domingo, 4 de dezembro de 2016

MORRE O POETA MARANHENSE FERREIRA GULLAR

Publicado por Roberto Leal As domingo, 4 de dezembro de 2016  | Sem Comentarios

O Poeta Ferreira Gullar era um múltiplo artista 

O poeta, crítico de arte, dramaturgo, biógrafo, tradutor e escritor maranhense Ferreira Gullar faleceu neste domingo (04/12), às 10 horas da manhã, aos 86 anos, a morte foi confirmada pela sua neta Celeste, ele que era também colunista de a Folha de São Paulo.  O escritor estava internado no Hospital Copa D'Or, na Zona Sul do Rio, por complicações pulmonares. A partir de um diagnostico de pneumotórax, o escritor contraiu uma forte pneumonia. Ferreira Gullar assumiu ao longo da sua vida como um dos fundadores do Movimento Neoconcretismo, o poeta que já havia participado de todos os acontecimentos mais importantes da poesia brasileira.

Imortal da Academia Brasileira de Letras desde 2014, como intelectual recebeu diversos prêmios. Em 2007, venceu o Prêmio Jabuti de melhor livro de ficção do ano com a sua obra "Resmungos". Em 2010, recebeu o Prêmio Camões, o mais importante dos países de língua portuguesa, e o Honoris Causa da Faculdade de Letras da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Dentre tantas outras honrarias relacionadas ao longo da sua carreira literária. O seu último livro foi  “Autobiografia Poética & Outros textos” da Ed. Autêntica.

Era o quarto em uma família de 11 filhos do casal Newton Ferreira e Alzira Ribeiro Goulart, ele nasceu José Ribamar Ferreira no dia 10 de setembro de 1930 em São Luiz, no Maranhão. No início da década de 1950, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde, em 1956, participou da exposição concretista que é considerada o marco oficial do início da poesia concreta. Três anos depois criou com Lígia Clark e Hélio Oiticica, o neoconcretismo, que valoriza a expressão e a subjetividade em oposição ao concretismo ortodoxo.

Como militante do Partido Comunista, foi exilado na década de 1970, durante a ditadura militar, vivendo entre a União Soviética, a Argentina e o Chile. Retornou ao Brasil em 1977 e foi preso por agentes do Departamento de Polícia Política e Social no dia seguinte ao desembarcar, no Rio de Janeiro. Foi libertado depois de 72 horas de interrogatório graças à intervenção de amigos junto as autoridades do regime. Depois disso, retornou aos poucos às atividades de critico, escritor e jornalista. Ainda não se tem informações sobre a data e horário do velório.

Fonte: ASCOM/Revista Òmnira


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