quinta-feira, 1 de novembro de 2018

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JOVEM ATIVISTA CLAMA QUE SALVEM A MULHER ZUNGUEIRA DE ANGOLA

Postado Por Roberto Leal  | Sem Comentarios

Jovita Kifinamene uma jovem zungueira a serviço das mulheres de Angola

Uma jovem ativista cultural, poetisa, mãe de família e zungueira vêm chamando atenção nas redes sociais com a sua campanha contra a “Operação Combate” desencadeada pela Policia Nacional em Angola, a mando do Subcomissário Orlando Bernardo, ela é Jovita Dimbenzi Kifinamene, tem apenas 26 anos, mas já vive preocupada com toda uma classe de mulheres guerreiras, que é oprimida pelo sistema arcaico angolano de tratar o pobre trabalhador da Zunga, com um descaso irrelevante para o governo democrático que vem fazendo o PR João Lourenço. Ela ver violência contra todas as mulheres do mundo, quando se tira os seus direitos ao trabalho, quando as tiram das suas bancadas de ganhar o pão, são essas mulheres guerreiras que movimentam parte da economia desse país, são quem alavancam o comércio informal. O governo precisa é legalizar, organizar, cadastrar e não oprimir e condenar a sarjeta, as mulheres angolanas.
Ela vai muito mais longe quando no seu discurso diz: "Nós as mulheres angolanas somos parte da economia desse país, trabalhamos para alimentar nossas famílias, somos parte dessa sociedade opressora que não nos protege; somos parte do Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade; só faltando sermos reconhecidas; somos figuras históricas na Cultura e nos Costumes desta nação e merecemos respeito... Deixem as mulheres angolanas trabalhar, para que a fome não volte a se alastrar como uma PESTE por esse país a fora. E não acho justo, pois também os ambulantes homens terão o incentivo para engrossar a lista dos desempregados no país e entrar para essa estatística negativa ainda nesse novo governo, o que aumentará a fome, implementará a miséria desordenadamente e incentivará a criminalidade, como também a prostituição, principalmente entre a juventude".

Ela que criou uma petição que começa a circular nas redes sociais e é com essa acção que ela pretende mostrar a sua indignação para o mundo e pedir que as mulheres desse mundo apoie essa luta assinando e compartilhando a petição:      https://secure.avaaz.org/po/petition/O_Governo_do_atual_presidente_Joao_Lourenco_VAMOS_SALVAR_A_MULHER_ZUNGUEIRA_DE_ANGOLA/share/?new  Ela espera que ativistas de todo mundo entre nessa luta pela dignidade da Mulher angolana, a mulher de África. “O mundo deve ter a solidariedade necessária para salvar a mulher zungueira, um patrimônio do Berço da Humanidade, desse tipo de violência que é a violação dos seus direito ao trabalho”. Palavras de jovem líder zungueira na província do Uige/Angola Jovita Kifinamene Leal. O seu perfil no facebook esses dias estará a serviço dessa campanha.
É assim que as Zungueiras ganham o pão de cada dia
Ela clama pela sensibilidade e compreensão do Excelentíssimo Senhor Presidente da República General João Gonçalves Lourenço, que pense e volte atrás dessa manobra que não é considerada uma atitude sábia diante do abalo que proporcionará na base do seu governo, com uma revolta popular, principalmente se tratando das mulheres, que é maioria na estatística populacional angolana.
Diante de uma Operação dessa, batizada de RESGATE, na realidade a população não sabe o que procuram resgatar, onde resgatar e o que resgatar? Proibindo as mulheres e os ambulantes de trabalhar, fechando portas de sobrevivência da família e abrindo covas em cemitérios e vagas nos presídios para amontoar o povo... “É esse o governo de renovação, de transparência e de solidariedade que o MPLA tem para nós angolanos, quando esse país vai mudar e parar para pensar no seu povo, a ordem seria? Primeiro o angolano, segundo o angolano, terceiro o angolano e quarto o angolano, sejamos humildes e lembremo-nos desse discurso”, foi bastante taxativa parafraseando o líder da UNITA Jonas Savimbi.
O combate da “Operação Resgate” será extensível aos mercados informais, armazéns e oficinas instaladas ao longo dos principais eixos viários, "com influência negativa na circulação viária", dos mercados informais nas zonas pedonais e nas passarelas para pedestres e à venda de produtos de roubo e de furto, como para peças para viaturas e telemóveis. Dentre muitos outros tipos de autuações.
Fotos: Roberto Leal







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quinta-feira, 25 de outubro de 2018

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MAIOR ASSASSINO DE ANGOLA É DA IGREJA CATÓLICA

Postado Por Roberto Leal  | 1 Comentario

Segundo SIC Notícias de Angola bispo Dom Filomeno Vieira Dias é um assassino
Segundo o SIC Notícias de Angola, o Bispo Dom Filomeno Vieira Dias, atual Arcebispo da Arquidiocese de Luanda é membro da SINSE - Serviço de Inteligência da Segurança do Estado Angolano, o falso religioso mais perigoso de Angola. Dom Filomeno do Nascimento Vieira Dias nasceu em Luanda no dia 18 de Abril de 1958, é tido como um segurança do Estado dentro da Igreja Católica Apostólica e Romana em Angola. Foi recrutado e mobilizado pelo Ex-Presidente José Eduardo dos Santos, para fazer parte da Segurança de Inteligência, aderiu o MPLA desde seminário maior de Cristo Rei no Huambo. Começou a trabalhar para o Regime Eduardista desde seminário, exercendo serviços secretos (Bófia), atraiçoando o trabalho de muitos padres e madres apoiantes do grande guerrilheiro Jonas Savimbi, no planalto central de Angola. Contribuiu no desaparecimento mortes de muitos padres, seminaristas, Jovens ativistas da Jura.
Foi ordenado sacerdote aos 30 de outubro de 1983. E enquanto padre, Dom Filomeno foi preparado pelo SINSE - Serviços de Inteligência da Segurança do Estado estudou jornalismo em Luanda e Licenciou-se em Filosofia na Pontifícia Universidade Gregoriana. Com a sua dedicação nos serviços de Inteligência da Segurança de Estado, Dom Filomeno Viera Dias se tornou no “SINFO” mais perigoso da Igreja Católica Apostólica e Romana em Angola. É de recordar que o Bispo Dom Filomeno, faz parte da família Presidencial, “é filho de uma das famílias tradicionais do MPLA”, está conotado com o regime pelas suas afinidades com membros influentes da nomenclatura política angolana. É irmão menor do General Manuel Helder Vieira Dias Kopelipa, outro grande assassino membro da SINSE.
Teve a sua ordenação Episcopal aceleradamente em 11 de janeiro de 2004, por influencias do Partido MPLA e do seu Presidente Jose Eduardo dos Santos. Foi nomeado Bispo auxiliar de Luanda, e membro da Associação Internacional Jacques Maritain para os Estudos do Desenvolvimento e do Conselho Fiscal da Associação das Universidades de Língua Portuguesa, e vice-presidente da Conferência Episcopal de Angola e São Tomé e Príncipe (CEAST).
No dia 11 de Fevereiro de 2005, o Governo Angolano sob a orientação do assassino José Eduardo dos Santos, corrompeu a Igreja Católica na pessoa do Núncio Apostólico Dom Giovanni Ângelo Becciu e do seu colaborador Cardial Alexandre de Nascimento, ludibriaram o Vaticano para nomear na Diocese de Cabinda um Bispo não Cabinda em substituição do Bispo Dom Paulino Fernando Madeca. Em 2004, antes e depois da sua renúncia, Dom Paulino Fernando Madeca fez dois documentos sugerindo a nomeação episcopal de 4 Padres naturais de Cabinda (Pe. Alexandre Pambo, Pe. Raul Tati, Pe. Jorge Congo e Pe. Carlos Mbambi) para a sua substituição como Bispo da diocese de Cabinda. E, estes, foram engavetados em Luanda pelo Núncio apostólico Dom Giovanni Ângelo Becciu e Cardeal Dom Alexandre de Nascimento pela ordem de Ex-Presidente José Eduardo dos Santos, Presidente do MPLA.
A nomeação de Dom Filomeno Vieira Dias para Bispo da Diocese de Cabinda em 2005, foi um plano estratégico de José Eduardo dos santos e de serviço de Inteligência para destruir a força dos Padres autóctones da Igreja Católica em Cabinda, no contexto da luta pela libertação do Povo de cabinda. Na altura, houve mesmo quem considerasse que a nomeação de Dom Filomeno seria uma forma de a Igreja distanciar-se das posições críticas que alguns padres de Cabinda assumiam contra as autoridades angolanas. É a partir deste ano 2005, pela a nomeação do Dom Filomeno Vieira Dias que a Diocese de Cabinda entrou totalmente em Caos. Surgiram reações na parte dos cristãos católicos em Cabinda, uma onde de protestos, revoltas e que vitimou o espaçamento do Bispo Dom Eugenio Dal Corso, colaborador do Bispo Filomeno, Ângelo Beccio e do Cardeal Alexandre de Nascimento.
O Trabalho de Dom Filomeno Vieira Dias em Cabinda, esta escrito na Bíblia Sagrada em S. João 10:10. O Bispo Filomeno só veio para matar, roubar e destruir a Diocese de Cabinda. É visível a crise reinante na Igreja Católica de Cabinda desde a sua nomeação como bispo diocesano. Dom Filomeno tomou posse como Bispo na diocese de Cabinda, um ano depois da sua nomeação, devido aos protestos e descontentamento na parte dos cristãos católicos em Cabinda. A sua recepção em Cabinda, aconteceu graças ao trabalho árduo do Padre Carlos Mbambi e o apoio da Polícia antimotim, homens da segurança e da investigação criminal. Dom Filomeno esteve sempre sob a proteção da polícia nas suas atividades do cotidiano. Começou o seu trabalho malicioso suspendendo 7 (sete) Padres naturais de cabinda, corrompeu e criou divisão no seio dos padres em Cabinda, perseguiu com unhas e dentes a Comunidade Cristã de Lubundunu, juntamente com o seu aliado Padre Francisco Nionge, confiscou o colégio Santa Madalena projeto do Padre Carlos Mbambi, na congregação das Irmãs Predilectas de Jesus, e confiscou também o Colégio João Paulo II, projeto do Padre José Silvino Mazunga.
Dom Filomeno embaraçou a ordenação diaconal do Jovem teólogo João Ramos, por ser sobrinho do Padre Jorge Casimiro Congo, o seu maior inimigo. Castigou duramente o Padre Valério Pambo na altura como Diácono, com intenções de não ordena-lo sacerdote. Dom Filomeno Vieira Dias fechou o seminário menor e maior de Filosofia, e expulsou todos os seminaristas de Cabinda ‘‘aproximadamente 80 jovens seminaristas’’ que perderam as suas vocações. Encerrou definitivamente o seminário maior de Filosofia em Cabinda. Confiscou o Passaporte do Padre Agostinho Sevo, com intenção de impedi-lo viajar.
Os massacres de Dom Filomeno Vieira Dias na diocese de Cabinda, num curto espaço de tempo, ceifou a vida de todos os padres mais velhos da Diocese de cabinda, nomeadamente: Padre Jose Zau Pitra, Jose Faustino Builo, Dom Paulino Fernando Madeca, Padre Gabriel Nionge Seda e Padre João de Brito Mayamba. E em apenas uma década, de 2000 a 2010, Dom Filomeno Vieira Dias protagonizou a morte de 4 Bispos nativos de Cabinda, a saber: Dom Eduardo André Muaca, Dom José Próspero de Ascensão Puaty, Dom Manuel Franklin da Costa e Dom Paulino Fernando Madeca.
Foi numa quarta-feira, 9 de Janeiro de 2008, que Cabinda derramava as primeiras lágrimas pelo anúncio da morte de Bispo Dom Paulino Fernando Madeca, primeiro Bispo da Diocese de Cabinda, morreu numa ocasião que o território estava submetido a uma nova fase de repressão e a sua Igreja é um dos alvos principais. A morte do Bispo Dom Paulino Fernando Madeca, foi armada pelo Bispo Dom Filomeno Vieira Dias, usando médicos e enfermeiros dos serviços de segurança da casa militar que acabaram por executar o velho bispo no Hospital Militar de Luanda.
O Bispo Dom Filomeno Vieira Dias orientou um dos seus demónio Bispo Eugénio Dal Corso, para mais um trabalho maquiavélico visitando e envenenando o Padre mais velho da Diocese, o decano do clero autóctone, Pe. Faustino Builo, no dia 19 de Julho de 2005. Houve forte discussão durante o encontro, o Bispo Dal Corso conseguiu no desenrolar do encontro envenenar o velho Padre Faustino Builo. Depois do encontro, na tarde do mesmo dia o Padre Builo apresentava aspectos visíveis de abatimento e infelizmente na amanhã do dia seguinte cai em crises, foi no seu próprio quarto, lugar onde os seminaristas o encontraram já inconsciente. E de emergência foi socorrido ao Hospital Regional de Cabinda, enfrentou situações difíceis durante 3 semanas em coma na reanimação, e finalmente o Padre Faustino Builo viria a falecer no dia 13 de Agosto de 2005.
O caso de perseguição aos jovens, antes da sua tomada de posse, isto é, á distancia, os jovens cristãos na Diocese de Cabinda foram os mais visados pelas ações de torturas e repreensões do regime de Novos Rumos do Bispo Filomeno, no caso de Bispo Dalcorso, o Bispo Dom Filomeno ordenou a detenção dos jovens cristãos católicos em Cabinda: Xavier Soca Tati, Inácio Zacarias Muanda, Francisco Nzau Tati, João Gabriel Luemba Conde, Faustino Mbua, Bartolomeu António, Maria Candida Mazissa Pena, Bartolomeu Domingos Razão e José Bonito Capita. E muitos deles, durante a detenção sofreram violências, ameaças, agressões e torturas na parte polícia.
Com a Vingança dos Jovens Cristãos de Cabinda, o Bispo Dom Filomeno Vieira Dias, organizou uma atividade nacional dos Escuteiros em Cabinda, no município de Buco Zau, preparou e enviou 4 homens do Serviços de Inteligência em submissão das suas artimanhas e ciladas maquiavélicas, que vitimou o jovem historiador Escuteira André Luemba Tecas, mas conhecido por (Prof. Tecas). O prelado Dom Filomeno foi também o cúmplice da morte do Pe. João de Brito Mayamba Monteiro, considerado como pilar e promotor de vocações autóctones dos padres em Cabinda. Com a suspensão efetuada pelo Bispo Dom Filomeno, o Padre João de Brito passou momentos críticos de saúde e em pouco tempo ficou visivelmente magro, bastante doente, o Bispo Dom Filomeno abandonou-o totalmente.
O Padre João de Brito Monteiro Mayamba, o seu estado patológico caracterizado pela uma causa desconhecida. E infelizmente, no dia 25 de Outubro de 2010, que o velho Padre Mayamba deu o último suspiro. Portanto, assim foi concluído o ciclo da Geração dos padres mais velhos de Cabinda. Este é um artigo indiscreto para a História da Crise da Diocese de Cabinda, massacres praticados pelo Bispo Dom Filomeno Vieira Dias em Cabinda.
No dia 19 de maio de 2011, foi à data que realmente o Bispo Dom Filomeno Vieira Dias concluiu com uma parte, entre as grandes tarefas e orientações do seu ídolo e senhor Ex Presidente José Eduardo dos Santos, ludibriou o vaticano Papa Bento XVI e conseguiu dispensar os 3 grandes sacerdotes de Cabinda, nomeadamente: Padre Alexandre Chuculate Pambo, Padre Raul Tati e Padre Jorge Casimiro Congo.
Em Dezembro de 2013, que o Bispo Dom Filomeno Vieira Dias tornou arquitetar um plano maquiavélico contra o Padre Carlos Mbambi. Diocese de Cabinda voltou a ser abalada com a tentativa de assassinato do pároco da Igreja de Nossa Senhora de Fátima, Carlos Maria Mbambi, por elementos orientados pelo próprio Bispo Dom Filomeno Vieira Dias. O incidente, segundo se apurou, não foi entretanto comunicado à policia.
Apesar da informação não ter sido confirmada nem desmentida pela hierarquia da Igreja Católica local, a tentativa de assassinato ao sacerdote está sendo associada a alegadas divergências que teriam existido entre Padre Carlos Mbambi e o bispo da Diocese de Cabinda Dom Filomeno de Nascimento Vieira Dias. Segundo os catequistas da paróquia, o Bispo Dom Filomeno Vieira Dias teria realizado sucessivos atos de suspensão de obras que o sacerdote iniciou naquela comunidade. Nas mesmas circunstâncias, Dom Filomeno Vieira Dias, segundo os catequistas, confiscou sem qualquer esclarecimento o colégio e as instalações da comunidade das Irmãs Predilectas de Jesus, na cidade de Cabinda, construído pelo sacerdote com fundos obtidos por doações.
Os catequistas manifestaram espanto pelo facto de Dom Filomeno, mesmo depois de ter sido interpelado por fiéis daquela comunidade religiosa, ter mandado suspender sem explicações as obras de construção de um santuário para adoração. Deploram ter sido igualmente vetada a realização de obras de reabilitação de uma residência para madres e a construção de um edifício para o funcionamento da cede paroquial. De acordo com o mesmo, o padre desaparecido terá deixado uma carta na igreja cujo conteúdo não foi tornado público.
Recorda-se que Padre Carlos Mbambi foi o artífice na tomada de posse do Bispo Dom Filomeno Vieira Dias, enfrentado os seus colegas do clero que rejeitavam a nomeação de um bispo não natural do enclave. Pelo papel assumido, o sacerdote passou a ser perseguido e ameaçado de morte pelo Bispo Filomeno Vieira Dias desde 2008, dois anos depois da sua tomada de posse na Diocese de Cabinda.
Em Dezembro de 2013, o Padre Carlos Mbambi, foi premiado com perseguições, caçado fortemente pelo Bispo Dom Filomeno, e no terror duma madrugada, na tentativa de assassinato depois de ter escapado, fugiu até ao Município de Landana procurando esconderijo, posto lá foi imediatamente acolhido pelo seu colega Padre Jorge Casimiro Congo, e que o apoiou a percorrer até a Fronteira de Massabi, onde felizmente teve a saída. Padre Carlos Maria Mbambi constava na lista dos candidatos à substituição de Bispo Dom Paulino Fernando Madeca, mas terá sido preterido, como foram os casos dos padres Alexandre Chucolate Pambo, Jorge Casimiro Congo e Raul Tati por alegadamente alimentares ideais independentistas. O sacerdote Pe. Carlos Maria Mbambi está desaparecido desde o passado dia 5 de Outubro de 2013 até a data presente.
A Igreja Católica de Cabinda está dividida, embora reconheça a existência de um grupo de fiéis afastados de uma comunhão plena com o bispo e com o Papa e que, por isso, vivem ao lado orando com o grande líder religioso Padre Jorge Casimiro Congo, que resolveu criar outra Igreja chamada Igreja Católica Apostólica das Américas. O crescimento da Igreja Católica das Américas em Cabinda é notável, o seu desenvolvimento esta em um bom ritmo, e serve de ameaça para o futuro da Igreja Católica Apostólica Romana em Cabinda.
Apesar do esforço que supostamente terão sido feitos para a reconciliação dos fiéis, a crise agudizou-se com a expulsão de três grandes figuras do clero de Cabinda. O afastamento dos padres Raul Tati, Jorge Casimiro Congo e Alexandre Pambo mostrou, entre outras coisas, que o rei, da Igreja Católica em Cabinda, estava submisso ao regime do MPLA.
Contrariando os seus mais basilares princípios, a Igreja Católica Apostólica Romana está claramente “vendida” ao regime angolano, sendo conivente nas ações de dominação, de prepotência, de desrespeito pelos direitos humanos. Aliás, a tese da libertação foi há muito, mas, sobretudo nos últimos anos, manda às malvas pela hierarquia católica.
Ainda estão bem patentes na memória de alguns as informações de que, em 2011, foi celebrado um acordo entre o MPLA e a Igreja Católica para que esta o apoiasse na campanha eleitoral de 2012. Da parte do partido no poder agenciou o acordo Manuel Vicente, o Ex-PCA da Sonangol a mando de Ex-Presidente José Eduardo dos Santos, ao passo que da parte da Igreja estive o Bispo do regime, Dom Filomeno Vieira Dias de Cabinda, com orientações do militante cardeal Dom Alexandre do Nascimento.
Que a hierarquia da Igreja Católica de Angola continua a querer agradar a Deus (MPLA) e ao Diabo (MPLA), aviltando os seus mais sublimes fundamentos de luta pela verdade e do espírito de missão, que deveria ser o de dar voz a quem a não tem, não é novidade. Para a continuação de Colonização Religiosa na Igreja Católica Apostólica Romana em Cabinda, Dom Filomeno Vieira Dias abandonou de forma traiçoeira o seu amigo conivente Padre Francisco Nionge, e finalmente nomeia Bispo para Diocese de Cabinda, Padre Belmiro Chissengueti seu aliado colega de serviços de Inteligência da segurança de estado. Em suma, a Diocese de Cabinda ainda esta sob a dominação e colonização Religiosa.
Fonte: SIC Notícias de Angola
Foto: Divulgação
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domingo, 21 de outubro de 2018

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CARTAS PARA QUEM QUER QUE SEJA PRESIDENTE

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São cartas que ex presidente nenhum gostaria de lê-las
Aconteceu no último sábado (20/10), no Espaço de Inovação # Vale do Dendê, na Alameda Marta Rocha, no Shopping da Bahia (antigo Shopping Iguatemi - 2° piso Av. Tancredo Neves, 148, Caminho das Árvores, em Salvador/BAHIA-Brasil) o lançamento do livro coletânea “Carta ao Presidente - Dias Sombrios” Ed. Perse/SP-2018, 268 páginas - R$ 30. A obra foi organizada pelo jornalista e escritor Carlos Souza Yeshua, na obra 50 trabalhos de diversos escritores brasileiros e até estrangeiros, entre crônicas, poesias, artigos e textos nas mais diversas vertentes da Literatura Contemporânea.

O evento tomou corpo desde as 10 horas da manhã, dando espaço a todos os autores presentes de se expressar diante daquilo que tenha escrito na obra, de maneira a que os escritores interagiram diretamente misturados ao público, que teve também a sua oportunidade de participação, não forem somente meros telespectadores curiosos, diante do momento politico em que se encontra o país, em um processo de transição muito inflamado pelas conturbações partidárias.

Carta ao Presidente - Dias Sombrios
Fizeram seus registros verbais para os anais da história de “Carta ao Presidente” dentre as personalidades culturais presentes estavam poetas, jornalistas, professores e escritores: professora e escritora Audelina Macieira, professor e cordelista Antônio Barreto, jornalista e escritor Carlos Souza Yeshua, jornalista e escritora Cymar Gaivota, poeta e ator Deomidio Macedo, escritor e cordelista João Bosco Soares dos Santos, professora e escritora Jovina Souza, poeta O Velho Viajante, poetisa Pabline Bomfim, jornalista e escritor Roberto Leal, jornalista e escritor Valdeck Almeida de Jesus, escritor e poeta Valmari Nogueira. 

Foi muito +criatividade+inovação+baianidade= Cidadania & Patriotismo. Carta ao Presidente - Dias Sombrios (Ed. Perse/SP) é o terceiro volume de uma série que teve inicio em 2010, com a primeira publicação que foi batizada com o título de “Carta ao Presidente – O que deseja o brasileiro no séc. XXI” (Scortecci Editora/SP); seguida por “Carta ao Presidente – Brasileiros em busca da cidadania” (Editora Òmnira/BA), publicada em 2012.



Fonte: ASCOM/Revista Òmnira

Fotos: Cymar Gaivota & Roberto Leal






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segunda-feira, 15 de outubro de 2018

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A LITERATURA ESPIRITA PERDEU ZIBIA GASPARETTO

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A escritora Zibia Gaspareto vinha lutando contra um câncer de pâncreas

A escritora Zibia Gasparetto, 92 anos, completa hoje uma semana de falecida, deixando órfã uma legião de leitores, amigos e admiradores, da leitura das suas grandes obras espiritualistas. Sua missão entre nós ganhou passagem para uma nova etapa ao lado de seus guias espirituais, aqueles que foram tocados por sua graça, delicadeza e por suas sábias palavras.
A escritora lutava contra um câncer no pâncreas.  E faleceu no final da tarde da quarta-feira (10), em sua casa, no bairro do Ipiranga, Zona Sul de São Paulo, enquanto dormia. O enterro foi no Cemitério de Congonhas. Há cinco meses, ela havia perdido um dos seus filhos, o apresentador Luiz Gasparetto, de 68 anos, que morreu também de câncer, só que no pulmão. Natural de Campinas, interior do estado, Zibia era muito conhecida na literatura espírita em 68 anos dedicados ao espiritismo, Zibia Gasparetto publicou aproximadamente 58 obras e teve mais de 18 milhões de livros vendidos em todo mundo. Os livros dela fazem uma espécie de ponte entre aqueles que permanecem entre nós e aqueles que nos deixaram. Nas redes sociais, a equipe da escritora confirmou o seu falecimento.
 Esse legado será eterno e os conhecimentos de Zibia sobre as relações humanas e espirituais serão transmitidos por muitas e muitas gerações.  Em várias entrevistas, Zibia Gasparetto dizia ser médium consciente, e que quando recebia mensagens era como se fosse alguém a sussurrar no ouvido dela sobre o que deveria ser escrito. Ela costumava escrever quatro vezes por semana, utilizando o seu computador.
“Esse legado será eterno e os conhecimentos de Zibia sobre as relações humanas e espirituais serão transmitidos por muitas e muitas gerações. Ela segue em paz ao plano espiritual, olhando por todos nós”, diz a equipe da escritora em nota de despedida em sua página no facebook.
Em 2011 durante o programa Mais Você da Rede Globo, Zibia em depoimento contou também que na adolescência colecionava frases de filósofos.  E seu primeiro contato com a mediunidade aconteceu aos 22 anos, quando, em um dia, ela se levantou e começou a falar em alemão, mesmo desconhecendo a língua. “A entidade que estava comigo àquela hora ficava muito brava, porque meu marido não entendia tudo”, relatou a escritora. Falou também sobre o seu casamento com Aldo Luiz Gasparetto.

“Ele partiu em 1980, ele desencarnou em menos de cinco minutos em um infarto fulminante. Então, eu tive que aprender a andar com as próprias pernas. Acho que ele se foi porque eu precisava desenvolver a minha capacidade, o meu trabalho, e eu fiquei mais livre para isso. Mas ele continua, a vida continua. Se eu estou preocupada com alguma coisa, eu tenho uma poltrona ao lado da minha cama, ele vem e senta, não fala nada, mas eu o vejo ali dizendo para eu ficar firme porque ele está me apoiando. O amor continua”, defendeu.
                                                                                                                                
Ao final daquela conversa, ela disse: "O mundo está muito sofrido, as pessoas têm que acreditar que a vida continua”.

Foto: Divulgação
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quarta-feira, 3 de outubro de 2018

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MORADOR DE RUA SOBREVIVE VENDENDO LIVROS USADOS

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Mesmo com a discriminação que enfrenta ele usa simpatia para seguir em frente

José Marcos de Souza, 55 anos, costuma levantar cedo, ainda pela madrugada. Ele desfaz a cama, guarda seu colchonete em um carrinho de supermercado e organiza os produtos que vende em uma calçada. Morador de rua há três anos, Souza sobrevive da venda de livros usados em uma esquina da Praia do Flamengo, no Rio de Janeiro. Pela manhã, faz questão de desejar "bom dia" e "bom trabalho" aos que passam enfrente ao seu sebo a céu aberto. Conhecido de muitos moradores e trabalhadores da vizinhança, ele recebe doações de livros, de roupas,. Calçados e até comida.

Apesar disso, enfrenta hostilidade e discriminação de pessoas que vivem na região do seu ponto de venda. Na primeira semana de setembro, Souza e alguns de seus livros foram atingidos por ovos lançados de um prédio. Agentes da prefeitura já chegaram a ser chamados na tentativa de retirá-lo do local. “Viver na rua é amargo. Você ouvir um monte de desaforo sem poder reagir; sem poder se defender”, desabafa.

Souza e seu Sebo a céu aberto no Flamengo/RJ
José Marcos de Souza combate a intolerância com simpatia e poesia. Ele, que estudou até o nono ano (antiga oitava série) do Ensino Fundamental, diz que Carlos Drummond de Andrade é um de seus autores preferidos. Com frequência, escreve em um caderno que guarda em uma das malas. "Quando cheguei à rua, eu não tinha nada", conta. Souza vivia com a família da irmã em Niterói, região metropolitana do Rio, mas saiu de casa após um desentendimento familiar.  Ao longo da vida, colecionou trabalhos temporários: foi caseiro, repositor de mercadorias em supermercado, balconista e garçom.

"Muitas pessoas hoje me veem na rua e me condenam, achando que sou um viciado, um monstro, um pedófilo. Mas não, eu vim para a rua para conseguir a minha própria casa e não ficar dependendo de parente", se explica. Segundo a prefeitura do Rio, o levantamento “Somos Todos Cariocas”, realizado no dia 23 de janeiro deste ano, contabilizou mais de 3,7 mil pessoas vivendo nas ruas da cidade. Outras 913 estavam em abrigos. Souza já passou uma temporada em um centro de acolhimento em Jacarepaguá, na zona oeste do Rio, mas diz que se sentiu deslocado. "O que eu vou fazer num abrigo onde só há dependentes químicos? Será que eu não estava tirando a vaga de alguém que precisa?", pondera. "Falei que não era um lugar para eu ficar. Eu preciso de uma casa, não de um abrigo."

O vendedor de livros deposita todo o dinheiro que sobra em uma conta bancária. Ele sonha em comprar uma casa em Governador Valadares, cidade mineira onde seus pais viveram. “O povo tem que parar um pouco para pensar e ver quantas pessoas nas ruas está precisando de ajuda. Quem está na rua não é ladrão. Quem está na rua tem necessidades”, solidariza-se com todos. "Eu gostaria que as pessoas me vissem como um ser humano. Um ser humano que está tentando vencer na vida. Já que não posso trabalhando honestamente, qual seria o jeito melhor para eu vencer? Será que é roubando, matando as pessoas? Não, eu não acho certo. O certo, para eu poder vencer, é vender os meus livros. É a única maneira."

Fonte: GLOBO 1
Fotos: BBC



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terça-feira, 2 de outubro de 2018

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SANTOS FAZ DOAÇÃO A MENINO MOÇAMBICANO QUE FOTO VIRALIZOU

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João Chico o santista de Moçambique

Depois que o menino João Chico, de 6 anos, foi fotografado na comunidade de Nhahminjale, em Moçambique, pela embaixadora da ONG Missão África Rafaella Kalimann,  com a camisola do Santos F.C. jogando bola, foto que viralizou na internet, o clube e torcedores se mobilizaram em uma grande campanha que, nesta segunda-feira (01/10), doou R$ 38.260,00 em benefício de João Chico, de sua família e de projetos sociais na região.
O garoto ganhou as redes sociais, em julho passado, ao aparecer com uma bola feita de trapos de pano e amarrada com cordão, pés descalços e a camisa do Santos (o peixe da Vila Belmiro, em São Paulo/Brasil) o que comoveu a diretoria e torcedores do clube em São Paulo.
O clube dividiu essa doação da seguinte forma: R$ 23.260,00 para projetos da Missão África em Beira, Moçambique; R$ 10.000,00 para a família de João Chico e R$ 5.000,00 para a implantação de um projeto de futebol em Marromeu, naquele país, na comunidade onde vive o menino João.

No último domingo, a ONG revelou nas redes sociais ter recebido a quantia de quase R$ 40 mil reais do clube, que havia prometido doação de R$ 1 por cada torcedor que comparecesse nos jogos contra Palmeiras, no Pacaembu, e Flamengo, na Vila Belmiro. Nos jogos o clube paulista ainda estampou a logomarca da Missão África no seu uniforme durante os dois jogos do Campeonato Brasileiro que fizeram parte da campanha.
Fonte: Revista Òmnira/Globo Esporte
Foto: Rafaelea Kalliman/Missão África


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sexta-feira, 28 de setembro de 2018

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APOSENTADA ENSINA PORTUGUÊS A IMIGRANTES E É ADOTADA POR ELES

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Imigrantes em sala de aula na Arsenal da Esperança em SP

 A professora Sonia Altomar, 72 é chamada assim pelos seus ex-alunos africanos “Minha mãe brasileira”; “minha mãe branca”; “minha segunda mãe”. Todos têm uma história para contar de algum momento em que a ajuda dela influenciou mudanças em suas vidas — seja indicando-os para um curso ou vaga de emprego, ou visitando-os quando estão doentes, com dificuldades, ela sempre levando uma palavra encorajadora, qualquer que seja o apuro, qualquer que seja o momento difícil, por exemplo.

Há seis anos, a professora Sonia dá aulas de português voluntariamente para imigrantes que são acolhidos, na casa de acolhida Arsenal da Esperança, que fica no bairro da Mooca, na Zona Leste de São Paulo. Na ocasião a aposentada liderava um projeto de alfabetização para brasileiros em situação de rua, quando começaram a chegar os haitianos em grande número ao local. Formada em português e francês, era solicitada pelas assistentes sociais para ajudar a traduzir as entrevistas com os recém-chegados. “Fiquei extremamente comovida com a situação deles. Era urgente que aprendessem português, porque só assim conseguiriam se inserir na sociedade, trabalhar, entender a nossa cultura”, disse ela. “Arrumamos uma sala e aí não parei mais”, concluiu.

Professora Sonia e seus alunos africanos
O que chama a atenção na história da professora Sonia é que o acompanhamento que ela dá aos imigrantes vai muito além da sala de aula. “qualquer problema que acontece, se uma pessoa está doente, por exemplo, ela é a primeira pessoa que comparece e dá apoio, ela sempre vai as nossas festas, nos visita em casa” disse Adama Kanote, 36, do Mali. No Brasil desde 2012, Adama tornou-se líder de associação de imigrantes em São Paulo e desenvolve trabalhos com a prefeitura. Ele diz que se inspirou na atuação da professora. “Aprendi muitas coisas com o trabalho dela ajudando os outros. Qualquer montanha que eu subir, o início foi na mão da professora Sonia. Minha mãe está na África, mas ela é a minha mãe aqui no Brasil”, afirmou.

Natural de Burkina Faso, Abdoulaye Guibila, 28, trabalhava pesado na construção quando foi indicado pela professora para ser bolsista em um curso de gastronomia. Precisou ser encorajado, pois estava inseguro em relação ao seu domínio do português e à sua capacidade de aprender a cozinhar. Acabou se destacando e foi homenageado pela turma no final. Quando conseguiu emprego como garçom em um restaurante de um bairro nobre, Sonia foi a primeira pessoa que ele convidou para comer lá. “Ela sempre acompanha nossos passos. Minha mãe, que está na África, me escreve todos os dias querendo saber se estou bem. É exatamente o que a Sonia faz comigo aqui”, diz ele, que costuma visitar a professora e o marido nos finais de semana.

Achile Kaza, 37, do Togo, é outro que também trabalha em um restaurante e convidou a professora Sonia e outras duas voluntárias que dão aulas no Arsenal da Esperança, Beatriz e Sheila, para visitá-lo. “As professoras têm um coração muito bom e se preocupam com a gente,” disse. Um episódio em especial o marcou. Em 2015, quando ele chegou ao Brasil, as professoras o ajudaram a enviar presentes no aniversário de sua filha, que ficou no Togo. “Elas compraram um monte de coisas e me levaram até o correio. Esse tipo de coisa um ser humano não esquece,” confessa emocionado.

Outra situação marcante, desta vez para a professora Sonia, foi quando um aluno do Togo ficou internado em estado grave na UTI. Após perceber que ele estava faltando às aulas, as professoras souberam que ele estava doente. "Pensamos: ‘um menino negro, que não fala português, vai morrer lá se ficar sozinho’, conta ela. “Passamos a visitá-lo todos os dias”. Os médicos perguntaram: ‘onde está a família desse menino? ’ Respondemos: ‘a família somos nós’”. O quadro clinico dele chegou a ser considerado irreversível, mas o togolês se recuperou. Um dos recursos usados pelas professoras para animá-lo era gravar mensagens de sua família e colocar os áudios para que ele escutasse. “Isso ajudou muito. Ele ouvia e dava um sorriso”, relembra a professora.

O ‘Arsenal da Esperança’ fica nas instalações da antiga Hospedaria de Imigrantes, que acolheu 2,5 milhões de estrangeiros vindos da Itália e de outros países nos séculos 19 e 20. Atualmente, oferece cama, banho, alimentação, acompanhamento de saúde e cursos profissionalizantes para 1.200 homens, a maioria em situação de rua.  Quando começaram a chegar imigrantes em maior número, surgiu a necessidade das aulas de português. “Uma pessoa que chega a um país que não é o dela está com as raízes soltas. Uma das coisas que te torna muito desamparado é o fato de não poder se comunicar”, diz Simone Bernardi, missionário do Arsenal da Esperança.

Desde 2012, Sonia e as outras professoras já ensinaram português a mais de 350 estrangeiros. Elas também levam ex-alunos para conversarem com crianças em escolas sobre migração e a cultura de seus países. Segundo Bernardi, a aposentada é uma pessoa “honesta, disponível e com compaixão pelo outro”. “Ela tem paixão por aquilo que ela faz e se tornou uma mãe para tantos que não têm uma pessoa de referência no Brasil”, afirma.

O contato extraclasse de Sonia com os imigrantes começou quando um haitiano chamou-a para conhecer a mulher, que acabara de chegar ao Brasil. Depois disso, outros ex-alunos passaram a convidá-la para visitas quando conseguiam um trabalho ou quando nascia um bebê, por exemplo! Um médico congolês chegou a batizar a sua filha recém-nascida com o nome e até o sobrenome da professora, como uma forma de homenageá-la. A professora diz que considera essa proximidade “primordial”: “Eles estão num país estranho, sem amigos. Para se sentirem realmente acolhidos, eu tinha que participar da vida deles e eles da minha”, enfatizou.

O marido da professora Sonia a apoia e acompanha em algumas visitas. O casal tem um filho que mora na Alemanha. “Eu poderia estar viajando, meu filho sempre me cobra ir mais lá. Mas isso aqui é a minha vida. É algo que me realiza plenamente”, diz a professora aposentada. Em uma das conversas com a reportagem (da Folha), ela termina contando qual é o programa do sábado seguinte. “Vamos com dois meninos que já falam português percorrer supermercados para ver se eles encontram algum emprego, porque não têm dinheiro para a condução e precisam urgentemente trabalhar”. O fato de as professoras irem junto e darem sua chancela ao possível empregador faz a diferença. “Estamos respondendo por eles. E nunca tivemos nenhum problema com quem indicamos. Todos são extremamente responsáveis”, afirma. Cheia de compromissos, a professora Sonia diz que está “com a bateria a toda”. “A cabeça está ótima", garante. "Só vou parar quando o físico não responder mais,”
finaliza. 

Fonte: Folha & Revista Òmnira
Fotos: Karime Xavier/Folhapress


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terça-feira, 25 de setembro de 2018

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PRESO POR CORRUPÇÃO FILHO DO EX-PRESIDENTE DE ANGOLA

Postado Por Roberto Leal  | Sem Comentarios

Esse é o Zenu filho do Zedú ex-Presidente de Angola

A Justiça angolana prendeu nesta segunda-feira (24) um dos filhos do ex-presidente de Angola José Eduardo dos Santos, o Zedú, acusado de participar de um grande esquema de desvio de recursos. Ele foi indiciado em março, José Filomeno dos Santos, mais conhecido como Zenu, ex-chefe do Fundo Soberano de Angola, é o primeiro membro da família do ex-presidente a ser detido. O processo é um dentre vários contra o antigo governo que foram abertos desde que o novo presidente, João Lourenço, o Jlo, chegou ao poder em 2017 e em 2018 ganha também a presidência do MPLA-Movimento Pela Libertação de Angola, partido da situação.

Segundo a PGR - Procuradoria Geral, o Ministério Público decidiu aplicar a prisão preventiva por conta da complexidade e da gravidade dos fatos investigados. O empresário angolano-suíço Jean-Claude Bastos de Morais, pessoa muito ligada ao filho do ex-presidente, também foi preso. José Filomeno dos Santos é processado por "fraude, desvio de fundos, tráfico de influência, lavagem de dinheiro e associação criminosa" envolvendo outras figuras públicas, incluindo o ex-governador do Banco Central, Valter Filipe da Silva.
De acordo com o Ministério das Finanças, o filho do ex-presidente é suspeito de ter cometido fraudes quando geriu o Fundo Soberano, incluindo o desvio de até US$ 1,5 bilhão com a ajuda de uma rede de cúmplices. José Filomeno também é suspeito em um caso de fraude envolvendo uma transferência de US$ 500 milhões do Banco Central para o Reino Unido. O valor foi congelado por autoridades britânicas em março, dizendo o dinheiro poderia ser devolvido a Angola, e o passaporte de José Filomeno, apreendido.

José Filomeno dos Santos foi demitido pelo atual presidente João Lourenço do Fundo Soberano, onde ocupava o cargo de chefia desde 2013. O fundo era constituído por um capital de US$ 5 bilhões provenientes de lucros gerados pelos recursos petrolíferos do país, governado por 38 anos seguidos por José Eduardo dos Santos até o ano passado.
Outra filha do ex-presidente, Isabel dos Santos é investigada desde março por supostas transações suspeitas que teriam sido supervisionadas por ela durante o seu período na liderança da Sonangol, a companhia estatal de petróleo angolana. Ela nega qualquer irregularidade durante a sua gestão e acusa o atual presidente da empresa, Carlos Saturnino — que denunciou as suspeitas sobre a sua conduta enquanto presidente da companhia a partir de uma auditoria interna — de "tentar reescrever a História".

O presidente João Lourenço vem atuando para afastar figuras poderosas associadas ao seu antecessor e combater a corrupção em Angola. Ele é um ex-governador que lutou na guerra de independência contra o domínio colonial português e na guerra civil encerrada em 2002. Eleito no ano passado, assumiu o poder em um país afundado em uma grave crise econômica, atingido principalmente pela queda do preço do petróleo, a principal fonte de receita do governo. Durante sua campanha, prometeu realizar um "milagre econômico" e combater a corrupção. Apesar da receita petroleira e das suas tantas minas de diamantes, Angola se mantém como um dos países mais pobres do mundo.


Fonte: O Globo 
Foto: Divulgação





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LITERATURA CONTEMPORÂNEA AO TEMPERO DE DENDÊ

Postado Por Roberto Leal  | Sem Comentarios

Fabiana Lima introduzindo sua poética ao tempero do Dendê


Aconteceu nesse final de semana passado na cidade de Cachoeira, no Recôncavo baiano a 13ª Edição do Caruru dos Sete Poetas, um recital poético de gigantescas proporções literárias e de interpretação, com aquele gostinho de óleo de palma, o evento que teve inicio na sexta-feira (21) com a realização de um Conversatório sobre Biodiversidade Cultural, na Sede da Igreja de Nossa Senhora D’ajuda, com a participação de jornalistas, escritores, poetas, editores e produtores, tendo inicio às 17 horas, teve como principal abordagem à produção, distribuição, maneiras e estratégias para se produzir obras literárias, até a sua impressão, com a participação e opinião de todos, também para com a questão da biodiversidade, deixando todos, o seu contributo aos anais desse grandioso evento.

No sábado (22) atividades infantis com o “Visconde de Sabugosa”- interpretação do poeta Tiago Gato Preto, com poesias infantis e contação de história e logo depois um recital itinerante invadiu as ruas, feira e o Mercado Municipal da cidade, n’uma prévia para a grande festa da noite: O “Caruru dos Sete Poetas” e suas mais diversas formas de manifestações culturais que invadiram o palco para se confraternizar com a homenagem ao poeta José Carlos Limeira. O espetáculo teve a regência do poeta Tiago Gato Preto, e dentro da programação tivemos ainda a apresentação de  grupos folclóricos locais, dentre eles o “Raízes do Ébano” e do espetáculo a parte que foi proporcionado pelos membros do Movimento “Resistência Poética” de Salvador. além de outras atrações.
Grupo Raízes do Ébano incentivando a Leitura

Os sete poetas convidados dessa edição foram: Alex Lopes, Rômulo Bustus ( Colômbia), Pedro Pereira Lopes (Moçambique/África), Celso Borges (Maranhão), Fabiana Lima, Laura Castro e Ricardo Aleixo (Minas Gerais). A programação contou com a participação de personalidades literárias como: escritor Paulinho Lima, autor do livro “Anjo do Bem Gênio do Mal”  memoria cultural brasileira; jornalista e escritor Valdeck Almeida de Jesus, organizador do livro coletânea “Poéticas Periféricas”; jornalista e escritor Roberto Leal autor de “C’alô & Crônicas Feridas”; poetisa Tatah Café, autora do livro “Amores e Licores”; as professoras de Letras Lilian Almeida e Andreia Mascarenhas, a poetisa Andressa dos Prazeres, os poetas contemporâneos Denisson Palumbo e Rilton Junior e o poeta alagoano radicado na Bahia José Inácio Vieira de Melo, dentre muitos outros participantes, sitiados na Pousada Cabana do Pai Thomaz.

O “Caruru dos Sete Poetas” é uma realização da Portuário Atelier Editorial, tem a curadoria do poeta e articulador cultural João Vanderlei de Moraes Filho, e teve o apoio da Secretária de Cultura do Estado da Bahia.

Fotos: Roberto Leal


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sábado, 15 de setembro de 2018

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POLICIA FEDERAL BRASILEIRA APREENDE DÓLARES E JOIAS DE FILHO DE DITADOR AFRICANO

Postado Por Roberto Leal  | Sem Comentarios

Teodorín já foi condenado na França e nos EUA por corrupção e crimes financeiros


Muito conhecido no Brasil por promover festas extravagantes e até por patrocinar uma escola de samba no carnaval carioca e um bloco afro de Salvador, o vice-presidente da Guiné Equatorial Teodoro Obiang Mangue, 49 anos, mais conhecido como Teodorín, caiu nas garras da Receita e da Polícia Federal, segundo apurou a Agência Estado com fontes envolvidas no caso.

Na sexta-feira, 14, os fiscais apreenderam em seu avião particular, no aeroporto de Viracopos (SP), cerca de US$ 1,5 milhão em espécie e uma grande quantidade de relógios de luxo cravejados de pedras, entre eles um modelo avaliado em US$ 3,5 mil. E interrogaram membros da comitiva inclusive quanto à possível presença de drogas na aeronave. Teodorín é filho de Teodoro Obinag Nguema, o ditador da Guiné Equatorial, no poder a nada mais nada menos que 39 anos, o ditador a mais tempo no poder no Continente africano, desde quando deu o golpe no próprio tio Francisco Macias.
Segundo relato do governo brasileiro, o avião de Teodorín aterrissou em Campinas por volta de 9h45. Por causa das prerrogativas do cargo, o vice-presidente não foi submetido à vistoria. No entanto, sua equipe foi fiscalizada, o que levou à apreensão dos bens.
Pelas normas da Receita, só é permitido entrar com até R$ 10 mil em espécie no País. E, ainda assim, se a origem do dinheiro não for justificada, ele pode ser apreendido. No caso dos relógios e joias, a quantidade levantou suspeitas de que pudessem ser destinados à comercialização. Nesse caso, não poderiam ingressar como bagagem.
A apreensão foi confirmada ao Estado pelo primeiro-secretário da Embaixada da Guiné Equatorial no Brasil, Lemenio Akuben. Ele estava com Teodorín no momento da apreensão. Segundo relatou, o vice-presidente foi recepcionado normalmente mas, em um momento posterior, a delegação foi “praticamente agredida”, com ordem para retornar com as malas para que elas fossem inspecionadas.
Teodorín foi liberado e ficou aguardando no carro, do lado de fora do aeroporto. Enquanto isso, a delegação tentou argumentar que, com base na Convenção de Viena, bagagens pessoais de dignitários estrangeiros não devem passar por vistoria. Segundo Akuben, o Itamaraty foi acionado e enviou uma mensagem ao aeroporto alertando para isso. Fontes diplomáticas desmentem essa versão.
Só no final da tarde, os fiscais liberaram R$ 10 mil. E forneceram recibos das joias e relógios apreendidos. O vice-presidente seguiu de helicóptero até a capital paulista. No entanto, Akuben e mais um integrante da delegação foram retidos no aeroporto e interrogados pela Polícia Federal até a madrugada.
Houve questionamento sobre a presença de drogas na aeronave. “Mas o vice-presidente não usa drogas”, disse Akuben. “São informações falsas que o Ocidente fala.” As fontes brasileiras não mencionaram drogas entre os itens apreendidos.
Segundo o primeiro-secretário, o vice-presidente trouxe essa quantia de dinheiro para pagar um tratamento médico em São Paulo e para custear sua hospedagem em um hotel de luxo, num nível condizente com o cargo. “Dez mil reais não dá para pagar nem um minuto de hotel”, disse o diplomata. “Se não tivéssemos uma relação de bons clientes, estaríamos na rua.”
O dinheiro também deveria custear uma viagem a trabalho a Cingapura, que o vice-presidente havia programado para a próxima semana. Akuben argumentou que o dinheiro não poderia ser retido, pois se trata de uma verba oficial do governo da Guiné Equatorial. Já os relógios, cerca de 20, são de uso pessoal do vice-presidente, segundo informou. “São todos usados e têm as iniciais dele gravadas”, assegurou.
Teodorín se encontra em São Paulo. A delegação da Guiné Equatorial pressiona para liberar os bens retidos pela fiscalização e ainda não sabe como ficará a programação dele de agora em diante. As relações de Teodorín com o Brasil são antigas e não passam despercebidas. Em junho passado, por exemplo, a cantora Ludmilla informou nas redes sociais que estava a caminho da Guiné Equatorial para se apresentar na festa de aniversário do “príncipe” do país. Também participaram a Lexa e outras celebridades do mundo pop como Akon, Sean Kingston, Ludacris e Jeezy. Em maio deste ano, ele apareceu em fotos postadas no Instagram da ex-panicat Arícia Silva numa viagem a Las Vegas (EUA).
A Guiné Equatorial patrocinou a escola de samba Beija-Flor em 2015 e foi homenageada pelo bloco baiano Ilê Aiyê em 2012. Nos últimos anos, a família tem assistido aos desfiles do carnaval carioca em camarotes de luxo da Sapucaí. A ex-colonia espanhola na África Ocidental tem hoje 1,2 milhão de habitantes.A Guiné Equatorial é a terceira maior produtora de petróleo do Continente, mas a população vive em situação de extrema pobreza, 13º lugar no índice de Desenvolvimento Humano. Enquanto os Teodorins gastam a vontade o dinheiro público. A fortuna da família esta avaliada em USD 600 milhões, onde eleva o presidente a oitavo lugar segundo a revista "Forbes", entre os presidentes nais ricos do mundo.

Fonte: Estado & Revista Ómnira
Foto: Divulgação







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