segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

UM OLHAR À CULTURA ANGOLANA NO SEU DIA

Publicado por Roberto Leal As segunda-feira, 9 de janeiro de 2017  | Sem Comentarios

Por: Eduardo Tchandja
Jornalista Roberto Leal pesquisador dos PALOP

É com esta máxima, grafada no livro de leitura da 4ª classe (se a memória não extravasar), o conhecido livro vermelho e amarelo, que busco prologar a reflexão sobre a cultura nacional no seu dia, pois a grandeza, a riqueza e a beleza do nosso país são deveras devedoras à diversidade da cultura nacional.
Assinala-se a 8 de Janeiro, o Dia Nacional da Cultura Angolana, data instituída em 1986, pela aprovação do Decreto 21 publicado no Diário da República N¤ 87, I Série de Novembro desse mesmo ano, por uma visão peremptória do discurso do saudoso Presidente Dr. António Agostinho Neto, proferido no mesmo dia e mês do longínquo ano de 1979 por ocasião da tomada de posse dos elementos que compuseram na altura o quadro gerente da UEA (União dos Escritores Angolanos), discurso do qual se cita um curto mas significativo trecho: "...a cultura não pode se inscrever no chauvinismo nem pretende evitar o dinamismo da vida..." (fim de citação).
À luz desse dinamismo, em conversa com Roberto Leal, jornalista, escritor e editor da Revista de Literatura Òmnira (que significa Liberdade, na Língua Yorubá), reafirmou o potencial cultural de Angola:" ...em minha opinião, e contando com as análises e estudos do intercâmbio UBESC e Revista Òmnira com a execução do trabalho litéro-social, cultural e educativo nos PALOP (Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa), Angola é considerada uma grande potência em diversidade cultural, desenvolvimento e aproveitamento da educação. Que me desculpem os outros países!" - manifestou o também fundador do Movimento Literário Kutanga/Angola, tendo afirmado faltarem poucos países para visitar e concluir o seu trabalho de intercâmbio, tendo inclusive visitado Angola a convite da ALCA (Associação Literária e Cultural de Angola) em Outubro/Novembro de 2015, onde ministrou a 1ª Formação Básica sobre Criação Literária, visitou escolas e outras instituições, ofereceu livros, firmou acordos se intercâmbio cultural e fez sessões de venda e autógrafos de obras literárias com destaque ao seu maior sucesso "C'alô & Crónicas Feridas". Tudo inserido nos festejos do 40¤ aniversário da independência de Angola. 
Roberto Leal afirmou ainda: "o intercâmbio cultural é bom para o desenvolvimento do povo, o que cresce a cada ano, e isso é bom para o cidadão angolano, que se destaca de forma a construir um futuro melhor para os componentes da sua sociedade, como também para a imagem do seu país e para o enriquecimento cultural do continente..." 
Numa espécie de contextualização do trecho do discurso do Poeta-Maior angolano, que falava na altura como estadista, Roberto Leal sublinhou: " Angola é um celeiro engrandecido de verdadeiros artistas e suas manifestações, e África já percebeu isso, bastando apenas começar a trabalhar juntos, com o mesmo interesse e os mesmos objectivos, pois um país sem cultura não é um país, é apenas uma sociedade constituída, uma estrutura conhecida e perdida em algum lugar"- arrematou o activista cultural e literário da Baía de São Salvador, articulista (com mais de setecentos artigos publicados nos jornais e revistas de todo mundo, mormente nos PALOP ) e Presidente da UBESC (União baiana de Escritores).
Roberto Leal espelha uma verdade irrefutável, sinal disso é a concorrência da cidade de Mbanza Kongo (capital do antigo Reino do Kongo ) a património histórico-cultural da UNESCO, o que explicita que Angola um país genuinamente diversificado em matéria de cultura, eis que se analisa bem escolhido o lema para as comemorações da efeméride neste ano de 2017: " a cultura faz-se nos municípios para valorizar e fortalecer o seu papel como factor de desenvolvimento".
O dia nacional da cultura foi vivido em todo país e na diáspora com vários atractivos, desde visitas e excursões a sítios e monumentos histórico-culturais, palestras e reflexões, recitais e espetáculos músico-culturais, cujo acto central se realizou na província mais a norte do país, Cabinda sob orientação da Ministra da cultura, Drª. Carolina Cerqueira.  As associações literárias, como a ALCA e seus parceiros também fizeram jus ao compromisso sério com a cultura nacional, pois esta fortalece a nação.




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