sábado, 11 de setembro de 2021

O CANTO QUE FAZ NASCER NA TRIBO HIMBA NA NAMÍBIA

Publicado por Roberto Leal As sábado, 11 de setembro de 2021  | Sem Comentarios

Mãe & Filho Himba
Segundo uma tradição do povo Himba, da Namíbia, no Sul da África, a data de nascimento das crianças é fixada, quando sua mãe traz ela ao seu pensamento e pede para engravidar e não no momento de sua vinda ao mundo. Quando uma mulher decide que vai ter um filho, ela se senta e descansa debaixo de uma árvore, e fica atenta até ouvir a música da sua criança que está para nascer. E depois de ouvir a música do seu bebê, ela volta para o homem que será o pai da criança para ensiná-lo a música que ela percebeu. E então, quando fazem amor para conceber fisicamente o filho, cantam a música do filho, a fim de convidá-lo a vim ao mundo.

Quando a mãe está grávida, ela passa a ensinar o canto do seu bebê para as parteiras e mulheres mais velhas da Aldeia. Assim, quando o bebê nascer, as velhas e as pessoas ao seu redor cantam sua canção, sua música, para dá-lo as boas-vindas. Conforme a criança vai crescendo, os outros moradores aprendem sua música. Para que se a criança sofrer uma queda ou um machucar qualquer, sempre haverá alguém para pegá-la e cantar sua música para ela ouvir. Da mesma forma, se a criança fizer algo maravilhoso, algo encantador ou passar pelos ritos de passagem com sucesso, o povo da aldeia cantará sua canção para homenageá-la.

Na tribo, há uma outra ocasião em que o povo canta para a criança. Se em algum momento da vida a pessoa cometer um crime ou ato antissocial, o integrante é chamado ao Centro da Aldeia e as pessoas da Comunidade formam um círculo ao seu redor. Em seguida, eles cantam sua canção. A tribo reconhece que corrigir o comportamento antissocial não é uma questão de punição, mas de amar e lembrar quem você é. Para o povo quando você reconhece sua própria música, você não pensa em prejudicar mais ninguém. É assim durante toda a vida. E no casamento, as canções são cantadas juntos. E quando se envelhece, está deitada em sua cama, pronta para desencarnar, todos os Aldeões conhecem sua canção e cantam sua canção pela última vez.
Tanto os meninos como as meninas são circuncidados antes de atingir a puberdade, já que esse ato acaba deixando-os prontos para o casamento. Durante a circuncisão os meninos devem ficar em silêncio, enquanto as meninas podem gritar. Assim que a menina nasce, já é prometida a um marido escolhido, o casamento vai acontecer quando ela tiver entre 13 e 17 anos. Antes de chegar à puberdade, as meninas são autorizadas a usar apenas duas tranças no cabelo. Após essa fase, elas podem usar mais tranças e a usar também o “Erembe”, uma coroa feita de couro de vaca ou cabra. Os homens Himba usam uma trança somente e após o casamento, passam a usar um turbante.

Existem algumas iniciativas que fornecem educação primária para os Himba. Os adolescentes que optam pelo ensino secundário precisam deixar sua tribo pra estudar e viver em uma escola, geralmente em Windhoek, capital da Namíbia. Muitas vezes esses jovens conseguem emprego e acabam não retornando à aldeia. Cerca de 10 mil Himba vivem na região Kunene, no noroeste da Namíbia, enquanto uns 3 mil estão na Angola. Eles são uma tribo seminômade, movendo-se de acordo com o melhor local para pastagem do seu gado. Porém, geralmente retornam às mesmas aldeias todo ano.

A característica mais conhecida da tribo é o tom avermelhado da pele e dos cabelos. A razão pra isso é o “Otjize”, uma pasta de manteiga, gordura e ocre vermelho – às vezes perfumado com resina aromática – que as mulheres aplicam duas vezes ao dia nas tranças e no corpo. Os primeiros registros da tribo Himba são do início do século 16, eles que são originários de Angola, quando eles cruzaram a fronteira e se assentaram em Kaokoland, região conhecida como Kunene, na Namíbia, assumindo uma nova pátria, um dos motivos foi a escassez de água. entretanto a principal causa da imigração aconteceu no início do século 20, em 1904 quando na ocupação alemã, mais de 100 mil integrantes das etnias que compõem o povo Himba foram mortos. O alcoolismo entre os homens é uma das ameaças, como também a influência do mundo exterior, é possível encontrar barracas de camping e cadeiras pela Aldeia, além de muitos outros problemas da civilização.

Uma das tradições mais importantes para os Himba é o fogo sagrado, ou “Okuruwo”. Esse fogo representa os ancestrais da Aldeia, que por sua vez são considerados os intermediários para o contato com o “Mukuru”, o deus Himba. Mantido continuamente aceso, o fogo fica entre o gado e a casa do Chefe da Aldeia, chamada de “Ondjuwo Onene”, e não é permitido cruzar o caminho entre o fogo e a casa do chefe. Toda as noites, uma brasa do fogo elevada pra dentro da casa do chefe, é brasa com a qual irá acender novamente as chamas no dia seguinte.

Fonte: ASCOM/Revista Òmnira
Fotos: Divulgação/Internet

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