quinta-feira, 19 de maio de 2011

SOS para escritores e livros

Publicado por Roberto Leal As quinta-feira, 19 de maio de 2011  | Sem Comentarios


Livros a mão cheia
Foto: Roberto Leal
 Viver como escritor hoje, no Brasil é o mesmo que se ver segregado, discriminado, humilhado; diante da falta de espaço, da falta de apoio e da falta de uma campanha de incentivo à leitura ou até mesmo a obrigatoriedade da leitura como uma preparação educacional, em segmentos como: supletivo, concursos, testes de aprendizado e exames de seleção.
A prova disso pode ser vista nos sucessivos e fracassados lançamentos de obras em poesia e prosa (contos/romances), que no final de tudo transformam-se em grande tormento para seus organizadores/autores, levando os produtores ao desanimo cultural, de ver seus livros encalhados nos balaios dos sebos, nas prateleiras das pouquíssimas livrarias que os comercializam e nos pacotes lacrados que sempre sobram.
A própria imprensa não suporta fazer de escritores novos noticia fazer de suas obras manchetes, desconhecendo a valorização da descoberta, da garimpagem de talentos, do surgimento e da oportunidade de novas promessas... A divulgação, quando se dá, é feita em notas inexpressivas, que não destacam a mensagem e sem os devidos fundamentos da noticia, se perdem, fogem entre notas outras de autores consagrados (a maioria de estrangeiros) estes com maior ângulo de abertura e cobertura publicitária.
É preciso que os políticos/promessas cumpram ao pé da letra com suas plataformas de trabalho, como divulgado na época das eleições, das suas campanhas. Como eu, muitos escritores cansam de peregrinar esmolando, de gabinete em gabinete, uns míseros reais para conclusão de projetos direcionados a incentivar o público a aculturar-se, informar-se e desprender-se do analfabetismo literário e do desinteresse pelo livro, o que quase sempre é impedimento diante da negatividade de diversos parlamentares que nunca são “encontrados” ou nunca dispõem de verbas... Isto quando não se escondem...
Por dificuldades como essas é que chego  a pensar que não há interesse verdadeiro em ver/ter um povo culto, um povo que saiba votar, que saiba exigir os seus direitos, um povo que saiba distinguir os sucessores dos maus administradores, e assim fazer a diferença por um Brasil melhor e mais brasileiro.
Saúde, segurança e educação são propriedades que um politico deve ter com seu eleitorado, em se tratando de educação, digo livros, publicação, palestras, seminários, cursos, recitais, eventos etc... Enfim, um complemento para essa cultura que tanto se fala que o país precisa aprimorar...
Chamo a atenção dos escritores consagrados, que dentro dos seus contratos editoriais, não necessitam de ajuda financeira e nem de projetos apadrinhados para continuar, que esses cofres sejam abertos para projetos inovadores e que em curto prazo são promessas de revelação, deixando o caminho já percorrido, livre para ser trilhado por obras que deverão fazer parte da nossa literatura, em um futuro não muito distante. Quem poderá responder, por que o ser humano quanto mais tem mais quer, e por que a ambição faz parte do mundo e do pensamento de personalidades, se é um sentimento mesquinho e individualista?
Os escritores novos merecem respeito. E o público que lhe vem faltando, o público que lhe vem desmerecendo, o desfrutar de sua obra são circunstâncias de uma ignorância, de uma arrogância detalhadamente empregada na cultura bundinha, do remelexo e do glamour apelativamente sexual, o que se pode provar com a atenção que a mídia lhes dá, que é o que as empresas privadas e cervejarias esperam do retorno investimento/lucro. Quem poderá responder se bêbados, maníacos e dançarinos não leem?
Esse estado de coisas para nós escritores, é um descaso, uma idiotia social. Por que não estipular uma porcentagem para cada investimento, por empresa, para determinadas áreas culturais, privilegiando dessa forma as classes de artistas?
Sei que sem a sua arte e sua cultura o país estaria bem pior, como também sei que o Brasil precisa colocar os políticos corruptos na cadeia e voltar a caçar os Marajás dos cofres públicos e puni-los com a redução de privilégios, por uma distribuição de renda mais justa e digna, visando a dirimir a miséria e a hipocrisia politica.
É por esse e tantos outros motivos que venho, através deste manifesto, deste desabafo, pedir que se faça uma reformulação, um remanejamento nas entidades que ostentem ou subsidiam os selos editoriais dos Estados. Esses selos editoriais, hoje, ainda não cumprem também com uma de suas principais funções, que é a de publicar e revelar novos talentos, são vistos como jogadas de cartas marcadas, com sérios riscos de deteriorarem-se imediatamente, mediante suspeitas de não terem outros escritores para publicar, senão os mesmos de sempre. O que não deixa de ser um meio de corrupção ativa e que prejudica a verdadeira atividade da secretaria de Cultura, em beneficio de poucos bolsos.

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