tijuca, zona Oeste do Rio de Janeiro. Segundo a família, a vítima trabalhava para receber por diária e o dono do local não teria pago o valor correspondente a dois dias trabalhados. Ele foi brutalmente espancado por cinco homens com pedaços de madeira e um taco de beisebol. Depois, foi encontrado amarrado, perto de uma escada, já sem vida. As imagens do vídeo que circula na internet são fortíssimas. Mataram um cidadão que tem passaporte diplomático, passaporte vermelho, como nem um animal merecia morrer e agora a Justiça Brasileira deve fazer alguma coisa. Que JUSTIÇA seja feita!
Após o crime, o corpo de Moise foi levado para o IML - Instituto Médico Legal. E a família acusa os peritos de terem retirado os órgãos da vítima e protestaram. O SBT obteve com exclusividade o laudo da morte do congolês. Segundo o documento, a necrópsia foi feita um dia após o assassinato e apontou como causa mortis traumatismo do tórax com contusão pulmonar. As imagens do exame revelam lesões concentradas nas costas e o tórax aberto, com os órgãos dentro.
A Polícia Civil negou que tenha retirado qualquer órgão da vítima e diz que está investigando os autores do crime. Imagens de câmeras de segurança do local foram analisadas para identificar os assassinos. O representante da embaixada da República do Congo, Placide Ikuba, afirmou que Moisés usava passaporte vermelho, um passaporte diplomático. "Ele não foi qualquer um. Ele foi um refugiado diplomático. Foi morto do jeito que foi morto e isso é uma vergonha", foi taxativo.
A vítima e a família deixaram o Congo para se abrigar no Brasil, todos fugindo da guerra e tentando a sobrevivência na Cidade Maravilhosa/Rio de Janeiro, onde não imaginariam que teriam um familiar assassinado por cobrar o seu trabalho. mataram um trabalhador, um preto como a um animal, cenas revoltantes no vídeo, para não remunerar sua mão de obra. "Brasil é uma mãe, ‘nossa’ segunda casa, e como vai matar um irmão trabalhando? Justiça vai ter que ser feita", clama por Justiça um familiar de Moise.
Fonte: ASCOM/Revista Òmnira
Vídeo: SBT NEWS
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segunda-feira, 31 de janeiro de 2022

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FALECEU A COZINHEIRA MAIS FAMOSA DA BAHIA

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A Cultura de resistência está de luto


Faleceu nesta segunda-feira 31.01, a cozinheira mais famosa da Bahia Alaíde Conceição, mais conhecida como Alaide do Feijão, de 72 anos, dona do Restaurante tradicional que levava o seu mesmo nome, localizado na Rua das Laranjeiras no Centro Histórico de Salvador. Segundo uma publicação do neto da matriarca nas redes sociais, Eldo Neves, ela morreu após contrair Covid-19 pela segunda vez, durante um internamento hospitalar. Teve uma  parada cardiorrespiratória e não resistiu. "É com muita dor e tristeza que venho informar o falecimento de minha avó Alaíde do Feijão", dizia  a postagem.

"Ela lutou, lutou com bravura, resistiu até o último momento, foi contaminada novamente pela Covid no hospital, teve uma parada cardiorrespiratória e infelizmente dessa vez ela não resistiu e partiu para o descanso. Informaremos sobre o momento de despedida", completa nota na postagem de Neves. Em março do ano passado, ela esteve internada durante 12 dias no Hospital Couto Maia, vitima da COVID-19. Em nota de pesar, o CEN - Coletivo de Entidades Negras confirmou a morte afirmou que trata-se de uma perda irreparável, "que deixa órfão todo o movimento negro brasileiro".

Atuante no movimento negro, ela começou a vender seu feijão ainda jovem, em um tabuleiro em frente do Elevador Lacerda, até se instalar em  imóvel no Pelourinho, onde permaneceu até os últimos dias. No seu restaurante, mais conhecido pela feijoada e outras iguarias da culinária baiana, foi lá onde nasceu o movimento ‘Eu Quero Ela’, que incentivou o maior número de candidaturas negras da história à Prefeitura de Salvador, nunca governada por um prefeito negro eleito.

Muitas manifestações de pesar tomaram conta de todas as redes sociais, principalmente no facebook. "É com imensa tristeza que informamos a perda de uma das maiores percursora da Luta e da Cultura do seu povo, a mãe, amiga, empreendedora e conselheira Dona Alaíde do Feijão. Uma cidadã preta, batalhadora, de grande sabedoria e visionária, e uma grande personalidade da Bahia. Sentiremos saudades de cada momento passados, cada conselho proferido e cada alegria que nos apresentou em tantos sorrisos e sabores. Obrigado por tudo! Descanse em paz!. Dizia uma das postagens.

 

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quinta-feira, 13 de janeiro de 2022

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COMORES FAZ HISTÓRIA NA COPA DA ÁFRICA COM SEU ELENCO FRÂNCES

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União de Comores pela primeira vez na Copa Africana das Nações
















A seleção de Comores, pais da Costa Oriental da África, que ocupa a 171ª posição no ranking da FIFA- Fédération Internationale de Football Association/Federação Internacional de Futebol, disputa pela primeira vez na sua história a CAN – Copa Africana de Nações. Fato curioso e intrigante é que a Seleção de Futebol só tem o lateral direito Abdallah Ali Mohamed e o atacante Ibrahim Djoudja como os únicos atletas comorenses no plantel, nascidos no país. Dos 28 jogadores que foram convocados para participar da Competição Continental, apenas o zagueiro do Lausanne/Suíça e o centroavante do TS Sporting/África do Sul nasceram na minúscula ilha do Oceano Índico, cuja sua população não chega aos 900 mil habitantes (869.595 habitantes, censo de 2020).
Todos os outros atletas que estrearam na competição mais importante que a seleção comorense já disputou, no primeiro jogo, na derrota por 1 x 0 para o Gabão, foram importados da França. Na falta do material humano para montar uma equipe com o mínimo de competitividade possível, com apenas habitantes ou ex-habitantes da ilha era impossível, sem opção, o técnico Amir Abdou, que é descendente de comorenses, passou os últimos sete anos garimpando os filhos e netos de imigrantes daquele país africano para reforçar o seu elenco, de uma forma bem ‘natural’. Amir Abdou, um frânces, nascido em Marselha, leva a seleção de Comores à competição pela primeira vez na sua história.
Muitos dos atletas sequer sabiam, que a terra dos seus antepassados contava com uma seleção de verdade, Comores/União das Comores, só passou a ser reconhecida pela Fifa e filiada em 2005. Muitos atletas não acreditavam e achavam a idéia de jogar em Comores, uma barca furada. O primeiro "estrangeiro" a aceitar o convite do treinador, foi o meia Fouad Bachirou, atleta formado nas categorias de base do PSG - Paris Saint Germain que em 2014 foi contatado, atuava no futebol da Suécia, até hoje, ele continua fazendo parte da seleção, e aos poucos Abdou foi montando uma equipe com os reforços conseguidos. O goleiro Ali Ahamada/ex-Toulouse e o meia Rafidine Abdullah/ex-Olympique de Marselhe ambos atuaram pelas seleções de base da França, antes de jogarem por Comores. E o atacante El Fardou Ben Nabouhane já atuou pelo Olympiakos e pelo Estrela Vermelha em partidas pela Liga dos Campeões da Europa.
"É muito difícil para um país pequeno, apenas com um projeto, fazer com que jogadores digam: 'quero defender Comores'. Nós não tínhamos muita coisa para oferecer", afirmou o técnico Amir Abdou, em entrevista concedida ao Canal CNN. Os resultados melhoraram e o nível técnico do elenco também. Depois de levar nove partidas seguidas sem vencer no inicio de preparação do treinador atual, principio de adaptação do elenco, Comores agora já não perde como antes, chegou a aplicar uma sonora goleada, vencendo as Ilhas Seychelles por 7 a 1, no mês de setembro próximo passado.
A inédita vaga para a CAN foi conquistada com garra, terminando na segunda colocação em um grupo onde tinha Egito e Togo, além de Quênia. No torneio continental, a seleção estreante tem Gabão, Ghana e Marrocos como adversários na primeira fase. Essa será a última competição de seleções com relevância, antes do Mundial que será disputado no Qatar. Cinco Seleções africanas estarão na competição, mas não temos ainda o cenário definido e quem são elas.
A Copa Africana de Nações é disputada desde 1957 e tem o Egito como o maior Vencedor do torneio. A equipe do craque Mohamed Salah, já levou a taça (7) sete vezes, a última delas em 2010, Camarões 5 vezes, Ghana 4 vezes e Nigéria 3 vezes. A Argélia é a atual Campeã. Em 2019, ela faturou seu segundo título ao derrotar Senegal pelo placar mínimo 1 x 0 na grande final. São 24 Seleções na disputa do maior título de Futebol do Continente Berço. A história leva-nos a refletir o caminho de volta que faz Comores, levando em consideração que a França foi Campeã no último mundial com uma seleção de sangue africano nas veias.
Fonte: ASCOM/Revista Òmnira
Foto: Divulgação
Matéria: Roberto Leal
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sexta-feira, 31 de dezembro de 2021

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PRESIDENTE DA GUINÉ CONACRI AVISA A SELEÇÃO OU TRAZ O TITULO OU DEVOLVE O QUE GASTOU

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Ou ganha ou paga o prejuízo

O atual presidente da Guiné Conacri, país da África Ocidental, o Coronel Mamady Doumbouya, 41 anos, aquele mesmo que liderou o Golpe de Estado, que depôs o ex-presidente Alpha Condé a 5 de setembro de 2021 e governa o país interinamente, deixou uma mensagem, um tanto incentivadora para os atletas da equipe de Futebol, ao entregar a bandeira nacional, "Tragam a taça ou pagarão de volta o dinheiro que será investido em vocês", disse taxativamente o Coronel, segundo o site Criolosports.
A Guiné Conacri ( país de 13,13 milhões de habitantes), vai disputar o CAN 2022, o Campeonato Africano das Nações que acontecerá na República dos Camarões, de 09 de janeiro a 06 de fevereiro. A Seleção da Guiné-Conacri jogará no grupo B, quando terá a missão de enfrentar Senegal, Malawi e Zimbabwe.
Coronel Mamady Doumbouya é o Comandante do Grupo de Forças Especiais e é um ex- cabo legionário francês, que retornou a Guiné para Liderar a Unidade Militar de Elite a convite do presidente deposto, foi promovido a Tenente- Coronel em 2019 e a Coronel em 2020, para em 2021 dissolver o Parlamento e Constituição e tomar o poder em um Golpe de Estado, que deixou o Continente em polvorosa. Nasceu na Guiné, na Região de Kankan, tem origem no povo Mandinka.

Texto: Roberto Leal
Foto: Divulgação
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quarta-feira, 22 de dezembro de 2021

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ESCRITOR BAIANO É HOMENAGEADO EM SÃO PAULO

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A Literatura baiana ganhando força
O escritor baiano Luiz Eudes foi agraciado com o Prêmio Nevado de Ouro Brasil 2021, em São Paulo, no inicio do mês de dezembro. O Prêmio homenageou cantores, músicos, escritores, artistas visuais, ativistas culturais e socioambientais e autoridades governamentais.


Luiz Eudes que é natural de Sátiro Dias/BA, havia sido contemplado em novembro com o título de Embaixador Humanitário, também em São Paulo, através da entidade SouPerifa’s. No decorrer do ano, Luiz Eudes foi premiado em diversos certames literários dentre os quais o Concurso Nacional Viagem pela Escrita/RJ, Ecos de Literatura - finalista, Prêmio Escritor Destaque - Sátiro Dias/BA, Autor Revelação - Coração Notícias, Escritor Destaque -Revista AMO e o Prêmio Ibero-americano pela Cultura e Paz/SP.


Autor dos livros de contos "Noite de Festa", "Tempo de Sonhos" e "Tarde de Chuva" e  da novela "Cangalha do Vento", o livro que lhe deu mais expressividade e visibilidade no mundo das Letras, publicado em Portugal, em Angola e traduzido para o italiano, e do livro infantil ‘Baleia e a família perdida’, publicado pela série Bichinhos Literários/ São Paulo, Luiz Eudes foi indicado para receber pela UBESC - União Baiana de Escritores  o título de “Personalidade de Importância Cultural – 2021”, em solenidade  a ser realizada no inicio do próximo ano.


Ele é membro da Casa do Poeta de Alagoinhas e da Academia de Letras do Vale do Itapicuru, e é por toda a sua gama de serviços prestados e do desenvolvimento Cultural ao seu Estado a Revista Vitrine lhe outorgou a Homenagem Especial como escritor durante o Prêmio Destaque 2021, ocorrido em Alagoinhas.


Foto: Divulgação

Texto: Roberto Leal

Autor baiano recebe prêmio em São Paulo

 

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terça-feira, 21 de dezembro de 2021

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POETISA MIRIM É A MAIS NOVA APRESENTADORA DE TV DE ANGOLA

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A poetisa apresentadora

A princesa da poética angolana, a poetisa declamadora Lesliana Ngola, 9 anos é a mais nova apresentadora de TV de Angola, ela vai entrar em estúdio para as gravações do Jornal ElefanTito do Canal Elefantito, que estreará muito em breve.
Ela que é embaixadora dos direitos humanos pela New Genesis, faz parte do time principal da poética infantil angolana, está sendo apresentada oficialmente como a nova apresentadora do Jornal Elefantito, programa do maior Canal de entretenimento infantil de Angola. Esse canal venceu como melhor produtor de conteúdo Infantil 2021, o Prêmio Kids Talent Awards.
A pequena Lesliana, está feliz pelo novo desafio e promete trazer muitas novidades para os baixinhos. Se liguem no Estilo (foto) da apresentadora mais glamourosa da televisão infantil de Angola, na África. "O jornal vai ter como objectivo, informar de forma divertida, e ao mesmo tempo levar as outras crianças a serem mais comunicativas", a Maralina Fuxe assessora da Lesliana Ngola dando uma dica do conteúdo do programa.
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domingo, 5 de dezembro de 2021

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TALENTOS RECONHECIDOS POR TÍTULO DE 'PERSONALIDADE DE IMPORTÂNCIA CULTURAL' DA UBESC

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Diante do momento critico por que passa o planeta, atravessando as nuances da pandemia do vírus COVID-19, a cada nova onda, a cada nova variante, a cada novo sintoma desenvolvido nos vacinados... Diante de toda essa parafernália de grandes cuidados a que fomos nos cercando, deixamos de nos aglomerar faz muito tempo, deixamos de ter as presenças unidas em ambientes onde outrora fazíamos acontecer Cultura e estamos condenados a isso, por mais um tempo com ameaça da nova variante Ômicron.

Atriz Wende Bocado

As atividades da UBESC – União Baiana de Escritores, diante mão foram interrompidas e como uma consequência, os títulos de “Personalidade de Importância Cultural” outorgados pela UBESC/Revista Òmnira em reconhecimento a personalidades com serviços prestados a Cultura, foram se acumulando e com isso temos: 2020 - a poetisa mirim angolana e atriz Wende Bocado, 8 anos, que receberá o título em Luanda/Angola, no próximo mês de março; 2021 – o escritor baiano/brasileiro Luiz Eudes e em 2022 – a professora, poetisa e critica literária brasileira Jovina Souza que receberão o título em evento e ser realizado na abertura das atividades UBESC, muito em breve.
Jovina Souza indicada de 2022

O titulo de ‘Personalidade de Importância Cultural’ da UBESC, em Parceria com a revista de Literatura Òmnira, é oferecido uma vez por ano, a uma personalidade que se destaca fazendo acontecer Cultura, nas mais variadas formas e leques de atividades, de maneira a produzir indicações para que seja agraciado (a) mediante o seu trabalho, seja no Brasil ou nos países de África de língua portuguesa onde a UBESC - União Baiana de Escritores, tem núcleo e representatividade.
Já receberam o titulo, personalidades como: o escritor, ex-deputado angolano/MPLA, atual diretor da Imagem e do Som do Instituto Dr. António Agostinho Neto, John Bella; a escritora e poetisa gaúcha/brasileira Zenir Izaguirre; o jornalista, ativista Cultural, ex-Rei momo do Carnaval da Bahia e Prefeito do Centro Histórico de Salvador, o baiano/brasileiro Clarindo Silva; o jornalista e radialista brasileiro Noel Tavares, atual repórter da Rádio Sociedade da Bahia; o jornalista e poeta brasileiro, apelidado de ‘Rei dos Saraus’ - Valdeck Almeida de Jesus; o ex-administrador/prefeito do município do Lobito-Benguela/Angola, Dr. Roberto Ngongo; o poeta e escritor baiano/brasileiro Ildásio Tavares/In memoriam, dentre outros. “É uma alegria ser lembrado, ter o trabalho reconhecido e saber que uma entidade tão importante como a UBESC faz essa distinção a meu nome, em meio a tantos e valiosíssimos talentos da arte da palavra. É indescritível ser reconhecido em sua própria terra, em vida”, disse Valdeck Almeida de Jesus, um dos contemplados com o titulo.
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domingo, 28 de novembro de 2021

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ESTUDANTE GUINEENSE VÍTIMA DE ATROPELO VIVE DESCASO MÉDICO NO BRASIL

Postado Por Roberto Leal  | Sem Comentarios

Foi no ano de 2015, quando saiu da Guiné Bissau, a sua terra natal, para estudar na UNILAB - Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira, no município de São Francisco do Conde, no Recôncavo da Bahia, in Brasil, o estudante guineense Felipe Buba Nhada, 31 anos, jamais imaginava que a viagem dos seus sonhos, para fazer uma graduação de ensino superior na área de Humanidades, se tornaria essa grande história de terror.

A situação de Felipe é critica
Após ter sofrido um atropelamento, no município de São Francisco do Conde, muitas idas e vindas, idas e voltas, muitos capítulos de descaso com relação a situação médica do estudante, que corre o risco de perder a capacidade de locomoção, em consequência das sequelas deixadas pelo acidente, ocorrido apenas dois meses após a sua chegada ao Brasil. O que pode ocasionar em sequelas graves a sua coluna.
“Depois que comecei a fazer fisioterapia, ele (o médico) examinou meu caso e disse que, se eu não fizer logo a cirurgia, vou acabar desencadeando outros problemas, porque eu sobrecarrego, de peso o lado direito, que é o lado que não teve problema, e com o tempo até esse lado vai ser atingido e afetará também a minha coluna”, relatou o estudante, que atualmente conta com a ajuda de amigos, campanhas, vakinha e solidarieda
de compartilhada.
Na Bahia, falam que não tem a prótese que ele necessita para o procedimento cirúrgico, que poderá ajudar na sua recuperação. Em unidades particulares, o custo de uma cirurgia como a que Felipe necessita para se recuperar totalmente, tem uma variação de valor que fica entre R$ 50 e R$ 65 mil, de acordo com orçamentos.
O drama de Felipe, contudo, não acaba por ai, vai muito além da tentativa de arrecadação desses valores. Já dura 6 anos essa Via Sacra do jovem guineense por atendimento. Após o acidente, em junho de 2015, quando ainda iniciava o curso de Humanidades, na citada universidade, e vivia do 'Auxílio Moradia', o estudante passou por algumas unidades médicas. Após ficar três dias internado no próprio município de São Francisco do Conde, em um hospital municipal, foi transferido para o Hospital Professor Eládio Lasseré, na Capital, em Salvador. Contudo, teve seu drama agravado.
Sem atendimento adequado, recebeu alta após duas semanas de internamento, com apenas uma receita de medicamentos em mãos. Achavam ali que haviam resolvido o problema. O resultado do tratamento superficial, só foi sentido dois anos depois, em 2017, quando Felipe Buba Nhada, passou a sentir fortes dores. Ao retornar ao Hospital Eládio Lasserre, foi medicado novamente e, por falta de estrutura no local, foi transferido para o Hospital das Clínicas, onde foi diagnosticado com uma artrose no quadril esquerdo, provocada pelo acidente e agravada pelo não tratamento adequado. O que Felipe não esperava e nem sabia, era que seu quadro clínico poderia piorar ainda mais. Hoje, além do risco de ficar paralitico, ele enfrenta muitas dores e já tem a locomoção parcialmente afetada em razão da lesão.
Atualmente ele está residindo em São Paulo, enquanto tenta arrecadar os valores para avançar com o seu tratamento. Ele tenta acelerar a previsão de cirurgia no setor público. Hoje, estima-se que ele deve demorar 15 anos na fila por uma prótese.

Raio X do local da lesão no quadril
Uma das pessoas que atuam para tornar a caminhada de Felipe pelo tratamento mais rápida, é o ativista do movimento negro e doutorando na Universidade do Sul da Bahia, Antônio Gonçalves, avalia que o caso demanda uma análise fria, que passa por observar a inoperância do Estado brasileiro no tratamento médico a um visitante. Gonçalves critica a forma que a própria Universidade está encaminhando o caso e acredita que já deveria ter havido uma solução mais efetiva.
“A questão de Felipe é a ponta de um iceberg para o tratamento das instituições brasileiras para com os estrangeiros, mais precisamente com os africanos”, frisou Gonçalves. Já o jurista e Prof. Dr. Alfa Oumar Diallo, senegalês e docente dos cursos de Direito e Relações Internacionais da Universidade Federal da Grandes Dourados (UFGD), há mais de 12 anos, avalia que é óbvia a existência de um quadro caótico na saúde pública brasileira e que a influência da questão racial neste caso é evidente, porém não é oficializada. A forma com que o aspecto racial se apresenta, disfarçadamente, na opinião dele, dificulta, contudo, atribuir influência do racismo ao descaso sofrido pelo estudante.
Por causa desses aspectos, o CEN - Coletivo de Entidades Negras, organização do movimento negro brasileiro, que atua pela garantia de direitos para a população negra no Brasil, resolveu apurar o caso. Coordenador de Relações Internacionais do CEN, o ativista, Mestre e Doutorando em Relações Internacionais, Beto Infande, que também é natural da Guiné-Bissau e está acompanhando o caso, afirma categoricamente que há racismo no tratamento vivenciado pelo estudante Felipe Buba Nhada. “Tenho certeza de que se a pessoa sofrida fosse branca, esse comportamento seria outro”.
Doutorando em Relações Internacionais pela UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina, o dirigente do CEN também teceu críticas à forma com a qual a Unilab conduz o caso, de forma desrespeitosa com um estudante deslocado para o Brasil. “Coloco a responsabilidade grande na instituição, porque Felipe ainda é estudante até hoje. Quando ele sofreu o acidente, eu mesmo o acompanhei no hospital e, quando voltamos, a própria Unilab entregou a ocorrência que fizeram para o rapaz que cometeu o acidente, mas ele nunca foi chamado até hoje. A universidade é uma instituição brasileira que cria cooperações para trazer estudantes africanos, porém, não está respeitando o direito desses estudantes”, pontua Infande.
Fonte: Redação 4P
Fotos: Arquivo Pessoal
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quinta-feira, 25 de novembro de 2021

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SARAU DO ÁGDA A POESIA NEGRA REVERENCIA ZUMBI DOS PALMARES

Postado Por Roberto Leal  | Sem Comentarios


A poesia nossa de cada dia no Prato
Nessa Edição alusiva e comemorativa ao mês da Consciência Negra, a poetisa e curadora do SARAU DO ÁGDA, o sarau do prato mais sagrado da Bahia, a professora e poetisa Jovina Souza, traz: duas Pretas maravilhosas a Marques e a Luz, traz uma Rainha de nome Dejanira, uma Rejane que vem dos Souzas, um Rei dos Saraus encarnado em Valdeck Almeida de Jesus, uma Jeane acompanhada de uma Juliana, são elas Sanchez & Sankofa, uma Érica que vem dos Azevedos e Benilda dos Amorins, um Roberto que é Leal e transparente e um poeta angolano que além de professor é filosofo e músico Edson N’tukatandy, uma poetisa angolana que mora na Rússia, onde estuda e a sua Graça é retribuir com uma Flora Salvador esses dois convidados internacionais.

Teremos ainda: a poesia de Vânia Melo, de Anajara Tavares, de Italva Cruz, de Raimundo Moura, de Rosane Jovelino, autora do livro "Patuá", em direto do Quilombo Kaonge, in Cachoeira/BAHIA-Brasil. E os poetas colombianos  Daniel García, Hendrix Gutiérrez Ibarguen e Ruth Cuesta Borja.

Dia 27/11, às 18 horas do Brasil, 22 horas de Angola, com a força das palavras incorporadas nas poesias empoderadas das poetisas negras presentes e dos argumentos de resistência dos poetas aglomerados nessa imensa Nave virtual – Canal Ágda Youtube. O Sarau do Ágda é a delicia da Poesia Negra servida no Prato, para delírio do povo preto da periferia ou não,
em todo Brasil e no mundo.
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sábado, 20 de novembro de 2021

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"ALMA CATIVA" INDICADO AO PRÊMIO MARIA FIRMINA DE LITERATURA

Postado Por Roberto Leal  | 1 Comentario


Margarete Carvalho in noite de autógrafos na Casa de Angola
O Prêmio Maria Firmina de Literatura, que é promovido pela Casa de Cultura e produtora A Borda Cultural, com o apoio da FLUP – Festa Literária das Periferias, O prêmio leva o nome da primeira escritora, romancista negra brasileira Maria Firmina dos Reis, que publicou o livro URSULA, em 1859. E o romance “Alma Cativa” Editora Òmnira/2019, 200 páginas, da professora e escritora Margarete Carvalho é uma das obras finalistas na categoria Ficção.
A premiação contemplará 4 categorias: Não ficção, ficção, poema/poesia e novos autores e a iniciativa nasceu com o objetivo de fortalecer, estimular e promover o surgimento de novos nomes para a Literatura Brasileira. A falta de autores negros (as), não é o resultado de não termos negros escrevendo, mas sim causa de um apagamento, um silenciamento histórico, por razões que vão desde o social até o racial. De maneira que o Prêmio Maria Firmina de Literatura nasceu em meio ao caos, com a intenção extra reparatória ao epistemicido.
“Alma Cativa remete a um pensar sobre os aprisionamentos culturais, não apenas dos corpos, mas das mentes, sobre as investidas constantes das tentativas de aniquilação do reconhecimento dos elementos positivos do ser negro, que se configuram pelo aprisionamento e pelas deturpações dos pensamentos, das vivências e dos saberes dos povos colonizados”, disse a professora e mestranda em Relações Étnicas e Contemporaneidade/UESB Géssica Santos Seles, sobre a obra.
Alma Cativa terá 2ª Edição
“Contudo, as linhas do meu texto literário emergiram apenas em 2013, quando atravessei o Atlântico e pisei em África. Em terras africanas e de costas para o Mediterrâneo, algo se conectou dentro de mim como um impulso para a vida e eu despertei de uma inércia incapacit
ante”. A autora Margarete Carvalho justifica ter acordado para a carreira literária, ao incorporar a sua Alma Cativa, em favor da luta pelos filhos da Mãe África.


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