sexta-feira, 27 de dezembro de 2019

PAN AFRICANISTA KEMI SEBÁ É LIBERTADO NO BURKINA FASO

Publicado por Roberto Leal As sexta-feira, 27 de dezembro de 2019  | Sem Comentarios

Kemi Sebá diz não temer os anti-africanos

Preso desde o dia 21/12 (sábado) foi solto de detenção, após ser julgado e condenado a 2 meses de prisão com suspensão, o pan-africanista franco-beninense Kemi Seba diz que precisa que a luta para a autodeterminação do nosso povo, contra a corrupção das oligarquias africanas e francesas. Não está pronto para parar. O ativista Kemi Seba foi condenado pelo Tribunal Superior de Ouagadougou, a uma sentença de prisão suspensa por dois meses, por desrespeito ao chefe de estado de Burkina Faso, Roch Marc Christian Kaboré.

O Supremo Tribunal de Ouagadougou também o multou em 200.000 francos CFA (cerca de 300 euros), reconhecendo-o também em desacordo com chefes de estados estrangeiros, incluindo o costa-marfinense Alassane Ouattara e o nigeriano Mahamadou Issoufou.
"Recebi uma sentença suspensa de dois meses, que são realmente dois meses simbólicos, porque até os juízes sabem que estou certo", disse Kemi Seba após o julgamento. O ativista franco-beninense foi preso em um hotel em Ouagadougou/Burkina Faso (ex-Alto Volta) e, em seguida, mantido sob custódia policial após uma conferência pública na Universidade Joseph Ki Zerbo.
Refutando as acusações de ter proferido “palavras ofensivas e ultrajantes" contra os chefes de Estados, o ativista pan-africano explicou ao tribunal que queria "enviar um choque elétrico para acordar os líderes africanos que se permitem ser manipulados pelo presidente". Francês :Emmanuel Macron. Segundo seu advogado, Prosper Farama, este julgamento "põe em causa as liberdades de expressão e opinião" e constitui um "retiro democrático".
Kemi Seba, cujo nome real é Stellio Capochichi, que se apresenta como um "polemista e palestrante pan-africano", organizou ou participou nos últimos anos na África em várias manifestações hostis ao franco CFA. Suas posições em favor da luta, contra o domínio francês apoiado pelas ditaduras africanas, já lhe renderam várias detenções e expulsões, principalmente na Costa do Marfim, no Senegal e na Guiné Bissau. Recentemente esteve no Brasil, em São Salvador da Bahia, a cidade mais negra fora de África, onde encontrou apoio de movimentos, entidades e simpatizantes da sua luta.

Foto: Roberto Leal


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