sábado, 21 de janeiro de 2017

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CARNAVAL DAS ANTIGAS FAZ SALVADOR A CIDADE DA MÚSICA

Postado Por Roberto Leal  | Sem Comentarios

A bateria espetáculo do  Bloco Afro Olodum

A maior festa de participação popular do mundo marcara a memória dos baianos, soteropolitanos e turistas em 2017. O fantástico carnaval de Salvador trará mais de 300 entidades, serão cerca de 700 horas de muita música com grandes atrações fazendo a folia. Além das muitas atrações, o folião pode esperar muitas novidades nos seis circuitos oficiais. Diversas apresentações sem corda nos circuitos: Dodô, Osmar, Batatinha, Riachão, Sérgio Bezerra, Orlando Tapajós e Mestre Bimba, entre trios elétricos independentes, shows grátis e vários blocos sem cordas, que deixarão a festa muito mais atraente e democrática.

As novidades da festa ficarão por conta, além do tema “Cidade da Música”, foram anunciadas pelo prefeito ACM Neto durante entrevista coletiva realizada na terça-feira (17/01), no Teatro Gregório de Mattos (TGM), no Centro Histórico. Na ocasião, esteve presentes também o vice-prefeito Bruno Reis; o secretário Cláudio Tinoco da Secretária de Cultura e Turismo; de Isaac Edington presidente da Saltur - Empresa Salvador Turismo; de Pedro Costa presidente do Conselho Municipal do Carnaval; dos representantes da Skol e da Air Europa - empresas patrocinadoras da grande festa e demais gestores municipais, convidados e imprensa.

“Este ano estamos ampliando as atrações para o folião pipoca. Somente o Furdunço, que acontece na Barra no domingo pré-carnaval, terá recorde de 34 atrações gratuitas. Também vamos fazer um encontro de trios elétricos na quinta-feira (23/02), no Circuito Dodô (Barra/Ondina), para marcar ainda mais o início da festa. Vamos continuar com o Fuzuê, com artistas se apresentando sem cordas, carnaval nos bairros, palcos temáticos e demais atrativos que serão divulgados em breve”, enfatizou o prefeito.  

 A abertura vai acontecer novamente na quarta-feira (22/02), com um grande baile de carnavalesco à moda antiga na Praça Municipal. O clima de folia “das antigas” será dado por um grande cortejo formado por baianas e as bandas e grupos: Olodum, Didá, Ilê Aiyê, Malê Debalê, Cortejo Afro, Filhos de Gandhy, Muzenza, Os Mutantes, Saku Xeio e Pai Burokô. O cortejo sairá do Terreiro de Jesus em direção à Praça Municipal onde se encontrará com a orquestra formada por 40 músicos e comandada por quatro maestros: Fred Dantas, Paulo Primo, Sergio Benutti e Zeca Freitas.

Bloco Sal da Terra no Pelourinho
Dentro das comemorações será feita uma homenagem ao artista plástico Mestre Didi, que se chamava Deoscóredes Maximiliano dos Santos, que se vivo fosse completaria 100 anos em 2017. Após a entrega das chaves ao Rei Momo, o cantor Bell Marques, ex- Chiclete com Banana se apresentará pela primeira vez no local com sucessos que marcaram a carreira e o Carnaval de Salvador. Também dentro da programação do primeiro dia de festa, as atrações no Circuito Sérgio Bezerra – que engloba o trecho do Farol da Barra ao Morro do Cristo – vão se apresentar mais cedo: a partir das 16h. São 28 bandas de sopro e percussão que animaram o público com as famosas marchinhas e sucessos do “carnaval das antigas” em versão instrumental.

Grandes atrações sem corda já estão confirmadas para o carnaval de Salvador. Os 70 anos serão comemorados por Moraes Moreira com a “Pipoca do Moraes” no domingo (27/02), no Circuito Dodô. Além do Pôr do Sol na Castro Alves, o grupo “Baiana System” será a última atração do Circuito Dodô na segunda-feira (27). A cantora Daniela Mercury desfila na sexta-feira (24), no Circuito Dodô e terça-feira (28), no Circuito Osmar, também sem cordas.

O folião pipoca vai poder curtir a festa já no pré-Carnaval a ser realizado no Circuito Orlando Tapajós - contra fluxo, na Barra, no fim de semana que antecede a abertura oficial. No sábado (18), a partir das 15h, será realizado o Fuzuê, que terá como ponto marcante a abertura do evento com o bloco Sarapa, em homenagem aos 40 carnavais do designer Pedrinho da Rocha. São 21 grupos culturais, folclóricos e tradicionais que participarão do desfile, a exemplo das Ganhadeiras de Itapuã, Paroano Sai Milhó, Grupo Zambiapunga e Quabales. No dia seguinte, também às 15h, será a vez do Furdunço trazer as charangas, fanfarras, orquestras, grupos percussivos e mini trios. O cantor Léo Santanna, ex-Parangolé será o estreante da iniciativa, é uma das 34 atrações que vão se apresentar no local e a lista ainda engloba nomes como Silvia Patricia e Tuk Tuk Sonoro, Alex da Costa e Coreto Elétrico, Alexandre Leão, Band’Aiyê e Orquestra de Frevos e Dobrados. O Furdunço retorna na sexta-feira (24), no Circuito Osmar, no Centro Histórico.

A Praça Castro Alves será palco mais uma vez do Pôr do Sol. A iniciativa, que ocorre em um dos locais símbolos do Carnaval, será realizada no domingo (26), sob o comando da turma do Baiana System & convidados. O carnaval nos bairros está garantido e acontece em dez pontos diferentes da cidade. São: Cajazeiras, Periperi, Itapuã, Liberdade, Boca do Rio, Plataforma, Centro Histórico - Praça da Cruz Caída e nas ilhas de Maré, Bom Jesus dos Passos e Bom Jesus dos Frades.  Os Palcos Temáticos também estão na programação do Carnaval. De casa nova em 2017, o Palco do Rock será realizado na Praça Wilson Lins, na Pituba, a partir das 19h. O Palco Multicultural será montado novamente no Terreiro de Jesus para receber bandas de hip hop, reggae, arrocha e demais estilos musicais, a partir das 18h. O Terreiro do Samba bate ponto na Praça da Cruz Caída, com atrações a partir das 19h.

Com o sucesso registrado nas edições anteriores, os “Espaços Temáticos” marcam presença na folia em Salvador em quatro locais. A Vila Infantil vai trazer atividades para os pequenos novamente na Praça 2 de Julho,  no Campo Grande. As Vilas Gastronômicas estarão localizadas ao lado do Farol e na Rua Airosa Galvão, ambas na Barra, e na Rua Nossa Senhora de Fátima, em Ondina. O Beco das Cores, na esquina da Rua Dias D’Ávila com a Avenida Oceânica, na Barra, vai trazer DJ’s ao local conhecido pela diversidade. As apresentações acontecerão nos intervalos da passagem dos blocos, das 19h à 0h. No dia 27, a Praça Castro Alves contará com o Desfile de Fantasia de Luxo e Originalidade, a partir das 19h. A decoração da folia este ano será produzida por cinco grandes nomes das artes plásticas em Salvador: Tatti Moreno, Bel Borba, Maria Adair, Eliana Kertész e Alberto Pitta. As peças inéditas terão aproximadamente 15 mts de altura e ficarão expostas em cinco pontos da cidade, que são:  Praça Castro Alves, Campo Grande, Barra, Ondina e Rio Vermelho.

Fonte: Ascom/PMS
Texto: Roberto Leal

Foto: Roberto Leal
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sábado, 14 de janeiro de 2017

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FÃS PEDEM CASAMENTO DE BRUNA MARQUEZINE E NEYMAR

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O casal Brumar Foto: Divulgação
Nesta sexta-feira, 13/01, os fãs do casal Bruna Marquezine (21 anos) e Neymar (24 anos) apelidados pela imprensa de “Brumar” (junção dos nomes Bruna Marquezine e Neymar) teve muitos motivos para comemorar a data, mais conhecida folcloricamente como dia do azar. Toda essa euforia está sendo causada pelo comentário ‘My wife’ (minha esposa - em inglês) que o jogador de futebol da Seleção Brasileira, deixou em uma foto que a atriz postou para divulgar uma campanha em parceria com o Unicef, no seu Instagram. Neymar também usou um emoji de coraçãozinho e um de gatinho na rede social para retratar o seu amor pela atriz.
Após o comentário de Neymar, os internautas começaram a pedir a Bruna Marquezine que case com o Neymar e que a data do casamento seja marcada, além de estarem elogiando a atitude do atleta que hoje defende as cores do Barcelona e chamando o craque de “príncipe da vida real”.
A foto era para divulgar a campanha Make a Promise, da Louis Vuitton em parceria com a Unicef, que vai converter os lucros das vendas da pulseira Silver Lockit para crianças em situação de risco no mundo.  O casal que namoraram um ano de 2013/2014 quando estiveram juntos pela primeira vez, ensaiaram vários momentos até reatare

m com muita força agora em fins de 2016 e parece que vem casamento por ai e tem uma torcida enorme enchendo a bola e estado de espirito do casal.

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segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

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UM OLHAR À CULTURA ANGOLANA NO SEU DIA

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Por: Eduardo Tchandja
Jornalista Roberto Leal pesquisador dos PALOP

É com esta máxima, grafada no livro de leitura da 4ª classe (se a memória não extravasar), o conhecido livro vermelho e amarelo, que busco prologar a reflexão sobre a cultura nacional no seu dia, pois a grandeza, a riqueza e a beleza do nosso país são deveras devedoras à diversidade da cultura nacional.
Assinala-se a 8 de Janeiro, o Dia Nacional da Cultura Angolana, data instituída em 1986, pela aprovação do Decreto 21 publicado no Diário da República N¤ 87, I Série de Novembro desse mesmo ano, por uma visão peremptória do discurso do saudoso Presidente Dr. António Agostinho Neto, proferido no mesmo dia e mês do longínquo ano de 1979 por ocasião da tomada de posse dos elementos que compuseram na altura o quadro gerente da UEA (União dos Escritores Angolanos), discurso do qual se cita um curto mas significativo trecho: "...a cultura não pode se inscrever no chauvinismo nem pretende evitar o dinamismo da vida..." (fim de citação).
À luz desse dinamismo, em conversa com Roberto Leal, jornalista, escritor e editor da Revista de Literatura Òmnira (que significa Liberdade, na Língua Yorubá), reafirmou o potencial cultural de Angola:" ...em minha opinião, e contando com as análises e estudos do intercâmbio UBESC e Revista Òmnira com a execução do trabalho litéro-social, cultural e educativo nos PALOP (Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa), Angola é considerada uma grande potência em diversidade cultural, desenvolvimento e aproveitamento da educação. Que me desculpem os outros países!" - manifestou o também fundador do Movimento Literário Kutanga/Angola, tendo afirmado faltarem poucos países para visitar e concluir o seu trabalho de intercâmbio, tendo inclusive visitado Angola a convite da ALCA (Associação Literária e Cultural de Angola) em Outubro/Novembro de 2015, onde ministrou a 1ª Formação Básica sobre Criação Literária, visitou escolas e outras instituições, ofereceu livros, firmou acordos se intercâmbio cultural e fez sessões de venda e autógrafos de obras literárias com destaque ao seu maior sucesso "C'alô & Crónicas Feridas". Tudo inserido nos festejos do 40¤ aniversário da independência de Angola. 
Roberto Leal afirmou ainda: "o intercâmbio cultural é bom para o desenvolvimento do povo, o que cresce a cada ano, e isso é bom para o cidadão angolano, que se destaca de forma a construir um futuro melhor para os componentes da sua sociedade, como também para a imagem do seu país e para o enriquecimento cultural do continente..." 
Numa espécie de contextualização do trecho do discurso do Poeta-Maior angolano, que falava na altura como estadista, Roberto Leal sublinhou: " Angola é um celeiro engrandecido de verdadeiros artistas e suas manifestações, e África já percebeu isso, bastando apenas começar a trabalhar juntos, com o mesmo interesse e os mesmos objectivos, pois um país sem cultura não é um país, é apenas uma sociedade constituída, uma estrutura conhecida e perdida em algum lugar"- arrematou o activista cultural e literário da Baía de São Salvador, articulista (com mais de setecentos artigos publicados nos jornais e revistas de todo mundo, mormente nos PALOP ) e Presidente da UBESC (União baiana de Escritores).
Roberto Leal espelha uma verdade irrefutável, sinal disso é a concorrência da cidade de Mbanza Kongo (capital do antigo Reino do Kongo ) a património histórico-cultural da UNESCO, o que explicita que Angola um país genuinamente diversificado em matéria de cultura, eis que se analisa bem escolhido o lema para as comemorações da efeméride neste ano de 2017: " a cultura faz-se nos municípios para valorizar e fortalecer o seu papel como factor de desenvolvimento".
O dia nacional da cultura foi vivido em todo país e na diáspora com vários atractivos, desde visitas e excursões a sítios e monumentos histórico-culturais, palestras e reflexões, recitais e espetáculos músico-culturais, cujo acto central se realizou na província mais a norte do país, Cabinda sob orientação da Ministra da cultura, Drª. Carolina Cerqueira.  As associações literárias, como a ALCA e seus parceiros também fizeram jus ao compromisso sério com a cultura nacional, pois esta fortalece a nação.




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quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

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A POETISA HELOÍSA PRAZERES LANÇA " casa onde habitamos"

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Heloísa Prazeres & sua habitação poética
No dia 12 de janeiro (quinta-feira), às 19 horas, A escritora Heloísa Prazeres lança o seu mais novo livro de poesia “casa onde habitamos” (assim mesmo tudo minúsculas), Scortecci Editora/SP - 132 páginas, R$ 30, no próximo dia 12/01 (quinta-feira), na Livraria Cultura (Av. Tancredo Neves, 2.915 – Piso 2, Caminho das Árvores, Salvador/BAHIA-Brasil) do Salvador Shopping. A obra reúne 82 novos poemas expostos em quatro fases. O espaço geográfico constitui o tema central da publicação, ilustrado com fotos do artista visual baiano Jamison Pedra, que, pela segunda vez, acompanha a autora, em livro. A palavra casa, em “casa onde habitamos”, possui um campo semântico que evoca, provoca e define-se como proteção externa e espaço interno de experiência.
As quatro fases que compõem o livro destinam-se metaforicamente à comunicação poética, organizada em casas: arte, sonho, sentimento e memória − defesa de princípios que constituem o discurso libertário da poesia. Habitante da metrópole, a poeta põe-se a falar, liricamente, em interlocução com o leitor, que se identificará com a procura incessante por abrigos humanos sob o teto da terra.
casa onde habitamos
Na primeira fase, são os trabalhos de bastidores, contendo uma reflexão sobre a arte da poesia. Um sucinto comentário poético sobre o preenchimento do vazio pelo signo, mediante privilegiada forma de comunicação, intencional, metalinguística, rítmica e sonora, quando o signo se enfeita. Na segunda fase, são as ante-salas de sonhos que toma lugar, explora a fértil relação entre o imaginário artístico e o sonho. São poemas expressos numa linguagem quase automática de ditado; dela sobressaem avanços por sen­das, nas quais o insólito traduz-se em cenas e relatos da vida onírica.
Dá-se, em seguida, um intervalo de leveza, suavidade e sensibilidade, por sob o teto da terra, onde prevalecem pequenas composições, curtas peças de louvor, dedicação e homenagem à vida, aos sentimentos e às relações. Encerra-se, mesmo por ali no mesmo chão, com textos de captura da memória − poesia de registro, tempo para buscar tempo, percepções e experiências pretéritas.
 
Heloísa Prazeres é baiana, natural de Itabuna/BA, possui textos publicados com produtores de Artes Visuais in Cinema e Fotografia. É verbete no Dicionário de Autores Baianos – Secult/BA - 2006 e no Dicionário de Escritores Contemporâneos da Bahia, CEPA/2015. Publicou, em livro, temas e teimas em narrativas baianas do Centro-Sul/FCJA-UNIFACS/Secult-2000; Pequena História, poemas selecionados. Salvador/Quarteto-2014; Antologia “Outros Riscos” do Prêmio Damário DaCruz de Poesia - Secult/BA e Quarteto/2013; Poetas da Bahia III, em Salvador, Expogeo/2015;  Antologia 5º Prêmio Literário de Poesia “Portal Amigos do Livro” Editora Scortecci/SP-2015; Medalha de Bronze do I Concurso Literário da AECALB, Rio de Janeiro/2016. É Bacharela e Mestre em Letras pela UFBA. Doutora em Literatura na University of Cincinnati, OH/EUA. Professora Adjunta, aposentada do Instituto de Letras da UFBA. Foi professora titular na Universidade Salvador, UNIFACS e já  coordenou o Núcleo de Referência Cultural da Fundação Cultural do Estado da Bahia. Informações: 71 9 8122-7231.
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segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

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"ME LIBERA NEGA" SERÁ O HIT DO CARNAVAL DA BAHIA 2017

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Ítalo um Jovem delinquente salvo pelo seu talento
Depois de ter sido preso por suspeita de ter assaltado estudantes em um ponto de ônibus, na região da Orla Marítima de Salvador/Bahia-Brasil, o jovem Ítalo Gonçalves, 19 anos, foi conduzido à delegacia na sexta-feira (18/12) e foi liberado pela polícia e expôs seu arrependimento nas redes sociais: “peço desculpa a moradores e a familiares e isso não vai se repetir mais. Vou viver das graças do Senhor, feliz e alegre”, escreveu.
Momentos após a prisão, o jovem que não parava de cantar enquanto era entrevistado por um repórter, da Rede Record de Televisão, do Programa Balanço Geral da Tarde, Marcelo Castro, com o apresentado José Eduardo, chamou atenção de dois grandes artistas baianos, Filipe Escandurras e Marcio Victor, vocalista do Psirico. “Esse jovem tem talento. Vamos ajudar esse cara”, disse Marcio Victor em áudio enviado pelo aplicativo WhatsApp ao apresentador.
Filipe Escandurras que participou do Balanço Geral, na segunda-feira (21/12), prometeu ajudar o jovem que já tem um hit. “Me libera, nega. Deixa eu te amar. Me libera, nega. Novinha. Vou te sentir. Me libera, nega. Vem, nega, pro Olodum. Eu vou te dar um beijo e depois vou te dar mais um”, diz trecho da música de Ítalo, que adotou o nome artístico de MC Beijinho.
O hit que ainda não tem nome já gerou memes e já tem uma versão gravada elo compositor baiano Felipe Escandurras, que chegou até a compartilhar um vídeo com o jovem compositor Ítalo Vasconcelos em seu perfil no Facebook. E já falam em Salvador que esse será o Hit do Carnaval baiano, o maior carnaval do mundo. inclusive Salvador amanheceu a uma semana atrás toda pichada com a inscrição nas cores preta e laranja “Me Libera, Nega” em muros, tabiques, compensados, paredes por todos os lugares.
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segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

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NOBLAT A VOZ FEMININA DO RAP NORDESTINO

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Janaina Noblat é a voz feminina do Rap Nordestino

Janaína Passos Noblat Perez é compositora e cantora de Rap. Ganhou o título de Mc, quando venceu uma Batalha, n’um desafio que aconteceu em Salvador, quando foi à campeã e o que lhe deu a oportunidade de poder representar a Bahia em São Paulo.  Foi neste contexto que Janaina Noblat, concorrendo com diversas garotas de outros estados (MG, ES, SP, RJ, SC, PE, DF), se tornou a campeã nacional de Freestyle feminino de 2016, que aconteceu durante o V Fórum Nacional de Mulheres no Hip Hop, em São Paulo. Janaína Noblat nasceu em Saúde/BA. Desde cedo, já ouvia Rap, estilo musical que a deixa bastante confiante para soltar a sua rima.  No dia do Hip Hop, foi matéria na Revista Muito, suplemento do maior jornal do Norte e Nordeste do Brasil “A Tarde”, sobre a proposta do NoBlah. “O protagonismo feminino no Hip Hop tem crescido, mulheres que antes se sentiam oprimidas pelo machismo, hoje se sentem parte fundamental”, opina Janaina.

A primeira apresentação do NoBlah,  se deu com o Mc Rapadura em 2014 e desde então   vem se apresentando com  Mcs de todo país, como Tássia Reis (SP)  e MV BILL (RJ) e outros conhecidos no cenário poético musical.  Tem se apresentado em muitos shows com Mcs baianos. Mc Janaina Noblat visitou colégios particulares e públicos durante várias apresentações. Foi convidada a participar de várias mesas de discussões sobre a arte urbana e empoderamento feminino. Recentemente participou de eventos na universidade Unifacs e na Uneb – Universidade do Estado da Bahia onde fez show no Congresso de Comunicação.  O NoBlah estará em janeiro, em São Paulo participando de dezenas de shows com Mcs paulistanas.
O NoBlah  passa uma ideia filosófica de não conversar o que não se tenha conteúdo, o que não represente cultura para o povo. Sem Blá, Blá, Blá. Faz uma alusão ao sobre nome da MC Janaína Noblat.  Como revelação baiana e nacional do ano, ela que já tem um público repleto de jovens e adolescentes, espera conquistar a simpatia de todos, com suas letras e rimas. “Nas minhas letras trago vivências, com o objetivo de causar reflexão”, afirma Janaina.


Janaína Noblah tem como referência os grupos Sabotagem, Eminem e Racionais, que fizeram parte do repertório musical que desde a sua infância fazia descrevia o seu mundo.  Vindo morar em Salvador, passou a ter contato com a cena local do Hip hop. Foi quando emergiu a vontade de cantar suas composições, iniciando sua carreira com apresentações em escolas e nas Comunidades Carentes da cidade.  No decorrer de sua carreira já abriu shows de: Rapadura, Tássia Reis, Síntese, MV BILL. A cantora quer mostrar, entre versos e melodias, como o hip-hop pode ajudar a empoderar e conscientizar as nossas mulheres. Nessa cena emergente de mulheres MCs do Brasil, Janaina Noblat rapper baiana é campeã de Freestyle nacional feminina. “Lembro sempre da realidade do Rap no meu Estado e do quanto ele ainda precisa de visibilidade”, diz Janaina.  https://www.facebook.com/NoBlahRap
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domingo, 25 de dezembro de 2016

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NORUEGA TEM A MELHOR PRISÃO DO MUNDO

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Vista da Ilha-prisão de Bastoy                        Foto: Grim23/Wikimedia Commons
A cerca de 80 km de Oslo, capital da Noruega, fica a ilha-prisão de Bastoy, muito diferente do que estamos acostumados a ver no Brasil, essa prisão na Noruega é considerada tão boa que as pessoas “têm vontade” de estar lá. E o melhor de tudo: ela resolveu bastante os problemas de criminalidade na região. A água, o mar, dificulta fugas, assim como na mais famosa ilha prisão do mundo, Alcatraz, nos EUA. Mesmo assim, já houve tentativa de fugas lá, mas, curiosamente, umas das primeiras tentativas, foi muito antes de o local se tornar uma prisão, funcionava como um depósito de menores infratores, um grupo de rapazes que ali estavam recolhidos, tentou fugir, mas, não tiveram sucesso na ação e em resposta à segurança, eles se rebelaram tocando fogo e destruindo parte das dependências e só foram contidos com a chegada do Exercito Norueguês.

Em 1915, Bastoy funcionava como um lugar para recolher menores infratores. E foi em 1970 que o local passou a existir como a melhor prisão do mundo, por ironia ou não, lá a abordagem é humanista para quem está atrás das grades, isso significa uma mudança de filosofia, o que dar a idéia de que o local é para recuperar pessoas e não para castigá-las. Em Bastoy cada preso tem a sua ocupação e nas horas de folga, pode circular pela ilha, onde se encontra: uma praia para a prática do banho, do lazer e pescaria; biblioteca; sauna; quadras de tênis e capela.

O resultado desta experiência carcerária, é que somente 16% dos presos que passam por Bastoy, voltam a cometer crimes, um percentual considerado baixíssimo em relação a estatísticas e pesquisas mundiais. O índice de fuga do lugar é baixo, quem tenta fugir e é pego, recebe como penalidade o cumprimento total da pena em outra prisão considerada comum. O histórico dos presos de Bastoy é que ali só recebem: estupradores, assassinos e traficantes, presos considerados de alta periculosidade.

Em Bastoy não existem celas, são quartos aconchegantes, o local lembra um hotel fazenda, com animais e boa comida preparada por cozinheiro profissional. Para uma melhor comparação, na Europa o percentual de reincidência é de 70%. No Brasil fala-se em 24,4 % pelo IPEA – Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada e 46,3 % pelo CNJ - Conselho Nacional de Justiça.
 
Fonte: ASCOM/Revista Òmnira
Texto: Roberto Leal
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quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

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UM LÍDER QUE O POVO REALMENTE NÃO CONHECEU

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Amilcar Cabral a maior Liderança do PAIGC
Ele era um poeta, portanto intelectual; político por necessidade, por isso guerrilheiro e agrônomo de formação. Nasceu em 12 de setembro de 1924, em Bafatá, na Guiné-Bissau, filho de Juvenal Lopes Cabral e de Iva Pinhel Évora. Aos 12 anos de idade une-se ao pai, que nessa altura já havia retornado a Cabo Verde, e efetua os seus estudos primários na Rua Serpa Pinto, na Praia. Seguidamente inscreve-se em São Vicente no Liceu Infante D. Henrique onde termina os estudos em 1944, ganhando classificação de melhor aluno. Ainda na sua juventude, Cabral evidenciava já uma especial avidez pela percepção do mundo que o rodeava, fato que se espelhava nos seus dotes de poeta e de escritor, a sua intelectualidade já era percebida por admiradores do trabalho na época. Os seus sentimentos nacionalistas, libertários e revolucionários sempre foram vistos com reprovação pelas autoridades coloniais, esse era Amilcar Lopes Cabral, aquele mesmo que publicou seus poemas muitas vezes pela alcunha de Larbac e poucos sabem disso.

Em 1945. Cabral é um dos primeiros jovens das colônias portuguesas a ser contemplado com uma bolsa para freqüentar os estabelecimentos de ensino superior em Portugal e matricula-se no Instituto Superior de Agronomia em Lisboa. A vida de estudante constituiu uma oportunidade para aprofundar o seu sentimento progressista anticolonial, participando ativamente nas atividades estudantis clandestinas que se desenvolviam à volta da Casa dos Estudantes do Império e da Casa de África; foi lá que conheceu os futuros companheiros de luta  Marcelino dos Santos, Vasco Cabral, Agostinho Neto, Eduardo Mondlane e outros estudantes que viriam a ser futuros e grandes líderes dos movimentos de libertação, no continente africano. Todos assistidos de perto por outros lideres engajados na mesma luta, como: Nelson Mandela, Samora Machel e Patrice Lumumba, dentre outros.

Em 1949. Estando de férias em Cabo Verde, Cabral participa na Rádio-Clube elaborando um conjunto de programas de índole cultural que logo são interditados pelas autoridades, devido à sua mensagem nacionalista que era bem acolhida, sobretudo no seio dos jovens... O que era visto como incentivo a juventude contra o regime colonial pelas autoridades.
Regressando a Lisboa para continuar os estudos, Cabral retoma as suas atividades políticas, com os estudantes africanos, não obstante a vigilância cerrada e as ameaças cada vez mais insinuantes da “Polícia Política Portuguesa”, a PIDE - Polícia Internacional e de Defesa do Estado.

Em 1952. Cabral termina o curso e casa-se com a senhora Maria Helena Atalaide Vilhena Rodrigues. No início de 1953. Cabral é colocado como engenheiro agrônomo na Guiné-Bissau, para trabalhar na estação agrária experimental de Pessubé. Ele aproveita-se então da sua atividade profissional para percorrer a Guiné de ponta a ponta e adquirir um bom conhecimento do terreno bem como da constituição social das suas populações; é Cabral quem realiza o primeiro recenseamento agrícola da colônia portuguesa de: Guiné.
Sékou Touré grande desafeto de Cabral
Em 1956. Dia 19 de setembro, depois de ter militado durante cerca de um ano no MING - Movimento de Libertação Nacional da Guiné, Amílcar Cabral decide fundar o PAIGC - Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde.
Um ano mais tarde, vai Amílcar Cabral trabalhar em Angola e é lá que também participa na criação do MPLA - Movimento Popular de Libertação de Angola, em Luanda, tendo desenvolvido uma intensa atividade na mobilização de jovens angolanos para a luta contra a dominação colonial. E assim vai ganhando notoriedade entre a juventude.

Em 1957, mês de dezembro, Cabral viaja para Paris onde se encontra com Marcelino dos Santos, da FRELIMO - Frente de Libertação de Moçambique, e com Lúcio Lara, Mário de Andrade e Viriato da Cruz, do MPLA. Juntos resolvem então realizar a primeira reunião de concentração entre os movimentos de libertação das colônias portuguesas, na qual decidem cooperar em atividades conjuntas no campo internacional e criar em Lisboa um centro que coordenaria as ações entre esses movimentos. Na seqüência dessa reunião, Cabral ao regressar de Paris passa por Lisboa onde mobiliza os estudantes nacionalistas africanos para criarem o MAC - Movimento Anti Colonialista, primeira organização clandestina formada em Portugal por estudantes oriundos das colônias portuguesas.

Em 1959. Dia 3 de agosto, Cabral regressa de Portugal para desenvolver a essa  altura, uma série de contatos buscando apoio externo para a luta contra a dominação colonial. Depois do massacre de Pidjiguiti realizado pelas forças coloniais, viu que a situação pedia medidas mais enérgicas, então que resolve regressar à Guiné-Bissau, onde reúne a direção do PAIGC para analisar a situação da luta no país. Fica então decidido que o Partido deveria dar atenção prioritária à mobilização das populações rurais, com vista à preparação de condições para a passagem à luta armada, já que a repressão colonial havia demonstrado não admitir nenhuma veleidade de contestação legal ao sistema.

Em 1960. Cabral decide fugir com os seus companheiros para a Guiné-Conakry onde passaria a ficar instalada a sede do PAIGC. A partir desse país eles trabalham ativamente nos preparativos para reforçar a frente de concentração do partido e o arranque da luta armada de libertação nacional. Em abril de 1960, em Casablanca, ele participa na criação da CONCP - Conferência das Organizações Nacionalistas das Colônias Portuguesas. Durante cerca de três anos Amílcar Cabral desenvolve uma intensa atividade de mobilização das populações no interior da Guiné, ao mesmo tempo em que, no campo internacional desenvolve contatos para a obtenção dos apoios indispensáveis para a passagem a uma nova fase de luta.

A Independência por trás das letras
Em 1963. Era 23 de janeiro, inicia-se a luta armada na Guiné-Bissau. Revelando-se um homem de grande capacidade intelectual e dotado de uma firme convicção na luta pela liberdade e a justiça social, Amílcar Cabral dedicou todos os seus esforços em prol da independência dos povos da Guiné e de Cabo Verde. De maneira a se tornar um dos homens mais respeitados do continente, ele conseguiu assimilar o sucesso que se ia sendo alcançado no terreno da luta militar na Guiné e no da luta política clandestina que militava em Cabo Verde, com o desenvolvimento de uma ação diplomática que ele pessoalmente conduziu da forma bem eficaz. O PAIGC - Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde hoje denominado PAICV – Partido Africano da Independência de Cabo Verde e que é presidido pela ex-ministra e hoje deputada Janira Hopffer Almada.

De 1963/74. Durante a luta armada a sede do PAIGC ficou situada na Guiné Conakry, de onde vem a suspeita do possível mandante do assassinato de Amilcar Cabral, a 20 de janeiro de 1973, o acusado é o ex-presidente Sékou Touré, como diz no seu livro “Amilcar Cabral – Um Novo Olhar” o professor cabo-verdiano Daniel Santos. A morte do “pai das independências” da Guiné Bissau e Cabo Verde, nunca ficou totalmente esclarecida, e é uma das queixas de intelectuais, conservadores  e imigrantes pelo esquecimento dado ao caso e a causa. Várias obras literárias já deram pistas sobre a possível emboscada de que foi vítima
Amilcar Cabral, na obra “Cabo Verde Os Bastidores da Independência” de José Vicente Lopes; no livro “De Conakry ao MDLP” do escritor Alpoim Calvão e o historiador guineense Julião Soares Sousa com o seu livro “Vida e Morte de um Revolucionário Africano”, dão ênfase a acusação. Os escritores são tomense Tomás Medeiros com o livro “A Verdadeira Morte de Amilcar Cabral” e o angolano António Tomás com sua publicação “O Fazedor de Utopias – Uma Biografia de Amilcar Cabral”, citam, mas, não acusam ninguém, todos são inconclusivos sobre o possível envolvimento de Portugal e do próprio PAIGC nessa manobra.

Ficam aqui algumas perguntas que não querem se calar, principalmente nesse momento atual. Será que essa política Educativa Cultural que sonhava o grande líder, está sendo praticada na República Democrática de Cabo Verde e na Guiné Bissau? Onde poderíamos encontrar um acervo sobre a vida literária e cultural desse “pai” das Independências, qual das nações hoje deveria assumir esse compromisso cívico, com o seu povo e sua história? Encerro parafraseando esse grande poeta e guerrilheiro que dizia “Aquele que sabe, ensina àquele que não sabe”. É tão simples assim... basta querer!

POEMA

Quem é que não se lembra
Daquele grito que parecia trovão?!
– É que ontem
soltei meu frito de revolta.
Meu grito de revolta ecoou pelos vales mais longínquos da Terra,
atravessou os mares e os oceanos,
transpôs os Himalaias de todo o mundo,
não respeitou fronteiras
e fez vibrar meu peito...

Meu grito de revolta fez vibrar os peitos de todos os homens,
confraternizou todos os Homens
e transformou a Vida...

... Ah! O meu grito de revolta que percorreu o mundo,
que não transpôs o mundo,
o Mundo que sou eu!

Ah! O meu grito de revolta que feneceu lá longe,
muito longe,
na minha garganta!

Na garganta de todos os homens.



ROSA NEGRA

Rosa,
chamam-te Rosa, minha preta formosa
e na tua negrura
teus dentes se mostram sorrindo.

Teu corpo baloiça, caminhas dançando,
minha preta formosa, lasciva e ridente
vais cheia de vida, vais cheia de esperanças
em teu corpo correndo a seiva da vida
tuas carnes gritando
e teus lábios sorrindo...

Mas temo tua sorte na vida que vives,
na vida que temos...
Amanhã terás filhos, minha preta formosa
e varizes nas pernas e dores no corpo;
minha preta formosa já não serás Rosa,
serás uma negra sem vida e sofrente
ser’as uma negra
e eu temo a tua sorte!

Minha preta formosa não temo a tua sorte,
que a vida que vives não tarda findar...
Minha preta formosa, amanhã terás filhos
mas também amanhã...
... Amanhã terás vida!


 ILHA

Tu vives - mãe adormecida-
nua e esquecida,
seca,
fustigada pelos ventos,
ao som das músicas sem música
das águas que nos prendem...

Ilha:
teus montes e teus vales
não sentiram passar os tempos
e ficaram no mundo dos teus sonhos
- os sonhos dos teus filhos -
a clamar aos ventos que passam,
e às aves que voam, livres,
as tuas ânsias!

Ilha:
colina sem fim de terra vermelha
- terra dura -
rochas escarpadas tapando os horizontes,
mas aos quatro ventos prendendo as nossas ânsias!


...NÃO, POESIA

... Não, poesia:
não te escondas nas grutas de meu ser,
não fujas à vida.
Quebra as grades invisíveis da minha prisão,
abre de par em par as portas do meu ser
— sai...
Sai para a luta (a vida é luta)
os homens lá fora chamam por ti,
e tu, poesia és também um homem.
Ama as poesias de todo o mundo,
— ama os homens
solta teus poemas para todas as raças,
para todas as coisas.
Confunde-te comigo...
Vai, poesia:
toma os meus braços para abraçares o mundo,
dá-me os teus braços para que abrace a vida.
A minha poesia sou eu.

                            
EVOLUÇÃO CONCEPTUAL E REAL

Um conceito anterior: um caracol
nos mistérios de um invólucro de egoísmo.
A vida só valia à luz do sol,
de um sol falho de Amor – do comodismo.
Conceito mais actual: uma alma aberta à vida,
na conquista da vida, rasando o seu destino.
Na estrada a percorrer, na estrada percorrida.
o amor é o justo guia, o amor é um constante hino.

Fonte: ASCOM/Fundação Òmnira
Texto: Roberto Leal
Fotos: Internet
Livro: Reprodução Roberto Leal



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domingo, 4 de dezembro de 2016

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MORRE O POETA MARANHENSE FERREIRA GULLAR

Postado Por Roberto Leal  | Sem Comentarios

O Poeta Ferreira Gullar era um múltiplo artista 

O poeta, crítico de arte, dramaturgo, biógrafo, tradutor e escritor maranhense Ferreira Gullar faleceu neste domingo (04/12), às 10 horas da manhã, aos 86 anos, a morte foi confirmada pela sua neta Celeste, ele que era também colunista de a Folha de São Paulo.  O escritor estava internado no Hospital Copa D'Or, na Zona Sul do Rio, por complicações pulmonares. A partir de um diagnostico de pneumotórax, o escritor contraiu uma forte pneumonia. Ferreira Gullar assumiu ao longo da sua vida como um dos fundadores do Movimento Neoconcretismo, o poeta que já havia participado de todos os acontecimentos mais importantes da poesia brasileira.

Imortal da Academia Brasileira de Letras desde 2014, como intelectual recebeu diversos prêmios. Em 2007, venceu o Prêmio Jabuti de melhor livro de ficção do ano com a sua obra "Resmungos". Em 2010, recebeu o Prêmio Camões, o mais importante dos países de língua portuguesa, e o Honoris Causa da Faculdade de Letras da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Dentre tantas outras honrarias relacionadas ao longo da sua carreira literária. O seu último livro foi  “Autobiografia Poética & Outros textos” da Ed. Autêntica.

Era o quarto em uma família de 11 filhos do casal Newton Ferreira e Alzira Ribeiro Goulart, ele nasceu José Ribamar Ferreira no dia 10 de setembro de 1930 em São Luiz, no Maranhão. No início da década de 1950, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde, em 1956, participou da exposição concretista que é considerada o marco oficial do início da poesia concreta. Três anos depois criou com Lígia Clark e Hélio Oiticica, o neoconcretismo, que valoriza a expressão e a subjetividade em oposição ao concretismo ortodoxo.

Como militante do Partido Comunista, foi exilado na década de 1970, durante a ditadura militar, vivendo entre a União Soviética, a Argentina e o Chile. Retornou ao Brasil em 1977 e foi preso por agentes do Departamento de Polícia Política e Social no dia seguinte ao desembarcar, no Rio de Janeiro. Foi libertado depois de 72 horas de interrogatório graças à intervenção de amigos junto as autoridades do regime. Depois disso, retornou aos poucos às atividades de critico, escritor e jornalista. Ainda não se tem informações sobre a data e horário do velório.

Fonte: ASCOM/Revista Òmnira


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domingo, 20 de novembro de 2016

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O CEPA TROUXE UM NOVEMBRO "ÁFRICA" NEGRO

Postado Por Roberto Leal  | Sem Comentarios

Consciência negra Cepista
Neste sábado (19/11), às 14 horas, aconteceu na Sede do CEPA – Circulo de Estudo Pensamento e Ação (Rua Souto Dalva, 98 – Barbalho Salvador/BAHIA-Brasil), uma grande tarde cultural dentro do calendário “Novembro Negro”, no mês da Consciência Negra, foi quando o jornalista e editor Roberto Leal recém chegado de mais uma viagem a África, onde realizou trabalho literário e social, ministrou a palestra “A Importância do Incentivo a Leitura no Ensino”, lançou a revista de Literatura lusófona Òmnira (que em Yorubá quer dizer: Liberdade), edição número 12, em homenagem ao líder negro sul africano Nelson Mandela, com a participação de escritores de Angola e Cabo Verde, falou sobre o intercâmbio com África de língua portuguesa e recebeu a visita do Estudante de Design da UNEB – Universidade do Estado da Bahia, o cabo-verdiano Joel Antony, que presenteou ao professor Germano Machado (presidente do CEPA) com um cachecol da Independência do seu país. “O objetivo é seguir com o intercâmbio UBESC/PALOP apesar das dificuldades e continuar abrindo portas para esses novos talentos, através das páginas da revista”, disse Roberto Leal.


A outra fala da tarde foi do professor e advogado Cristiano Pedreira que abordou a questão do Racismo Constitucional, principalmente aquele praticado pelo próprio Judiciário e que teve pleno debate com a plateia. Dentro da programação aconteceu uma mesa de debates com Conrado Matos, Patrícia Nascimento, Roberto Rodrigues e Robson Carvalho; e o Sarau que contou com a participação do poeta Caetano Barata e do músico Chico do Crato.


 homenagem de jovem cabo verdiano ao GM
Além de uma tarde de autógrafos com os escritores Roberto Leal e Germano Machado, aconteceu uma exposição de livros e publicações das Editora Òmnira/Brasil e Edições Spleen/Cabo Verde, e outras publicações com a participação de autores africanos de língua portuguesa de: Angola, Cabo Verde, Guiné Bissau, e Moçambique e outras novidades do continente. O coquetel foi recheado dos quitutes famosos da Bahia: acarajé e abará com camarão, acompanhado por Sumo de Bissap (suco de planta originária da Guiné Bissau e Senegal) e que foi muito apreciado pelos convidados. “Foi tudo África, desde as falas, a visita, até a comida e a bebida. Caiu como uma luva!”, comemorou Elder Santos, secretário do CEPA.
O evento que contou com a coordenação do poeta Caetano Barata e apoio da UBESC – União Baiana de Escritores teve foco no combate ao racismo, no incentivo a leitura e no intercâmbio cultural entre países de África de língua portuguesa”, ainda contou com as presenças das escritoras: Maria Arlinda MoscosoPalmira Heine (Secretária da UBESC-União Baiana de Escritores) e Terezinha Passos e dos escritores: José Nascimento De BritoManoel Porto Lima e Rudival de Amparo.
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sábado, 5 de novembro de 2016

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DEFICIENTES AFRICANOS PEDEM SOCORRO NO CAMPO DA ORTHOPROTESIA

Postado Por Roberto Leal  | Sem Comentarios



Dr. Kouma Kwami Aklotsoe
Deficientes físicos são presença entre as populações de todos os continentes, independente de raça, cor ou religião e em África não é diferente, só para que se tenha uma ideia, em Angola existem centenas deles, herança da guerra civil que assolou o país por longos anos até sua independência em 1975, são as vitimas dos campos minados que ainda existem pelo país; o que não é caso de Cabo Verde, país da Costa Ocidental. E é através da Associação Caboverdiana de Deficientes e CENORF – Centro Nacional de Ortopedia e Reabilitação Funcional (cenorf@sapo.cv) que procuram recuperar cidadãos deficientes de membros inferiores e dentre outras formas de deficiências, que fazendo um trabalho social de recuperação desses deficientes para o enfrentamento diário da sobrevivência, da elevação da autoestima, sejam eles portadores de deficiência de nascença ou acidentados.

Lá se oferecem a esses cidadãos acompanhamento psicológico, de apoio fisioterápico, como também a entidade mantem um centro de fabricação de prótese de membros inferiores, a preço mais accessível que o praticado pelo mercado internacional, em especial o mercado europeu ou latino americano, onde a entidade fazia à aquisição anterior a implantação do seu próprio Centro. A Associação Caboverdiana de Deficientes e o CENORF que está situado na localidade de Achada São Felipe, na Cidade de Praia, mantém hoje o seu próprio Centro de fabricação de próteses que se encontra sobre a coordenação do Dr. Kouma Kwami Aklotsoe (kouma63@hotmail.fr), médico orthoprotesista – formado na Alemanha e que vem da ENAM – Ecole National des Auxiliaire Medicaux, do Depmt Orthoprotesiste da Université Lomé, na Republica Democrática do Togo.

Protese de fabricação do CENORF
O Dr. Kouma chega para um período de seis meses de trabalho, contribuindo para o desenvolvimento cientifico da orthoprotesia; período esse que a instituição possa pagar pelos seus serviços; como também o centro conta com a fisioterapeuta Drª. Dalva Correia que presta serviço de forma também remunerada, através de uma dinâmica de recuperação de recentes implantados, que tem como iniciativa ativar os movimentos após a colocação de membros postiços, na pratica de exercícios e treinamentos nas mais diversas modalidades da fisioterapia; a instituição atualmente se encontra na dependência da contratação de um psicólogo, aquele profissional que trabalhe a autoestima dos cidadãos recentemente admitidos ao tratamento e que procuram pelos serviços da instituição por não terem condições de assim faze-lo de forma independente, “aqui trabalhamos com crianças e adultos sem distinção, visamos a recuperação daqueles que realmente querem voltar a se movimentarem, mesmo diante das suas reais limitações” afirmou a Drª. Dalva Correia.

A Associação Caboverdiana de Deficientes possui uma central de fabricação de velas aromáticas dentro das suas dependências, denominada de “Projeto Lumiarte” que é composto por um corpo de voluntários cadeirantes que fazem um serviço de fabricação, que com a venda da sua produção tenha uma renda para ajudar na manutenção da receita da instituição que vive orçada em quinze milhões de escudos cabo-verdianos anuais e que no momento só conta com a ajuda do governo que lhe oferece subsidio de apenas três milhões e oitocentos mil escudos cabo-verdianos anuais, parte desse dinheiro é para compra de matéria prima para a fabricação de próteses e a outra parte para a remuneração de profissionais, tendo a entidade um déficit muito grande para que continue com o seu trabalho; o INPS – Instituto Nacional da Seguridade Social e a Companhia Garantia de Seguros, estudam a possibilidade de entrar com uma ajuda anual para que a entidade não feche as suas portas e aumente a ajuda humanitária que oferece ao povo cabo-verdiano.
Velas aromaticas e decorativas do "Projeto Lumiarte"

O presidente da entidade, o Sr, António Pedro Melo, que também é deficiente e trabalha de posse de uma cadeira de rodas, não se entrega quando diz “esperamos ajuda também do povo brasileiro, de especialistas voluntários, precisamos de palestrantes e professores que possam vim a ter conosco e tragam suas experiências, precisamos de doações de livros, revistas e publicações que nos ensine a lidar com os avanços da orthoprotesia”. Outra pessoa importante para o desenvolvimento e manutenção da instituição é o Sr. Alberto Afonso, também deficiente, que usa muleta devido a sua deficiência de nascença, em um dos membros inferiores, e que trabalha como administrador voluntário gerindo as contas e arrecadação com as vendas das velas aromáticas fabricadas no próprio centro “precisamos de cadeiras de rodas, muletas, matéria prima para fabricação de velas e fôrmas para novos modelos e sabemos que no Brasil temos uma variedade muito grande de fôrmas e modelos de velas decorativas e de lá esperamos uma significativa contribuição” disse otimista Alberto Afonso. Contatos: +238 264 79 91 / +238 986 41 67 e-mail: betafonso26@yahoo.com.br

Fonte: ASCOM/Revista Òmnira

Fotos: Roberto Leal
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