sexta-feira, 17 de setembro de 2021

AGOSTINHO NETO UMA HISTÓRIA DE LUTA POR ANGOLA

Publicado por Roberto Leal As sexta-feira, 17 de setembro de 2021  | Sem Comentarios


António Agostinho Neto/1922-1979 foi o primeiro presidente da República de Angola. Era médico de profissão, poeta por vocação e um líder guerrilheiro por natureza. Nascido a 17 de Setembro de 1922, na aldeia de Kaxicane, freguesia de São José, no município de Ícolo e Bengo, na província de Luanda, era filho do pastor metodista, Agostinho Neto, catequista da missão metodista americana em Luanda, sendo mais tarde pastor e professor nos Dembos, e da professora Maria da Silva Neto. Após concluir o ensino primário, entrou para o Liceu “Salvador Correia”, em Luanda, onde terminou o 7º ano em 1944. Depois, partiu para Portugal para frequentar a Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra.
AN Uma vida sem tréguas
Uma bolsa de estudo da Igreja de Metodistas dos USA para o filho do pastor, ajudou a Neto, a partir do seu segundo ano de residência em Portugal, a sobreviver na metrópole e perseverar no sonho de ser médico, continuando os seus estudos de medicina na Universidade de Lisboa, onde se licenciou. Foi em Portugal onde Agostinho Neto iniciou a sua ação política, fazendo parte da geração de estudantes africanos que viria a desempenhar um papel decisivo na independência dos seus países naquela altura, que ficou designada como Guerra Colonial Portuguesa. Em 1947, integrou o Movimento dos Jovens Intelectuais de Angola sob o lema “Vamos Descobrir Angola”. Em Coimbra, com Lúcio Lara e Orlando de Albuquerque, colaborou nas revistas “Momento” e “Mensagem”, órgãos da Associação dos Naturais de Angola. Em outubro de 1958 casou com a escritora, poetisa e jornalista portuguesa Maria Eugenia Neto, que conheceu num círculo de escritores em Lisboa em 1948. Com ela teve um filho, Mário Jorge Neto, e em 1961 uma filha chamada Irene Alexandra Neto. Que, aliás, em janeiro de 2017, passou a ser académica da AGLP. Ainda tiveram outra filha mais nova chamada Leda Neto. Maria Eugênia é natural de Trás-os-Montes/Portugal.
Os seus poemas e artigos, aliados ao seu engajamento político fizeram com que fosse perseguido e preso pela PIDE (Polícia Internacional de Defesa do Estado), órgão repressor da ditadura Salazarista que combatia os movimentos nacionalistas das colónias portuguesas de então. Foi deportado para o Tarrafal, uma prisão política em Cabo Verde. Posto em liberdade, retoma a atividade política e intelectual, fundando em Lisboa, em parceria com Amilcar Cabral, Mário de Andrade, Marcelino dos Santos e Francisco José Tenreiro, o Centro de Estudos Africanos, orientado para a afirmação da nacionalidade africana. Em 1951, é indicado como representante da Juventude das colónias portuguesas junto do MUD-Juvenil - Movimento de Unidade Democrática-Juvenil Português.
Pela sua participação em atividades anticoloniais é novamente preso pela PIDE, em Fevereiro de 1955, e condenado a dezoito meses de prisão. Preso em Lisboa, Agostinho Neto não participa, em 10 de Dezembro de 1956, no ato de fundação do MPLA – Movimento Popular de Libertação de Angola. Em 1957, é libertado pela PIDE e, um ano depois, licencia-se em Medicina pela Universidade de Lisboa quando casa-se com Maria Eugénia Neto.
Como AN via Angola para o Continente


Participa da fundação do MAC - Movimento Anticolonialista. Que congregava patriotas das diversas colónias portuguesas para uma ação revolucionária conjunta nas cinco colónias portuguesas: Angola, Guiné, Cabo Verde, Moçambique e S. Tomé e Príncipe. Pouco antes do Natal de 1959, Agostinho Neto, acompanhado da mulher e do filho, deixa Lisboa de regresso à Luanda, onde abre um consultório médico. Em paralelo com a sua atividade clínica, continua a sua militância a favor da independência e é eleito, em 1960, Presidente Honorário do MPLA. Preso pela terceira vez, em Luanda, Agostinho Neto é transferido para diversas prisões em Portugal e Cabo Verde.
O assalto às cadeias de Luanda, em Fevereiro de 1961, desencadeia a luta armada pelo MPLA, seguindo-se uma forte repressão colonial. Preso na cidade da Praia, em Cabo Verde, Agostinho Neto é transferido para a prisão de Aljube, em Portugal, onde permanece até Março de 1963. Libertado, em 1963, foge clandestinamente para Léopoldville (Kinshasa), e junta-se ao MPLA. Neste mesmo ano é eleito presidente do MPLA durante a Conferência Nacional do Movimento. A luta armada contra o domínio colonial intensifica-se até que, em Fevereiro de 1975, regressa a Luanda. Em representação do MPLA, Agostinho Neto participa em Alvor, Portugal, na assinatura do acordo para a constituição do “governo de transição”. A 11 de Novembro de 1975, Agostinho Neto proclama a independência de Angola. Dirige o MPLA e Angola durante os primeiros anos de independência, mas, doente, morre com 56 anos a 10 de Setembro de 1979, em Moscou, capital da Rússia. Agostinho Neto deixou como legados, a independência e a liberdade do povo angolano. No dia 17 de setembro, Angola celebra o Dia do Herói Nacional, comemorando o dia em que Agostinho Neto nasceu.
Fonte: ASCOM/Revista Òmnira
Foto: Livro/Acácio Barradas

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