quinta-feira, 16 de março de 2017

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QUEM SEM CULTURA FERE COM CULTURA SERÁ FERIDO

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Secretaria de Cultura e Órgãos Públicos do setor sofre com criticas de intelectuais e artistas que se rebelam contra o aparente descaso 

Palco da Biblioteca Pública do Estado - Barris
Para se evitar o caos na Cultura é preciso um trabalho de urgência, para que não se transforme n’uma situação de emergência. O Governo precisa agir de maneira imediatista para evitar o colapso da cultura em nosso Estado, entre mil razões do seu aparente descaso, está à falta de Espaços para que os artistas possam se apresentar; escritores pedem a desburocratização desses editais que só beneficiam um; pedem a criação de Edital para pequenos projetos, beneficiando vários artistas em pequenos custos; querem a reforma das instalações das Bibliotecas Públicas para melhor atender ao público visitante e aos artistas que ali se apresentem... Tem se notado a olhos nus, que o número de artistas de rua tem aumentado gradativamente, espaços estão sendo usados como: ônibus e praças, diante da escassez de espaço público para apresentações e espetáculos. Resta mesmo aos artistas a opção de usar as vias públicas, porém, podem se deparar com a fiscalização da prefeitura que não apoia esse tipo de ocupação.

Sem os periódicos as estantes estão assim... 
Artistas já se manifestaram organizando uma Secretária de Cultura paralela, segundo matéria (no jornal Tribuna da Bahia) do jornalista e escritor Albenísio Fonseca “Artistas se rebelam e criam Secretaria de Cultura Paralela”, aos pouco as ações tomam o rumo de grandes eventos, mobilizações, protestos, manifestos e muitos serão os eventos organizados nas redes sociais e nas ruas, por entidades, associações, artistas, poetas, escritores e músicos em protesto ao descaso com a Cultura no nosso Estado. A Biblioteca Publica do Estado, nos Barris, por exemplo, está com o palco completamente deteriorado e o balcão do Quiosque está quebrado; escritores denunciam ainda a compra de lâmpadas; o Quadrilátero vive as escuras mesmo em dias de eventos; os jornais para pesquisa nas bibliotecas tornou-se algo muito raro.

E a indignação da classe artística fica por conta da cobrança de taxa para que o artista possa usar aquele aparelho público, seja Quadrilátero, seja auditório ou Foyer, como qualquer das outras Bibliotecas administradas pela FPC – Fundação Pedro Calmon, órgão subordinado a Secretaria de Cultura do Estado. A atual diretora da BPE-Biblioteca Pública do Estado, Lívia Freitas informou que a casa adotou mudanças e hoje oferece um       Regulamento, inclusive com formulário de Pedido de Pauta, os artistas podem acessar no site: http://www.fpc.ba.gov.br onde também constam normas sobre a Gratuidade de uso de Espaço - os eventos que podem ser realizados sem custo e onde estão enquadrados também os eventos taxados com valores. Só que, os artistas veem esses formulários como uma forma de burocratizar – significa dificultar o acesso ao objetivo, que antes se fazia de forma mais simples, através de oficio a Direção. Os interessados terão acesso ao formulário de “Pedido de Pauta” para eventos nos Espaços da Fundação Pedro Calmon neste link: http://www.fpc.ba.gov.br/arquivos/File/Cessao_de_Espaco/Anexo_II_Pedido_de_Pauta.pdf
Quiosque do Espaço Quadrilátero

Com o projeto “Amigo da Biblioteca” a BPE está convidando escritores, poetas, contadores de história e artistas da palavra de uma forma geral, a fazer uma visita levando sua pauta, seu evento e levar seu projeto, a biblioteca se disponibiliza a dialogar. A diretora Lívia Freitas muito otimista prevê melhoras em razão das próprias necessidades do Espaço, e acredita em que as providencias já estão sendo tomadas nesse sentido. Quanto aos jornais, quem responde pela Sala de Leitura, agora de prateleiras vazias, é o Setor de Comunicação da FPC. A BPE está buscando e apelando para novos parceiros e aceitando doação de assinaturas dos principais jornais, para manter a Sala de Leitura, segundo funcionário do setor, “a situação está sem previsão de normalidade”.

Membros da UBESC – União Baiana de Escritores se reuniram na Cantina da Lua, no sábado próximo passado - 11/03, às 16:30 horas, quando da realização de atividade cultural com o lançamento dos livros: SARAMBOKE do poeta Elizeu Moreira Paranaguá e ARRESTO do também poeta Bernardo Monteiro, e ali discutiram formas e maneiras de buscar novos espaços dentro da cidade e também firmaram compromisso de levar aos poderes públicos do setor a sua indignação através de: notas, matérias em sites e blogs, eventos, palestras, manifestações nas redes sociais e reuniões com os artistas da palavra, para que novos rascunhos e mudanças sejam estudadas. E como se não bastasse, em detrimento do uso da palavra “crise”, vários espaço considerados de uso público na nossa cidade, vem cumprindo ordem das suas próprias diretorias, e estão cobrando taxas a titulo de colaboração, para cobrir despesas que deveriam ser saldadas pelos setores competentes dessas mesmas Casas de Cultura.

Por último temos ainda a FGM - Fundação Gregório de Mattos, órgão subordinado a PMS-Prefeitura Municipal do Salvador, que faz aquele papel de Secretária de Cultura do Município, artistas também fazem as suas queixas, FGM que sem muito promover por dita falta de recursos, e conclusão dos seus editais e projetos limitados, mantem prédio na Praça Castro Alves abarrotado de funcionários que nada podem fazer, e apenas cumprem. É preciso desburocratizar todo e qualquer tipo de edital que beneficie poucos, esquecendo-se de muito mais. O acesso a apoio de pequenos projetos é fundamental para fomentar cultura. É preciso ver a forma mais facilitada para que se gaste o pouco “que dizem” destinados para um número maior de contemplados e na FGM não deve ser diferente.

Texto e fotos: Roberto Leal








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quarta-feira, 15 de março de 2017

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CORTEJO POÉTICO CELEBRA 170 ANOS DE CASTRO ALVES EM SALVADOR

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O poeta recitador Marcos Peralta é Castro Alves nas ruas e praças de Salvador

Com um bolo “gigante” de aproximadamente 1:70cm Movimento Poético comemorou o aniversário do poeta Castro Alves, nesta terça-feira (14), em Salvador. O XIV Cortejo Poético Dia da Poesia saiu da Praça da Piedade, às 9h, e seguiu até a Praça Casto Alves, onde, às 10h, foi cantado os parabéns e cortado o bolo pelo poeta Marcos Peralta (que esteve caracterizado de Castro Alves), o bolo tinha o tamanho que representa os 170 anos do poeta. O cortejo, que já acontece desde 2004, é organizado pela Biblioteca Prometeu Itinerante e pelo Coletivo Poesia Além das Sete Praças, com a coordenação do poeta e agitador cultural Douglas de Almeida.

Participantes estiveram caracterizados de importantes personalidades da literatura baiana: Edilson Dias, é o cordelista Cuíca de Santo Amaro, e Douglas de Almeida, o poeta Gregório de Mattos, Marcos Peralta, o poeta Castro Alves, Durante a caminhada, vários artistas estiveram caracterizados de poetas do Tropicalismo, além de artistas de outros movimentos como o Cinema Novo. Maycon Jhossys (Caetano Veloso), Ìsis Is Is (Gal Costa), Paulo David (José Carlos Capinan), Tiago Oliveira (Torquato Neto) e Mauro Júnior (Glauber Rocha). Acompanhados de estudantes da rede pública (municipal e estadual) de ensino, o cortejo seguiu pela Avenida Sete com figurantes empunhando estandartes poéticos, recitando poemas e distribuindo folhetins literários.
Este ano, o Cortejo aconteceu como uma continuidade do desfile do bloco lítero- carnavalesco O Boca de Brasa, que no carnaval, homenageou o Tropicalismo e os cinquenta anos de criação. Entre as entidades participantes: o Movimento Exploesia, da SUP – Sociedade Unificada de Professores; estudantes da Escola Municipal Cosme de Farias; da Biblioteca Comunitária Castro Alves; da Biblioteca Infanto-juvenil Betty Coelho e do Colégio Estadual Ypiranga (que tem sede em um solar onde o poeta Castro Alves faleceu a 6 de julho de 1871, no bairro 2 de Julho).
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quinta-feira, 2 de março de 2017

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O AFOXÉ FILHOS DE GANDHY E A DIÁSPORA AFRICANA NO CARNAVAL DE SALVADOR

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O tapete branco da Paz
O afoxé Filhos de Gandhy, fundado por estivadores portuários da cidade no dia 18 de fevereiro de 1949, tornou-se o maior e dito o mais belo Afoxé do Carnaval da Bahia, em Salvador. Constituído exclusivamente por homens e inspirado nos princípios de não violência e PAZ de Mahatma Gandhi, o bloco traz a tradição da religião africana ritmada pelo agogô nos seus cânticos de ijexá na língua Iorubá. Utilizaram lençóis e toalhas brancos como fantasia, para simbolizar as vestes indianas.
Tornou-se o mais famoso e o maior dos Afoxés da Bahia, que conta com aproximadamente 10.000 integrantes. E contam as estatísticas ser o maior afoxé do mundo, como o mais famoso também, pelas suas tradições que encantam baianos, brasileiros e turistas de todo mundo e em todas as línguas. Tradicionalmente a 'fantasia' contém, além do turbante e das vestimentas, um perfume de alfazema e colares azul e branco. Os colares já são conhecidos tradicionalmente por "colar dos filhos de Ghandy", que são oferecidos para os admiradores como forma de desejar-lhes paz durante o carnaval e ao longo do ano. E para as mulheres tradicionalmente vai em forma de souvenir em troca de um beijo.
O futuro do Gandhy passa de pai para filho
As cores dos colares são um referencial de paz e o afoxé enfoca Oxalá, que é o Orixá maior. O branco e o azul intercalados é o fio-de-contas do Oxalá menino, o Oxaguiam, que correspondem: o branco a Oxalufon seu pai e o azul a Ogum de quem é inseparável; as contas são amuletos da sorte. E cada um usa de acordo com a indumentária, da maneira que se achar elegante, não existe quantidade fixa de contas para cada colar, nem quantos colares se deve usar.
O tema dos Filhos de Gandhy este ano foi "DIÁSPORA AFRICANA A Travessia Não me Abateu. Tornou-me Forte!" O “tapete branco” do afoxé Filhos de Gandhy que invade as ruas do Centro Histórico de Salvador para pedir paz e proteção para os três dias em que o bloco desfila no Carnaval de Salvador. A passagem do afoxé é um dos momentos mais esperados da festa momesca, marcado por rituais, como o banho de milho branco, quando também soltam várias pombas brancas e pelos cânticos ritmados pelo Ijexá, quando os foliões pedem proteção aos orixás, ao som da saudação "Ajayô" que significa: sopro de saudação a Oxalá, que na igreja católica é Senhor do Bonfim.

Fotos: Roberto Leal
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quarta-feira, 1 de março de 2017

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CARNAVAL TRANSFORMOU SALVADOR NA CIDADE DA MÚSICA

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Afoxé Filhos de Gandhy
Nesta quarta-feira de cinzas terminou o maior carnaval do Planeta, a maior festa de rua do mundo, e o balanço diz que foliões tiveram mais de mil horas de música, 791 apresentações, 300 atrações sem cordas, 19,2 mil artistas envolvidos no Carnaval de Salvador. Esses foram o balanço de alguns números apresentados pelo prefeito ACM Neto durante coletiva de balanço final da festa de Carnaval em Salvador, realizada nesta Quarta-feira de Cinzas (01.03), no Camarote Oficial da Prefeitura, no Campo Grande, que contou ainda com a presença do presidente da Saltur, Isaac Edington, e de todos os secretários e dirigentes envolvidos na organização do evento.
Salvador Cidade Sustentável
Durante os seis dias de festa, quinze cooperativas cadastradas de reciclagem realizaram a coleta em diversos pontos dos diferentes circuitos. Os trabalhadores recolheram até o momento cerca de 85 toneladas de resíduos. Do total, 90% foi alumínio e outros 10% plástico, papelão e PET. A previsão é de que tenham sido recolhidos um total de 125 toneladas de resíduos, gerando em torno de R$ 375 mil.
As cooperativas de reciclagem assumem o importante papel de contribuir para a sustentabilidade da folia, recolhendo esses materiais e vendendo para que sejam reaproveitados. Além de economizar matéria-prima e energia elétrica, diminuir as emissões de gases de efeito estufa, o processo ainda reduz o volume de lixo nos aterros sanitários.
Muitas atrações para o folião
Foram distribuídos entre os catadores pela Secis - Secretaria Cidade Sustentável e Inovação e Limpurb - Empresa de Limpeza Urbana do Salvador, 300 kits com big bags (sacos grandes), camisas, bermudas, bonés, botinas e protetor auricular.
Carnaval com 50 anos de tropicalismo
No carnaval que celebrou os 50 anos do tropicalismo, um encontro entre o cantor Gilberto Gil e o poeta e músico Capinam no Largo do Pelourinho, Centro Histórico de Salvador, deve ficar muito bem registrado na história do Carnaval de Salvador. A festa no Pelourinho teve início na sexta-feira (24) e até a terça (28) a dupla foi anunciada pelo Governo do estado dentro das cercas de 110 atrações gratuitas que tiveram o público que prestigiaram esses espaços.
O encontro entre Gilberto Gil e Capinam ocorreu na sexta-feira (24). Também se apresentaram no Pelourinho atrações como Márcia Short, Márcia Castro, Paulinho Boca de Cantor, Magary Lord, Larissa Luz, B Negão, Bailinho de Quinta, Gerônimo, As Ganhadeiras de Itapuã Grupo Canela Fina, IFÁ, entre outros.
O secretário de Cultura, Jorge Portugal, destacou a homenagem ao tropicalismo no carnaval deste ano. "Um presente de Deus. Nosso mestre Gilberto Gil estará presente na abertura do carnaval do Pelou", relatou.
Carnaval na cidade de São Salvador da Bahia
O carnaval da Bahia é conhecido pela energia contagiante de sua folia. O público festeja em três principais circuitos: Dodô (Barra-Ondina), Osmar (Campo Grande-Avenida Sete) e Batatinha (Centro Histórico). Os camarotes e a maioria dos blocos do carnaval de Salvador são pagos e para participar (com mais segurança e comodidade) é preciso comprar um abadá (camisa que garante a permanência dentro do bloco). Quem não pretende gastar muito, a melhor opção é acompanhar os blocos sem cordas e curtir a programação do Carnaval Pipoca. Há ainda uma programação de carnaval descentralizada e alternativa no Palco do Rock, Villa Infantil e no Carnaval dos Bairros, que acontece em Cajazeiras, Periperi, Plataforma, Pau da Lima, Liberdade e em outras regiões.

Fonte: ASCOM/Revista Òmnira
Fotos: Roberto Leal
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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

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ESCRITORES DA GUINÉ BISSAU PROMOVE TERCEIRA EDIÇÃO DAS SEXTAS POÉTICAS

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A Associação de Escritores da Guiné-Bissau (AEGUI) promove  a terceira edição das Sextas Poéticas, que acontecerá no próximo dia 17 de Fevereiro (sexta-feira), a partir das 18:00 horas, no largo da Fortaleza da Amura, em Bissau, capital da Guiné Bissau.
As "Sextas Poéticas" é um espetáculo cultural e literário inspirado em eventos similares realizados pelo mundo fora, a exemplo das Terças Poéticas que acontece no Brasil  e as quintas poéticas, no Uige, em Angola e visa ser um espaço de djumbai cultural e literário itinerante, com atividades mensais que desfilam pelas instituições acadêmicas: Universidades, Institutos, Liceus, Centros de Formação, lugares históricos e locais de entretenimento da Juventude, em Bissau e em várias partes do país, procurando o envolvimento de todos os que queiram desfrutar de bons eventos culturais e literários, especialmente os estudantes, grupos de jovens e adolescentes. Os programas incluem, entre outros: sarau poético, leitura de contos, apresentação de  talentos emergentes e debates em torno de assuntos de atualidade do mundo cultural e literário.
Como espaço privilegiado de diálogo intelectivo, cada sessão das Sextas Poéticas tem como convidado de honra uma personalidade que tenha prestado uma reconhecida contribuição para a afirmação e consolidação da nossa identidade nacional, contribuindo com o seu testemunho para um melhor conhecimento e divulgação dos supremos valores da nossa Cultura e Literatura.
Nessa terceira edição de Sextas Poéticas contará com a presença do General José Sanhá, como "Convidado do Dia' e terá como obra em foco o romance do Coronel e escritor Manuel da Costa, “Maré Branca em Bulínia”.  Procurando o estabelecimento de pontes entre a história e a literatura, esta edição gozará de momentos em que serão relatadas histórias do próprio espaço hoje conhecido como Fortaleza da Amura. Esta edição visa ainda cumprir a ambição do espaço cultural Sextas Poéticas de criar canais de comunicação com todas a vertentes sociais, levando a cultura a todas as sensibilidades do país. O evento acontece uma vez por mês, sempre na última sexta-feira, mas, com pretensões da sua coordenação de ser quinzenal. A entrada  é livre.
AEGUI - Associação dos Escritores da Guiné Bissau, tem convite para fechar parceria com a UBESC-União Baiana de Escritores de Salvador/BAHIA e a revista de Literatura Òmnira, através do seu presidente o jornalista e editor Roberto Leal. Visite o site da entidade: www.aegui.org e o contato fica por conta do e-mail: aegui@aegui.org.
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terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

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COMPANHIA DE TEATRO UIGENSE QUER FAZER HISTÓRIA EM ANGOLA

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Simbolo de resistência teatral
No âmbito do Projecto Twiza Teatro, que por sua excelência vem emancipar o teatro na província do Uíge, o Protesa Teatro realizou de 11 a 18 de setembro de 2016 o Festival de Teatro Café Mabuba denominado (Festema), que veio demonstrar a relevância do “Café Mabuba” que há tempos atrás foi o precioso fruto de riqueza da zona norte de Angola. Facto jamais visto na província do Uíge, com o intuito de proclamar a união, paz e amor ao próximo, no seio da sociedade cultural cafeícola, portanto, a ideia é unir os grupos teatrais de Angola com um intercambio entre os fazedores da arte nas diversas províncias de Angola.

O que se pretendeu neste “Festema”, foi proporcionar grandes momentos de lazer pilotados pelos  trabalhos cênicos, criativos para os atores, músicos, encenadores, escritores e ao publico em geral que participou e aproveitou e conviveu neste festival, um ato inédito do teatro uigense… É bem  a realidade que “a verdade cênica não é a pequena verdade exterior que leva ao naturalismo. É aquilo em que vocês podem acreditar com sinceridade…” É, no entanto, nesta verdade foi que convidamos todos os amantes da arte (teatro) para que juntos estivéssemos unidos a festejar em prol do crescimento do teatro na cidade dos “bagos vermelhos”. Certo é que há algum tempo, o Protesa Teatro veio a descobrir que o teatro é como qualquer outro oficio artístico, aonde a prática conduz à perfeição. Assim como um músico precisa estudar escalas, notas musicais, harmonia, ritmo, ou como um pintor precisa conhecer perspectiva, cores, combinar luz e sombras… Esse é o caminho a percorrer…

PEQUENO HISTORIAL CAFÉ MABUBA
Café Mabuba, é como é conhecido o café de Angola, uma riqueza em extinção. O café é por excelência uma riqueza, que durante a administração colonial portuguesa contribuiu substancialmente para o desenvolvimento da então colônia portuguesa: Angola. A província do Uíge, situada no norte do país, com uma extensão de 58.698 Km é a principal produtora e, nos últimos anos, antes da independência nacional, contribuía com cerca de 30 por cento no orçamento da administração colonial. No entanto, a criação de empresas territoriais depois da independência deu novo impulso à produção do café, que começou a decair nos anos 80 com o agravamento do conflito armado a nível nacional. Hoje, a produção de café na província do Uíge corre risco de extinção, a julgar pelo derrube sistemático de grandes fazendas cafeícolas, em substituição de outras culturas de rápido rendimento, designadamente como as lavouras de mandioca, banana e feijão. “Não temos moral para relançar a produção de café, porque ninguém nos apoia”, disse um agricultor em declarações ao Folha 8. 

Produtores alegam que a produção de café exige recursos financeiros avultados para garantir uma boa colheita. “Optamos agora por produzir o nosso milho, mandioca, feijão, batata, banana e abacaxi, são produtos que nos dão algum dinheiro a qualquer hora”, acrescentou o agricultor. Nas grandes fazendas, como a de Pumba Loji, Candande Loé, São Jorge, Congo Agrícola, Songo II Maonde, que antes numa colheita rendiam mais de 10 mil toneladas de café Mabuba ( o que quer dizer: café com casca), hoje a produção não passa de 150 toneladas. É uma pena o estado em que se encontram hoje as grandes fazendas de café que ergueram muitas infraestruturas em Angola. “Será que o nosso Governo não tem recursos para ajudar os agricultores interessados no fomento desta riqueza”? Questinou o ancião Lucas Pedro, do município do Songo, 40 quilômetros a norte da cidade do Uíge. O ancião ainda produz o café apesar da falta de instrumentos de trabalho e recorda que “os colonos apesar de nos explorarem, valorizavam o agricultor”, concluiu. O Festema Teatro homenageou através do seu tema principal, o café nesse seu primeiro ano de realização.

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domingo, 29 de janeiro de 2017

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PRESIDENTE AMERICANO QUER DITADORES AFRICANOS NA CADEIA

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Trump declara guerra aos ditadores africanos
O novo presidente eleito dos Estados Unidos da América, Donald Trump, se diz muito disposto a cumprir as promessas feitas durante a sua campanha eleitoral.
Além da construção do muro na fronteira com o México, impedindo a entrada de imigrantes ilegalmente em território americano, colocará na cadeia todos os ditadores africanos, para que enfrentem o Tribunal Penal Internacional.

No seu primeiro dia oficial a frente do governo mais potente do mundo, o presidente dos Estados Unidos da América, avisou que está disposto a tratar do caso dos “líderes corruptos africanos”. Durante o seu primeiro discurso feito na Casa Branca, Donald Trump disse que vai garantir que os EEUU ponha atrás das grades o presidente do Zimbábue, Robert Mugabe, há 30 anos no poder e o presidente sul-africano Jacob Zuma, há 8 anos no poder e muitos crimes praticados contra o povo ; além do presidente da República do Sudão, Omar Al-Bashir, há 28 anos no poder ;  do presidente da Republica Popular de Angola José Eduardo dos Santos, há 37 anos no poder; do presidente da República da Guiné Equatorial Teodoro Obiang Nguema Mbasogo, há 38 anos no poder e do presidente da República de Uganda Yoweri Museveni, há 31 anos no poder. todos exímios ditadores, uns com longos anos de governo e outros por cometerem crimes de abuso contra a humanidade, levando parte da África a fome e a miséria.

“Eu prometi tratar de líderes corruptos e vou garantir que dentro do meu primeiro mês no cargo, esses homens corruptos e maus, estarão perante o Tribunal Penal Internacional. Dando como exemplo, o presidente da África do Sul, Jacob Zuma, enfrentou mais de 700 acusações por seus crimes praticados, mas não foi condenado por nenhum. Isso não vai acontecer sob o meu relógio”. Disse o presidente americano. E ao dirigir-se aos veteranos de guerra em um discurso em Washington, Trump alertou os outros ditadores em todo o mundo que querem morrer no poder, que é apenas uma questão de tempo antes de enfrentarem a justiça por seus crimes.

“Quero reiterar aqui diante dos maiores heróis da América que não tolerarei nenhuma tendência ditatorial exibida por ditadores de todo o mundo, especialmente os dois mais velhos do Zimbábue e do Uganda”. “Se vencer as eleições, irei colocar Mugabe e Museveni na prisão” Donald Trump já havia dito isso ao longo da sua campanha eleitoral.

Texto: Roberto Leal
Foto: Sérgio Marchione



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sábado, 21 de janeiro de 2017

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CARNAVAL DAS ANTIGAS FAZ SALVADOR A CIDADE DA MÚSICA

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A bateria espetáculo do  Bloco Afro Olodum

A maior festa de participação popular do mundo marcara a memória dos baianos, soteropolitanos e turistas em 2017. O fantástico carnaval de Salvador trará mais de 300 entidades, serão cerca de 700 horas de muita música com grandes atrações fazendo a folia. Além das muitas atrações, o folião pode esperar muitas novidades nos seis circuitos oficiais. Diversas apresentações sem corda nos circuitos: Dodô, Osmar, Batatinha, Riachão, Sérgio Bezerra, Orlando Tapajós e Mestre Bimba, entre trios elétricos independentes, shows grátis e vários blocos sem cordas, que deixarão a festa muito mais atraente e democrática.

As novidades da festa ficarão por conta, além do tema “Cidade da Música”, foram anunciadas pelo prefeito ACM Neto durante entrevista coletiva realizada na terça-feira (17/01), no Teatro Gregório de Mattos (TGM), no Centro Histórico. Na ocasião, esteve presentes também o vice-prefeito Bruno Reis; o secretário Cláudio Tinoco da Secretária de Cultura e Turismo; de Isaac Edington presidente da Saltur - Empresa Salvador Turismo; de Pedro Costa presidente do Conselho Municipal do Carnaval; dos representantes da Skol e da Air Europa - empresas patrocinadoras da grande festa e demais gestores municipais, convidados e imprensa.

“Este ano estamos ampliando as atrações para o folião pipoca. Somente o Furdunço, que acontece na Barra no domingo pré-carnaval, terá recorde de 34 atrações gratuitas. Também vamos fazer um encontro de trios elétricos na quinta-feira (23/02), no Circuito Dodô (Barra/Ondina), para marcar ainda mais o início da festa. Vamos continuar com o Fuzuê, com artistas se apresentando sem cordas, carnaval nos bairros, palcos temáticos e demais atrativos que serão divulgados em breve”, enfatizou o prefeito.  

 A abertura vai acontecer novamente na quarta-feira (22/02), com um grande baile de carnavalesco à moda antiga na Praça Municipal. O clima de folia “das antigas” será dado por um grande cortejo formado por baianas e as bandas e grupos: Olodum, Didá, Ilê Aiyê, Malê Debalê, Cortejo Afro, Filhos de Gandhy, Muzenza, Os Mutantes, Saku Xeio e Pai Burokô. O cortejo sairá do Terreiro de Jesus em direção à Praça Municipal onde se encontrará com a orquestra formada por 40 músicos e comandada por quatro maestros: Fred Dantas, Paulo Primo, Sergio Benutti e Zeca Freitas.

Bloco Sal da Terra no Pelourinho
Dentro das comemorações será feita uma homenagem ao artista plástico Mestre Didi, que se chamava Deoscóredes Maximiliano dos Santos, que se vivo fosse completaria 100 anos em 2017. Após a entrega das chaves ao Rei Momo, o cantor Bell Marques, ex- Chiclete com Banana se apresentará pela primeira vez no local com sucessos que marcaram a carreira e o Carnaval de Salvador. Também dentro da programação do primeiro dia de festa, as atrações no Circuito Sérgio Bezerra – que engloba o trecho do Farol da Barra ao Morro do Cristo – vão se apresentar mais cedo: a partir das 16h. São 28 bandas de sopro e percussão que animaram o público com as famosas marchinhas e sucessos do “carnaval das antigas” em versão instrumental.

Grandes atrações sem corda já estão confirmadas para o carnaval de Salvador. Os 70 anos serão comemorados por Moraes Moreira com a “Pipoca do Moraes” no domingo (27/02), no Circuito Dodô. Além do Pôr do Sol na Castro Alves, o grupo “Baiana System” será a última atração do Circuito Dodô na segunda-feira (27). A cantora Daniela Mercury desfila na sexta-feira (24), no Circuito Dodô e terça-feira (28), no Circuito Osmar, também sem cordas.

O folião pipoca vai poder curtir a festa já no pré-Carnaval a ser realizado no Circuito Orlando Tapajós - contra fluxo, na Barra, no fim de semana que antecede a abertura oficial. No sábado (18), a partir das 15h, será realizado o Fuzuê, que terá como ponto marcante a abertura do evento com o bloco Sarapa, em homenagem aos 40 carnavais do designer Pedrinho da Rocha. São 21 grupos culturais, folclóricos e tradicionais que participarão do desfile, a exemplo das Ganhadeiras de Itapuã, Paroano Sai Milhó, Grupo Zambiapunga e Quabales. No dia seguinte, também às 15h, será a vez do Furdunço trazer as charangas, fanfarras, orquestras, grupos percussivos e mini trios. O cantor Léo Santanna, ex-Parangolé será o estreante da iniciativa, é uma das 34 atrações que vão se apresentar no local e a lista ainda engloba nomes como Silvia Patricia e Tuk Tuk Sonoro, Alex da Costa e Coreto Elétrico, Alexandre Leão, Band’Aiyê e Orquestra de Frevos e Dobrados. O Furdunço retorna na sexta-feira (24), no Circuito Osmar, no Centro Histórico.

A Praça Castro Alves será palco mais uma vez do Pôr do Sol. A iniciativa, que ocorre em um dos locais símbolos do Carnaval, será realizada no domingo (26), sob o comando da turma do Baiana System & convidados. O carnaval nos bairros está garantido e acontece em dez pontos diferentes da cidade. São: Cajazeiras, Periperi, Itapuã, Liberdade, Boca do Rio, Plataforma, Centro Histórico - Praça da Cruz Caída e nas ilhas de Maré, Bom Jesus dos Passos e Bom Jesus dos Frades.  Os Palcos Temáticos também estão na programação do Carnaval. De casa nova em 2017, o Palco do Rock será realizado na Praça Wilson Lins, na Pituba, a partir das 19h. O Palco Multicultural será montado novamente no Terreiro de Jesus para receber bandas de hip hop, reggae, arrocha e demais estilos musicais, a partir das 18h. O Terreiro do Samba bate ponto na Praça da Cruz Caída, com atrações a partir das 19h.

Com o sucesso registrado nas edições anteriores, os “Espaços Temáticos” marcam presença na folia em Salvador em quatro locais. A Vila Infantil vai trazer atividades para os pequenos novamente na Praça 2 de Julho,  no Campo Grande. As Vilas Gastronômicas estarão localizadas ao lado do Farol e na Rua Airosa Galvão, ambas na Barra, e na Rua Nossa Senhora de Fátima, em Ondina. O Beco das Cores, na esquina da Rua Dias D’Ávila com a Avenida Oceânica, na Barra, vai trazer DJ’s ao local conhecido pela diversidade. As apresentações acontecerão nos intervalos da passagem dos blocos, das 19h à 0h. No dia 27, a Praça Castro Alves contará com o Desfile de Fantasia de Luxo e Originalidade, a partir das 19h. A decoração da folia este ano será produzida por cinco grandes nomes das artes plásticas em Salvador: Tatti Moreno, Bel Borba, Maria Adair, Eliana Kertész e Alberto Pitta. As peças inéditas terão aproximadamente 15 mts de altura e ficarão expostas em cinco pontos da cidade, que são:  Praça Castro Alves, Campo Grande, Barra, Ondina e Rio Vermelho.

Fonte: Ascom/PMS
Texto: Roberto Leal

Foto: Roberto Leal
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sábado, 14 de janeiro de 2017

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FÃS PEDEM CASAMENTO DE BRUNA MARQUEZINE E NEYMAR

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O casal Brumar Foto: Divulgação
Nesta sexta-feira, 13/01, os fãs do casal Bruna Marquezine (21 anos) e Neymar (24 anos) apelidados pela imprensa de “Brumar” (junção dos nomes Bruna Marquezine e Neymar) teve muitos motivos para comemorar a data, mais conhecida folcloricamente como dia do azar. Toda essa euforia está sendo causada pelo comentário ‘My wife’ (minha esposa - em inglês) que o jogador de futebol da Seleção Brasileira, deixou em uma foto que a atriz postou para divulgar uma campanha em parceria com o Unicef, no seu Instagram. Neymar também usou um emoji de coraçãozinho e um de gatinho na rede social para retratar o seu amor pela atriz.
Após o comentário de Neymar, os internautas começaram a pedir a Bruna Marquezine que case com o Neymar e que a data do casamento seja marcada, além de estarem elogiando a atitude do atleta que hoje defende as cores do Barcelona e chamando o craque de “príncipe da vida real”.
A foto era para divulgar a campanha Make a Promise, da Louis Vuitton em parceria com a Unicef, que vai converter os lucros das vendas da pulseira Silver Lockit para crianças em situação de risco no mundo.  O casal que namoraram um ano de 2013/2014 quando estiveram juntos pela primeira vez, ensaiaram vários momentos até reatare

m com muita força agora em fins de 2016 e parece que vem casamento por ai e tem uma torcida enorme enchendo a bola e estado de espirito do casal.

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segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

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UM OLHAR À CULTURA ANGOLANA NO SEU DIA

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Por: Eduardo Tchandja
Jornalista Roberto Leal pesquisador dos PALOP

É com esta máxima, grafada no livro de leitura da 4ª classe (se a memória não extravasar), o conhecido livro vermelho e amarelo, que busco prologar a reflexão sobre a cultura nacional no seu dia, pois a grandeza, a riqueza e a beleza do nosso país são deveras devedoras à diversidade da cultura nacional.
Assinala-se a 8 de Janeiro, o Dia Nacional da Cultura Angolana, data instituída em 1986, pela aprovação do Decreto 21 publicado no Diário da República N¤ 87, I Série de Novembro desse mesmo ano, por uma visão peremptória do discurso do saudoso Presidente Dr. António Agostinho Neto, proferido no mesmo dia e mês do longínquo ano de 1979 por ocasião da tomada de posse dos elementos que compuseram na altura o quadro gerente da UEA (União dos Escritores Angolanos), discurso do qual se cita um curto mas significativo trecho: "...a cultura não pode se inscrever no chauvinismo nem pretende evitar o dinamismo da vida..." (fim de citação).
À luz desse dinamismo, em conversa com Roberto Leal, jornalista, escritor e editor da Revista de Literatura Òmnira (que significa Liberdade, na Língua Yorubá), reafirmou o potencial cultural de Angola:" ...em minha opinião, e contando com as análises e estudos do intercâmbio UBESC e Revista Òmnira com a execução do trabalho litéro-social, cultural e educativo nos PALOP (Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa), Angola é considerada uma grande potência em diversidade cultural, desenvolvimento e aproveitamento da educação. Que me desculpem os outros países!" - manifestou o também fundador do Movimento Literário Kutanga/Angola, tendo afirmado faltarem poucos países para visitar e concluir o seu trabalho de intercâmbio, tendo inclusive visitado Angola a convite da ALCA (Associação Literária e Cultural de Angola) em Outubro/Novembro de 2015, onde ministrou a 1ª Formação Básica sobre Criação Literária, visitou escolas e outras instituições, ofereceu livros, firmou acordos se intercâmbio cultural e fez sessões de venda e autógrafos de obras literárias com destaque ao seu maior sucesso "C'alô & Crónicas Feridas". Tudo inserido nos festejos do 40¤ aniversário da independência de Angola. 
Roberto Leal afirmou ainda: "o intercâmbio cultural é bom para o desenvolvimento do povo, o que cresce a cada ano, e isso é bom para o cidadão angolano, que se destaca de forma a construir um futuro melhor para os componentes da sua sociedade, como também para a imagem do seu país e para o enriquecimento cultural do continente..." 
Numa espécie de contextualização do trecho do discurso do Poeta-Maior angolano, que falava na altura como estadista, Roberto Leal sublinhou: " Angola é um celeiro engrandecido de verdadeiros artistas e suas manifestações, e África já percebeu isso, bastando apenas começar a trabalhar juntos, com o mesmo interesse e os mesmos objectivos, pois um país sem cultura não é um país, é apenas uma sociedade constituída, uma estrutura conhecida e perdida em algum lugar"- arrematou o activista cultural e literário da Baía de São Salvador, articulista (com mais de setecentos artigos publicados nos jornais e revistas de todo mundo, mormente nos PALOP ) e Presidente da UBESC (União baiana de Escritores).
Roberto Leal espelha uma verdade irrefutável, sinal disso é a concorrência da cidade de Mbanza Kongo (capital do antigo Reino do Kongo ) a património histórico-cultural da UNESCO, o que explicita que Angola um país genuinamente diversificado em matéria de cultura, eis que se analisa bem escolhido o lema para as comemorações da efeméride neste ano de 2017: " a cultura faz-se nos municípios para valorizar e fortalecer o seu papel como factor de desenvolvimento".
O dia nacional da cultura foi vivido em todo país e na diáspora com vários atractivos, desde visitas e excursões a sítios e monumentos histórico-culturais, palestras e reflexões, recitais e espetáculos músico-culturais, cujo acto central se realizou na província mais a norte do país, Cabinda sob orientação da Ministra da cultura, Drª. Carolina Cerqueira.  As associações literárias, como a ALCA e seus parceiros também fizeram jus ao compromisso sério com a cultura nacional, pois esta fortalece a nação.




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quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

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A POETISA HELOÍSA PRAZERES LANÇA " casa onde habitamos"

Postado Por Roberto Leal  | Sem Comentarios

 
Heloísa Prazeres & sua habitação poética
No dia 12 de janeiro (quinta-feira), às 19 horas, A escritora Heloísa Prazeres lança o seu mais novo livro de poesia “casa onde habitamos” (assim mesmo tudo minúsculas), Scortecci Editora/SP - 132 páginas, R$ 30, no próximo dia 12/01 (quinta-feira), na Livraria Cultura (Av. Tancredo Neves, 2.915 – Piso 2, Caminho das Árvores, Salvador/BAHIA-Brasil) do Salvador Shopping. A obra reúne 82 novos poemas expostos em quatro fases. O espaço geográfico constitui o tema central da publicação, ilustrado com fotos do artista visual baiano Jamison Pedra, que, pela segunda vez, acompanha a autora, em livro. A palavra casa, em “casa onde habitamos”, possui um campo semântico que evoca, provoca e define-se como proteção externa e espaço interno de experiência.
As quatro fases que compõem o livro destinam-se metaforicamente à comunicação poética, organizada em casas: arte, sonho, sentimento e memória − defesa de princípios que constituem o discurso libertário da poesia. Habitante da metrópole, a poeta põe-se a falar, liricamente, em interlocução com o leitor, que se identificará com a procura incessante por abrigos humanos sob o teto da terra.
casa onde habitamos
Na primeira fase, são os trabalhos de bastidores, contendo uma reflexão sobre a arte da poesia. Um sucinto comentário poético sobre o preenchimento do vazio pelo signo, mediante privilegiada forma de comunicação, intencional, metalinguística, rítmica e sonora, quando o signo se enfeita. Na segunda fase, são as ante-salas de sonhos que toma lugar, explora a fértil relação entre o imaginário artístico e o sonho. São poemas expressos numa linguagem quase automática de ditado; dela sobressaem avanços por sen­das, nas quais o insólito traduz-se em cenas e relatos da vida onírica.
Dá-se, em seguida, um intervalo de leveza, suavidade e sensibilidade, por sob o teto da terra, onde prevalecem pequenas composições, curtas peças de louvor, dedicação e homenagem à vida, aos sentimentos e às relações. Encerra-se, mesmo por ali no mesmo chão, com textos de captura da memória − poesia de registro, tempo para buscar tempo, percepções e experiências pretéritas.
 
Heloísa Prazeres é baiana, natural de Itabuna/BA, possui textos publicados com produtores de Artes Visuais in Cinema e Fotografia. É verbete no Dicionário de Autores Baianos – Secult/BA - 2006 e no Dicionário de Escritores Contemporâneos da Bahia, CEPA/2015. Publicou, em livro, temas e teimas em narrativas baianas do Centro-Sul/FCJA-UNIFACS/Secult-2000; Pequena História, poemas selecionados. Salvador/Quarteto-2014; Antologia “Outros Riscos” do Prêmio Damário DaCruz de Poesia - Secult/BA e Quarteto/2013; Poetas da Bahia III, em Salvador, Expogeo/2015;  Antologia 5º Prêmio Literário de Poesia “Portal Amigos do Livro” Editora Scortecci/SP-2015; Medalha de Bronze do I Concurso Literário da AECALB, Rio de Janeiro/2016. É Bacharela e Mestre em Letras pela UFBA. Doutora em Literatura na University of Cincinnati, OH/EUA. Professora Adjunta, aposentada do Instituto de Letras da UFBA. Foi professora titular na Universidade Salvador, UNIFACS e já  coordenou o Núcleo de Referência Cultural da Fundação Cultural do Estado da Bahia. Informações: 71 9 8122-7231.
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segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

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"ME LIBERA NEGA" SERÁ O HIT DO CARNAVAL DA BAHIA 2017

Postado Por Roberto Leal  | Sem Comentarios

Ítalo um Jovem delinquente salvo pelo seu talento
Depois de ter sido preso por suspeita de ter assaltado estudantes em um ponto de ônibus, na região da Orla Marítima de Salvador/Bahia-Brasil, o jovem Ítalo Gonçalves, 19 anos, foi conduzido à delegacia na sexta-feira (18/12) e foi liberado pela polícia e expôs seu arrependimento nas redes sociais: “peço desculpa a moradores e a familiares e isso não vai se repetir mais. Vou viver das graças do Senhor, feliz e alegre”, escreveu.
Momentos após a prisão, o jovem que não parava de cantar enquanto era entrevistado por um repórter, da Rede Record de Televisão, do Programa Balanço Geral da Tarde, Marcelo Castro, com o apresentado José Eduardo, chamou atenção de dois grandes artistas baianos, Filipe Escandurras e Marcio Victor, vocalista do Psirico. “Esse jovem tem talento. Vamos ajudar esse cara”, disse Marcio Victor em áudio enviado pelo aplicativo WhatsApp ao apresentador.

Filipe Escandurras que participou do Balanço Geral, na segunda-feira (21/12), prometeu ajudar o jovem que já tem um hit. “Me libera, nega. Deixa eu te amar. Me libera, nega. Novinha. Vou te sentir. Me libera, nega. Vem, nega, pro Olodum. Eu vou te dar um beijo e depois vou te dar mais um”, diz trecho da música de Ítalo, que adotou o nome artístico de MC Beijinho.
O hit que ainda não tem nome já gerou memes e já tem uma versão gravada elo compositor baiano Felipe Escandurras, que chegou até a compartilhar um vídeo com o jovem compositor Ítalo Gonçalves em seu perfil no Facebook. E já falam em Salvador que esse será o Hit do Carnaval baiano, o maior carnaval do mundo. inclusive Salvador amanheceu a uma semana atrás toda pichada com a inscrição nas cores preta e laranja “Me Libera, Nega” em muros, tabiques, compensados, paredes por todos os lugares.
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