domingo, 14 de maio de 2017

A PERFORMANCE FELINA DO SARAU DA ONÇA

Publicado por Roberto Leal As domingo, 14 de maio de 2017  | Sem Comentarios


O Sarau da Onça é o Diferencial da Favelização da Literatura de Luta
Pela primeira vez eu fui lá, fui só me contentar, fui pra ver a poesia rolar, até mesmo bem falada, no entanto conversada por ativistas moderadas, protestos democrático, sem racismo sem caralho, deixando a buceta sangrar, foi assim que ouvi lá, era a poética da bala e fogo que governou com todo gosto, que fez angolanos lembrar, do Levarte bem humorado, que de Luanda foi mostrado, um Discípulo de Agostinho Neto, que passou por Pedro Belgio e no Kapa foi parar, era uma poesia que gritava, devorada por olhares, mastigada por milhares e bebida com abará, retratada por mulheres e desenhada por rapazes, que vestiam a periferia com a aparência dos demais, com a dialética do gueto, dos becos e dos estreitos preconceitos que há.
Lembrada a policia que mata um irmão de madrugada, no meio da escuridão, de uma justiça sem razão, quando na sua escrotidão tira a vida de um cidadão, quando aborda e desacata, sua dignidade que tira a mascara, transbordando sua arrogância, machucado pela carne branca, que colonizaram a preta Constância  que aprendeu repudiar, ganhou direitos de gritar, destilando desde já, um certo antidoto popular. É um Sarau da porretada, da poesia demasiada humana, que não machuca quem encanta e reinventa o seu cantar, que grita no seu dia e esbraveja de alegria, pois é possível sonhar. Sarau da Onça Suçuarana, que rugi por toda banda, em toda quase periferia, onde a poesia de lá se cria, podendo até um teatro lotar e a Literatura mostra a linha, da rima que se perdia, quando a palavra foi falada, debruçada até na alma e no seu breve dia a dia deixando um palavrão escapar. Uma juventude deslumbrada que chega descabelada mostrando a beleza arretada, que da África veio ficar, hoje bem valorizada, por espetáculos vindos de casa e das obras destacadas nas suas roupas de cores bordar.

Foi o dia do lançamento da coletânea poética "O Diferencial da Favela: Poesias e Contos de Quebrada", segunda publicação do Sarau da Onça e do Grupo Ágape, projeto vencedor do II Festival de Arte e Cultura, é patrocinado pelo Fundo de Cultura/Secretaria de Cultura do Estado da Bahia, foi selecionado nos Editais de Literatura da Fundação Cultural do Estado. .


Foto: Roberto Leal 

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