terça-feira, 30 de junho de 2020

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DICIONÁRIO DE ESCRITORES CONTEMPORÂNEOS DO NORDESTE

Postado Por Roberto Leal  | Sem Comentarios


Um projeto com iniciativa da UBESC – União Baiana de Escritores, em parceria com a Revista Òmnira e que abrangerá todos os estados do Nordeste brasileiro, n’um total de 9 (nove) Estados, da Bahia ao Maranhão. Poderá participar da obra literária com sua verbete* o escritor, nascido no Nordeste e os radicados há mais de 3 anos, que tiverem livro publicado. 
Inscrições: de 02/07 (quinta-feira) a 30/09/2020 (quarta-feira).
Para participar: Envie-nos a sua verbete* participativa biográfica, devidamente revisada e contendo local e Estado de nascimento, verbete - só com citações que culminou no seu trabalho literário, com um limite de até uma página e meia (1 e 1/2), em papel tamanho A4, em espaço dois,  junto uma foto de rosto, capa virtual do livro publicado ou dos livros publicados e comprovante do investimento, para o e-mail: ubesc2013@yahoo.com.br
Projeto anterior foi um sucesso
Como o projeto “Dicionário de Escritores Contemporâneos do Nordeste” não foi aprovado em nenhum edital, não tem apoio de nenhum órgão de Cultura ou empresa e surge em meio a pandemia do (COVID-19) e em plena quarentena nacional, sem que na verdade se tivesse tempo de buscar qualquer tipo de patrocínio, para a sua execução. Por esse motivo é solicitado a todos os participantes um investimento de R$ 200 (a vista) ou em 2 parcelas de R$ 100 (com direito a 2 exemplares – entregues via ECT). Se levando em consideração que a obra terá uma tiragem de no “mínimo” 1.000 (mil exemplares), que serão distribuídos a entidades, bibliotecas e centros culturais, onde gerará um processo de divulgação desse registro literário, beneficiando a carreira e preservando a história de centenas de escritores, até mesmo aqueles desconhecidos da grande mídia.
Contrapartida: O montante arrecadado com o projeto custeará: ECT, ISBN da publicação, ficha catalográfica, código de barras, diagramação, criação de capa, impressão, assessoria editorial e dois (2) lançamentos nacionais em Estados com o maior número de participantes. A obra poderá ter mais que um volume, diante da procura pelo projeto, terá organização por Estado e em ordem alfabética.
O projeto tem a organização do jornalista, escritor e editor Roberto Leal, com o apoio do jornalista e escritor Carlos Souza Yeshua (Organizador: do Dicionário de Escritores Contemporâneos da Bahia, Ed. CEPA/BA-2015, 300 páginas).
Para mais informações: telefone: 71 98736-9778 (WhatsApp – Roberto Leal), e-mail: lealomnira@yahoo.com.br ou ainda: www.fundacaoomnira.com.br – site Revista Òmnira, no “Fale conosco”.

Contas bancárias:
CAIXA ECONÔMICA FEDERAL
AG: 1053
OPERAÇÃO: 013
CONTA POUPANÇA: 00146347-4
CPF 066.611.255-00
Roberto Leal Correia Jr


BRADESCO

AG. 3567-0
CONTA CORRENTE: 0007268-0
CPF 687.455.755-68
Carlos Souza de Jesus

* Verbete. substantivo masculino. Palavra ou entrada de dicionário; cada uma das palavras listadas num dicionário, enciclopédia ou glossário.




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terça-feira, 19 de maio de 2020

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A TRIBO ‘MUÍLA’ É UMA DAS RARIDADES DE ANGOLA

Postado Por Roberto Leal  | Sem Comentarios



Meninas Mumuilas foto: Roberto Leal
cultura angolana é por um lado uma propriedade das etnias que se constituíram no país há séculos, principalmente, povos como os: Ambundos, os Congos, os Chócues, os Ovambos e os Ovimbundos. Por outro lado, não se pode negar que Portugal esteve presente na região, a partir do século XVI, e foi essa presença que redundou em fortes influências e raízes culturais, a começar pela introdução da língua portuguesa e do cristianismo. No tão esperado processo de formação de uma sociedade abrangente e transparente em Angola, que continua até hoje, registram-se por tudo isso entretenimentos culturais muito diversificados, e que variam de região para região.

Carrego hoje aqui um apanhado da Cultura do povo Muila, que pertenceram a nação Nyaneka-Humbi, que se dividiram em dois reinos o da Huila e o do Humbi, os Muilas são da tribo das mulheres mumuílas, da província de Huíla, capital do Lubango, no Sul de Angola, se estendendo até o deserto do Namibe. Trata-se de uma das regiões mais áridas do mundo. Poucos as conhecem por foto, mas não sabe onde ficam situadas. Há poucos registros sobre a vida e a Cultura das mumuílas, mulheres vaidosas, mas o que se sabe é que como estética natural usam os seios à mostra, colares e tecidos bem coloridos, o que é muito normal in África, no âmbito geral, o uso das cores fortes. Segundo relatos de angolanos-africanos, essas mulheres são criadoras de gado e é deles que tiram sua fonte de renda, onde para além desse negócio, dentro da cidade, são muitas vezes conhecidas também por comercializar chás naturais, óleo de mupeke e ngundi para nutrir o cabelo (óleo fabricado por elas manualmente), um óleo escuro, com forte odor de queimado, que é extraído pelas mulheres adultas de um fruto de um arbusto típico da região (o mupeque) do Namibe, que é usado no tratamento do cabelo com também da pele. Além do óleo de mupeque, elas vendem raízes de plantas consideradas medicinais, maungo uma larva comestível, conhecida por Catato noutras regiões do país, peças de artesanato local, como talheres de madeira, azagaias com suas flechas e tantos outros artigos, muitos dos quais produzidos pelos homens da mesma etnia.
Jornalista Roberto Leal com garotos(as) do povo Muíla
O que para nós é estranho, é o fato de não tomarem banho como normalmente, para elas é normal o ritual do banho com leite de vaca e esterco, ingredientes que usam para passar nos cabelos para que fiquem com uma aparência exótica, o que para elas se resumem na conquista do seu homem. Com imponentes seios desnudos, colares e tecidos bem coloridos, assim se mostram as mulheres mumuílas, seja na sua tribo ou em plena metrópole. Outra curiosidade está relacionada às argolas que compõem suas indumentárias, vestes habituais. Esses acessórios são usados pelas mumuilas, porque tem a ver também com a relação conjugal delas. Na tribo Muíla é normal à prática da poligamia entre os membros da Comunidade. Assim como acontece na tribo Mucubal, o homem Muila, também pode ter quantas mulheres ele quiser. Porém, isso só é possível se ele provar que tem condições financeiras suficientes para manter suas esposas. E seu poder de riqueza é comprovado pelo tanto de gado que ele possuir. Mas tem que ser tudo que elas quiserem, precisa ser rico mesmo. Entre todas. A mais velha é a responsável administrativa da fortuna do marido e isso é o que justifica ela ter mais adereços no pescoço, nas pernas e nos pés. Os colares são como a aliança, sinônimo de comprometimento, as mumuilas casadas um colar de cordas bem coloridos, enquanto que as solteiras usam um colar sem cores. Se na sociedade em que vivemos, diferenciamos pela cor da aliança e qual mão a pessoa está usando, na aldeia mumuíla as mulheres são distinguidas se são casadas ou não, pelos adereços e adornos.
A autoridade máster da comunidade é chamada de Soba Grande. A figura dele é muito importante e respeitada na tribo. Ele é o líder espiritual e o prefeito do grupo, ele manda e desmanda, casa, descasa, autoriza apropriação de terras, etc. É o “responsável” pela comunidade.
Entre os angolanos, muitos desconhecem a sua real Cultura e principalmente a sua história e este povo é muitas vezes rejeitado pela sociedade, porque é tido como uma tribo com hábitos que não se coadunam com a vida em sociedades mais modernas. Em Luanda, estas mulheres despertam muitas atenções quando circulam pelas ruas. Muitos ainda reagem com estranheza, mas existe também aqueles que as elogie. Hoje em dia e como forma de adaptação às cidades, algumas mumuílas optam por  usar uma blusa/camisa e assim evitar comentários desagradáveis, com relação a sua semi-nudez.
Fonte: ASCOM/Revista Òmnira
Fotos: Roberto Leal & Vladimiro Walter

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quarta-feira, 13 de maio de 2020

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UM APANHADO DA CULTURA DO POVO ‘MUCUBAL’ DE ANGOLA

Postado Por Roberto Leal  | Sem Comentarios

Mulher Mucubal
Hoje vou falar um pouco do povo Mucubal e sua Cultura, que também é conhecido como, Mugubale ou ainda Mucubale, são um subgrupo dos povos Hererós do Sul de Angola. Um povo semi-nômades, dependente da pecuária e da agricultura para a sobrevivência, e conseguindo subsistir com a pastorícia. Seu território está localizado no deserto da província de Namibe, delimitada no norte pelas montanhas da Serra da Chela e ao sul pelo rio Cunene, quase na fronteira com a Namíbia.
Os mucubais costumam usar pouca roupa, carregar facões ou lanças e são conhecidos por sua resistência, às vezes andando ou correndo 80 quilômetros em um dia. As suas aldeias tipicamente consistem em um grupo de cabanas dispostas em círculo. É um povo que ainda mantêm as suas tradições e as suas  línguas maternas (as conhecidas em Angola, como línguas nacionais). São de origem Bantu, falam línguas derivadas ou semelhantes ao Kimbundo ou Kikongo. Acreditam em Deus, que na sua religião tradicional é chamado de Kalunga ou Djyambi.

Um mucubal é considerado tanto mais rico e mais importante quanto maior for o número de cabeça de gado que possua. Pode, portanto afirmar-se, que o gado é para qualquer mucubal  a suprema expressão da sua riqueza. A criação de gado é a verdadeira base de sustento desta importante etnia angolana.

Homens da tribo Mucubal vendendo melancias na beira da estrada
Os mucubais vestem-se de forma muito rudimentar, muito semelhante à de outros povos africanos, do Sul de Angola. Andam semi-nus e cobrem as partes íntimas com peles e panos típicos. O seu armamento é normalmente formado por uma lança, um purrinho e uma catana que manejam habilmente. Eles são muito corajosos e resistentes, não hesitam em enfrentar predadores como o leão e como o leopardo, sempre que esses animais surgem como ameaça para o seu rebanho.

Os mucubais são praticantes da poligamia. Um homem da tribo Mucubal pode ter as mulheres que conseguir sustentar. À volta da sua cubata, edifica outras cubatas para as suas mulheres, uma para cada mulher e forma assim um clã que se relaciona em perfeita harmonia e sem conflitos conjugais. Os seus herdeiros são sempre escolhidos entre os seus sobrinhos, os filhos de uma sua irmã, porque tem a certeza e acreditar, que esses são os únicos, que são mesmo do seu sangue familiar. Trata-se de uma velha tradição que é aceita por unanimidade e respeitada por todas as suas mulheres, sem que isso acarrete em desentendimentos conjugais. As mulheres Mucubal, quando solteiras, andam nuas da cintura para cima, seios nus, apenas cobertos por colares; e nos pulsos elas carregam pulseiras untadas com esterco de boi, além de vestida por um pano amarrado à cintura, como se fosse uma saia; as casadas e mães, amarram os seios com tiras finas de couro, são uns fios resistentes feitos em couro, bem esticados até espalmarem os seios, comprimindo-os contra o corpo.

Mulheres da tribo Mucubal
Tal como a grande maioria dos povos africanos, os mucubais também praticam como tradição fortemente enraizada a circuncisão dos jovens. A cerimônia da circuncisão realiza-se com regularidade e constitui um evento de grande significado, por simbolizar a festa da iniciação dos jovens mucubais, uma espécie de passagem dos jovens para o estatuto de mancebos.
O sociólogo Gilberto Madeira em uma das suas palestras, afirmou que o povo Mucubal são grupos étnicos que até hoje continuam a preservar a sua cultura tradicional, resistindo à integração, à semelhança de outros grupos como os Hereros, Muimbas, Nguedelengo, Mumuila e Muhimba. O mesmo ainda fez saber, que não são os fatores da globalização, nem das seitas religiosas que podem mudar o comportamento cultural destes povos, pois o governo tem se empenhado com esforço, para que os mesmos continuem com as suas tradições, hábitos e costumes. É uma tarefa difícil, se não mesmo impossível, mudar os hábitos e costumes destes povos. Disse já ter registros de igrejas que tentarem evangelizar estes povos, mas até agora as suas tentativas não deram resultados, vistos serem povos com hábitos muito fortes e enraizados.

Fonte: ASCOM/Revista Òmnira & Roberto Leal
Fotos: Roberto Leal



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segunda-feira, 11 de maio de 2020

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POEMA: PANDEMIOLOGIA 21

Postado Por Roberto Leal  | Sem Comentarios


PANDEMIOLOGIA 21
(Vinte e um versos em quarentena).


Lá se vai essa tal pandemia
com sua quarentena que dizia,
que isso tudo aconteceria
cheia de desgaste e sem calmaria.
Não imagino quem é que diria
que um vírus em demasia,
nos trancaria a luz do dia
sabotando toda nossa alegria,
só nos restando a nossa poesia
sem poder ir e vim como deveria.
Não duvidei de que a paz viria
que o amor nosso refloresceria,
por devolver os nossos dias
dias de Joões, Josés e Marias.
E a vida seu curso seguiria,
com o fim da imposta tirania
não sei quem imaginaria,
que muito nos ensinaria
nesse mundo em plena agonia,
e que a máscara Corona cairia.
Valei-nos Virgem Maria!

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segunda-feira, 4 de maio de 2020

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E O BERÇO DA HUMANIDADE SEGUE CRESCENDO

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África: segundo maior continente e  não para de crescer
A África é o segundo maior continente do Planeta, constituído por 54 países de bandeiras diferentes e cada um com o seu significado, suas culturas, seus hábitos e seus costumes diferenciados e com uma população de mais de 820 milhões de habitantes. Possui uma incrível diversidade sócio- educativa-cultural e ambiental. Inúmeros e grandes patrimônios históricos e naturais. Sem contar que o Continente carrega reconhecida referência por ser o “Berço da Humanidade”, onde tudo começou.

É o mais quente dos continentes e abriga o maior deserto do mundo: o Saara. Tendo como os 55º e 56º membros a Saara Ocidental e a Somalilândia, que apesar de terem as suas independências proclamadas, ainda não são reconhecidos pela ONU, como países membro do Continente (vide anexo).
Países e suas capitais:
1- África do Sul - Pretória (executiva) / Bloemfontein (judiciária) / Cidade do Cabo (legislativa)
2- Angola - Luanda
3- Argélia - Argel
4- Benim - Porto-Novo (constitucional) / Cotonu (sede do governo)
5- Botswana - Gaborone
6- Burkina Faso - Ouagadougou
7- Burundi - Bujumbura
8- Cabo Verde - Praia
9-  Camarões - Yaoundé
10- Chade - N'Djamena
11-  Comores - Moroni
12- Costa do Marfim - Abidjan
13- Djibouti - Djibouti
14- Egito - Cairo
15- Eritreia - Asmara
16- Etiópia - Adis-Abeba
17- Gabão - Libreville
18- Gana - Acra
19- Guiné - Conacri
20- Guiné Equatorial - Malabo
21- Guiné-Bissau - Bissau
22- Gâmbia - Banjul
23- Lesoto - Maseru
24- Libéria - Monróvia
25- Líbia - Trípoli
26- Madagáscar - Antananarivo
27- Malawi - Lilongwe
28- Mali - Bamako
29- Marrocos - Rabat
30- Mauritânia - Nouakchott
31- Maurícia - Port Louis
32- Moçambique - Maputo
33- Namíbia - Windhoek
34- Nigéria - Abuja
35- Níger - Niamey
36- Quénia - Nairobi
37- República Centro-Africana - Bangui
38- República Democrática do Congo - Kinshasa
39 -República do Congo - Brazzaville
40 -Ruanda - Kigali
41 -Senegal - Dakar
42 -Serra Leoa - Freetown
43 -Seychelles - Victoria
44- Somália - Mogadíscio
45- Suazilândia - Lobamba (real e legislativa) / Mbabane (administrativa)
46- Sudão - Cartum
47- Sudão do Sul - Juba
48- São Tomé e Príncipe - São Tomé
49 -Tanzânia - Dar es Salaam (administrativa) / Dodoma (oficial)
50- Togo - Lomé
51-  Tunísia - Tunis
52- Uganda - Kampala
53- Zâmbia - Lusaka
54- Zimbabwe - Harare


Saara Ocidental/Sara Ocidental/Sáara Ocidental, em árabe: الصحراء الغربية; transl.: A-arā’ al-Gharbīyah; em castelhano: Sahara OccidentalBerbereTaneroft Tutrimt, é um território na África Setentrional, limitado a norte por Marrocos, a leste pela Argélia, a leste e sul pela Mauritânia e a oeste pelo Oceano Atlântico, por onde faz fronteira marítima com a região autónoma espanhola das Canárias. A sua capital é Laiune. O Saara Ocidental está na lista das Nações Unidas de territórios não autónomos desde a década de 1960. O controle do território é disputado pelo Reino de Marrocos e pelo movimento independentista Frente Polisário. 
Em 27 de fevereiro de 1976, este movimento proclamou a República Árabe Saaraui Democrática (RASD, em árabe: الجمهورية العربية الصحراوية الديمقراطية; transl.: Al-Jumhūrīyyah Al-`Arabīyyah A-arāwīyyah Ad-Dīmuqrāīyyah), um governo no exilio. A RASD é reconhecida internacionalmente por 50 estados e mantém embaixadas em 16 deles, sendo membro da União Africana desde 1984, carecendo, no entanto de representação junto à ONU. O primeiro estado que reconheceu a RASD foi Madagáscar em 28 de Fevereiro de 1976.
Somalilândia, em somaliSoomaaliland é um Estado não reconhecido internacionalmente. Embora pertença oficialmente à Somália, a região declarou unilateralmente sua independência em 1991 e passou a ser um estado de facto.  Localizada na região do Chifre da África, o território incorpora a antiga Somalilândia Britânica, delineada por tratados internacionais realizados entre 1888 e 1897 e faz fronteira com o Djibuti, a oeste; Golfo de Aden, ao norte; Etiópia, ao sul e Somália - Puntlândia a leste. A Somalilândia é formada por cinco regiões administrativas. Uma sexta região - Saaxil - foi criada em 1996. Possui uma área de cerca de 137.600 km² e sua capital e sede do governo é Hargeisa.
Em 18 de maio de 1991, líderes do Movimento Nacional Somali (SNM) e líderes dos clãs do norte revogaram o ato (1960 Act of Union) que tinha unido os antigos territórios coloniais da Somália Italiana e da Somalilândia Britânica na República da Somália, e declararam a independência da República da Somalilândia. A Somalilândia manteve uma existência estável, auxiliado pelo domínio de um governo forte e com a infraestrutura econômica deixada por programas de auxílios militares britânicos, russos, e americanos.

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terça-feira, 28 de abril de 2020

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A ÁFRICA QUER VER A MÃE ZUNGUEIRA DE ANGOLA “PATRIMÔNIO CULTURAL E IMATERIAL DA HUMANIDADE”

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Elas estão por toda parte em Angola
Essa é uma distinção criada em 1997, pelas Organizações das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura, para a proteção e o reconhecimento do patrimônio cultural imaterial, abrangendo as expressões culturais e as tradições que um grupo de indivíduos preserva em respeito da sua ancestralidade, para as gerações futuras. São exemplos de patrimônio imaterial: os saberes, os modos de fazer, as formas de expressão, as celebrações, as festas e danças populares, as lendas, músicas, costumes e as outras tradições. A cada dois anos são escolhidos os bens a partir das candidaturas apresentadas pelos países signatários da Convenção para a Salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial. A primeira lista de bens inscritos foi divulgada em 2001, seguida por outras duas, em 2003 e 2005, totalizando 90 bens imateriais inscritos.
Zungueira é a mulher que percorre as ruas vendendo produtos diversos dentro de uma bacia que leva na cabeça, ou até mesmo aquelas que comercializam seus produtos em praças e grandes mercados (Zungas). Em 2002, mesmo com o calar das armas e o acordo de paz assinado, as Zungueiras continuaram a ser uma realidade em Angola, pois, foi na zunga onde várias mulheres viram o trampolim para ludibriar a pobreza e sustentar suas famílias. Quitandeira, também chamada de Zungueira, é uma vendedora ambulante típica de Angola, tendo-se disseminado pela diáspora durante a escravatura, sendo conhecida no Brasil pelos nomes de quitandeiros, camelôs, marreteiros, ambulantes, etc.
Na busca pela sobrevivência
E elas dão sua parte muito grande na contribuição da economia do país. As Zungueiras (com Z maiúsculo mesmo) também dizem que continuam a sentir a mão pesada dos efetivos da Polícia Nacional, no âmbito da "Operação Resgate", desencadeada desde novembro do ano passado, que reprime o comercio formal nas 18 províncias. Por isso estão sempre a solicitar do Exmº Sr. Presidente da República de Angola Dr. João Gonçalves Lourenço providências, no sentido de uma maior atenção, no intuito de coibir a violência contra essas mães de família, que além de dar seu contributo a economia, é figura de destaque como cartão postal e em BREVE como “Patrimônio Cultural e Imaterial da Humanidade” por Angola/África”, folclore e figura emblemática na construção de uma cidadania in África.
Essas são as verdadeiras mulheres angolanas, que merecem o nosso respeito e a nosso apreço, diante de toda a luta, de toda a necessidade da acção, como também a consciência de que trabalhar é preciso e que a dignidade está acima de tudo... Já está na hora de o povo buscar do governo esse reconhecimento e indicação para que essa forma de reconhecimento não demore a acontecer.
Fonte: ASCOM/Revista Òmnira
Fotos: Roberto Leal
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terça-feira, 21 de abril de 2020

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DICIONÁRIO DE CALÃO/ANGOLANO

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Por: *Roberto Leal


A:
Aiuê - expressão de dor, de aflição, momento de tristeza.
Aí tem gato - aí tem rolo.
Afobado - com fome.

Agarrado - pão duro, diz do namorado que não dar dinheiro.
Aldrabar – enganar.
Aldrabão - enganador.
Aldrabona - enganadora.

Agarrado - pessoa que não gosta de dar dinheiro, que não gosta de colaborar; podendo ser chamado também de Camoelo.
Amarrotar o miúdo - bater no garoto.
Ao lume - ao fogo.
Apetecer – despertar interesse; agradar, cobiçar, pretender.

Arquiado - pessoa de pernas tortas; podendo ser chamado também de Cambaio.
Armado em carapau de corrida - aquele que se julga mais esperto que os outros. 

Arrefecer - esfriar.
Asparvo – tolo.
Aterrou - aterrissou.
Autocarro – ônibus.
Avariado -  estragado, danificado.
À sua cota - à sua mãe.

B:
Babá ou Bongó - Soldado ou Polícia.
Baba de camelo - doce típico angolano.
Babulo – tem problema; tem confusão.

Baglo - comida.
Baica - telemóvel, telefone.
Baio - luta; baiar/lutar.
Balar - ato de lutar.
Baliza - limite.

Balo - luta.
Banda - bairro; comunidade; lugar.
Banga - vaidade.
Bangão - vaidoso.

Bange - casa.
Banzelar - velar.
Bassula - arte marcial angolana.
Bate-chapas - pejorativo para fotógrafa.
Baza - cai fora.
Bazamos - saímos.
Bazar - eu vou bazar / eu vou sair.
Bazeza –   tolo; bobo; idiota.
Bazo – saio.
Beber umas birras – beber umas cervejas.
Bedelho - intrometer-se.

Bem haja - está numa boa.
Bengo - província de Angola.
Benguela - província angolana.
BI - bilhete de identidade, documento de identificação.
Bidon - garrafão plástico.
Bié - província de Angola.
Biólo - serviço oculto, vendas de artigos escondido.
Birra – cerveja.

Biscato - serviço rápido.
Bisno – fazer negócio.

Biva - casa.
Boaido – bêbado.
Boda – festa.
Boelos - ridículos, fora de moda, ultrapassados.
Boleia - carona, transporte gratuito no veículo de outra pessoa.

Bonho - uma ofensa; repreensão; chamada de atenção.
Borrifado - não se interessar por algo.
Bosse - chefe.
Brada - amigo.
Brazuca- brasileiros que moram, em Angola.
Breda - pão.
Broa - erro.
Buba - telefone.
Bué ou bwê – muito.
Bué de coisas ou bwê de coisas - muitas coisas.
Buelo -  ridículo; fora de moda; ultrapassado

Cabaz - cesta básica ou cesta de natal.
Cabinda - província angolana.
Cabo Snoop – músico angolano.
Cacimbo - associado a inverno ou a nevoeiro. Dependendo da região.
Caenche - homem musculoso, forte, malhado.
Cabeça de ginguba - cabeça de amendoim.

Cabelo cru - cabelo natural.
Cabrité - churrascos feito na rua de carne de cabrito.
Calema - agitação marítima; confrontar.
Calhar - ao acaso.
Calhau - pessoa com pouca capacidade.

Calina - calça.
Calão - gíria.
Calulú - prato típico da culinária angolana. Bem temperado, feito a base de quiabo e peixe.
Calundu - espírito de elevada hierarquia.
Camba - amigo.
Campônia - pejorativo para camponês.
Camba - amigo.

Camucado - um bocado, muito de alguma coisa.
Candonga – veículo de cor azul e branco, utilizado como táxi.
Candongueiro – taxista.
Canuco - pessoa de pouca idade, jovem do sexo masculino.
Canuca - garota; pessoa de pouca idade, jovem do sexo feminino..
Capixe - entendeu.

Capuca - puto sujo.
Carrinha – caminhonete.
Casa de banho - banheiro; sanitário, wc.

Casoile - casamento.
Catana - facão comprido e largo. Ferramenta usada pelos agricultores e adotada como arma durante o período colonial.
Catering – serviço de bufê.
Caxico - criado.

Chalé - quarto.
Chapada - bofetada, tapa.
Chamou-me nomes - xingou-me.
Chávenas - xícaras.

Cheio de pong - cheio de estilo.
Chibo – delator; o que denuncia.

Chulador - pedinte; pessoa que pede esmola.
Chupar - beber.

Coça - bom.
Coiso - denomina qualquer coisa.
Comando - controle remoto.
Comba - velório na casa do morto em que se come e bebe.
Compincha - cúmplice.
Composito –  espécie de catálogo com fotos; book de modelos e agências.

Comuna - comunidade, bairro.
Cona - vagina; buceta; genitália feminina.
Confusionista - confrontador.
Contentor - container.
Contributo - contribuição, colaboração.
Corrupio - rodopiar, andar à volta de algo.
Cota – pessoa mais velha.
Coxear - mancar.

Cuando Cubango - província de Angola.
Cubar - morrer.
Cubico – pequeno cômodo.
Cubículo - dormitório.

Cubou - morreu. Fulano cubou, fulano morreu.
Cuca - cerveja mais popular de Angola.
Cuco - cunhado e cunhada.
Cuiar - bom ou boa. "Essa comida está cuiar/Essa comida está boa".
Cunene - província angolana.
Curibota  - fofoqueiro.
Curibotisse - fofoca.
Coscuvilhar - bisbilhotar.

D:
Damo - marido ou namorado
Dar cabo – destruir; dar fim.
Dar corda - avançar.
Dar graxa - enaltecer de modo exagerado ou falso
Dar tímpano - dar ouvidos.
Dar uma nega – negar uma coisa ou situação.

Dar volta - enrolar; desconversar; não querer ajudar. O mesmo que: dar barra.
De borla – de graça.
Deitou fora - jogou fora.
Desaustinado - desnorteado.
Desbobinar - falar com raiva segredos íntimos de uma pessoa.
Descalabro - desgraça; prejuízo; dano; ruína; derrota.
Desenrascate - resolva-se.
Despedimento – demissão.
Dipanda – independência.

Dikulo - problema ou confusão.
Disparate - um absurdo; fora da realidade.

Divo – nome da revista fictícia da novela Windeck.
Dos fardos - das feiras.
Dreda - que agrada ou tem qualidades positivas.

Dunta - motorista.
Dzumba malaica -  mau hálito; pode ser chamado de Kibuzu também.

Embrulhada - confusão.
Emproada - vaidosa.
Enervar – perder a calma; ficar irritado.
Engates – conquista, paquera.
Engonhar - demorar muito tempo a fazer algo.

Escadinha - degrau de escada.
Escusa - desculpa.
Esganado - esfomeado.

Esmirrar - gozar, o prazer do ato sexual.
Espera - manteiga, o mesmo que mamela.
Espezinhar – humilhar, desprezar.
Esquadra - delegacia de polícia.

Está me fofar - não me viste bem.
Está na lona - estar sem dinheiro, exausto, gasto, pobre, sem recurso.

Está n'uma - está bem.
Está tudo sobre rodas – está tudo bem; tudo a deslizar.
Está de rastos – está cansado.
Estafeta - entregador.
Estoque de baldas - estoque de fuga ao trabalho.
Expedita –  aquela que age de forma ágil; hábil; ativa, diligente; desembaraçada.

Fado - destino, saudade, determinar a sorte de
Falida - emprestado.
Fatigar - acabar contigo.
Fatiota - traje.
Fato completo – terno e gravata.

Fau - faculdade.
Ferrar - descansar. Pode ir ferrar, pode ir descansa.
Fezada – sorte.

Figas - amuletos.
Finória - mulher fina.
Fixe – legal, simpático, divertido, amigo.
Flipado - perder a serenidade de forma repentina.
Flipar - saltar, virar, muito zangado ou muito entusiasmado.
Fobado - esfomeado.
Fogareiro - taxista.

Fogo - tiro.
Franguité - pedaços de frango assados na brasa, vende nas ruas.
Frigorífico - geladeira.
Fuba - farinha de milho.

Funji - massa cozida angolana de farinha de fuba.
Funjitos - massa cozida de fubá de mandioca ou de milho.

G:
Gabiru –   malandro; vígaro.
Gajos - rapazes.

Garimpar - traição.
Garina - mulher.
Gelado - sorvete.

Geleira - geladeira.
Gimola - pedir dinheiro ou bens de consumo nas ruas. No Brasil, pedir "Esmola".
Ginbaço - feitiço.
Gindungo - molho de pimenta caseira; picante.
Ginguba – amendoim.
Gira – bonita.

Gombelar - violar; estupro; sexo sem consentimento.
Grego - bandido, marginal.
Guarita - segurança.
Guimbi - local de origem; lugar onde nasceste.
Guita - dinheiro.

H: 
Huambo - província de Angola, antiga Nova Lisboa.
Huila - província angolana.

Inganazambe - Deus.
Ineré - energia.

J:
Jikulumessu - abrir os olhos/de olhos abertos.
Jarda - nádegas avantajadas; bunda grande.
Jardada - mulher de bunda grande.


Kifufutila - sobremesa angolana.
Kilape – significa contrair uma dívida. Comprar fiado e não pagar.

Kit - mulher que fica com qualquer um.
Kit das tropas - mulher de todos.
Kiwaya - puta.
Kizaka - Prato tipico da culinária angolana, feito a base da folha da mandioca.
Kota - irmão mais velho.
Kuanza Norte - província de Angola.
Kuanza Sul - província de Angola.
Kuduro – gênero musical e dança muito popular, de origem angolana.
Kudurista – quem dança Kuduro, ritmo típico de Angola.

Kunanga - desempregado.
Kumbu – dinheiro.

Kupapata - moto com carroceria.
Kuzu -  prisão, cadeia ou penitenciária
Kwanza ou Kuanza – moeda angolana.

Lambe-botas - puxa-saco; bajulador.
Lambisgoia – mulher mexeriqueira; intrometida.

Laminagem - desenhos feito com uma lâmina, no corte de cabelo.
Langa - congoleses que vivem em Angola.
Levantar - receber.

Liamba - maconha, cannabys sativa; conhecida também como "pica".
Licenciado em curibotisse - licenciado em fofoca.
Lidas de casa - afazeres domésticos.
Loiça - louça.

Luanda - capital de Angola.
Lunda Norte - província angolana.
Lunda Sul - província angolana.



Madié - rapaz.
Magalas – polícia; policiais.
Magoado - machucado

Magoga - sanduíche: pão, com frango, salada e maionese.
Maia - atrapalha.

Malanje - província de Angola.
Manceba - mulher jovem; amante; concubina

Manga de 10 - adolescentes que se prostituem.
Mangonheiro - preguiçoso.

Maka - problema.
Malaike – está mal.
Malembe-malembe – devagar  se chega ao longe.
Malucada – mulher que não tem juízo; louca; doida.

Malusco - maluco.
Mamã – mamãe.
Mambo – pode ser utilizado para exemplificar alguma coisa ou situação.
Mamoite - mãe.
Mana Madó – mulheres, que “gostam de aparecer”.

Mangolê - angolano.
Maré - praia.
Massa – dinheiro.
Mata-bichos - desjejum

Matoso - que sobrevive as custa da mulher; gigolô.
Matumbo - ignorante.
Matumba - burra.

Mbaca - mulher que não engravida.
Mbaco - homem estéril, que não engravida a mulher.
Mbala - ultrapassagem de carro.
Mbangi - casa.
Mboa – mulher.

Mbora - vamos embora, vamos lá.
Melga – aquele que é chato ou inoportuno.

Memeiro - pessoa que cria entretenimento com imagens e escrita.
Memo - mesmo.
Mekie - o que é? ou qual é?
Meu Cadja - meu irmão; meu amigo.
Meu panco - meu admirador.
Meu sangue - meu irmão.
Meu Kota! Minha Kota! - Meu Velho! Minha Velha!
Mexericos - fofocas.

Mimo - carinho.
Mimosa - meiga; carinhosa; super apegada.
Minete - sexo oral na mulher; chupada na vagina.
Miúda – menina; garota.
Miúdo – menino; garoto.
Mixórdia - misturada.
Moamba - comida típica com galinha ou peixe e óleo de dendê.
Monangambé – carregadora.
Morada – endereço.
Morder meus calcanhares - pegar no meu pé.

Mormão - meu irmão.
Mota - moto.
Moxico – província angolana.
Muamba - ingrediente para culinária a base de massa de ginguba, massa de amendoim.

Mufete - comida típica da culinária angolana. Peixe grelhado na brasa, acompanhado de feijão de óleo de palma, acompanha mandioca assada, banana pão/banana da terra e batata doce. O peixe é coberto por um molho de cebola com tempero de vinagre.
Mujimbo - boato; fofoca.
Mussarela com fiambre - mussarela com presunto.
Musseque - bairros carentes da capital Luanda.
Muzongue - prato típico da culinária angolano.

Muzúbia - dama bonita e gostosa.


N:
Não tem macas - não há problemas.
Não tem dica - não tem problema.
Não vou maia - não vou atrapalhar.
Nas bandas - em qualquer país.
Nas calmas - tudo bem.
Nabi – profeta Hebreu.
Nabo – pessoa estúpida, desastrada, desajeitada.

Namibe - província de Angola.
Ndengue - pessoa de menos idade.
Ngana zambi - Deus.

Nguelé - igreja.
Nha - minha.
Nos teus mambos - nas tuas coisas.
Nossa Senhora da Muxima – Nossa Senhora da Conceição, 
santa de grande devoção in África.      
Nossa relação está de luto – o relacionamento está morrendo.
Numa - bom.

Pacóvia - pouco inteligente; ignorante; ingênua; simplória.
Pacóvio –  pessoa ignorante e pouco inteligente; ingênua.
Pagar um copo - pagar uma bebida.

Pah - êpa.
Paiado – aflito.
Panca - atração muito forte por algo ou alguém.

Papa - papai.
Papoite - pai.
Paragem – ponto de ônibus.
Parlapear - papear.
Partir o braço – extorquir, tirar vantagem.
Parvalhão - tolo; idiota; pouco inteligente.
Parvinho - tolinho.
Parvoíce - ato pouco inteligente; idiotice; estupidez; tolice.
Passadeira vermelha - tapete vermelho.
Pasta - massa.

Patar - comer.
Paxeco - homem sustentado pela mulher.
Pausa - ficar calmo.
Peiqui ou Peão - chapéu.
Pemba – ritual de Umbanda.
Pequeno almoço ou mato bicho - café da manhã.

Pica - pode ser uma injeção; pode ser maconha; essa palavra tem vários significado.
Piloló - pênis, ainda bilau ou pila.
Pincho - carne ou frango cortado em pedaços, bem temperado e com cebola, assada na brasa.
Pindérica - miserável.
Pirosa - cafona.

Piso - sapato, tênis.
Pissa - órgão sexual masculino; pênis.
Pitéu - comida.
Pompa - esplêndido.
Ponteiro - clitóris, pinguelo (órgão sexual feminino).
Por a pau – ter cuidado.

Porreiro - boa pessoa. Em comprimento ou concordância.
Postiços - cabelo artificial.
Pousar minhas coisas - guardar minhas coisas
Prenda - presente.

Prof - professor.
Propina - mensalidade; taxa.
Pula - branco.
Pulas - nome pejorativo para pessoa branca.

Punho - borrachas coloridas para prender cabelo.
Puto - garoto.


Q:
Quero quinar - quero comer.
Quibuto - muito; um monte de alguma coisa.
Quilumba - moça.
Quimbanda - curandeiro.
Quinguila - mulher que troca dinheiro na rua.
Quintetas salteadas - prato típico da culinária angolana.
Quitaba - pasta de ginguba.


Rapariga – moça, jovem, mulher nova.
Raspanete - bronca.
Reformar - aposentar.

Rijo - coisa boa; algo bom. Esta festa está rija; esse mambo é rijo.
Ruca - carro; automóvel; veiculo.


S:
Sculão - escola.
Salamaleque - saudação; a paz esteja convosco.
Salo - trabalho, serviço.
Salteadora - bandida.
Saluba - saudação pra Nanã, a mais velha das orixás.
Sem dar cavaco - sem dar resposta.
Sida - Aids Síndrome de Imunodeficiência Adquirida.
Sítio - endereço, lugar, casa, moradia.
Soba – autoridade tradicional.
Sumo – suco.
Swag - atitude, estilo, confiança em si mesmo.


Tabuleiro - bandeja.
Tambi - óbito; enterro.
Tarrachinha - dança tradicional de Angola.

Tepeico - televisão.
Tchila - curtir, curtição.
Tipo porreiro - pessoa legal.

Tirosa - vamos, podendo ainda ser "vamos sair voado".
Titaliju tatilambu - estão a falar mal de ti.
Trabuco - arma, chamado também de Ferro.
Trabucado - andar armado.
Tramado – prejudicado ou aflito.
Tramas - estraga.

Trovador - poeta recitador, declamador.
T-shirts - camisas, camisolas.
Tugas - portugueses.

Turo - moto, mota.
Tutu - feio ou feia.


Uige - província de Angola.
Umas botelhas - umas garrafas.

Vai dar bum - vai dar confusão.
Velhaca –  pessoa astuta, traiçoeira, fingida, 
manhosa para enganar.
Velho gingão - velho coxo.
Vengó - velha.
Vida mulata - boa vida.
Viste como - uma saudação. Serve para muitas ocasiões.
Vivenda - sobrado.
Vou te cair - vou ir.


Windeck - pessoa ambiciosa, aquela que não mede esforços para conseguir o que quer.
Wy - amigo.

Xinguilar - entrar em transe; manifestar pelos espíritos. 
Xexento - seiscentos (600).


Y:
Yah - sim.
Yabará - puta; prostituta.

Zaire - província angolana.
Zuca -  gíria para brasileiro que mora no exterior.
Zuelar – falar.
Zunga - praça grande; feira; mercado popular.

Zungueira - vendedora ambulante.





*Roberto Leal é jornalista (DRT/BA 3992), escritor, poeta, repórter fotográfico, editor, ativista cultural, palestrante e pesquisador, nascido em Salvador/Bahia, in Brasil, a 29 de abril, no Bairro dos Alagados, hoje bairro do Uruguai. Autor de Cárcere de Poemas - 2000 e C'alô & outros poemas - 2012 ambos esgotados e C’alô & Crônicas Feridas – 2018/4ª Edição e Letras Pretas Cruas & Nuas – Poesias com Luta e Contos de amor - 2019 todos pela Ed. Òmnira/BA-Brasil. Foi colaborador em jornais como Bahia Hoje, A Tarde, Tribuna da Bahia e Correio; revistas e periódicos no Brasil e exterior; é editor da revista angolana de Literatura “Òmnira”, que na língua Yorubá quer dizer: Liberdade; organizador de centenas de coletâneas e antologias em poesia e conto, no Brasil e em Angola/África; tem mais de 600 trabalhos editados/publicados entre poesias, contos, crônicas e artigos, ao longo dos seus mais de 30 anos de atuação.

Ainda muito jovem. Em 1983, publicou seu primeiro poema no jornal A Defesa, de Santo Amaro da Purificação/BA; em 1995, inicia sua carreira na Comunicação/Jornalismo com a coluna Notas de Sampa, no Jornal Grande Salvador, onde escrevia as novidades culturais dos baianos & soteropolitanos em SP, onde morava na época; primeira publicação em livro Perfume da Raça. Ed. CEPA/SP-1996; estreou como contista na coletânea Bahia de Todos em Contos, Ed. Òmnira/BA-2003 Vol. II; publicou na coletânea poética Salvador 460 Anos de Poesia, Ed. Òmnira/BA-2009.  É verbete no Dicionário de Autores Baianos, SCT/BA, 2006, pág. 106; ex-diretor de Cultura e Relações Públicas do CEPA - Círculo de Estudo Pensamento e Ação, de 1983 a 1998; Personalidade Literária Brasileira – 2003, pela Poebrás/GO, Casa do Poeta Brasileiro;  é vice-presidente-fundador da UBESC - União Baiana de Escritores; membro da IWA – International Writers and Artist Association (USA) e membro correspondente da Academia de Letras do Brasil, Cadeira Nº 7. Entre as premiações, venceu o XII Concurso Nacional PoeArt de Literatura 2013, com a poesia revolucionária “Sede de Justiça”; recebeu em novembro de 2014 o título de “Embaixador da Literatura Brasileira” em Angola, pelo Movimento Viv’Arte do Uige e é também fundador do Movimento Literário Kutanga/Angola.

Como editor coordena anualmente o Prêmio Internacional de Literatura Professor Germano Machado, realizado pela UBESC e Editora Òmnira, que vem revelando novos valores literários, tendo abrangência internacional em língua portuguesa; é curador do ENEB - Encontro de Escritores Baianos; tem trabalhos publicados em livros em Angola, Moçambique, Portugal, Estados Unidos e França. Produtor cultural na área literária com eventos realizados no Brasil, in Angola e Cabo Verde; presta assessoria editorial e de imprensa a escritores, entidades e interessados em publicar seu livro. Como ativista cultural trabalha um intercâmbio com países de África de língua portuguesa, já tendo publicado escritores contemporâneos de África: Angola, Cabo Verde, Moçambique São Tomé e Príncipe e Guiné Bissau; e na Ásia: Timor Leste, na Europa: Portugal.

Roberto Leal já publicou também sob o pseudônimo de Beto Correia (1983 a 1990) em várias antologias e coletâneas quando do início da sua carreira literária, quando também publicou dois folhetos xerografados Poemas c/ Fome e Segredos, ambos extintos. Tem no prelo o romance histórico angolano Aisha. Site: www.fundacaoomnira.com.br ou e-mail: lealomnira@yahoo.com.br






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