sábado, 25 de novembro de 2017

EM PLENO SÉCULO XXI ESCRAVIDÃO IN ÁFRICA

Publicado por Roberto Leal As sábado, 25 de novembro de 2017  | Sem Comentarios

A escravidão ataca na África novamente
Africanos que tentam chegar ilegalmente à Europa estão sendo vendidos, por seus raptores em um “mercado de escravos” na Líbia, segundo a Organização Internacional para as Migrações (OIM), órgão da ONU. Vítimas estão denunciando à OIM que, depois de serem detidas por contrabandistas ou grupos de milícias, foram levadas para praças ou estacionamentos para serem vendidas. Migrantes qualificados como pintores, instaladores de pisos e outros profissionais são vendidos por preços mais elevados, diz o chefe da OIM na Líbia à BBC.
A Líbia está em estado de caos desde a expulsão do ex-líder Muammar Khadafi , morto em 2011. Centenas de jovens africanos subsaarianos foram encontrados nos chamados mercados de escravos, segundo o relatório da OIM. Um migrante senegalês, que não terá seu nome divulgado para proteger sua identidade, disse que havia sido vendido em um desses mercados na cidade Líbia de Sabha, antes mesmo de ser levado a uma prisão improvisada onde mais de 100 imigrantes estavam sendo mantidos como reféns.
Mulheres também estão sendo vendidas e levadas para casas onde estão sendo forçadas a serem escravas sexuais, diz testemunhas. A humilhação é mais forte aparentemente quando além de sequestrados, são surrados, exposto ao sol, mal alojados, sem alimentação, são tratados como animais. O chefe de missão da OIM para a Líbia, Othman Belbeisi, disse à BBC que os preços dos escravos eram determinados de acordo com suas qualificações. "Aparentemente, eles não têm dinheiro e suas famílias não podem pagar o resgate, então eles estão sendo vendidos para obter pelo menos um benefício mínimo com isso", disse ele.
Um membro da equipe da OIM no Níger confirmou os relatos de leilões na Líbia com depoimentos de outros migrantes que escaparam. "Todos eles confirmaram o risco de serem vendidos como escravos em praças ou garagens em Sabha sejam por seus motoristas ou moradores que recrutam os migrantes para trabalhos diários na cidade, muitas vezes na construção civil." Aqueles que têm alguma qualificação profissional são vendidos a preços mais elevados. E mesmo assim. Alguns imigrantes, principalmente nigerianos, ganenses e gambianos são obrigados a trabalhar como guardas nas casas de resgate ou no próprio mercado. É africano guardando africanos em depósitos para serem vendidos por outros africanos. Acrescentou vítima que não teve nome revelado, após fugir.
A organização chamou o surgimento desses mercados de "uma nova e preocupante tendência na já grave situação dos migrantes na Líbia". Em fevereiro, a Unicef divulgou um relatório documentando em detalhes histórias de escravidão, violência e abuso sexual ocorridas com muitas crianças que viajaram da Líbia para a Itália. De acordo com o documento, aproximadamente 26 mil crianças - a maioria delas desacompanhadas - cruzou o Mediterrâneo em 2016, e muitas sofreram abusos nas mãos de traficantes. Milhares de migrantes do norte da África chegaram à Itália no ano passado pelo mar. Mas antes de embarcarem, na Líbia, muitos por uma jornada perigosa de até seis dias no deserto do Saara.
Na Líbia, os "escravos" não resistem ao encarceramento, enquanto aguardam por seus compradores (nobres senhores), e muitos morrem de sede e fome. Dormem um por cima dos outros nos depósitos, e quando morrem são atirados no deserto, para virar comida de abutres, quando não são enterrados como animais.

A opinião mundial deve ser uma aliada nessa luta

Samuel E'too primeira personalidade a se rebelar
 O jogador de futebol camaronês #Samuel E'too está de viagem a Líbia para ver de perto a situação dos seus irmãos e irmãs Africanos vendidos como animais na Líbia, é a primeira personalidade a se manifestar publicamente contra essa barbárie e se diz revoltado com a situação. “A opinião pública mundial, sobretudo os africanos de fama internacional devem dar seu contributo pelo fim do genocídio do povo africano por intermédio da escravidão”. Profetizou o estudante angolano Mbanzani Lukengo.
‘Os presidentes da África ocidental, a região de origem da maior parte dos migrantes, reagiram com firmeza. O primeiro foi Mahamadou Issoufou (Níger), que solicitou uma investigação ao Tribunal Penal Internacional e convocando seu embaixador na Líbia para possíveis consultas. Idêntica decisão tomou Roch Kaboré (Burkina Faso), que solicitou em apelo às autoridades líbias para que atuem. O Governo senegalês exigiu uma investigação pelo que o presidente malinês, Ibrahim Boubacar Keita, denominou de “barbárie que interpela a consciência de toda a humanidade”. Todos solicitaram à União Europeia, à União Africana e às Nações Unidas que intervenham de uma vez, para acabar com esse abuso desumano e que atingem a todos.
Africanos revoltados opinaram em Angola, sobre a escravidão hoje na África. ”Não sei como os africanos, ainda não conseguem se rebelar contra os escravizadores, temos que nos unir, são 43 países africanos assistindo apenas um cometer essa atrocidade”. Disse o estudante angolano Nsombokela Dimbenzi Ernesto.
Fonte: Revista Òmnira

Fotos: Divulgação (internet).

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