sábado, 6 de abril de 2019

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DO LIVRO "UMA VIDA CLANDESTINA" NA DITADURA

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O livro "Meu Amigo Antônio Por Entre a Ditadura Militar e Civil", foi publicado como uma forma de levar aos leitores sobre Antônio Fernandes Mendes, uma das vítimas da ditadura militar e civil, no Ceará. Antônio Fernandes Mendes nasceu em Quixeramobim, em 1936, foi anarquista, fitoterapeuta, conhecedor das ervas medicinais, cordelista e autodidata, é o clã de Antônio Vicente Mendes Maciel (Antônio Conselheiro).
   
No livro "Meu Amigo Antônio Por Entre a Ditadura Militar e Civil" pode ser encontrada a biografia dele e algumas perguntas que o tenho feito, perguntas essas que ele tem respondido, sem qualquer tipo de restrição. Antônio Fernandes Mendes falou sobre a seca no Ceará, e sobre a instalação de duas bases aéreas, que convocava os jovens para o auge da guerra, livros que foram queimados e livros que foram enterrados e perdidos pela água da churra e sobre a importância de uma biblioteca e da leitura.

Antônio Fernandes Mendes viveu numa forma clandestina, ajudou diversos senhores de idade a aprender ler, fazendo uso do método Paulo Freire, método este que era proibido naquela época. Criou e fundou diversos sindicatos, de forma clandestina, visando ajudar os trabalhadores, que trabalhavam no campo. Recebeu a notícia de que a polícia estava atrás dele, fugiu para a casa de um dos irmãos, onde passou alguns dias.

Na Bahia, criou junto com a comunidade o projeto "Horta Natureza", este projeto ficou conhecido depois como ISVA (Instituto Socioambiental do Bairro de Valéria), onde também se encontrava a biblioteca do bairro (Biblioteca Comunitária do Bairro de Valéria Prof. José Oiticica) e o cineclube do bairro, onde passava diversos filmes educativos, deu palestras em lugares públicos e privados.

Tenho o costume de dizer que o livro "Meu Amigo Antônio Por Entre a Ditadura Militar e Civil", também foi publicado de uma forma clandestina, porque, não tive a ajuda de editores e revisores para publicá-lo, editei, criei a capa, e publiquei de forma independente, e quem sabe assim possa aparecer oportunidades de publicar novas edições, levando a diante a história de um grande mestre, que foi o Antônio Fernandes Mendes.

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quarta-feira, 27 de março de 2019

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EDITORA ÒMNIRA LANÇA “O AMOR NÃO ESTÁ” DE JOVINA SOUZA

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Mais um livo da Ed. Òmnira
A Editora Òmnira e a UBESC – União Baiana de Escritores, com o apoio do Centro Cultural Casa de Angola/Bahia lança o livro de poesias da professora, escritora e critica literária Jovina Souza, “O amor não está” Ed. Òmnira/BA-Brasil, 84 páginas R$ 25. Dia 12 de abril (sexta-feira), as 18:30 horas, na Casa de Angola (Praça dos Veteranos, 5 – Barroquinha).

Jovina Souza em sua terceira obra literária
A obra tem apresentação da professora Dejanira Rainha e orelhas do também professor do IFPB - Dr. João Edson Rufino, a obra vem com 10 ilustrações do artista plástico cabo-verdiano Moutafa Assem, além da capa onde sempre focou retratar a procura desse Amor, que segundo Jovina Souza ele não está. São 54 poemas carregado de mistérios e envolto nas artimanhas reveladas do Amor, contados pela autora de maneira a que se percebam realmente o que é o amor na vida das pessoas e do que ele é capaz.
Jovina Souza é autora dos livros “Agdá” e “No Caminho das Estações” ambos pela Editora Mondrongo/Itabuna-BA; tem participações em antologias e coletâneas, dentre elas, a reconhecida publicação “Cadernos Negros” do Grupo Quilomhboje/SP e a coletânea poética “Com Amor & Luta” um livro da Editora Òmnira/BA-Brasil com a participação de poetas brasileiros e angolanos; além de exercer importante papel dentro da militância negra de luta contra o racismo e o extermínio do povo preto da periferia, usando a sua poesia para dar um basta nas indiferenças, nas discriminações veladas e nas facetas desse sistema corrompido pela sociedade elitista e exterminadora de minorias.
Dentro da programação teremos exposição de livros de autores negros e africanos, e uma exposição da trajetória da revista Òmnira; o SARAUBESC com microfone aberto; apresentação de Capoeira Angola, O Coral do Bairro da Paz e coquetel ao final.
Foto: Daniele Carvalho
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domingo, 24 de março de 2019

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PALESTRA DO PAN AFRICANISTA KÉMI SÉBA EM SALVADOR

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Kémi Séba queima cédula de 5.000 francos como protesto
O CEAO - Centro de Estudos Afro Orientais da UFBA-Universidade Federal da Bahia traz em abril para Salvador, o famoso ativista representante do pan-africanismo contemporâneo, Kémi Séba (Stellio Gilles Robert Capo Chichi), ativista politico franco-beninês, jornalista, escritor e presidente da ONG Urgence Panafricanistes. Considerado uma das personalidades mais influentes do Continente Africano na atualidade, seu ativismo impactante arrasta multidões por onde passa, levando aos corações dos africanos e da diáspora esperança e força para continuarem resistindo e combatendo o racismo e o neocolonialismo do século XXI.
O cientista político Stéphane François descreve a postura política de Kémi Séba como a de um " racialista integral que derrubou a pirâmide racial desenvolvida no século XIX: o povo civilizador não é mais o dos arianos, mas o negro africano". Afro - centrista radical em seus primeiros dias, Kémi Séba afirma abandonar sua visão racialista em 2008 para se juntar ao pan-africanismo . Esse novo compromisso faz dele em poucos anos uma figura midiática dessa corrente ideológica na África francófona.
Depois de queimar um projeto de lei do franco CFA em uma praça pública em Dakar/Senegal, para protestar contra a falta de soberania monetária que afeta os países que usam essa moeda, ele é expulso do Senegal onde residia em setembro de 2017 , para a França. Em outubro de 2017 , ele se muda para o Benin.
O evento está sendo organizado pelo CEAO - Centro de Estudos Afro Orientais da UFBA- Universidade Federal da Bahia.
Dias 10 e 11/04/2019
Local: Auditório CEAO ( Centro de Estudos Afro Orientais), Praça Inocêncio Galvão, 42, Largo Dois de Julho, Salvador
Dia 10
Horário : Das 15:15 as 19:00h.
Kémi Séba “Para um fim definitivo do neocolonialismo francês na África”
Dia 11: Horário : Das 16:15 as 19:00h.
Dia 12: Auditório da OAB na Praça da Piedade.
Horário: das 09:00 as 12:00h.

Foto: Divulgação
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ENCONTRO DE CRISTAIS HOMENAGEIA O CANTOR JOTA MORBECK

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Grande nome do Carnaval baiano
A abertura do 2º Encontro de Cristais acontece dia 05/04 (sexta-feira), às 19 horas, no Gran Hotel Stella Maris Urban Resort & Conventions (Praça Stella Maris, 200 - Stella Maris), com uma palestra com a terapeuta Andréa Nunes “Os guardiões da terra”; palestra com o pesquisador de curas naturais Tony Paixão “A importância do animal de poder para a auto cura” e tantas outras atividades, uma homenagem ao cantor e mago do trio elétrico Jota Morbeck.
O músico Jota Morbeck que teve os seus anos de ouro, quando arrastou multidões atrás do trio elétrico cantando pela primeira vez a música “Eva” versão do Grupo Rádio Taxi, quando assumiu os vocais da Banda Eva, nos carnavais dos anos 80 em Salvador, será homenageado na abertura desse evento onde o tema Mor será a “Alegria e a liberdade na cura para todos”. A Bahia perdeu, no ultimo ano do século XX, o artista Jota Morbeck, grande nome do Carnaval baiano, que faleceu em Santa Cruz de Cabrália/BA, em decorrência de traumatismo, causado por um mergulho no mar, quando bateu a cabeça em uma pedra.
Dentro da programação show com o cantor Marcos Heynna e amigos do homenageado. Ao final, um Coquetel para celebração desse encontro, que terá encerramento às 22h. Mais informações (75) 99965-2381.

Fotos: Divulgação
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quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

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JORNALISTA DA RNA ASSASSINADA PELO COMPANHEIRO

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Mais um jornalista assassinado
Fontes de Luanda dão conta da triste notícia do falecimento da jornalista da Rádio Nacional de Angola, a grande colega da Comunicação do Rádio de Luanda,  Goreth Semedo. Que foi barbaramente espancada até a morte pelo seu companheiro, por motivos de ciumes, em Viana, Luanda/Angola.
Maria Goreth Semedo, 49 anos, retornava de uma festa de aniversário de uma das suas filhas, acompanhada do seu marido, na terça-feira (19/02) quando se desentenderam por motivos de ciumes e o mesmo passou a espanca- la até a morte. O crime aconteceu na Rua Chicala, bairro Zango 4. O fato foi denunciado por vizinhos, que presenciaram o desentendimento, o autor do crime já se encontra preso e a disposição da Justiça, que está tratando o caso como "Crime Passional".
"Três Mulheres Espancadas até a Morte em três dias" em Angola, chama atenção o jornal O País, para a frequente onda de feminicídio que toma conta daquele país da Costa Ocidental da África e uma das vítimas dessa onda, foi a jornalista Goreth Semedo, que agora faz parte dessa estatística de que somente esse inicio de ano no mundo já se mataram 65 jornalistas, seja fora ou não do serviço. E de luto se encontra o jornalismo radiofônico, escrito e televisivo angolano, com essa grande perda.
Fonte: ASCOM/Revista Òmnira
Foto: Divulgação
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segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

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REVISTA ÒMNIRA E O LIVRO "ALMA CATIVA" EM NOITE DE AUTÓGRAFOS

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Autografando na poética da negritude 
A União Baiana de Escritores fez acontecer na sexta-feira próxima passada (15/02), a Noite de Literatura Preta na Casa de Angola com o Lançamento da revista de Literatura Òmnira em homenagem ao pai grande da nação angolana o Dr. António Agostinho Neto e editada pelo jornalista e editor Roberto Leal, que traz nada mais nada menos que 23 autores contemporâneos angolanos, 13 brasileiros, 1 cabo-verdiano e 1 americano, com capa do artista plástico angolano Kabú, e do romance Alma Cativa da professora e escritora Margarete Carvalho que foi o carro chefe da noite, levando um grande número de leitores à caça do seu exemplar, de tão importante contributo para a literatura negra, diante da sua abordagem na luta contra o regime escravocrata.

Margarete Carvalho in "A Estréia"


Passaram pela passarela das letras pretas: o presidente do Instituto Hori Dr. Cristiano Pedreira; professora e escritora Rita Pinheiro, o jornalista e poeta (O Rei dos Saraus) Valdeck Almeida De Jesus; o jornalista e escritor Carlos Yeshua presidente da UBESC - União Baiana de Escritores:a professora, escritora e critica literária Jovina Souza; o presidente da Associação dos Trovadores da Bahia João Bosco Soares Santos; o poeta e membro da Confraria do chapéu Elizeu Moreira Paranaguá; o poeta Luís Carlos De Oliveira 'Aseokaỳnha'; o poeta e artista plástico Frank Bahia; a poetisa Conceição Ferreira; a presidenta da UNEGRO Sirlene Assis; o artista plástico Benjamim Sabby - adido Cultural e Diretor da Casa de Angola na Bahia e muita gente boa de Literatura, de Letras, de Livros, de Educação e de Cultura.

Dentro da programação o SARUBESC na área livre da casa, exposição de livros de autores africanos de língua oficial portuguesa, bate papo com os autores e sessão de autógrafos.


Fonte: ASCOM/Revista Òmnira
Fotos: Yuri Cardoso
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sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

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CASA DA MÚSICA ABRE INSCRIÇÕES PARA SEUS CURSOS

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 Casa da Música portas para o futuro

Uma série de cursos gratuitos que já está em seu oitavo ano de atividades consecutivas na “Casa da Música” - Parque do Abaeté, s/n – Itapuã-Salvador/BA, com a coordenação do músico e escritor Fabio Shiva. O ano começa com a Oficina de Violão e o projeto Bahia Canta Paz, atividades indicadas para pessoas interessadas de todas as idades. Os encontros da Oficina de Muita Música acontecem com duas turmas semanais, uma segunda-feira à tarde (14h às 16h30) e outra quarta-feira pela manhã (8h30 às 11h). As aulas começam à 04 de fevereiro e para os próximos meses estão previstas oficinas de XadrezContrabaixo e de Meditação.

VIOLÃO – Carro-chefe, a Oficina de Violão acontece ininterruptamente desde 2011 na Casa da Música, como trabalho voluntário, tendo atendido a centenas de pessoas das comunidades de Itapuã e adjacências, de todas as faixas etárias. Todos somos alunos e professores de todos no grupo, que tem como lema: “vou aprender a ler para ensinar meus camaradas”. Facilitadores: Fabio Shiva e Cigano Rogério.

BAHIA CANTA PAZ – Projeto iniciado em 2017, com o objetivo de formar um grupo para cantar músicas devocionais de todas as religiões, para vibrar a paz, o amor e a alegria no mundo. Cantores e músicos de todos os instrumentos são convidados a fazerem parte do grupo. A proposta para 2019 é fazer visitas periódicas a orfanatos, asilos e hospitais. Instituições interessadas em receber o Bahia Canta Paz, entrem em contato com os Facilitadores: Fabio Shiva e Fabíola Campos. https://www.facebook.com/BahiaCantaPaz

E já está em seu quarto ano de atividade a linda brincadeira do P.U.L.A. (Passe Um Livro Adiante), com a doação de livros de ficção e não ficção. “Um livro só existe quando é lido. Se fica esquecido em uma estante, comendo poeira, não é um livro, mas uma triste árvore desperdiçada”, diz Fabio Shiva, um dos idealizadores do P.U.L.A. Todos são convidados a doarem seus livros usados e igualmente a se presentearem com os livros ofertados pelos outros! “Essa característica da oficina, de cada um compartilhar o que aprendeu com os outros, acaba agilizando muito o processo de aprendizado”, “Afinal, a melhor maneira de aprender é ensinar!” Resume Fabio Shiva.

Para se inscrever nas oficinas gratuitas basta enviar nome completo, e-mail e telefone para oficinamuitamusica@gmail.com, ou na página do projeto no Facebook (https://www.facebook.com/oficinamuitamusica).


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quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

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PRÊMIO DE ARTE CIDADE DE LUANDA RETORNA A CENA

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Governador da província de Luanda Dr. Sérgio Luther Rescova fomentando Cultura
O Prêmio de Arte Cidade de Luanda, nas categorias de Literatura, teatro, artes plásticas, música e dança, volta a ser concedido a partir deste ano (2019), como uma forma de fomentar as mais diversas manifestações culturais, prestigiando os novos, de maneira a incentivar a criação além da qualidade artística e cultural de cidadãos da capital de Angola/África, que buscam espaço para desfilar o seu talento.  A noticia foi transmitida pelo diretor do Gabinete Provincial da Ação Social, Cultura e Desporto, Dr. Manuel Sebastião, nessa sexta-feira próxima passada, citando um despacho do Sr. governador da província, Sérgio Luther Rescova, dentro dos festejos alusivos aos 443 anos de fundação de Luanda, comemorados na sexta-feira.

Segundo um documento, lido pelo diretor do Gabinete Provincial da Cultura de Luanda, Manuel Sebastião, serão também premiados concursos escolares infanto-juvenis “Pintar/Desenhar e Sonhar Luanda” e “Um Poema para Luanda”. Os concursos terão periodicidade anual. O processo de organização, promoção, divulgação e realização dos prêmios e dos concursos serão de responsabilidade do Gabinete Provincial da Ação Social, Cultura, Juventude e Desportos de Luanda que, para a sua execução poderá solicitar colaboração a entidades ou instituições singulares ou coletivas.
Os resultados dos prêmios e dos concursos serão tornados públicos, através dos órgãos de comunicação social e os troféus serão entregues em cerimonia pública, em data e local a ser designado pela organização do evento. A nota realça que o Governo reconhece que as artes e a cultura representam um componente estratégico para o desenvolvimento, harmonização e unidade da nação angolana. Acrescenta que a prática cultural é o corolário do bem-estar espiritual dos munícipes, no que tange a melhoria das condições de vida das comunidades. Esta iniciativa visa imprimir nova dinâmica no processo de fomento e incentivo da qualidade do movimento artístico e cultural na província de Luanda. Como automaticamente isso pode ser interpretado como a abertura de uma porta que já se encontrava fechada.


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segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

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UMA NOITE DE LITERATURA PRETA NA CASA DE ANGOLA

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Uma revista de Literatura a serviço do Continente

A UBESC – União Baiana de Escritores promove e a Casa de Angola acolhe, o lançamento da revista de Literatura “Òmnira”, 32 páginas, em uma edição especial em homenagem ao líder negro, guerrilheiro, pensador, poeta e primeiro presidente de Angola, Agostinho Neto e do romance “Alma Cativa” Ed. Òmnira/BA-Brasil, 200 páginas, da professora e escritora Margarete Carvalho, no próximo dia 15 de fevereiro (sexta-feira), às 18:30 h, no Centro Cultural Casa de Angola (Praça dos Veteranos, 5 – Barroquinha).
 A revista Òmnira que tem uma circulação por países de África, de língua portuguesa, já levou no seu conteúdo homenagens a grandes lideranças como: Castro Alves (Brasil), a Mulher Zungueira (Angola), Samora Machel (Moçambique), Nelson Mandela (África do Sul), Amilcar Cabral (Cabo Verde/Guiné Bissau) e Agostinho Neto (Angola), nas próximas edições as lembranças são de Germano Machado e Mãe Menininha do Gantois (Brasil). Nessa edição a revista carrega à poética e as letras nas suas mais diversas vertentes da Literatura, de nada mais nada menos que 23 angolanos, 13 brasileiros, um cabo-verdiano e um americano, todos lidos em um só uníssono: África United, como pregou o saudoso rei do reggae jamaicano Bob Marley. A obra traz na capa uma pintura do artista plástico angolano Kabú retratando Agostinho Neto numa expressiva e acentuada profundidade da manifestação artística. Poesia e pensamentos de Agostinho Neto dão transparência a esse reconhecimento que quebra qualquer protocolo.
Uma estreia para cativar o leitor
A professora e escritora Margarete Carvalho estreia colocando na berlinda a sua primeira obra literária, o romance deve cativar o público leitor pelo que nele será percebido, absorvido, captado “existem descolamentos temporais e a história que conta não está fixada em um só tempo, tem como referência temporal inicial a perseguição, captura e escravização de africanos, perpassando o presente e trazendo uma visão futurista”, retratou a mensagem rotulada nas páginas desse livro a apresentadora Géssica Santos Seles. O livro “Alma Cativa” abre o ano Literário do Selo Editorial Òmnira, que vem com mais novidades por ai, ainda no inicio deste ano, com “O Amor não Está” livro de poesias da professora e poetisa Jovina Souza e o livro “Letras Pretas Cruas e Nuas – Poesias de Luta & Contos de Amor” do jornalista e escritor Roberto Leal.
Dentro da programação o SARAUBESC a poesia preta da periferia vai rolar solta na área externa, exposição de livros e revistas de autores angolanos e baianos/brasileiros, além da noite de autógrafos com bate papo com os autores, convidados e autoridades presentes, como também com  o escritor e editor Roberto Leal e a professora e escritora Margarete Carvalho. E é enfatizando a personificação de luta do saudoso líder guerrilheiro Dr. António Agostinho Neto, descreve-se uma noite de Literatura preta, aquela que mais ecoa o seu grito de Òmnira/Liberdade in Iorubá. Esse evento tem o apoio do Movimento Literário Kutanga/Angola. Mais informações (71) 98736-9778 ou ainda lealomnira@yahoo.com.br


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quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

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OS “CADERNOS NEGROS” CHEGA A SUA 41ª EDIÇÃO

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Jovina Souza poetisa baiana de destacada poética de luta e resistência negra



O Grupo Quilombhoje de Literatura, lança no próximo dia 8 de fevereiro (sexta-feira), às 18:30 h, no CEPAIA/UNEB (Rua do Passo, 4 - Santo Antônio Além do Carmo- Salvador/BAHIA-Brasil) a 41ª Edição do clássico da Literatura negra brasileira a coletânea Cadernos Negros Ed. Quilombhoje/SP – 310 páginas R$ 40,00. A obra conta com os  trabalhos de poetas como: Alessandra Sampaio, Benício dos Santos, David Alves, Fátima Trinchão, Fausto Antônio, Jairo Pinto, Joceval Nascimento (Layê), Jovina Souza, Lidiane Ferreira, Luís Carlos de Oliveira (Aseokaynha) e Urânia Munzanzu
Foi durante toda a história do Brasil, mas especialmente no período pós-abolição, que tivemos afrodescendentes que ousaram adentrar o campo da criação literária e construir obras que se mostraram duradouras. Podemos citar Cruz e Souza, Lima Barreto, Luís Gama, Auta de Souza e, mais recentemente, Solano Trindade e Carolina Maria de Jesus, dentre outros.
A partir de 1978 a produção literária afro-brasileira dinamizou-se bastante por conta da criação da série Cadernos Negros, que, publicando contos e poemas, tem se tornado o principal veículo de divulgação da escrita daqueles que resolvem colocar no papel suas experiências e visão de mundo.
41 anos de resistência
Além de proporcionar espaço para os criadores, a série, organizada pelo Grupo  de Literatura Quilombhoje, de São Paulo, também vem se tornando um instrumento para o exercício da lei 10639/11645, pois se constitui numa fonte extremamente rica para veiculação da cultura, do pensamento e do modo de vida dos afro-brasileiros.
Já foram lançados Quarenta volumes, um a cada ano, alternando contos e poemas, proporcionando visibilidade para autores afrodescendentes e fomentando não só a literatura negra, mas também a produção literária das periferias.
Criada em 1978 por Luís Silva (Cuti) e Hugo Ferreira, com apoio de Jamu Minka e outros autores e organizada desde 1999 por Marcio e Esmeralda Ribeiro, a série “Cadernos Negros” pretende atualizar neste volume sua vocação de alimentar o imaginário de leitores e leitoras com a poética da vida, uma vida sem preconceitos, sem descriminação, sem retrocessos, plena das coisas que valem a pena. Que as poesias e poemas possam indicar caminhos de reflexão, afeto e felicidade para cada um.

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quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

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JORNALISTA É ASSASSINADO POR DENUNCIAR CORRUPÇÃO NO FUTEBOL AFRICANO

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Kwesi Nyantakyi demitiu-se após a mascara da corrupção derrubar o futebol africano


O jornalista ganês Ahmed Hussein-Suale, 34 anos, que investigou um suposto esquema de corrupção no futebol africano, foi morto a tiros nessa noite de 16.01 (quarta-feira), em Accra, os assassinos em uma moto emboscaram o jornalista quando ele retornava para sua residência. 

Colegas da equipe de investigação jornalística que integrava, a Tiger Eye, dizem que Ahmed foi abatido com três tiros, que lhes atingiram o braço e o pescoço, em Madina, bairro da capital ganesa. Há algum tempo, um deputado do partido no poder divulgou na televisão a foto de Ahmed e prometeu uma recompensa a quem o espancasse, fato registrado na imprensa local. A organização Tiger Eye, foi fundada pelo jornalista Anas Aremeyaw Anas, que investiga e divulga casos de corrupção, tráfico de seres humanos, contrabando, entre outros casos, como também colabora com as organizações internacionais.

Apesar de ter apresentado uma queixa na justiça, nenhuma ação ou atitude foi tomada pelas autoridades. Em Junho do ano passado foi divulgado o documentário "Number 12", produzido pela Tiger Eye, que denunciou um grande esquema de corrupção que envolvia dezenas de árbitros ganeses e de outros países africanos, bem como o presidente da AGF - Associação Ganesa de Futebol, Kwesi Nyantakyi e vice-presidente da CAF - Confederação Africana de Futebol, além de membro do Conselho da FIFA, esse alto dirigente foi filmado recebendo 65 mil dólares (cerca de 55 mil euros) das mãos da própria equipe de jornalistas, com a promessa de "dinheiro para as compras", e na filmagem colocando os maços  das notas de USD dentro de um saco de plástico. O montante foi  "doado"  por um empresário do Oriente Médio interessado em investir no futebol ganês.

O  documentário foi compartilhado na página do Youtube do “Ghana Culture Politics”. E estes presentes monetários eram sempre oferecidos antes de um jogo em casa ou em partidas internacionais. O longa-metragem tem cerca de 2 horas de exibição, e que revela negociações mantidas com potenciais “investidores”, que, em troca de contratos lucrativos em parceria com o governo ganês, ofereciam em contra partida presentes caros, e avaliados em milhões de dólares. Após a divulgação desse documentário, o presidente da FGF - Federação Ganesa de Futebol demitiu-se. Foi acusado de corrupção no mês de outubro e proibido pela FIFA de exercer qualquer atividade relacionada ao futebol, além de ter sido multado em 440 mil euros. Mais de 50 árbitros africanos também foram suspensos da Confederação Africana de Futebol (CAF).
Imprensa ganesa de Luto
A Comissão Nacional da Imprensa condenou o assassinato e apelou à polícia para que se inicie uma investigação muito aprofundada. O jornalista Anas  reagiu à notícia da morte do seu colega-jornalista Ahmed Hussein-Suale ao publicar um vídeo na sua página do Facebook onde escreve a seguinte legenda: “Notícias tristes, mas não seremos silenciados. Descanse em paz, Ahmed. Não me podem calar”.

Fonte: ASCOM Revista Òmnira
Fotos: Internet e Getty Press/France


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quarta-feira, 19 de dezembro de 2018

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REVISTA ÒMNIRA HOMENAGEIA PROF GERMANO MACHADO

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Capa de:Elias Jamba Sanjelembi
 O saudoso professor, escritor e jornalista Germano Machado (1926/2017), que faleceu aos 91 anos, e será homenageado pela revista de Literatura “Òmnira”, em uma edição especial dedicada ao reconhecido trabalho desse mestre, que influenciou gerações, principalmente com o CEPA - Círculo de Estudo, Pensamento e Ação. As inscrições estão abertas até o dia 30 de dezembro e os interessados em colaborar com esse tributo, podem participar com artigos, poesias, crônicas ou qualquer outro gênero literário. Os textos não precisam necessariamente falar da pessoa do professor, sendo a sua temática livre. Informações e valores do investimento podem ser solicitados através do telezap (71) 98736-9778 ou pelo e-mail: lealomnira@yahoo.com.br 
A revista de Literatura “Òmnira” tem como editor o jornalista e escritor Roberto Leal, um dos mais dedicados discípulos do professor Germano Machado, que aproveita a ocasião para convidar amigos, cepistas, alunos, ex-alunos, colegas e simpatizantes do trabalho do jornalista, professor e filosofo Germano Machado, para coletivamente fazer uma justa homenagem a esta personalidade da cultura e educação da Bahia, que fez história com suas aulas, palestras, artigos e livros publicados. A UBESC - União Baiana de Escritores, entidade presidida por Roberto Leal, é uma das instituições parceira dessa homenagem.
Germano Machado era escritor, formou-se na primeira turma de jornalismo da Universidade Federal da Bahia, fundador do CEPA - Círculo de Estudo Pensamento e Ação. Lecionou na Universidade Federal da Bahia – UFBA, na Universidade Católica de Salvador – UCSAL e na Escola Técnica Federal da Bahia. Foi membro da Academia de Letras e Artes “Mater Salvatoris”, Academia de Letras e Artes de Salvador, Academia Baiana de Educação, Grupo de Ação Cultural da Bahia, União Brasileira de Escritores – UBE, União Baiana de Escritores – UBESC, entre outras. Entre seus muitos livros destacam-se: Os Dois Brasis – Introdução ao Pensamento de Euclides da Cunha; A Verdadeira Revolução; Igreja Humana e Divina; Dimensões da Realidade Brasileira; Da Física da Matéria à Metafísica do Espírito; Um Glauber Inegável; Da Filosofia e do Filosofar: o sentido do viver humano; Tempo Decorrido dentre muitos outros tempos.
Revista Òmnira - A primeira edição da revista Òmnira de 2019, já está pronta e será lançada em janeiro/2019. A publicação traz 32 páginas e homenageia o líder negro angolano Dr. António Agostinho Neto, tem capa do artista plástico angolano Kabú e conta com a participação de jornalistas, poetas e escritores de vários países: 23 de Angola, 13 do Brasil, um de Cabo Verde e um dos EUA. Os interessados em adquiri um exemplar, podem entrar em contato com o editor e fazer seu pedido e receber no conforto da sua casa, ao preço de R$ 17,00, para todo o Brasil, já incluso o valor do correio.

Texto: Carlos Yeshua
Arte: Elias Jamba Sanjelembi (Angola)

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