quinta-feira, 13 de janeiro de 2022

COMORES FAZ HISTÓRIA NA COPA DA ÁFRICA COM SEU ELENCO FRÂNCES

Publicado por Roberto Leal As quinta-feira, 13 de janeiro de 2022  | Sem Comentarios

União de Comores pela primeira vez na Copa Africana das Nações
















A seleção de Comores, pais da Costa Oriental da África, que ocupa a 171ª posição no ranking da FIFA- Fédération Internationale de Football Association/Federação Internacional de Futebol, disputa pela primeira vez na sua história a CAN – Copa Africana de Nações. Fato curioso e intrigante é que a Seleção de Futebol só tem o lateral direito Abdallah Ali Mohamed e o atacante Ibrahim Djoudja como os únicos atletas comorenses no plantel, nascidos no país. Dos 28 jogadores que foram convocados para participar da Competição Continental, apenas o zagueiro do Lausanne/Suíça e o centroavante do TS Sporting/África do Sul nasceram na minúscula ilha do Oceano Índico, cuja sua população não chega aos 900 mil habitantes (869.595 habitantes, censo de 2020).
Todos os outros atletas que estrearam na competição mais importante que a seleção comorense já disputou, no primeiro jogo, na derrota por 1 x 0 para o Gabão, foram importados da França. Na falta do material humano para montar uma equipe com o mínimo de competitividade possível, com apenas habitantes ou ex-habitantes da ilha era impossível, sem opção, o técnico Amir Abdou, que é descendente de comorenses, passou os últimos sete anos garimpando os filhos e netos de imigrantes daquele país africano para reforçar o seu elenco, de uma forma bem ‘natural’. Amir Abdou, um frânces, nascido em Marselha, leva a seleção de Comores à competição pela primeira vez na sua história.
Muitos dos atletas sequer sabiam, que a terra dos seus antepassados contava com uma seleção de verdade, Comores/União das Comores, só passou a ser reconhecida pela Fifa e filiada em 2005. Muitos atletas não acreditavam e achavam a idéia de jogar em Comores, uma barca furada. O primeiro "estrangeiro" a aceitar o convite do treinador, foi o meia Fouad Bachirou, atleta formado nas categorias de base do PSG - Paris Saint Germain que em 2014 foi contatado, atuava no futebol da Suécia, até hoje, ele continua fazendo parte da seleção, e aos poucos Abdou foi montando uma equipe com os reforços conseguidos. O goleiro Ali Ahamada/ex-Toulouse e o meia Rafidine Abdullah/ex-Olympique de Marselhe ambos atuaram pelas seleções de base da França, antes de jogarem por Comores. E o atacante El Fardou Ben Nabouhane já atuou pelo Olympiakos e pelo Estrela Vermelha em partidas pela Liga dos Campeões da Europa.
"É muito difícil para um país pequeno, apenas com um projeto, fazer com que jogadores digam: 'quero defender Comores'. Nós não tínhamos muita coisa para oferecer", afirmou o técnico Amir Abdou, em entrevista concedida ao Canal CNN. Os resultados melhoraram e o nível técnico do elenco também. Depois de levar nove partidas seguidas sem vencer no inicio de preparação do treinador atual, principio de adaptação do elenco, Comores agora já não perde como antes, chegou a aplicar uma sonora goleada, vencendo as Ilhas Seychelles por 7 a 1, no mês de setembro próximo passado.
A inédita vaga para a CAN foi conquistada com garra, terminando na segunda colocação em um grupo onde tinha Egito e Togo, além de Quênia. No torneio continental, a seleção estreante tem Gabão, Ghana e Marrocos como adversários na primeira fase. Essa será a última competição de seleções com relevância, antes do Mundial que será disputado no Qatar. Cinco Seleções africanas estarão na competição, mas não temos ainda o cenário definido e quem são elas.
A Copa Africana de Nações é disputada desde 1957 e tem o Egito como o maior Vencedor do torneio. A equipe do craque Mohamed Salah, já levou a taça (7) sete vezes, a última delas em 2010, Camarões 5 vezes, Ghana 4 vezes e Nigéria 3 vezes. A Argélia é a atual Campeã. Em 2019, ela faturou seu segundo título ao derrotar Senegal pelo placar mínimo 1 x 0 na grande final. São 24 Seleções na disputa do maior título de Futebol do Continente Berço. A história leva-nos a refletir o caminho de volta que faz Comores, levando em consideração que a França foi Campeã no último mundial com uma seleção de sangue africano nas veias.
Fonte: ASCOM/Revista Òmnira
Foto: Divulgação
Matéria: Roberto Leal

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