terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

COMPANHIA DE TEATRO UIGENSE QUER FAZER HISTÓRIA EM ANGOLA

Publicado por Roberto Leal As terça-feira, 14 de fevereiro de 2017  | Sem Comentarios

Simbolo de resistência teatral
No âmbito do Projecto Twiza Teatro, que por sua excelência vem emancipar o teatro na província do Uíge, o Protesa Teatro realizou de 11 a 18 de setembro de 2016 o Festival de Teatro Café Mabuba denominado (Festema), que veio demonstrar a relevância do “Café Mabuba” que há tempos atrás foi o precioso fruto de riqueza da zona norte de Angola. Facto jamais visto na província do Uíge, com o intuito de proclamar a união, paz e amor ao próximo, no seio da sociedade cultural cafeícola, portanto, a ideia é unir os grupos teatrais de Angola com um intercambio entre os fazedores da arte nas diversas províncias de Angola.

O que se pretendeu neste “Festema”, foi proporcionar grandes momentos de lazer pilotados pelos  trabalhos cênicos, criativos para os atores, músicos, encenadores, escritores e ao publico em geral que participou e aproveitou e conviveu neste festival, um ato inédito do teatro uigense… É bem  a realidade que “a verdade cênica não é a pequena verdade exterior que leva ao naturalismo. É aquilo em que vocês podem acreditar com sinceridade…” É, no entanto, nesta verdade foi que convidamos todos os amantes da arte (teatro) para que juntos estivéssemos unidos a festejar em prol do crescimento do teatro na cidade dos “bagos vermelhos”. Certo é que há algum tempo, o Protesa Teatro veio a descobrir que o teatro é como qualquer outro oficio artístico, aonde a prática conduz à perfeição. Assim como um músico precisa estudar escalas, notas musicais, harmonia, ritmo, ou como um pintor precisa conhecer perspectiva, cores, combinar luz e sombras… Esse é o caminho a percorrer…

PEQUENO HISTORIAL CAFÉ MABUBA
Café Mabuba, é como é conhecido o café de Angola, uma riqueza em extinção. O café é por excelência uma riqueza, que durante a administração colonial portuguesa contribuiu substancialmente para o desenvolvimento da então colônia portuguesa: Angola. A província do Uíge, situada no norte do país, com uma extensão de 58.698 Km é a principal produtora e, nos últimos anos, antes da independência nacional, contribuía com cerca de 30 por cento no orçamento da administração colonial. No entanto, a criação de empresas territoriais depois da independência deu novo impulso à produção do café, que começou a decair nos anos 80 com o agravamento do conflito armado a nível nacional. Hoje, a produção de café na província do Uíge corre risco de extinção, a julgar pelo derrube sistemático de grandes fazendas cafeícolas, em substituição de outras culturas de rápido rendimento, designadamente como as lavouras de mandioca, banana e feijão. “Não temos moral para relançar a produção de café, porque ninguém nos apoia”, disse um agricultor em declarações ao Folha 8. 

Produtores alegam que a produção de café exige recursos financeiros avultados para garantir uma boa colheita. “Optamos agora por produzir o nosso milho, mandioca, feijão, batata, banana e abacaxi, são produtos que nos dão algum dinheiro a qualquer hora”, acrescentou o agricultor. Nas grandes fazendas, como a de Pumba Loji, Candande Loé, São Jorge, Congo Agrícola, Songo II Maonde, que antes numa colheita rendiam mais de 10 mil toneladas de café Mabuba ( o que quer dizer: café com casca), hoje a produção não passa de 150 toneladas. É uma pena o estado em que se encontram hoje as grandes fazendas de café que ergueram muitas infraestruturas em Angola. “Será que o nosso Governo não tem recursos para ajudar os agricultores interessados no fomento desta riqueza”? Questinou o ancião Lucas Pedro, do município do Songo, 40 quilômetros a norte da cidade do Uíge. O ancião ainda produz o café apesar da falta de instrumentos de trabalho e recorda que “os colonos apesar de nos explorarem, valorizavam o agricultor”, concluiu. O Festema Teatro homenageou através do seu tema principal, o café nesse seu primeiro ano de realização.

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