sexta-feira, 26 de fevereiro de 2021

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FIFA AMEAÇA SUSPENDER A PRÁTICA DO FUTEBOL IN ANGOLA

Postado Por Roberto Leal  | Sem Comentarios

 

Selecionado da Palanca Negra

A Federação Angolana de Futebol foi ameaçada de sofrer sanções, como a suspenção da prática do futebol profissinal Internacional, caso se mantenha o impasse que se registra depois da realização das eleições de Novembro do ano passado.
Em comunicado datado de 16 de Fevereiro de 2021, e que tem sido amplamente compartilhado nas redes sociais, e já é noticia em todo mundo do Esporte, a FIFA alerta que todas as associações, incluindo a FAF, são obrigadas a administrarem seus assuntos de forma independente e sem influência indevida de terceiros, incluindo as autoridades governamentais, leia-se politicos, partidos e setores exclusos ao Esporte.
O fato de os dirigentes eleitos não tomarem posse, devido à decisão do tribunal, constitui-se violação dos estatutos da FIFA e esta não poupará esforços para encaminhar a questão aos órgãos de decisão, as autoridades competentes, para consideração e decisão final, podendo até a chegar a suspensão da FAF- Federação Angolana de Futebol.
Fonte: ASCOM/Revista Òmnira
Foto: Seleção de Angola/Xaa Desporto
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segunda-feira, 15 de fevereiro de 2021

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"CANGALHA DO VENTO" E AS MEMÓRIAS QUE O TEMPO NÃO APAGA

Postado Por Roberto Leal  | Sem Comentarios


Carlos Souza Yeshua* 


O Brasil, até o ano de 1950, era um país

5ª Edição para Africa portuguesa
majoritariamente rural. Ou seja: a maior parte de sua população vivia no campo. O processo de industrialização, entretanto, iniciado a partir dos anos de 1930, provocou um êxodo rural sem precedente e é nesse contexto histórico que se passa Cangalha do Vento. Consequentemente, na década de 1970, mais da metade dos brasileiros passou a viver nas áreas urbanas em virtude das constantes buscas por melhores condições de vida: ofertas de em
prego, de educação, de saúde e a possibilidade de ascensão social. Atualmente,
segundo dados do IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, mais de 80% da população vive na zona urbana.

Mesmo com a mudança do campo para cidade, a maioria dos brasileiros tem uma memória afetiva relacionada à Terra em que nasceram seus pais, avôs ou bisavôs, locais que muitos costumavam passar as férias. É nesse ambiente de relações históricas e familiares que se ambienta Cangalha do Vento, do escritor Luiz Eudes, obra que está na quinta edição e agora publicada pela Editora Òmnira, para o continente africano, especialmente Angola e os demais países do PALOP – Países de Língua Oficial Portuguesa.

Os contos da obra revelam as aventuras de Aristeu, como o seu casamento com a prima Tereza, o qual gerou descendentes que têm algo em comum: o amor pela Terra onde seus pais nasceram e fixaram residência. A ligação com esse pedaço de chão, chamado Junco, cravado no sertão da Bahia, onde se fincaram suas mais profundas memórias, é o fio condutor de toda narrativa ficcional, uma história capaz de levar o leitor a pensar na própria saga familiar.

A vida do patriarca Aristeu nunca foi fácil, no entanto, não faltou a ele coragem para desbravar o desconhecido. Motivado pela expectativa de transformar sua vida, ele se aventurou pela Floresta Amazônica e sua cultura da extração de látex, além de ter conhecido a dura labuta dos tropeiros ao trabalhar com transporte de cacau das fazendas até o porto, em Ilhéus, antes de voltar para sua Terra e se dedicar a cuidar da família, composta por uma dezena de filhos.

  José Paulo é quem dá continuidade à história da família, de modo que, assim como o pai, se aventura pelo Brasil em busca de oportunidade de emprego. Conta, inclusive, os motivos que o fizeram viajar para São Paulo, uma prática comum ocorrida no Brasil durante o século XX, caracterizada como retirada dos nordestinos em razão da seca, pois viam no polo financeiro do País a possibilidade de não faltar o “pão de cada dia”. Em certo momento da vida, Paulo ouviu seu coração e fez o caminho de volta, pois desejava se reestabelecer nas Terras em que seu bisavô, Paulo Vieira de Andrade, chegara há cem anos, aproximadamente.

Outros filhos de Aristeu também têm suas histórias narradas, como o boêmio, sindicalista e político Israel. E seu irmão Juvêncio, que se tornou proprietário da Fazenda Baixa Funda, moradia que pertenceu ao pai, local onde os irmãos foram criados e os seus filhos, por sua vez, também. Fernando, filho de José Paulo, mantém a paixão dos “Aristeus” pelo Junco; é nessa Terra que também escolhe construir sua família e preservar a memória dos seus antepassados.

A novela, assim, tem dois personagens centrais, que percorrem toda história: o Junco e a família de Aristeu. São eles que conduzem o leitor por um Brasil cheio de idiossincrasias, lutas e resistências. Por exemplo, a resistência do sertanejo que peleja contra a seca e o sistema político perverso, que se alimenta da miséria do povo sem mover uma palha de forma republicana para acabar com o sofrimento de brasileiros cujo sonho é viver dignamente. O Junco, a migração para São Paulo e a escassez de chuva (a qual resulta no sofrimento do Sertão) lembram o famoso livro “Essa Terra”, do escritor Antônio Torres, e outro livro também ambientando no mágico Nordeste brasileiro: “Vidas Secas”, de Graciliano Ramos.   

Em resumo, Cangalha do Vento é um livro tocante, pois transporta o leitor para as lembranças das fazendas de seus avós e dos pequenos povoados e cidades localizadas distantes das grandes metrópoles, nos quais a vida passa de forma diferente. Mesmo quem não viveu a referida experiência se conecta com sua ancestralidade, porque os ancestrais viveram e lutaram para que seus descendentes pudessem estar onde hoje estão.

Dentre tantas frases marcantes encontradas no livro, destaco a do amigo de Fernando que, ao consultá-lo sobre uma poesia que escrevera como homenagem à sua amada Terra, o Junco, disse: “Que coisa mais poética é o interior!” Por fim, digo que a leitura de Cangalha do Vento é altamente recomendável. Afinal, a obra conta um pouco da história de cada um de nós, de forma que promove reflexões acerca da nossa própria existência.                                                                                            

*É jornalista e escritor. Presidente da UBESC – União Baiana de Escritores. É autor dos livros:  João Alfredo Domingues – pau pra toda obra: a saga de um português em terras angolanas e brasileiras; Revolução pessoal – seu próximo desafio. É organizador das antologias: Carta ao Presidente – brasileiros em busca da cidadania (2012) e Carta ao Presidente – o que deseja o brasileiro no século XXI (2010). Organizador do Dicionário de Escritores Contemporâneos da Bahia – Ed. CEPA/2015.

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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2021

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PRIMEIRO LIVREIRO DE LUANDA HOMENAGEADO PELO MINISTÉRIO DA CULTURA

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Oficio de vender preciosidades em alfarrabios   Foto: O País
O ancião angolano José Antônio de Carvalho recebe reconhecimento do Ministério da Cultura Turismo e Ambiente de Angola, por ser o primeiro livreiro de Angola, o pioneiro na venda de livros na via pública em Luanda e isso já soma mais de 30 anos. Ele não sabe dizer o dia em que tudo começou, como teve a ideia de si tornar alfarrabista, mas lembra que foi na década de 80, quando frequentava a Livraria Lello, foi quando encontrou livros exposto e outros livros trancados em uma vitrine e foi ter com o gerente, e curiosamente lhe perguntou o porque dos livros trancados, o gerente lhe disse que aqueles eram livros raros e caros, e que não seriam reeditados, eram inéditos. Daquele dia em diante, saiu dali com a ideia aficionada na cabeça, em montar um negócio de Livros em Luanda.

Começou seu negócio com os livros no Bairro Terra Nova, quando ainda era empregado da Empresa Nacional de Lotarias de Angola, ele é quem fazia o registro de matrizes da Totobola e Totoloto. O seu patrão enfrentando sérios problemas financeiros, permitiu deixar ele vender seus artigos em comum acordo na loja, dentro da dificuldade que a empresa estava tendo para cumprir compromissos financeiros, e ali começava a trajetória alfarrabista de João Antônio, depois de sair dessa loja, foi fixar seu ponto de venda junto ao Cine Ngola, contou que lá expondo no primeiro dia, chegou um cliente que lhe comprou todos os livros, de maneira que o incentivou de imediato a seguir no negócio.
Começou seu negócio com livros de casa, os seus próprios, depois foi adquirindo experiência, como já conhecia algumas editoras nacionais e estrangeiras e alguns autores de nome e bem consumidos pelo público leitor, seguiu em frente fazendo disso o inicio de uma grande experiência. E hoje Luanda conta com mais de 20 alfarrabistas/livreiros, vivendo da prática desse oficio.
Nem a chegada da internet fez ele desistir do seu negócio. João Antônio de Carvalho é um dos mais emblemáticos alfarrabistas, porque não dizer, livreiro de Luanda. Com mais de 3 décadas de ofício e agora é oficialmente reconhecido pelo seu trabalho pelo Ministério da Cultura, Turismo e Ambiente. Ele que gosta de conversar sobre livros, sobre o novo estado da Literatura angolana, tem também o sonho de se tornar escritor, já tem originais para um livro de poemas e o outro de enigmas e adivinhações.

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terça-feira, 2 de fevereiro de 2021

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ESCRITOR CRISTIANO SOUSA LANÇA E-BOOK 'O PICOLÉ' CONTEMPLADO PELA LEI ALDIR BLANC

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'O Picolé' e a visão periferica de Cristiano Sousa
 No dia 1º de faveiro será disponibilizado virtualmente o e-book “O Picolé” (Ed. Artpoesia, 2021), uma novela do escritor Cristiano Sousa, que aborda o cotidiano de um jovem da periferia de Salvador e os desafios pela sobrevivência. Já no dia 12 (sexta-feira), às 19h, o escritor será entrevistado pelo jornalista Carlos Souza Yeshua, via Facebook (https://web.facebook.com/cristiano.sousa.100), para falar do repertório e referenciais que deram origem construção da obra. Na live/lançamento o autor fará uma abordagem do seu processo criativo e as razões que levaram a escrever uma novela com temática tão próxima da realidade vivida por muitos jovens das comunidades mais carentes das grandes cidades brasileiras, que ainda muito cedo precisam dividir o tempo dos estudos com o trabalho informal para ajudar a família.  

Os leitores poderão baixar o livro gratuitamente nas redes sociais e páginas do autor: Clube dos autores (https://clubedeautores.com.br/livros/autores/cristiano-sousa); Português. Free-Ebooks.net (https://portugues.free-ebooks.net/profile/690/cristiano-sousa) e no Mapa da Palavra (https://mapadapalavra.ba.gov.br/cristiano-sousa/). “O Picolé” tem apoio financeiro do Estado da Bahia através da Secretaria de Cultura e da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Programa Aldir Blanc Bahia) via Lei Aldir Blanc, direcionada pela Secretaria Especial da Cultural do Ministério do Turismo, Governo Federal. O livro tem projeto gráfico e editoração de Carlos Alberto Barreto (Movimento Cultural e Editoração Artpoesia), ilustração da capa de Luis Felipe Piorotti e apresentação de Carlos Souza Yeshua. 

A história nasceu a partir das inquietações do artista da palavra, que busca em seu dia-a-dia a matéria-prima para sua criação literária. A partir dessa observação, escuta ativa e vivência faz críticas sociais sobre como as comunidades mais pobres são tratadas pelo poder público. “Vejo como os mais carentes são invisibilizados e abandonados à própria sorte, por aqueles que deveriam zelar pelo bem-estar de todos os cidadãos, independente das regiões onde habitam, mas a realidade é bem diferente do esperado: salvo raras exceções, há um descaso total. As políticas públicas não chegam às periferias como deveria chegar, aponta o autor.” 

Os mais recorrentes problemas sociais enfrentados pelos desprovidos de recursos financeiros, como as constantes inundações que ocorrem em épocas de chuva nos bairros mais humildes da cidade e a indiferença dos políticos de plantão, no que tange à inexistência de uma política pública eficiente, capaz de ajudar as famílias a enfrentar os períodos chuvosos, que se repetem anualmente, sem uma solução definitiva, aparecem como pano de fundo na composição da narrativa ficcional. 

A obra ainda mostra a visão estereotipada da classe média no que diz respeito à vida nas comunidades, como se esses locais fossem desprovidos de cidadãos trabalhadores, que lutam pela dignidade de suas famílias. O autor ressalta que esse pré-julgamento colabora para aumentar o preconceito em relação às pessoas que moram nas referidas regiões periféricas, o que, consequentemente, dificulta ainda mais a inserção no mercado de trabalho formal, ficando como opção de sobrevivência, a informalidade. 

O autor– Cristiano Sousa é soteropolitano é seu contato inicial com a literatura ocorreu na escola, onde escrevia poesias e letras de músicas. Seu gosto por escrever textos longos foi adquirindo lendo os clássicos que saíam todos os domingos em uma promoção realizada pelo próprio jornal que vendia, andando pelas ruas da Pituba e Amaralina. Essas experiências de trabalho e leitura tiveram grande impacto na elaboração de seu primeiro romance, O Jornaleiro, em 1999. Mas a decepção de não conseguir publicar esse livro, por falta de verbas, além de ser enganado e lesado por alguns editores, o levou a desistir de escrever por quase dez anos, deixando para traz alguns manuscritos incompletos.  

Em 2010 voltou a escrever, e dessa vez, peças teatrais, pois neste ano sua filha e sobrinha começaram a fazer teatro na Biblioteca Infantil Monteiro Lobato. Apenas em 2011, quando comprou seu primeiro computador, conseguiu publicar suas obras, depois de descobrir sites de autopublicacão. Também em 2011 conheceu o projeto Fala Escritor, o qual participa constantemente e divulga suas obras. Depois vieram o Sarau da Onça, o CEPA, dentre outros. Em 2015, junto com amigos, criou o Grupo Poético GB, que atua dando oficinas em escolas, realizando saraus e apresentações em praças, participando de projetos como o Boca de Brasa, e deixando sua marca por onde passa. 

Cristiano também é autor dos livros: O jornaleiro, Melissa, Filhos do acaso, Maníacos on-line, A empacotadora, Da janela do meu quarto (romances); Um novo começo, Rumo ao novo mundo, O julgamento de Adão (religiosos); Nem te contos! (contos) e Rosas tenras (poesias). 


Fonte: ASCOM/Revista Òmnira

Matéria: Carlos Souza Yeshua

 

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segunda-feira, 1 de fevereiro de 2021

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MULHERES CABO-VERDIANAS ABANDONADAS NO AEROPORTO DO MARROCOS POR EMPRESA AEREA PASSAM POR DIFICULDADES

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Foto: Divulgação
Um grupo de nove mulheres comerciantes de Cabo Verde, na Costa Ocidental da África, que viajaram na madrugada de sábado (23/01) para domingo pela Royal Air Maroc da capital da Praia para Casablanca, in Marrocos, de onde seguiriam para Paris, mas foram impedidas de entrar na sala de embarque, pelas autoridades marroquinas, segundo as autoridades, o governo francês não estavam aceitando entrada no seu território de cidadãos não-europeus. E desde então, elas dormem no chão frio do aeroporto, em condições sub-humanas. São pequenos comerciantes que, durante anos fazem o percurso Praia/Paris/Praia nos aviões da TAP-Transportes Aéreo Português. Mas devido às restrições causas pela pandemia da Covid-19, em que várias fronteiras vêm sendo rigoroso os níveis de controle, tiveram que recorrer à Royal Air Maroc, que lhes deu garantias de que não haveria quaisquer problemas em embarcarem de Casablanca para Paris, capital da França. Ledo engano.
"Saímos da Praia por volta das 2h de sábado para domingo e chegámos a Marrocos às 8h locais de domingo, sendo que tínhamos um voo para Paris uma hora e tal. Quando fomos para a sala de embarque a polícia de fronteira nos barrou, impedindo que subíssemos nesse voo porque tinham recebido uma notificação do governo francês a proibir a entrada em seu território de cidadãos não-europeus, exceto americanos e canadianos", relatou ao Santiago Magazine a empresária Sónia Ortet. Só que, segundo Ortet, depois de exigirem para ver essa tal "notificação", descobriram que não havia nada do que a polícia marroquina lhes dissera constar do documento. "Essa notificação não menciona em lado algum a proibição de passageiros com documentação cabo-verdiana de entrarem em França", disse, irritada, Sonia Ortet, para quem toda a culpa nesta história é a Royal Air Maroc.
"A responsabilidade disto estar a acontecer é da companhia, porque foi a Air Maroc que nos deu garantia de que não haveria empecilho qualquer, ou seja, que podíamos viajar com eles para Paris. Aliás, contactamos a Air Maroc na Praia que reafirmou tudo mostrando estranheza em relação à tal notificação que garantem não conhecer". E a companhia, lá em Marrocos, não deu nenhuma posição até o presente momento. "Deixaram-nos aqui ao relento, completamente abandonadas", afirma Ortet. Desde o dia que viajaram do Aeroporto Internacional Nelson Mandela, in Praia, essas nove comerciantes estão dormindo improvisadamente no chão frio do Aeroporto de Casablanca, sem cobertores, sem poderem trocar de roupa, já que não puderam ter acesso as suas malas, previamente embarcadas. "Marrocos faz frio nessa época, é um frio como na Europa, não podemos continuar nessas condições, sem apoio de ninguém", desabafa Sonia Ortet, notando que, além do intenso frio, a companhia não lhes dá comida, nem água. "Uma senhora que, depois de tanto insistirmos, nos veio dar sandes de tomate e garrafinha de água, isso já passava da 1h desta segunda-feira".
Neste momento, essas comerciantes continuam abandonada ao Deus dará, sem poderem viajar e sem poderem sair do aeroporto, até que uma solução seja encontrada. A Royal Air Maroc fez duas propostas: levar as nove cabo-verdianas até Dakar, no Senegal, de onde elas assumiriam as suas despesas de instalação e da viagem para Cabo Verde; ou esperarem no aeroporto, ao frio, sem comer e sem tomar banho, até o dia 29, daqui a quatro dias, para que regressem a Capital da Praia no voo directo da Royal AIr Maroc. Nenhuma das propostas agradou ao grupo cabo-verdiano. "Ir a Dakar implica pagarmos as despesas de hotel e de passagem para Cabo Verde, o que é um esforço financeiro demasiado pois já gastamos muito nessa viagem. Ficar aqui no aeroporto é desumano, não podemos ficar num hotel, não podemos sair para tomar banho, nem comprar comida. Veja, para usarmos a casa de banho as empregadas nos pedem dinheiro, imagina para irem nos comprar comida de verdade que não pedaço de pão com tomate", ironiza Sonia Ortet, que exige rápida devolução do seu dinheiro por parte da Royal Air Maroc e clama por intervenção urgente das autoridades nacionais, em Cabo Verde.


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segunda-feira, 4 de janeiro de 2021

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NOVA GERAÇÃO DO JORNALISMO DA GUINÉ BISSAU RECONHECIDO IN PREMIO INTERNACIONAL

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Lolinha Filo Sami uma revelação guineense


A jovem jornalista Filomena A. Sami, mais conhecida por Lolinha Filo Sami da Rádio Difusão Nacional, foi a vencedora da 7ª edição do Prêmio "Jornalismo Direitos Humanos" organizado pela União Europeia.
Dentre as 3 categorias TV, JORNAL e RÁDIO, foi a única premiada com seu belíssimo artigo "Situação dos Idosos no país". Seu trabalho que foi divulgado na RDN, pela passagem do 'Dia Internacional dos Idosos', que se comemora a 1/10/2020.
O artigo da jovem jornalista retrata os maus e alguns atenuantes no tratar dos velhos, o que eles passam no cotidiano na Guiné Bissau. O que levou-a conquistar uma soma equivalente a Euros 461,5 e mais um Computador/PC, como uma forma de premiação e incentivo aos novos talentos.
Um concurso que contou com a participação de vários jornalistas de diferentes rádios, jornais e de TV's. E que infelizmente nas outras categorias ninguém conseguiu, segundo o júri, por falta de cumprimento dos requisitos básicos exigidos, para fazerem jus a premiação.
É de salientar que na edição anterior a também jornalista guineeense Jacimira Segunda Sia (N'gotibo Sia) do jornal Donos da Bola, foi uma das jovens vencedoras.
Fonte: ASCOM/Revista Òmnira
Texto: Roberto Leal
Foto: Divulgação
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SIR LEWIS HAMILTON UM CAMPEÃO DO REINO BRITÂNICO

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The Champion Sir Hamilton

O piloto sete vezes campeão mundial de Fórmula 1 “Sir” Lewis Hamilton, 35 anos, que recebeu o título de SIR - Cavaleiro do Império Britânico, o que o coloca no topo da lista do mais novo "Sir", segundo a lista dessa honraria para o Ano Novo do Reino Unido, lista publicada nessa quarta-feira (30/11). Foi também neste ano, que o britânico, se tornou o piloto de maior sucesso na F1 ao igualar o recorde de (7) sete títulos mundiais do alemão Michael Schumacher e ultrapassar as suas 91 vitórias.

Único piloto negro na história desse esporte, a construir uma carreira de sucesso incontestável, Hamilton também tem usado sua imagem para encabeçar campanhas pela diversidade e falar de punhos serrados contra a injustiça racial. A presença de Hamilton, que é morador de Mônaco na lista internacional, ao invés da lista principal com muitos premiados por Serviços de Saúde pública nessa gigantesca pandemia, foi vista com muita surpresa pelo mundo do Esporte. Ele que também foi eleito o negro mais influente do Reino Unido, ficou na primeira colocação de um ranking elaborado pela Powerlist, que homenageia os britânicos de origem africana, afro-caribenha ou afro-americana. Premiado não só pelo sucesso nas pistas, mas sim pela luta contra o racismo ao lado do Movimento Black Lives Matter (Vidas negras importam).
Os admiradores de Lewis Hamilton, há muito sentem que suas conquistas não foram suficientemente reconhecidas em seu país de origem e expressaram grande satisfação com o piloto da escuderie Mercedes se juntando a um seleto grupo de "Sir’s" do esporte. "Lewis é um verdadeiro gigante do nosso esporte e sua influência é enorme, tanto dentro quanto fora de um carro", disse o recém-nomeado executivo-chefe da Fórmula 1, o italiano Stefano Domenicali, ex-diretor da Ferrari.
O cineasta também britânico Roger Deakins, famoso por seu trabalho em filmes como "1917, Um Sonho de Liberdade e 007 – Operação Skyfall," também foi um dos nomeados cavaleiros nessa mesma lista internacional. Nos tempos medievais, este era o título associado a cavaleiros que servim à nobreza. O Sir é integrante dos Knight Commander of the Most Excellent Order of the British Empire “Cavaleiros Comandantes da Mui Excelente Ordem do Império Britânico" ou Cavaleiro Celibatário.
Fonte: ASCOM/Revista Òmnira
Texto: Roberto Leal
Foto: Getty Imagens
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quinta-feira, 12 de novembro de 2020

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UBESC DIVULGA RESULTADO DO PRÊMIO DE LITERATURA PROF GERMANO MACHADO

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2021 terceira edição
Os premiados serão contemplados com a publicação dos trabalhos na revista de Literatura Òmnira, na sua Edição Especial, em homenagem ao líder negro angolano Jonas Savimbi. A edição 2020 do Prêmio Internacional de Literatura Germano Machado não aconteceu, devido a Pandemia/COVID-19, a Edição 2021, terá lugar a crônica. A comissão organizadora e jurados resolve oferecer uma Menção Honrosa, fora do regulamento. O Prêmio tem a realização da UBESC - União Baiana de Escritores e da revista angolana de Literatura Òmnira.


RESULTADO:

1º LUGAR:
Pedro Franco do Rio de Janeiro/RJ-Brasil, com o conto: 

GENTE FINA

Ele usava “pince-nez” e ela “lorgnon”. Ele via as horas em Patek Philippe de bolso, ela as perguntava. Tinham títulos universitários, tirados na Sorbonne, só que nunca trabalharam. Viviam de rendas, deixadas pelas famílias. Eram primos de distante parentesco e tinham muitos sobrenomes e se tratavam na intimidade por diminutivos. Não mais parentes. Eram sociáveis e frequentavam ocasionalmente o Country. Riam dos escândalos no "café-society" e dos que agora ganhavam dinheiro e pagavam para aparecer nas colunas sociais. Detestavam política e não votavam, porque corriam para Paris em épocas de eleição, ainda que julgassem muito interessantes as democracias e os movimentos contra a fome em Bangladesh. Nunca procriaram, embora achassem crianças bonitinhas. Liam os clássicos e citavam Joyce e Proust por qualquer motivo. Foram envelhecendo com a mesma rotina e indo às festas das pessoas bem nascidas. E os convites começaram a rarear. Evitavam enterros e lugares da moda. Por fim morreram envenenados por gás. Suas mortes foram percebidas, quando começavam a feder. O guarda noturno chamou a polícia, ao sentir da rua cheiro de gás. E os empregados não avisaram? Estavam acostumados a chegar pela manhã e encontrar a mansão do Jardim Botânico fechada. Os patrões, bons porque pagavam bem, pouco falavam com eles e iam para a França, sem avisar. Era recorrer a quem os representava e receber ordens. Fifi e Lulu estavam vestidos a rigor, corpos em decomposição, caídos em bergeres, a cerca de três metros uma da outra. Havia dois copos com restos de sonífero no champanhe Cristal, com garrafa aberta. Não havia bilhete de despedida, ou testamento. Também desparecera a fortuna. Naquele mês o saldo no banco era diminuto. Com a venda da mansão se pagou empregados, últimas contas, imposto de renda e a firma, que administrara os bens do casal por sessenta anos. Não deixaram dívidas, nem saudades.



2º LUGAR:
Regina Ruth Rincon Caires de Araçatuba/SP-Brasil, com o conto: 


ETERNO PESAR

No silêncio da madrugada, da outra casa, parede-meia, eu conseguia ouvir desaforos sussurrados, choro abafado, gemidos de dor. E isso acontecia recorrentemente.

No claro do dia, eu via um casal normal, afora o olhar esquivo da mulher. Reticente, evitei a aproximação. Era o comportamento costumeiro, não cabia invasão da privacidade. O relacionamento, unidade blindada, pertencia somente aos envolvidos.

E, da crueldade velada, da violência reiterada, nunca ouvi pedido de socorro. Apenas o estampido.



MENÇÃO HONROSA:
Josafá Paulino de Lima de Campina Grande/PB-Brasil, com o conto: 


AL BEDU 

O corpo deitado. A boca seca costurada num silêncio de pedra. A mão engelhada, tostada pelo sol. As unhas negras ensebadas deslizavam feito lesma procurando luz. As tábuas velhas do barco, incrustadas de piche, era a face podre do mundo. A mão direita exangue tateando fragmentos esbranquiçados de ostras deixava rastro.

Na outra mão, a carta do último beduíno. Aquele sábio que jamais seria visto e nem esquecido, mas que permaneceria nele para sempre. Como pele.

Ainda era madrugada, a água batia gelada respingando sobre a carta e o sol era apenas uma miragem tremulando no horizonte esfumado.



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sábado, 24 de outubro de 2020

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UBESC PRORROGA INSCRIÇÃO PARA DICIONÁRIO NORDESTINO

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Dicionário nordestino de escribas


Sensível ao momento difícil que vive o Brasil, devido à pandemia do novo coronavírus e atendendo ao número de solicitações, a União Baiana de Escritores – UBESC prorroga até o dia 30 de novembro de 2020, as inscrições para a primeira edição do Dicionário de Escritores Contemporâneos do Nordeste (Ed. Òmnira), uma publicação em parceria com a Revista Òmnira e organização do jornalista, escritor e editor Roberto Leal. A obra biobibliográfica será publicada na versão impressa e e-book, e contará com verbete de autores com livro publicado, nascidos ou residentes em todos os estados do Nordeste brasileiro (Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe), que tenham interesse em ampliar a divulgação do seu trabalho artístico literário. Interessados podem obter todas as informações via e-mail: ubesc2013@yahoo.com.br ou WhatsApp:71 98736-9778.

Com o Dicionário de Escritores a UBESC tem o objetivo de ampliar as relações com os artistas da palavra dessa importante região, que deu ao Brasil e ao mundo nomes como Graciliano Ramos, Jorge Amado, Rachel de Queiroz, Ferreira Gullar, Ariano Suassuna, João Cabral de Melo Neto, Francisca Miriam, Nísia Floresta, Tobias Barreto e tantos outros escritores que enriqueceram e enriquecem a literatura nacional. Na contemporaneidade existem inúmeros autores conhecidos, em muitos casos, apenas em suas regiões e a UBESC almeja expandir o alcance desses guardiões das palavras, muito além das fronteiras de seus estados.

Para Roberto Leal, que fundou a UBESC e também realiza um trabalho de divulgação da literatura brasileira em países africanos de Língua Portuguesa, esse novo trabalho busca registrar uma parcela significativa de autores que estejam em pleno processo criativo nessa era, e, além disso, publicando livros nos mais diversos gêneros literários. A instituição almeja fazer algo relevante para a classe de escritores, não apenas da Bahia, mas em uma perspectiva que englobe todo Nordeste. “A importância do dicionário está no armazenamento dessas informações que ficarão para o futuro da literatura brasileira”, justifica o organizador.

Na visão de Valdeck Almeida de Jesus, diretor da UBESC e um dos maiores promotores de saraus de poesia da Bahia, o dicionário é um importante registro histórico dos artistas da palavra, porque faz um recorde do momento. “Através dele (dicionário) as gerações futuras terão informações biográficas e culturais de uma geração que movimenta a cena cultural. Além de servir como forma de intercâmbio entre os participantes, ampliar os horizontes e chegar às mãos de pesquisadores, jornalistas e leitores”, explica Jesus.

Em 2015, o jornalista Carlos Souza Yeshua, que também integra a direção da UBESC, organizou o Dicionário de Escritores Contemporâneos da Bahia (Ed. CEPA/BA). Agora é um dos apoiadores da realização desse novo dicionário, que pretende ser ainda mais amplo por acolher nove estados da federação. “Para que a obra de um escritor seja amplamente conhecida e reconhecida é necessário promovê-la continuamente. Não existe marca famosa sem marketing, publicidade e propaganda. E com o trabalho artístico não é diferente, portanto, é fundamental investir em divulgação. O escritor também deve reforçar sua marca e marketing pessoal”, aconselha o jornalista. Yeshua reforça ainda que o dicionário é um instrumento singular de promoção do escritor, tanto para o presente, como para o futuro.

Investimento e divulgação – Como a publicação do projeto não conta com financiamento público ou empresarial, o custo da publicação será financiado coletivamente pelos próprios participantes. O investimento será de R$ 200, (a vista) ou em 2 parcelas de R$ 100 (com direito a 2 exemplares impressos – entregues via ECT, e acesso a versão e-book).

A perspectiva é de uma tiragem de 1.000 (mil exemplares), que também serão distribuídos a entidades, bibliotecas, veículos de imprensa, universidades, Academias de Letras e centros culturais. Dessa forma reforçará o processo de divulgação desse registro literário, beneficiando a carreira e preservando a memoria e história de centenas de escritores veteranos ou iniciantes, anônimos ou famosos. Os dois estados que tiverem o maior número de participantes terão lançamento oficial com a presença da direção da UBESC.


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ANGOLANA ELEITA VEREADORA NA ÁUSTRIA

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Ângela Krainer é Angola in Áustria


Ângela de Sousa Simões Krainer, cidadã angolana, naturalizada austríaca, e que foi eleita, na quarta-feira próxima passada (21/10), Membro da Assembleia da Freguesia de Mariahilf, pelo SPO - Partido Social Democrata, depois das eleições realizada no dia 11 do mês em curso, em Viena, capital da Áustria.

Ela que nasceu no bairro da Vila Alice, em Luanda, capital de Angola/África, é a primeira angolana a ocupar o cargo, naquele país da Europa. Angela Krainer pretende trabalhar projetos que visem melhorar as condições de vidas das mães solteiras, principalmente na questão da moradia... Quer lutar em favor da baixa no preço do aluguel de imóveis. “O custo de vida na Áustria é tão elevado que, em muitos casos, uma só pessoa não consegue pagar a renda de uma moradia, justificou.

Ela também pretende trabalhar a relação do jovem com as novas tecnologias, a maneira como os jovens faz o uso das redes sociais em excesso, devendo isso ser substituído pela prática esportiva. “Acho que com um bom trabalho, o desporto pode ajudar a moldar, despertando atenção desses jovens, para uma vida saudável, sem as dependências dos telefones e computadores, disse.

O Partido Social Democrata elegeu 16 vereadores, sendo a angolana a 14ª eleita na lista do seu partido.


Texto: Roberto Leal

Foto: Divulgação

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quarta-feira, 5 de agosto de 2020

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EDITORA ÒMNIRA LANÇA “GO AND GRAB IT YES, YOU CAN” IN NAMIBIA

Postado Por Roberto Leal  | 2 Comentarios


O poeta recitador, escritor e modelo fotográfico angolano, nascido em Luanda, Felder Christian Simoes, 26 anos, residindo hoje na Namibia/África, ele que tem Licenciatura em Administração de Empresas pela The International University of Management/Namíbia e tem Mestrado em Finanças pela Universidade Unicaf/ Zâmbia é autor do primeiro livro em Inglês do selo editorial brasileiro Òmnira, “Go and grab it yes, you can” ou seja “Vai à luta sim, tu consegues”, 84 páginas/Windhoek-Namíbia, 2020.  de auto ajuda baseado nas vertentes e ensinamentos de Augusto Curi, escritor brasileiro muito lido e admirado pelo jovem escritor africano, ao ponto de servir de parâmetro para debutar a sua primeira obra literária.

Felder Christian Simoes mais conhecido in Angola por “Discípulo de Agostinho Neto”, foi porque ainda pequeno, aquele menino fininho, recebeu como oferta em uma atividade, o livro de poesias “Sagrada Esperança” do Dr. Antônio Agostinho Neto e sempre que havia festivais na escola ele declamava seus poemas, vindo se tornar seu ídolo. Quando começou a escrever os seus próprios textos, em 2007 escreveu um poema homenageando África e declamou n’uma atividade da Juventude in Luanda e o público o aclamou, lhe chamando de Agostinho Neto, e assim pelas ruas, por onde quer que passe ele é o ‘Discípulo de Agostinho Neto” e não duvide disso.

Quem não conhece in Angola o poeta recitador “Discípulo de Agostinho Neto”, não conhece a poética juvenil angolana que se destaca e sobressai nas arquibancadas dos ginásios, dos auditórios das escolas, universidades e espaços culturais; ele é membro do Movimento Lev’arte Luanda; fez formação básica em Criação Literária pela UBESC – União Baiana de Escritores/Brasil, com o jornalista, escritor e editor brasileiro Roberto Leal; é um assíduo participante das tardes poéticas da União dos Escritores Angolanos, no espetáculo poético semanal “Poesia a Volta da Fogueira”. Ele que tem publicações na revista angolana de Literatura “Òmnira”, participou do elenco de autores da coletânea poética Kiximanu, Ed. Òmnira/BA-Brasil 2015, 140 páginas (13 autores), Kiximanu que em língua nacional Kimbundo quer dizer “homenagem”. Ele que se destaca também na sua carreira de modelo internacional com trabalhos em Angola e na Namibia e Zambia/África.

A obra tem capa do designer angolano Edvaldo Adriano, escrita em inglês e traduzida para o português de Portugal, pelo estudante de Letras e poeta angolano Perisvaldo De Sara, tem apresentação do escritor angolano John Bella e tem assessoria editorial do jornalista e editor brasileiro Roberto Leal. “Este é um livro para todas as idades com o objetivo de motivar as pessoas na auto confiança em todos os ramos de suas vidas”, disse Felder. Discípulo de Agostinho Neto, surge no melhor estilo Go back, breve in Angola/África.


Foto: Divulgação
Texto: Roberto Leal
Fonte: ASCOM/Revista Òmnira

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terça-feira, 30 de junho de 2020

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DICIONÁRIO DE ESCRITORES CONTEMPORÂNEOS DO NORDESTE

Postado Por Roberto Leal  | 9 Comentarios


Um projeto com iniciativa da UBESC – União Baiana de Escritores, em parceria com a Revista Òmnira e que abrangerá todos os estados do Nordeste brasileiro, n’um total de 9 (nove) Estados, da Bahia ao Maranhão. Poderá participar da obra literária com sua verbete* o escritor, nascido no Nordeste e os radicados há mais de 3 anos, que tiverem livro publicado. 
Inscrições: de 02/07 (quinta-feira) a 30/09/2020 (quarta-feira).
Para participar: Envie-nos a sua verbete* participativa biográfica, devidamente revisada e contendo local e Estado de nascimento, verbete - só com citações que culminou no seu trabalho literário, com um limite de até uma página e meia (1 e 1/2), em papel tamanho A4, em espaço dois,  junto uma foto de rosto, capa virtual do livro publicado ou dos livros publicados e comprovante do investimento, para o e-mail: ubesc2013@yahoo.com.br
Projeto anterior foi um sucesso
Como o projeto “Dicionário de Escritores Contemporâneos do Nordeste” não foi aprovado em nenhum edital, não tem apoio de nenhum órgão de Cultura ou empresa e surge em meio a pandemia do (COVID-19) e em plena quarentena nacional, sem que na verdade se tivesse tempo de buscar qualquer tipo de patrocínio, para a sua execução. Por esse motivo é solicitado a todos os participantes um investimento de R$ 200 (a vista) ou em 2 parcelas de R$ 100 (com direito a 2 exemplares – entregues via ECT). Se levando em consideração que a obra terá uma tiragem de no “mínimo” 1.000 (mil exemplares), que serão distribuídos a entidades, bibliotecas e centros culturais, onde gerará um processo de divulgação desse registro literário, beneficiando a carreira e preservando a história de centenas de escritores, até mesmo aqueles desconhecidos da grande mídia.
Contrapartida: O montante arrecadado com o projeto custeará: ECT, ISBN da publicação, ficha catalográfica, código de barras, diagramação, criação de capa, impressão, assessoria editorial e dois (2) lançamentos nacionais em Estados com o maior número de participantes. A obra poderá ter mais que um volume, diante da procura pelo projeto, terá organização por Estado e em ordem alfabética.
O projeto tem a organização do jornalista, escritor e editor Roberto Leal, com o apoio do jornalista e escritor Carlos Souza Yeshua (Organizador: do Dicionário de Escritores Contemporâneos da Bahia, Ed. CEPA/BA-2015, 300 páginas).
Para mais informações: telefone: 71 98736-9778 (WhatsApp – Roberto Leal), e-mail: lealomnira@yahoo.com.br ou ainda: www.fundacaoomnira.com.br – site Revista Òmnira, no “Fale conosco”.

Contas bancárias:
CAIXA ECONÔMICA FEDERAL
AG: 1053
OPERAÇÃO: 013
CONTA POUPANÇA: 00146347-4
CPF 066.611.255-00
Roberto Leal Correia Jr


BRADESCO

AG. 3567-0
CONTA CORRENTE: 0007268-0
CPF 687.455.755-68
Carlos Souza de Jesus

* Verbete. substantivo masculino. Palavra ou entrada de dicionário; cada uma das palavras listadas num dicionário, enciclopédia ou glossário.




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terça-feira, 19 de maio de 2020

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A TRIBO ‘MUÍLA’ É UMA DAS RARIDADES DE ANGOLA

Postado Por Roberto Leal  | Sem Comentarios



Meninas Mumuilas foto: Roberto Leal
cultura angolana é por um lado uma propriedade das etnias que se constituíram no país há séculos, principalmente, povos como os: Ambundos, os Congos, os Chócues, os Ovambos e os Ovimbundos. Por outro lado, não se pode negar que Portugal esteve presente na região, a partir do século XVI, e foi essa presença que redundou em fortes influências e raízes culturais, a começar pela introdução da língua portuguesa e do cristianismo. No tão esperado processo de formação de uma sociedade abrangente e transparente em Angola, que continua até hoje, registram-se por tudo isso entretenimentos culturais muito diversificados, e que variam de região para região.

Carrego hoje aqui um apanhado da Cultura do povo Muila, que pertenceram a nação Nyaneka-Humbi, que se dividiram em dois reinos o da Huila e o do Humbi, os Muilas são da tribo das mulheres mumuílas, da província de Huíla, capital do Lubango, no Sul de Angola, se estendendo até o deserto do Namibe. Trata-se de uma das regiões mais áridas do mundo. Poucos as conhecem por foto, mas não sabe onde ficam situadas. Há poucos registros sobre a vida e a Cultura das mumuílas, mulheres vaidosas, mas o que se sabe é que como estética natural usam os seios à mostra, colares e tecidos bem coloridos, o que é muito normal in África, no âmbito geral, o uso das cores fortes. Segundo relatos de angolanos-africanos, essas mulheres são criadoras de gado e é deles que tiram sua fonte de renda, onde para além desse negócio, dentro da cidade, são muitas vezes conhecidas também por comercializar chás naturais, óleo de mupeke e ngundi para nutrir o cabelo (óleo fabricado por elas manualmente), um óleo escuro, com forte odor de queimado, que é extraído pelas mulheres adultas de um fruto de um arbusto típico da região (o mupeque) do Namibe, que é usado no tratamento do cabelo com também da pele. Além do óleo de mupeque, elas vendem raízes de plantas consideradas medicinais, maungo uma larva comestível, conhecida por Catato noutras regiões do país, peças de artesanato local, como talheres de madeira, azagaias com suas flechas e tantos outros artigos, muitos dos quais produzidos pelos homens da mesma etnia.
Jornalista Roberto Leal com garotos(as) do povo Muíla
O que para nós é estranho, é o fato de não tomarem banho como normalmente, para elas é normal o ritual do banho com leite de vaca e esterco, ingredientes que usam para passar nos cabelos para que fiquem com uma aparência exótica, o que para elas se resumem na conquista do seu homem. Com imponentes seios desnudos, colares e tecidos bem coloridos, assim se mostram as mulheres mumuílas, seja na sua tribo ou em plena metrópole. Outra curiosidade está relacionada às argolas que compõem suas indumentárias, vestes habituais. Esses acessórios são usados pelas mumuilas, porque tem a ver também com a relação conjugal delas. Na tribo Muíla é normal à prática da poligamia entre os membros da Comunidade. Assim como acontece na tribo Mucubal, o homem Muila, também pode ter quantas mulheres ele quiser. Porém, isso só é possível se ele provar que tem condições financeiras suficientes para manter suas esposas. E seu poder de riqueza é comprovado pelo tanto de gado que ele possuir. Mas tem que ser tudo que elas quiserem, precisa ser rico mesmo. Entre todas. A mais velha é a responsável administrativa da fortuna do marido e isso é o que justifica ela ter mais adereços no pescoço, nas pernas e nos pés. Os colares são como a aliança, sinônimo de comprometimento, as mumuilas casadas um colar de cordas bem coloridos, enquanto que as solteiras usam um colar sem cores. Se na sociedade em que vivemos, diferenciamos pela cor da aliança e qual mão a pessoa está usando, na aldeia mumuíla as mulheres são distinguidas se são casadas ou não, pelos adereços e adornos.
A autoridade máster da comunidade é chamada de Soba Grande. A figura dele é muito importante e respeitada na tribo. Ele é o líder espiritual e o prefeito do grupo, ele manda e desmanda, casa, descasa, autoriza apropriação de terras, etc. É o “responsável” pela comunidade.
Entre os angolanos, muitos desconhecem a sua real Cultura e principalmente a sua história e este povo é muitas vezes rejeitado pela sociedade, porque é tido como uma tribo com hábitos que não se coadunam com a vida em sociedades mais modernas. Em Luanda, estas mulheres despertam muitas atenções quando circulam pelas ruas. Muitos ainda reagem com estranheza, mas existe também aqueles que as elogie. Hoje em dia e como forma de adaptação às cidades, algumas mumuílas optam por  usar uma blusa/camisa e assim evitar comentários desagradáveis, com relação a sua semi-nudez.
Fonte: ASCOM/Revista Òmnira
Fotos: Roberto Leal & Vladimiro Walter

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quarta-feira, 13 de maio de 2020

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UM APANHADO DA CULTURA DO POVO ‘MUCUBAL’ DE ANGOLA

Postado Por Roberto Leal  | Sem Comentarios

Mulher Mucubal
Hoje vou falar um pouco do povo Mucubal e sua Cultura, que também é conhecido como, Mugubale ou ainda Mucubale, são um subgrupo dos povos Hererós do Sul de Angola. Um povo semi-nômades, dependente da pecuária e da agricultura para a sobrevivência, e conseguindo subsistir com a pastorícia. Seu território está localizado no deserto da província de Namibe, delimitada no norte pelas montanhas da Serra da Chela e ao sul pelo rio Cunene, quase na fronteira com a Namíbia.
Os mucubais costumam usar pouca roupa, carregar facões ou lanças e são conhecidos por sua resistência, às vezes andando ou correndo 80 quilômetros em um dia. As suas aldeias tipicamente consistem em um grupo de cabanas dispostas em círculo. É um povo que ainda mantêm as suas tradições e as suas  línguas maternas (as conhecidas em Angola, como línguas nacionais). São de origem Bantu, falam línguas derivadas ou semelhantes ao Kimbundo ou Kikongo. Acreditam em Deus, que na sua religião tradicional é chamado de Kalunga ou Djyambi.

Um mucubal é considerado tanto mais rico e mais importante quanto maior for o número de cabeça de gado que possua. Pode, portanto afirmar-se, que o gado é para qualquer mucubal  a suprema expressão da sua riqueza. A criação de gado é a verdadeira base de sustento desta importante etnia angolana.

Homens da tribo Mucubal vendendo melancias na beira da estrada
Os mucubais vestem-se de forma muito rudimentar, muito semelhante à de outros povos africanos, do Sul de Angola. Andam semi-nus e cobrem as partes íntimas com peles e panos típicos. O seu armamento é normalmente formado por uma lança, um purrinho e uma catana que manejam habilmente. Eles são muito corajosos e resistentes, não hesitam em enfrentar predadores como o leão e como o leopardo, sempre que esses animais surgem como ameaça para o seu rebanho.

Os mucubais são praticantes da poligamia. Um homem da tribo Mucubal pode ter as mulheres que conseguir sustentar. À volta da sua cubata, edifica outras cubatas para as suas mulheres, uma para cada mulher e forma assim um clã que se relaciona em perfeita harmonia e sem conflitos conjugais. Os seus herdeiros são sempre escolhidos entre os seus sobrinhos, os filhos de uma sua irmã, porque tem a certeza e acreditar, que esses são os únicos, que são mesmo do seu sangue familiar. Trata-se de uma velha tradição que é aceita por unanimidade e respeitada por todas as suas mulheres, sem que isso acarrete em desentendimentos conjugais. As mulheres Mucubal, quando solteiras, andam nuas da cintura para cima, seios nus, apenas cobertos por colares; e nos pulsos elas carregam pulseiras untadas com esterco de boi, além de vestida por um pano amarrado à cintura, como se fosse uma saia; as casadas e mães, amarram os seios com tiras finas de couro, são uns fios resistentes feitos em couro, bem esticados até espalmarem os seios, comprimindo-os contra o corpo.

Mulheres da tribo Mucubal
Tal como a grande maioria dos povos africanos, os mucubais também praticam como tradição fortemente enraizada a circuncisão dos jovens. A cerimônia da circuncisão realiza-se com regularidade e constitui um evento de grande significado, por simbolizar a festa da iniciação dos jovens mucubais, uma espécie de passagem dos jovens para o estatuto de mancebos.
O sociólogo Gilberto Madeira em uma das suas palestras, afirmou que o povo Mucubal são grupos étnicos que até hoje continuam a preservar a sua cultura tradicional, resistindo à integração, à semelhança de outros grupos como os Hereros, Muimbas, Nguedelengo, Mumuila e Muhimba. O mesmo ainda fez saber, que não são os fatores da globalização, nem das seitas religiosas que podem mudar o comportamento cultural destes povos, pois o governo tem se empenhado com esforço, para que os mesmos continuem com as suas tradições, hábitos e costumes. É uma tarefa difícil, se não mesmo impossível, mudar os hábitos e costumes destes povos. Disse já ter registros de igrejas que tentarem evangelizar estes povos, mas até agora as suas tentativas não deram resultados, vistos serem povos com hábitos muito fortes e enraizados.

Fonte: ASCOM/Revista Òmnira & Roberto Leal
Fotos: Roberto Leal



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